sexta-feira, 6 de abril de 2007

No rastro de um antigo matador

[continuação]


Tampouco há razões para pensarmos em uma situação envolvendo epidemia (embora seja bem difícil identificar doenças por restos fósseis). Pelo fato de os animais terem morrido em momentos diferentes, não temos por suspeitos eventos instantâneos e calamitosos como terremotos, inundações ou incêndios.


Seja lá o que os tenha matado-, o que sabemos é que ele agiu ao longo do tempo e atacava as vítimas uma a uma quando elas se aproximavam do rio - ao qual chegavam por vontade própria. Também temos indícios irrefutáveis de que o assassino realizava seus ataques em locais diferentes, mas valendo-se sempre da mesma tática.
Esses animais não sucumbiram fulminados durante um único dia ruim no Cretáceo tardio - foram vários dias ruins. Quando todas as evidências são consideradas, é possível apontar com segurança o assassino: a seca. Oportunidade para isso certamente houve.
Esse era um ecossistema subtropical com claras indicações de aridez e estações bem marcadas. Além disso, podemos ver que os animais se reuniam no leito seco do rio, muito provavelmente ao redor das poucas poças d'água remanescentes, morrendo à medida que a água limpa e os alimentos iam acabando.



Na atualidade, secas mortíferas, sobretudo em partes da África e no interior da Austrália, levam os animais a se juntar em torno dos poucos recursos que sobraram. Durante uma seca longa, milhares de animais podem perecer a poucos metros de sua última esperança de beber água, e as carcaças se acumularem em "zonas da morte" por anos e anos.

Estudos de mortandades modernas relacionadas a secas indicam que os desafortunados animais preservados nas brechas ósseas da Formação Maevarano poderiam, em última análise, ter morrido de inúmeras causas: desidratação, insolação, desnutrição, talvez até mesmo intoxicação, uma vez que a água vai aos poucos se tornando pútrida e insalubre.


De fato, temos indícios muito seguros de que ocorreram florações de algas nocivas nas poças d'água que os atraíram. Michael Zavada, especialista em pólen do Cretáceo da Universidade Estadual do Leste do Tennessee, conseguiu isolar minúsculos esporos de algas nas pedras ligadas aos ossos; no entanto, ainda resta confirmar se esses esporos são indícios de florações de algas tóxicas.

Mas como é que os corpos dos animais puderam ser preservados - alguns, por sinal, em excelentes condições? Restos biológicos tendem a resistir muito pouco na superfície, onde animais necrófagos e o sol devagar e sempre agem sobre os ossos, destruindo até mesmo os maiores, rachando-os até virarem pó.


Quando se trata da preservação de registros fósseis por longuíssimos períodos, o enterro deve acontecer o mais cedo possível. Com efeito, poderíamos argumentar que, do ponto de vista de um fóssil, um enterro rápido é o caminho mais curto para a imortalidade.

No rastro de um antigo matador

[continuação]


A morte em massa na antiga Madagascar durante o Cretáceo tardio oferecia um lauto banquete para aqueles que se alimentavam dos mortos. Necrofagia, o ato de se alimentar de cadáveres ou de carniça, é um nicho alimentar que precisa ser preenchido para a reciclagem biológica ocorrer a contento, e os profissionais modernos incluem desde bactérias a grandes vertebrados.


Ao lado de nosso colega Eric M. Roberts, que nos acompanhou a Madagascar há uma década na condição de estudante de graduação (e que atualmente dá aulas na Universidade de Witwatersrand, em Johanesburgo, África do Sul), encontramos vestígios de atividade de insetos necrófagos nos ossos de dinossauros de Madagascar: cavidades ovais com 1 cm de comprimento, em geral em partes que haviam sido ocupadas por tecido esponjoso dentro dos ossos.


Essas cavidades são sinais de que besouros adultos infestavam os cadáveres, se alimentavam da carniça e depois colocavam seus ovos nas proximidades. As larvas também se alimentavam da carniça, usando suas fortes mandíbulas para escavar as cavidades, que serviam como câmaras para formação das crisálidas.

Os insetos não eram as únicas criaturas a se alimentar dos mortos. Análises de marcas de mordidas oferecem dados irrefutáveis de que os dinossauros também se fartavam desse repasto.
Trabalhando em colaboração com Kristina Curry Rogers, do Museu de Ciências de Minnesota, registramos marcas de dentes do tetrápode Majungatholus atopus (dinossauro com 7 metros de comprimento) de uma amostra de ossos encontrados em pelo menos três diferentes brechas ósseas. Comparando o formato e o tamanho das marcas de dentes com as mandíbulas e dentes de vários carnívoros, pudemos excluir todos os outros suspeitos portadores de dentes afiados.

Alguns dos ossos mordidos de nossa amostra pertencem ao Rapetosaurus, um dinossauro saurópode de pescoço longo até então desconhecido, que Curry Rogers descreveu em sua dissertação defendida na Universidade Stony Brook.
No entanto, a grande maioria dos ossos com marcas de dentes (basicamente costelas e vértebras) pertencia ao Majungatholus atopus. O canibalismo como estratégia ecológica não é nem de longe raro entre os seres vivos, e ele certamente foi comum entre os dinossauros.

Desenterrar indícios para provar esse ponto, no entanto, é outra coisa, e nas brechas ósseas de Madagascar estão os únicos casos claros e seguros documentados até hoje de canibalismo entre dinossauros.
Infelizmente, os sinais de marcas de dentes não são conclusivos quanto a se os Majungatholus atopus de fato matavam os indivíduos dos quais ele se alimentava - predando, assim, a sua própria espécie - ou se eles simplesmente se aproveitavam da oportunidade para se alimentar de restos das carcaças de outros animais.


A história da massa de terra que forma Madagascar oferece indicações sobre o que matou tantos animais na ilha 70 milhões de anos atrás. No começo da Era Mesozóica (há 250 milhões de anos), Madagascar ficava no coração de Gonduana.

A atividade tectônica rearranjou as placas litosféricas da Terra, e por volta do início do Cretáceo (130 milhões de anos atrás) Madagascar estava posicionada a 400 km do continente africano; ela então se uniu à placa africana e começou a se mover em direção ao norte. Quando as mortes sob investigação se deram, o norte de Madagascar se encontrava próximo a 30º de latitude sul, onde as condições climáticas se alternavam entre secas prolongadas e períodos de chuva intensa.

Fonte:
http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/no_rastro_de_um_antigo_matador.html

Nasa anuncia arquitetura lunar


por Jim Oberg.

Em dezembro, a Nasa anunciou planos de levar humanos de volta à Lua por volta de 2020. Os projetistas da agência espacial definiram que os lugares mais atrativos são as regiões polares. Apesar de as considerações dos engenheiros terem representado um papel importante na decisão, fatores astronômicos também foram fundamentais.

Primeiro, o eixo de rotação da Lua é quase perpendicular ao plano orbital da Terra - por razões que ainda não podem ser explicadas. Isso significa que alguns picos de montanhas, particularmente aqueles próximos ao pólo sul, permanecem permanentemente à luz do Sol. Coletores de energia solar poderiam operar continuamente para abastecer as bases avançadas humanas.


O alinhamento axial da Lua também deixa algumas crateras em escuridão perpétua. E de acordo com a teoria atual, elas estão assim por pelo menos 1 bilhão de anos. Essas regiões poderiam servir como depósitos de gelo de origem cometária e fonte de água.

Uma segunda vantagem astronômica provém da acessibilidade das regiões polares. Para expedições de superfície de longa duração, os pólos são os pontos mais acessíveis da Lua para o lançamento de uma nave de sua superfície que iria se encontrar com um veículo em órbita. Este, então, retornaria à Terra.

Estrelas duplas mais coloridas do céu

As estrelas duplas são alvos fáceis para telescópios de todos os tamanhos.
Muitas combinam estrelas de cores deslumbrantes.
Por serem fontes pontuais, você pode observar as mais brilhantes mesmo sob céu claro.


Você não terá problemas para desfrutar dessas belezas celestiais com um telescópio pequeno, mesmo com alguma névoa e poluição luminosa.

Por James Mullaney.


Observar estrelas duplas é uma das experiências mais fascinantes, ainda que menosprezada, na investigação do céu. Mesmo pequenos telescópios podem enxergar milhares destas jóias e nenhum par é exatamente parecido. Além disso, você pode apreciá-las em noites que servem para tudo, exceto para observar outras maravilhas do céu profundo, devido à neblina, interferência luminosa da Lua ou artificial.


Enquanto duplas de azuis e brancas bem conhecidas como Mizar (Zeta [z] Ursa Majoris) e Castor (Alfa [a] Geminorum) ou algumas douradas como Algeiba (Gamma [g] Leonis) aparecem bem no telescópio, são os pares com contrastes marcantes de cores que empolgam a maioria dos observadores.


Você descobrirá alvos entre as estrelas vistas a olho nu, que se distinguem bem quando vistas pelo telescópio. Como disse J. Dorman Steele há mais de um século, "cada cor que fulgura nas flores do verão incandesce nas estrelas à noite". E enquanto muitas destas cores são ilusórias - resultado dos efeitos do contraste entre estrelas de brilho diferente - em outros casos elas são reais.


Aqui estão 21
das duplas coloridas de que mais gosto. Organizadas em ordem de ascensão reta, elas fornecerão a você um ano inteiro de prazer em suas observações. Para melhor resultado, use a menor magnificação capaz de separar cada par. Às vezes, desfocar um pouco a imagem (o que uma vista ruim já faz) ajudará a perceber tonalidades sutis, pelo espalhamento da luz por uma área maior de sua retina.







Estrelas duplas mais coloridas do céu

(continuação]

Presentes duplos da primavera. A constelação de Cassiopéia abriga uma gema pouco conhecida - a Struve 3053 - cujos tons dourado e azul fazem alguns observadores relembrar a famosa Albireo, que é vista no inverno. Apesar de ser notavelmente mais pálida, a Struve 3053 é uma presa fácil para um telescópio de 8 cm (3 polegadas) com 30x. Ela é melhor observada com um telescópio de 20 cm (8 polegadas) a 60x.


Eta () Cassiopeiae é uma bela dupla em que a estrela principal, amarela e de quarta magnitude, brilha mais que sua companheira, que é roxo-avermelhada. Ela já foi descrita como castanha, lilás, lavanda e mesmo alaranjada por outros observadores. Um telescópio de 5 cm (2 polegadas) a 25x mostra a cor característica da componente menos brilhante, mas Eta se torna mais surpreendente à medida que a abertura aumenta. Com um telescópio de 25 cm ou 30 cm a 60x ou
mais, prepare-se para ficar boquiaberto.


Uma das estrelas duplas mais coloridas é Almach (Gama [] Andromedae). A estrela principal tem cor topázio e sua companheira aparece em tom de água-marinha. As cores são lindas com um telescópio de 10 cm, de 50x a 100x.
Devido às estrelas estarem separadas por apenas 10", a visão não perde impacto quando feita com telescópios grandes. Os observadores tendem a usar magnificações mais altas com telescópios maiores, de maior distância focal. Muitas vezes isso separa excessivamente os pares.


Abaixo de Órion, em Lepus, você encontrará Gama () Leporis, uma dupla grande e atrativa para telescópios pequenos. A estrela principal é amarelada e a outra, castanho-avermelhada. O colunista de Astronomy Phil Harrington descreve o par como "banhado com cor viva", e o considera um dos mais admiráveis do céu. Enquanto uma bela vista pode ser obtida com um refrator de 5 cm a 25x,
a dupla é muito separada para obter melhores resultados com magnificações maiores.


Em um artigo há alguns anos, chamei h3945 em Canis Major de "Albireo do verão", e o apelido parece ter pegado. Este conjunto magnificamente colorido brilha com tons de vermelho-fogo e azul-esverdeado. As duas estrelas são impressionantes com um telescópio de 8 cm a 30x e maravilhosas com instrumento de 15 cm a 50x. O prefixo "h" indica que é uma das muitas duplas descobertas pelo astrônomo inglês John Herschel
(1729-1871).


Pares especiais do outono. Iota () Cancri é uma estrela dupla laranja e azul que você pode distinguir até com binóculos com aumento de 7x. É uma vista admirável mesmo para o menor telescópio. A conhecida observadora de estrelas duplas Sissy Haas, da Pensilvânia, pensa que o par tem o contraste de cor mais evidente do céu visto por seu refrator de 5 cm. Ela considera Iota melhor que Albireo. A percepção de cor varia entre as pessoas, então assegure-se de checar Iota por si mesmo.


Alaranjado vivo e esmeralda devem ser as melhores cores para descrever a 24 Comae Berenices. Ela permite uma visão excelente com um telescópio de 10 cm a 45x, e está esperando por você entre as muitas luzes pálidas desta constelação rica em galáxias. Você não precisará de um telescópio maior para observar a estrela principal, de magnitude 5, e a secundária, de
6,3.


Chamada de Pulcherrima, "a mais bela", pelo observador russo Wilhelm Struve (1793-1864), Izar (Epsilon [] Boötis) exige magnificação relativamente alta e boas condições para uma distinção clara por telescópios pequenos. Um telescópio de 13 cm a 100x é capaz disso. O de 8 cm a 150x
mostra seus discos amarelo-dourado e verde-azulado quase se tocando - uma vista verdadeiramente fascinante!


Xi () Boötes é um par amarelo e roxo-avermelhado que causa surpresa e empolgação a qualquer um que a vê pela primeira vez. De visão absolutamente refinada com um telescópio de 15 cm a 50x, seus tons são bem vistos com telescópios grandes, que muitas vezes saturam as cores das duplas mais brilhantes devido ao excesso de luz. Nestes casos, é bom diminuir a abertura.

Estrelas duplas mais coloridas do céu

[continuação]


Se você gostou de Xi Boötes, Kapa () Herculis aparece como um clone maior dela. É fácil distingui-la com um telescópio de 5 cm a 25x, com as cores amarelo e castanho-avermelhado, e a lateral possivelmente tingida de um tipo de alaranjado. As estrelas se separam por 27" e brilham com magnitude de 5,1 e 6,2.

Antares (Alfa [] Scorpii) é a mais difícil mas a mais espetacular (ao menos quando vista por grandes telescópios) de nossa lista. A estrela maior, vermelho-fogo, é acompanhada de perto por uma parceira que só pode ser descrita como verde-esmeralda.

Mas esta cor verde é verdadeira? O observador e escritor William H. Smyth (1788-1865) observou a estrela companheira ao emergir, antes da principal, de um eclipse da Lua. O tom esverdeado visto por ele, então, não resultou de um efeito de contraste com a estrela principal. Observações similares recentes atribuem uma cor azul à companheira.


Você pode distinguir as estrelas de Antares com um telescópio refrator de 13 cm, a 100x, em noites de boa visibilidade. Vista com um refrator de 33 cm a 190x, esta é possivelmente a estrela dupla mais espetacular do céu!


A aconchegante par laranja e verde-azulado Ras Algethi (Alfa Herculis) remete os observadores a Antares. Um telescópio de 5 cm a 75x distinguirá bem as duas, e elas formam uma vista adorável com um telescópio de 20 cm a 100x. A magnificação necessária para separar Ras Algethi depende do brilho da estrela variável principal.


Omicron () Ophiuchi tende a ser suplantada pelos diversos aglomerados globulares encontrados nesta região, mas não a perca de vista. Essas jóias alaranjada e azul, separadas por apenas 10", são maravilhosas vistas por um telescópio de 8 cm, a 30x.


Já 95 Herculis é preciso ver para acreditar! As cores são exatamente como Smyth descreveu há mais de 150 anos: verde-maçã e vermelho-cereja. Estes tons surpreendentes brilham sutilmente, mas com persistência em todas as aberturas de telescópio, e são melhor vistas com o de 15 cm, a 50x.


A dupla 70 Ophiuchi tem um tipo de contraste inteiramente diferente da maioria das estrelas a que nos referimos - amarelo e vermelho. Alguns observadores dizem ter visto um toque persistente de violeta na estrela companheira, de sexta magnitude. O tom que você vê depende da percepção de cor de seus olhos.


A magnífica Albireo (Beta [] Cygni) tem a responsabilidade de ser "a estrela dupla favorita de todas as pessoas", não por acaso. Suas gloriosas cores alaranjada e azul são inconfundíveis mesmo em um telescópio de 5 cm, a 20x, e podem ser vistas por binóculos 10x50. E essas cores são definitivamente reais.

Estrelas duplas mais coloridas do céu

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A nomenclatura das estrelas duplas é simples. A "principal" é a dupla mais brilhante do par e os astrônomos as consideram o centro do sistema. A estrela mais pálida é a companheira, ou "secundária". A "separação" mede a distância entre as estrelas em segundos de arco. Os astrônomos medem o ângulo de posição em graus do norte (0°) para oeste (90°) e retornando ao norte (360°).


A ESTRELA PRINCIPAL de Ras Algethi (Alfa [] Herculis) varia de magnitude 2,7 a 3,9, enquanto a companheira mantém magnitude 5,4; A 70 OPHIUCHI exibe cores incomuns para uma estrela dupla. O par combina uma principal amarela de magnitude 4,2 com uma companheira vermelha de magnitude 6,2. OPHIUCHUS, A PORTADORA DA SERPENTE, é uma constelação ao norte do centro da Via Láctea. Hercules fica em sua margem norte;


OMICRON (o) CYGNI é um par bastante separado (106") que fica a 5° a oeste-noroeste de Deneb (Alfa Cygni). Com baixa magnificação, esta estrela dupla imita Albireo, amarela e azul; CYGNUS, O CISNE, fica ao longo dos densos campos de estrelas da Via Láctea e por isso mesmo é repleto de grandes estrelas duplas para telescópios de todas as aberturas;


ALBIREO (Beta [b] Cygni) marca a cabeça de Cygnus, o Cisne. Albireo pode ser a estrela dupla mais conhecida do céu. Suas componentes dourada e safira brilham com magnitudes 3,4 e 4,7; BOÖTES possui muitas estrelas duplas, mas poucas tão brilhantes quanto Izar;


IZAR (Epsilon [e] Boötis) combina a luz de estrelas de magnitudes 2,6 e 4,8. Se você tiver dificuldade para encontrá-la, apenas olhe 10° a nordeste de Arcturus (Alfa Boötes). As componentes desta estrela dupla se separam por apenas 3", então use magnificação alta para separá-las;


Gama () Delphini fica a cerca de 15° a leste-nordeste da brilhante Altair (Alfa Aquilae), na ponta do paralelogramo que forma a pequena constelação Delphinus. Tipicamente, os observadores descrevem as cores deste par como amarelo e verde-limão;


DELPHINUS, O GOLFINHO contém diversos objetos interessantes, como o aglomerado globular NGC 7006. Sua estrela dupla mais interessante é Gamma.

Fonte:
http://www2.uol.com.br/astronomy/reportagens/estrelas_duplas_mais_coloridas_do_ceu.html

Em busca da "Partícula de Deus"


Atlas era um dos titãs da mitologia grega, condenado para sempre a sustentar os céus sobre os ombros. Aqui, Atlas é um dos quatro gigantescos detectores que farão parte do maior acelerador de partículas do mundo, o LHC, que está em fase adiantada de testes e deverá entrar em operação nos próximos meses.


LHC é uma sigla para "Large Hadron Collider", ou gigantesco colisor de prótons. Parece difícil exagerar as grandezas desse laboratório que está sendo construído a 100 metros de profundidade, na fronteira entre a França e a Suíça. A estrutura completa tem a forma de um anel, construída ao longo de um túnel com 27 quilômetros de circunferência.


As partículas são aceleradas por campos magnéticos ao longo dessa órbita de 27 Km, até atingir altíssimos níveis de energia. Mais especificamente, 7 trilhões de volts. Em quatro pontos do anel, sob temperaturas apenas levemente superiores ao zero absoluto, as partículas se chocam, produzindo uma chuva de outras partículas, recriando um ambiente muito parecido com as condições existentes instantes depois do Big Bang.


Nesses quatro pontos estão localizados quatro detectores. O Atlas, mostrado na foto nas suas etapas finais de montagem, é um deles. O Atlas, assim como o segundo detector, o CMS ("Compact Muon Detector"), é um detector genérico, capaz de detectar qualquer tipo de partícula, inclusive partículas ainda desconhecidas ou não previstas pela teoria. Já o LHCb e o ALICE são detectores "dedicados", construídos para o estudo de fenômenos físicos específicos.

Em busca da "Partícula de Deus"

Bóson de Higgs

Quando os prótons se chocam no centro dos detectores as partículas geradas espalham-se em todas as direções. Para capturá-las, o Atlas e o CMS possuem inúmeras camadas de sensores superpostas, que deverão verificar as propriedades dessas partículas, medir suas energias e descobrir a rota que elas seguem.


O maior interesse dos cientistas é descobrir o Bóson de Higgs, a única peça que falta para montar o quebra-cabeças que explicaria a "materialidade" do nosso universo. Por muito tempo se acreditou que os átomos fossem a unidade indivisível da matéria.
Depois, os cientistas descobriram que o próprio átomo era resultado da interação de partículas ainda mais fundamentais. E eles foram descobrindo essas partículas uma a uma. Entre quarks e léptons, férmions e bósons, são 16 partículas fundamentais: 12 partículas de matéria e 4 partículas portadoras de força.


A Partícula de Deus

O problema é que, quando consideradas individualmente, nenhuma dessas partículas tem massa. Ou seja, depois de todos os avanços científicos, ainda não sabemos o que dá "materialidade" ao nosso mundo.
O Modelo Padrão, a teoria básica da Física que explica a interação de todas as partículas subatômicas, coloca todas as fichas no Bóson de Higgs, a partícula fundamental que explicaria como a massa se expressa nesse mar de energias. É por isso que os cientistas a chamam de "Partícula de Deus".



O Modelo Padrão tem um enorme poder explicativo. Toda a nossa ciência e a nossa tecnologia foram criadas a partir dele. Mas os cientistas sabem de suas deficiências. Essa teoria cobre apenas o que chamamos de "matéria ordinária", essa matéria da qual somos feitos e que pode ser detectada por nossos sentidos.



Mas, se essa teoria não explica porque temos massa, fica claro que o Modelo Padrão consegue dar boas respostas sobre como "a coisa funciona", mas ainda se cala quando a pergunta é "o que é a coisa". O Modelo Padrão também não explica a gravidade. E não pretende dar conta dos restantes 95% do nosso universo, presumivelmente preenchidos por outras duas "coisas" que não sabemos o que são: a energia escura e a matéria escura.



É por isso que se coloca tanta fé na Partícula de Deus. Ela poderia explicar a massa de todas as demais partículas. O próprio Bóson de Higgs seria algo como um campo de energia uniforme. Ao contrário da gravidade, que é mais forte onde há mais massa, esse campo energético de Higgs seria constante.



Desta forma, ele poderia ser a fonte não apenas da massa da matéria ordinária, mas a fonte da própria energia escura. Em dois ou três anos saberemos se a teoria está correta ou não. Ou, talvez, nos depararemos com um mundo todo novo, que exigirá novas teorias, novos equipamentos e novas descobertas.


Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

domingo, 1 de abril de 2007

OS GRAYS E O DESPERTAR DA ESPIRITUALIDADE.

JORNAL VIMANA Em relação ao jornal Vimana não estamos mais aceitando assinaturas. ARTIGOS PARA O SITE PUBLICADOS NO JORNAL VIMANA

Por Marco Antonio Petit.

Depois de mais de cinco décadas de estudos ufológicos, além da realidade da presença extraterrena, podemos hoje já afirmar que estamos sendo visitados por representantes de várias civilizações distintas, que chegam ao nosso planeta com objetivos diferenciados.


Podemos estar observando e contatando naves e tripulações provenientes de mundos que estariam mantendo seus primeiros contatos com o planeta apenas agora, dentro de uma pesquisa ou processo de sondagem inicial. Outras parecem estar aqui já a algum tempo para retirar elementos necessários às suas próprias civilizações, ligados a geologia e a própria vida presente no planeta.


Estes contatos podem ser tanto "positivos", quanto "negativos" para as pessoas que os vivenciam, dependendo do nível de evolução espiritual atingido por tais civilizações. Parece existir, entretanto, um grupo formado por várias civilizações, que seriam relacionadas à própria origem de nossa humanidade, que acompanham nossa humanidade desde às mais remotas eras, cujos seres, quando não são exatamente iguais ao Homem, guardam muito semelhança com este.


Alguns dos representantes deste grupo, possuem, inclusive, características raciais semelhantes às raças humanas tidas por nós como terrestres. Nas últimas décadas do século passado começou a surgir nos EUA, e depois no resto do planeta, um outro tipo de experiência ufológica, dentro da qual os seres bloqueavam totalmente, ou em grande parte as memórias dos abduzidos e contatados.


Os seres responsáveis por tais experiências de contato, os chamados grays, devido a invulgar cor cinza da pele, apresentam ainda como detalhes grandes olhos negros, e membros de aparência frágil. Tais contatos começaram a "surgir" na verdade a partir da utilização da hipnose regressiva.


Estas hipnoses eram realizadas com outros objetivos, alheios aos interesses ufológicos, geralmente associados à busca de memórias perdidas, que podiam estar na maioria das vezes, para os psiquiatras e psicólogos, relacionados a traumas, ligados a abusos sexuais na infância e outros problemas psicológicos.


Se de início houve uma certa incredulidade por parte dos psiquiatras e psicólogos com o que vinham trazendo à tona, a partir do próprio trabalho que desenvolviam, com o passar dos anos, foram surgindo profissionais, que foram "vencidos" pela própria evidência, como John E. Mack, professor de Psiquiatria da Universidade de Harvard, e médico de Cambridge Hospital Estavam realmente diante de algo difícil de explicar dentro dos padrões estabelecidos pela psiquiatria e nossa psicologia.


Mack acabou por escrever p livro Abduções, hoje um clássico de literatura mundial, onde relata uma série de casos deste tipo, pesquisados diretamente por ele durante anos de estudos. Pessoas que evidentemente não se conheciam, as vezes de continentes diferentes, apesar de não se recordarem de nada sem as regressões, ao serem submetidas às mesmas, descreviam exatamente os mesmos seres, e seus procedimentos, relacionados a aspectos extremamente traumáticos.


Estas criaturas pareciam estar profundamente interessadas em trabalhar com a genética humana. Quando o objeto das abduções são as mulheres, havia a retirada de óvulos, que aparentemente são fecundados artificialmente e passam a ser desenvolvidos em incubadoras artificiais , em naves ou bases que estes serem parecem manter em nosso mundo.


Em outros casos as mulheres abduzidas são fecundadas artificialmente e devolvidas a seus lares. No início do processo as protagonistas destas experiências também não se recordam de nada (a maioria). Passadas algumas semanas, descobrem que estão grávidas, mas dois ou três meses depois são levadas novamente para o interior das naves ou bases, onde uma intervenção cirúrgica retira os fetos.


Estas mulheres retornam destes contatos geralmente sem se recordarem, como já falamos, dos fatos - situação que muitas vezes gera um estado de desequilíbrio pela falta de uma explicação para a perda do feto. Existem abduzidas que passaram por ambos os processos, ou seja, retirada de óvulos, e fecundação artificial de um outro, que permanece em seu corpo, que passa a se desenvolver naturalmente, até a posterior retirada do resultado do experimento.


Centenas de casos deste tipo foram estudados nas últimas décadas. Algumas das abduzidas por estes seres são depois levadas a conhecer o resultado destas experiências, e acabam conhecendo seus filhos e filhas. Algumas vezes os seres gerados por tais processos são cópias dos próprios grays, que aparentemente não conseguem se reproduzir em termos naturais.


Já em outros casos fica evidente a geração de criaturas híbridas, que parecem apresentar uma mistura das nossas características e dos próprios grays. Quando os homens são os abduzidos, existe a retirada de sêmen. Uma outra importante descoberta relativa a estes casos é a confirmação da existência de contatos recorrentes.
Geralmente tanto as mulheres como os homens alvos do interesse destes seres já vinham sendo contatados desde à infância. O primeiro contato ocorre aparentemente entre os cinco e sete anos na maioria das vezes. Conheço pessoalmente vários casos onde este tipo de realidade foi revelada pelas hipnoses.


Um bom exemplo são as experiências de contato da Sra. Ogliméia Mozart. Anos atrás, quando levamos a abduzida, juntamente com o ufólogo Arthur Sérgio, para fazer uma hipnose com a psicóloga Gilda Moura, na busca de mais informações sobre seu caso de contato mantido na cidade de Araruama, ocorrido no ano de 1990 (o único que a abduzida tinha parcialmente em sua memória consciente), tivemos a oportunidade de registrar esta realidade.


Ao ser levada a um estágio profundo de relaxamento por Gilda, Ogliméia passou a reviver de maneira seqüencial suas experiências, e isto desde seu primeiro encontro com uma nave ocorrido quando tinha apenas 5 anos de idade. A contatada reviveu tão intensamente estas suas experiências, que ao reviver um dos momentos de seu contato de 1990, quando o seu quarto foi invadido pela luz de uma nave, ela passou a manifestar em seu corpo todos os efeitos do calor sentido em 1990.
continua...



































OS GRAYS E O DESPERTAR DA ESPIRITUALIDADE .

Continuação...

Sua pele voltou a ficar avermelhada e chegou mesmo a suar, apesar de estarmos num ambiente refrigerado. Estes mesmos seres costumam ainda introduzir nos abduzidos (as) dispositivos, conhecidos em nossa área como "implantes".


Alguns pesquisadores acreditam que tais objetos poderiam estar associados a um processo de intervenção em nosso DNA, enquanto outros preferem pensar que tais dispositivos seriam implantados com o objetivo de monitorarem o posicionamento daqueles que são alvo de suas experiências.


Pessoalmente acredito que ambas as correntes possam estar com a razão, ou seja, existiriam implantes para as duas finalidades. Mais os estudos revelaram ainda algo mais surpreendente: o contato parece passar com o próprio material genético para a descendência dos abduzidos (as).


Pelo menos um dos descendentes dos contatados passam a sofrer o mesmo tipo de acompanhamento e intervenção, da mesma maneira, que a mãe, ou o pai do "sequestrado", ou "sequestrada" por estes seres já vinha sendo objeto da atenção deste processo de intervenção.


Mas o que existiria por trás da conduta desses alienígenas? Devemos logo destacar antes de tentar responder esta questão, que a presença destes seres, apesar de terem basicamente começado a surgir através das hipnoses apenas nas últimas décadas, acompanham nossa humanidade no mínimo já a milhares de anos.


Chegou-se mesmo a descobrir a imagem de um gray em uma representação da arte dos antigos egípcios, e existem outras representações em pinturas rupestres mais antigas, que parecem também estarem associadas a estes seres.


O norte-americano Budd Hopkins, autor de vários livros que tratam basicamente deste tipo de fenomenologia, e um dos maiores especialistas nestas experiências, responsável pela realização de inúmeras hipnoses em abduzidos e abduzidas, acredita que estes seres não seriam nem positivos, nem negativos para nossa Humanidade.


Estariam aqui com o objetivo apenas de misturarem o seu DNA com o nosso, numa tentativa de resolverem um problema genético ligado à reprodução de sua própria espécie. Outros, como o também norte-americano David Jacobs, autor do livro Vida Secreta, defendem uma visão mais pessimista, dentro da qual estaríamos diante de seres extremamente perigosos para os destinos de nossa Humanidade.


Existe, como também seria de se esperar, uma terceira visão sobre estes seres, e sou um dos defensores desta proposta alternativa, talvez um dos mais "radicais", como Raymond Fowler, o principal investigador do caso da norte-americana Betty Andreasson, em minha opinião, um "divisor de águas" nas pesquisas relativas aos sentidos maiores da atuação destes seres, que apresentamos em detalhes em nosso livro UFOs - Espiritualidade e Reencarnação.


Com o passar dos anos, e a evolução das pesquisas relativas à vários casos de contatos com estas criaturas, quanto mais hipnoses eram realizadas, começaram a surgir memórias, que revelavam que os chamados grays conviviam dentro de suas naves, e mesmo bases mantidas em nosso planeta, com àquelas criaturas extremamente semelhantes ao homem...


Estas criaturas, na verdade, quando eram vistas pelos abduzidos (as) dividindo os mesmos ambientes com aqueles semelhantes à nossa espécie, sempre se apresentavam como ocupando uma posição hierárquica inferior.


De maneira definitiva, os grays parecem desempenhar um papel na verdade de agentes de um processo de intervenção em larga escala sobre os destinos de nossa humanidade, mas sob o comando justamente daquelas criaturas, que nos contatos afirmam, que somos seus descendentes biológicos.


Falando claramente, se os grays fossem a representação do aspecto "maligno" do fenômeno ufológico, como muitos ainda sugerem, nossa humanidade estaria perdida de maneira definitiva, pois são comandados por aqueles seres, que parecem ser os positivos, e responsáveis até por casos de curas.


Os mesmos, inclusive, que parecem estar intimamente relacionados ao avanço e evolução espiritual de nossa humanidade. A própria atuação destes seres parece hoje intimamente relacionada também a este aspecto, ou seja, querem nos mostrar algo muito especial: a nossa realidade espiritual.


Através dos contatos mantidos, os cinzas tem revelado a natureza espiritual não só do Homem, como do próprio Universo. Segundo estes seres "não somos feitos apenas de carne e sangue" , como foi revelado para a contatada norte-americana Betty Andreasson.


Muitos abduzidos pelos chamados grays, tiveram de maneira surpreendente a oportunidade de observar no interior das naves através de uma espécie de tela, cenas de suas vidas pregressas, imagens de outras encarnações. Que tipo de tecnologia seria capaz de tornar isto possível? Outra detalhe não menos surpreendente revelado pelas hipnoses, foi a descoberta que os abduzidos do presente já vinham sendo abduzidos em outras encarnações anteriores.


Estes seres parecem estar na verdade interferindo em nossa evolução, através da genética, para que possamos dentro de pouco tempo gerar corpos físicos mais adequados a nossa evolução espiritual, que não mais bloquearão nossas memórias ligadas às nossas outras encarnações, quando nossos espíritos mergulhares no nível mais denso deste Universo. Estamos caminhando para dar um salto em nossas percepções da realidade.


Na verdade, segundo as informações recebidas mediante os contatos, este bloqueio que ainda hoje experimentamos, é decorrente de coisas que vivenciamos no passado remoto, após nossa implantação neste planeta. Uma espécie de acidente, relacionado ao aumento da atividade de nosso Sol, que destruiu não só a civilização que havia sido implantada na Terra há milhões de anos, mas gerou a partir dos poucos sobreviventes uma descendência degenerada em termos biológicos, que passou a apresentar esta "anomalia".


Desde então estamos sendo "tratados" para a eliminação desta nossa limitação, que nos impede de termos de maneira definitiva uma visão de nossa realidade espiritual.
http://www.marcopetit.com/





































sexta-feira, 30 de março de 2007

Estudo contesta ligação entre fim de dinossauros e evolução de mamíferos

Folha Online

A extinção dos dinossauros há 65 milhões de anos não produziu um "surto" de surgimento de novas espécies ancestrais dos modernos mamíferos, afirma um estudo que será publicado na "Nature" desta quinta-feira.

A visão aceita até agora é a de que depois do desaparecimento dos dinossauros, os mamíferos de repente se viram livres para explorar novas fontes de alimentos e habitats, o que teria resultado em uma "explosão" de novas espécies.
Os cientistas envolvidos no estudo construíram uma grande árvore genealógica evolucionária dos mamíferos, com 4.150 espécies. Porém, não encontraram sinais de que tal profusão de novas espécies que deram origem ao mamíferos de hoje tenha ocorrido na época.

Algumas espécies chegaram a passar por um desenvolvimento rápido após a extinção dos dinossauros, mas elas acabaram desaparecendo, sem deixar descendentes. Em contraste, nenhuma "explosão" foi encontrada entre os ancestrais dos mamíferos atuais, como roedores, gatos, cavalos, elefantes e homens.

"Fiquei abismado",disse Ross MacPhee, co-autor do estudo e curador de zoologia de vertebrados do Museu Americano de História Natural, em Nova York.

Segundo a pesquisa, houve dois momentos em que aconteceram uma profusão de novas espécies entre os ancestrais dos mamíferos de hoje: entre 100 milhões e 85 milhões de anos atrás e entre 55 milhões e 35 milhões de anos atrás.
O momento do primeiro período de desenvolvimento evolucionário está de acordo, em geral, com as conclusões de estudos anteriores, feitos com o DNA de mamíferos, que apontam para a origem de algumas linhagens muito antes do que indicam registros fósseis. O segundo surto aparece registrado em fósseis, afirmou MacPhee.

Novos desafios.

O estudo desafia os paleontólogos a encontrarem novos fósseis que possam trazer luz à história dos mamíferos, disse Greg Wilson, curador de paleontologia de vertebrados do Museu Natural e de Ciência de Denver. William J. Murphy, da Universidade A&M do Texas, que trabalha em projeto similar, disse que nenhuma análise anterior incluiu tantas espécies de mamíferos.
No entanto, Murphy afirmou que a proposta do estudo de definir datas foi relativamente crua. Algumas datas que foram produzidas para algumas linhagens não estão de acordo com as que foram obtidas por outros métodos mais atualizados, analisou. "Não tenho certeza se a conclusão está bem fundamentada", disse.

John Gittleman, co-autor do estudo e diretor do Instituto de Ecologia da Universidade da Geórgia, disse que as conclusões gerais não foram significativamente afetadas pelas datas escolhidas.

Os pesquisadores deveriam agora estudar o surgimento de plantas e o esfriamento do clima para explicar por que os ancestrais dos mamíferos modernos se desenvolveram antes da extinção dos dinossauros, disse Gittleman. O motivo do segundo surto também é um mistério, afirmou.

Árvore genealógica.

A árvore genealógica do estudo contém 4.510 espécies, mais de 99% de uma lista publicada em 1993. Desde então, 300 espécies foram incluídas na lista, mas os pesquisadores afirmam que isso não afeta as conclusões da pesquisa.


Para construí-la, levou-se em conta trabalhos publicados anteriormente que se baseavam em análises de DNA, fósseis, anatomia e outras informações. Blair Hedges, biólogo da Universidade Estadual da Pensilvânia, disse que o fim dos dinossauros pode ter influenciado a evolução dos mamíferos em características como tamanho. Tais mudanças, porém, não foram avaliadas pelo novo estudo, afirmou. Com Associated Press.

Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u16188.shtml

A origem cósmica do carnaval

Astrônomo brasileiro reconta origens da festa em artigo exclusivo para o G1. "Foliões não sabem que estarão fazendo apelo a uma reminiscência de origem solar."
Ronaldo Rogério de Freitas Mourão


A vida humana está associada a fenômenos astronômicos e a ciclos naturais, tais como o ano e o dia que permitiram a elaboração dos calendários civis e religiosos, onde as grandes festas universais, como a Páscoa, o Natal etc., constituem lembranças astronômicas de grande importância histórica e econômica para a época em que foram instituídas.


Muitas dessas tradições de origem pagã foram absorvidas pelas religiões atuais do mundo ocidental. A grande maioria dos foliões do nosso carnaval, ao se divertir, não sabe que estará inconscientemente fazendo apelo a uma reminiscência astronômica de origem solar.

De fato, na Antigüidade a importância dos astros era enorme na vida econômica e social. Como não possuíssem um calendário preciso que lhes permitissem prever com segurança a ocorrência do início das estações e, portanto, a época da semeadura e colheita -- eram os povos primitivos, em especial os camponeses, obrigados a observar o céu. Em função de determinadas estrelas muito brilhantes, sabiam com antecedência quando iria ocorrer a chegada da primavera, do verão, do outono e do inverno.

Por outro lado, a observação astronômica, além de ser motivada pela sua principal atividade econômica -- a agricultura --, era estimulada também pela ausência de luz nas grandes metrópoles da época, o que facilitava muito a observação dos astros. Com efeito, a feérica iluminação das grandes cidades modernas tem afastado o antigo hábito de observação do céu. Assim, ofuscados pelas luzes, não vemos os astros, que regem a nossa vida social em virtude de toda uma série de tradições de origem astronômica que foram estabelecidas pelas civilizações que nos antecederam.

Desde as mais recuadas eras, os diferentes povos estabeleceram algumas festas de grande alegria. Assim, encontram-se entre os egípcios as festas de Ísis – deusa antropomórfica da magia e da ressurreição, e do Touro Ápis – deus da fecundidade e do renascimento, representado por um touro branco com um disco solar entre os chifres ; as dionisíacas – danças e festas em homenagem ao deus Dionísio ; festa em honra de Baco, deus do vinho, entre os romanos; entre os gregos; as lupercais – festas ao Luperco ou Pã, deus protetor dos pastores e dos rebanhos comemorado em 15 de fevereiro, na Roma Antiga; e as saturnais – festas a Saturno, deus da agricultura, celebrado entre os dias 17 e 19 de dezembro, quando se comemorava a semeadura da safra, entre os romanos.


Todas envolviam festins, danças e disfarces. Embora seja muito difícil caracterizar a origem verdadeira do Carnaval, parece que os nossos atuais festejos estão intimamente associados às duas últimas festas romanas.

Logo após o início do Ano Novo, os romanos, nas calendas de janeiro, comemoravam as saturnais, festas instituídas por Janus em memória do deus Saturno que, segundo a lenda, teria transmitido a arte da agricultura aos italianos. Durante as saturnais, as distinções sociais não eram levadas em consideração. Os escravos ocupavam os lugares dos seus patrões, que os serviam à mesa. Nesse período não funcionavam os tribunais e as escolas.


Os julgamentos eram suspensos e os condenados não podiam ser executados. Interrompiam-se toda e qualquer hostilidade. Os escravos percorriam as ruas cantando e se divertindo na maior desordem. As casas eram lavadas e purificadas. As pessoas de um certo nível social preferiam se retirar para o campo, durante as saturnais, o que permitia ao povo celebrar com maior alegria esse período de liberdade.


Numa seqüência lógica aos excessos libertários, os romanos procediam à sua purificação pelas comemorações das lupercais, festas celebradas em 15 de fevereiro, em homenagem ao deus Pã, matador da loba que aleitara os irmãos Rômulo e Remo, fundadores de Roma segundo a lenda.


Nesses festejos celebrava-se o princípio da fecundidade. Durante as comemorações das lupercais, untados em sangue de cabra e lavados com leite, os lupercos nus, com uma pele de um bode sobre os ombros, saíam pelas ruas batendo nos pedestres com uma correia de couro.


As mulheres grávidas saíam às ruas e se ofereciam aos golpes das correias na esperança de escaparem às dores do parto. Por outro lado, as mulheres com desejo de possuírem um filho também procuravam ser atingidas pelas correias dos lupercos na esperança de virem a engravidar.

Como todos esses festejos, que consistiam essencialmente em mascaradas, disfarces e danças, já estivessem de tal modo implantados nos costumes quando do aparecimento do cristianismo, a Igreja só teve uma saída: adotou-os e, ao mesmo tempo, procurou santificá-los.

De fato, o Carnaval parece ter tido origem nessas antiquíssimas comemorações pagãs, em geral de grande alegria e liberalidade, que eram celebradas durante a passagem do ano e com o objetivo de anunciar a próxima chegada da primavera. Com efeito, o atual carnaval era o tempo de regozijo, que ia desde a Epifania (6 de janeiro). até a quarta-feira de Cinzas.


Com o tempo, essa festa acabou limitada aos últimos dias que antecediam o início da Quaresma, período de 40 dias que vai da quarta-feira de Cinzas até o domingo de Páscoa, e durante os quais os católicos e ortodoxos fazem sua penitência.
O período carnavalesco variou e ainda varia segundo as tradições de cada país. Assim, parece que ele se iniciava primitivamente na Idade Média em 25 de dezembro, incluindo a festa de Natal, o dia do Ano Novo e a Epifania. Mais tarde, passou a ser comemorado desde o dia de Reis até um dia antes das Cinzas.


Em alguns lugares da Espanha, sua comemoração inclui também a quarta-feira de Cinzas. Em alguns países só se comemora na terça-feira, ao passo que no Brasil é festejado no sábado, domingo, segunda e terça-feira.

Esses festejos de janeiro e fevereiro, ligados às antigas festas pagãs de abertura do ano, estão associados, como já demonstraram os peritos em folclore cristão. Não eram simples rituais desprovidos de significações mais profundas, como se podia supor inicialmente.


Na realidade essas festas populares cíclicas dos países cristãos, que serviam para abrir o ano e anunciar a vinda da primavera, estão todas elas intimamente associadas ao fenômeno astronômico do solstício de inverno no hemisfério Norte, de onde surgiram todas essas práticas.

As igrejas católica e ortodoxa herdaram tais festas ou rituais do mundo greco-romano, que, por seu lado, as teria recebido do Oriente. Assim, na realidade, todos os festejos cíclicos, tais como o próprio carnaval, estariam associados aos antigos rituais pagãos referentes às mudanças de estação, quando então se adoravam os deuses naturais da fecundidade, do crescimento, da colheita e da abundância, praticando-se penitências ou até mesmo o sacrifício de seres vivos.



Essas festas continuaram tradicionalmente a ser respeitadas mesmo nas regiões que não apresentam as mesmas mudanças meteorológicas. Assim, as festas do carnaval comemoradas durante o inverno no hemisfério Norte são celebradas, no hemisfério Sul, em pleno verão.

Micareta, o carnaval alternativo


Nos primeiros decênios do século XX, o jornalista Francisco Guimarães – o conhecido Vagalume , percebendo que o sábado de Aleluia se distanciava muito do período carnavalesco, introduziu no Rio de Janeiro a Mi-Carême (Meia Quaresma), importada da França. Essa festa parisiense foi comemorada no Rio, nos anos de 1920 até 1922, anualmente.
O vocábulo Mi-Carême foi abrasileirado em Micareta ou Micarema, cuja comemoração é muito comum nas cidades do nordeste, principalmente em Feira de Santana. De fato, nessa cidade baiana, comemora-se a Micareta, anualmente, na quinta-feira da terceira semana da Quaresma.


Ao contrário, do que ocorreu no Rio, a festa carnavalesca realiza-se 15 dias após a Páscoa. Ela surgiu, em Feira de Santana, em 1937, quando choveu muito durante o período do Carnaval e foi decidido que a festa de Momo fosse transferida para o mês de maio daquele mesmo ano. Em virtude do grande sucesso é habito até hoje, em Feira de Santana, comemorar um segundo carnaval também após a Páscoa.

Conclusão
Finalmente, convém lembrar este texto pouco conhecido de Albert Einstein: “Os homens não vivem só de pão. É possível que as pessoas não versadas nas ciências atinjam uma parcela da beleza e virtudes inerentes ao pensamento, com a condição de que este pensamento lhes seja tornado assimilável. Não devemos exigir que a ciência nos revele a verdade. Num sentido corrente, a verdade é uma concepção muito vasta e indefinida.


Devemos compreender que só podemos visar à descoberta de realidades relativas. Além disso, no pensamento cientifico existe sempre um elemento poético. A compreensão de uma ciência, assim como apreciar uma boa música, requer em certa medida processos mentais idênticos.


A vulgarização da ciência é de grande importância, se proceder duma boa fonte. Ao procurar-se simplificar as coisas não se deve deformá-las. A vulgarização tem de ser fiel ao pensamento inicial".

A leitura desse pensamento seria suficiente para eliminar um pouco a incompreensão da importância da divulgação científica, mas Einstein continua:

“A ciência não pode, é evidente, significar o mesmo para toda a gente. Para nos, a ciência é em si mesma um fim, pois os homens de ciência são espíritos inquisidores. Mas não devemos esperar que todos comunguem das nossas concepções, e assim os profanos em matéria de ciência devem constituir objeto de uma especial consideração. A sociedade torna possível o trabalho dos sábios, alimenta-os. Tem o direito, portanto, de lhes pedir por seu lado uma alimentação digestiva".


Assim como Einstein acreditou que a sociedade pede aos que guardam segredos a sete chaves, sejam científicos ou de natureza política, que liberem-na de uma forma algo bem digestível.

Fonte:
http://www.ronaldomourao.com/jornal/NewsClip/DefaultNewsShow.asp

Ruínas peruanas são observatório solar de 2.300 anos

Uma civilização peruana, anterior aos Incas, construiu há 2.300 anos o mais antigo observatório solar das Américas, indicou um novo estudo dos arqueólogos Ivan Ghezzi, da Pontifícia Universidade Católica de Lima, e Clive Ruggles da Universidade de Leicester, na Inglaterra.

A espetacular estrutura, feita de 13 torres perto de uma montanha na região desértica de Chankillo, era usada como espécie de calendário solar, segundo os especialistas. Eles acreditam que as torres, que há muito tempo intrigavam cientistas do mundo todo, marcavam os movimentos de nascimento e poente do Sol.


Artefatos de cerimônias foram encontrados perto de estruturas ao leste e oeste dessas torres, que podem ter sido locais de Registros de adoração do Sol pelos Incas datam do século 16. Mas estima-se que os primeiros estados complexos no norte do Peru tenham surgido com a civilização Moche, por volta do ano 400.

Observação.
Registros de adoração do Sol pelos Incas datam do século 16. Mas estima-se que os primeiros estados complexos no norte do Peru tenham surgido com a civilização Moche, por volta do ano 400.


No entanto, segundo um estudo publicado esta semana na revista norte-americana Science, as estruturas de Chankillo tiveram sua idade datada entre 200 e 300 a.C. Isso significa que as construções foram feitas cerca de 600 anos antes dos Moches existirem.


As torres são parte de um complexo de construções e praças de quatro quilômetros quadrados, cercado por paredes de árvores. Anteriormente foi sugerido que a estrutura fosse um forte, um templo, ou mesmo uma construção para batalhas cerimoniais.

Fonte: http://revistagalileu.globo.com/Galileu/0,6993,ECT1475376-1717,00.html

Dois terços das grandes cidades estão em áreas costeiras de risco, diz estudo

Folha Online.

Um estudo científico publicado no jornal "Environment and Urbanization" identifica pela primeira vez as áreas costeiras baixas e vulneráveis à elevação do nível do mar provocada pelo aquecimento global. No total, 634 milhões de pessoas moram nas zonas de risco --regiões com menos de 10 metros de altitude-- e esse número está crescendo, diz o estudo, divulgado nesta quarta-feira.

Dos mais de 180 países com população vivendo em regiões costeiras de baixa altitude, cerca de 70% possuem áreas urbanas com mais de 5 milhões de pessoas, incluindo Tokyo, Nova York, Mumbai (Índia), Xangai (China), Jacarta (Indonésia) e Dacca (Bangladesh).

A Ásia é particularmente vulnerável, e em geral as nações mais pobres correm maior perigo. O estudo não diz exatamente o que deve ser feito para evitar tragédias. O que tiver de ser feito, porém, não custará pouco e poderá envolver a retirada de muitas pessoas e a construção de estruturas de proteção. Além disso, acrescenta o estudo, os países deveriam considerar parar ou diminuir o crescimento populacional nas áreas de risco.
"A migração para longe da zona de risco será necessária, porém custosa e difícil de implementar, então os assentamentos costeiros também precisarão ser modificados para proteger os moradores", disse o co-autor do estudo, Gordon McGranahan, do Instituto Internacional para o Ambiente e o Desenvolvimento, em Londres.
Enchentes
Em fevereiro, o IPCC (Painel Intergovernamental da ONU sobre Mudanças Climáticas) alertou que o nível do mar subirá entre 18 e 59 centímetros até o final deste século, tornando as populações costeiras mais vulneráveis a enchentes e a tempestades mais fortes.

O novo estudo afirma que cerca de 75% das pessoas que vivem em áreas costeiras de risco estão na Ásia, e que nações como Bangladesh e pequenos Estados insulares como as Maldivas deveriam receber ajuda para lidar com o problema. Entre 1994 e 2004, cerca de um terço dos 1.562 desastres com enchentes ocorreram na Ásia. Metade das 120 mil pessoas que morreram nesse tipo de tragédia viviam na região. As áreas ameaçadas hoje abrigam cerca de 2% da terra mundial e 10% da população.

Ações para responder ao perigo, porém, não serão muito fáceis. "Mudanças relativamente pequenas na localização de assentamentos, de uma planície costeira para áreas mais elevadas, podem fazer uma grande diferença", afirma o estudo. Isso é especialmente verdadeiro na China, um país com uma economia orientada para a exportação, que criou áreas econômicas especiais em regiões costeiras.

Ranking
O estudo fez um ranking da vulnerabilidade dos países de diferentes maneiras. Os cinco países com mais pessoas vivendo em áreas de risco são China, Índia, Bangladesh, Vietnã e Indonésia. As cinco nações com a maior proporção de terras em zonas de risco são Bahamas, Holanda, Bangladesh, Polinésia Francesa e Gâmbia.


Na semana que vem, o IPCC deve alertar o mundo de que regiões costeiras já sofrem o impacto da elevação do nível do mar e do aquecimento global, e que a situação deve piorar. Por volta de 2080, cerca de 100 milhões de pessoas poderão sofrer com enchentes a cada ano devido à elevação do nível do mar.

Portugal inaugura maior planta de energia solar do mundo

Folha Oline

A maior planta de energia solar do mundo foi inaugurada nesta quarta-feira em Portugal. A planta, que custou US$ 78,5 milhões e tem capacidade para produzir 11 megawatts de energia, é um projeto conjunto das empresas americanas GE Energy Financial Services e PowerLight Corporation e da companhia de energia renovável portuguesa Catavento.

Os painéis para captar a energia solar espalham-se por uma área de 60 hectares em Serpa, 200 km a sudeste de Lisboa, em uma das regiões mais ensolaradas da Europa, com 3.300 horas de luz solar por ano. A nova planta deve produzir energia suficiente para 8.000 casas e também deve prevenir a emissão de 30 mil toneladas de gases de efeito estufa por ano, quando comparada a combustíveis fósseis.

A planta, que começou a ser construída em junho de 2006, produzirá 20 gigawatts de energia por hora na fase inicial. "Esta é a planta de energia solar mais produtiva no mundo, e produzirá 40% mais energia do que a segunda maior, em Pocking, na Alemanha", disse Howard Wenger, da Powerlight.

Portugal depende quase totalmente de energia importada, mas está desenvolvendo projetos de energia solar, eólica e de ondas. O país planeja investir US$ 10,8 bilhões em projetos de energia renovável nos próximos cinco anos. Em janeiro, o primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, disse que o governo quer que 45% do consumo de energia do país venha de fontes renováveis em 2010.

Com Associated Press.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u16185.shtml