terça-feira, 13 de março de 2007

Secret Places of The Earth (By Argosax)

Secret Places of The Earth (By Argosax)



Vídeo mostra alguns dos lugares mais incríveis da face da Terra,
encontrados com o auxílio do Google Earth:

Para Refletir -NÃO HOUVE ECLIPSE DO SOL...

“E, desde a hora sexta, houve trevas sobre a Terra, até a hora nona".
( Mateus 27, 45).

Para os astrônomos não resta a menor dúvida de que nas citadas horas, enquanto Jesus de Nazaré permanecia na cruz, não houve nenhum eclipse solar. Esta possibilidade ficou total e absolutamente descartada.

Vejamos o que me disse o eminente astrofísico, o jesuíta Antonio Romafiá, diretor do Observatório do Ebro, quando o consultei sobre esta teoria:

“... É absolutamente certo que no momento da morte de Nosso Senhor não se produziu nenhum eclipse do Sol, nem total nem parcial, pois, para que possa ocorrer este fenômeno, temos que estar na lua nova, e o 14 do Nissan, ou seja, o dia da Páscoa dos judeus, coincidia com a lua cheia, isto é, a posição totalmente oposta da lua. Isto não oferece nenhuma dúvida".

O que pode ter sido então aquele escurecimento parcial da Cidade Santa e de seus arredores? Porque, embora os evangelistas façam alusão a que as "trevas cobriram a terra", é de se supor que tal escurecimento afetasse unicamente o lugar onde se desenrolava a crucificação do Naza­reno. Do contrário, teriam restado outros testemunhos históricos e astronômicos nesse sentido em inúmeras cidades... e não foi assim.

Levando a sua reflexão um pouco mais adiante: -- Se não houve eclipse, o que teria se interposto entre o Sol e a Terra, de tão grandes dimensões, a ponto de causar as trevas mencionadas nos Evangelhos?

A "Transfiguração"

São Lucas diz em seu Evangelho:

"Sucedeu que, oito dias depois destas palavras (o evangelista se refere à próxima vinda do Reino), tomou (Jesus) consigo a Pedro, a João e a Tiago, e subiu ao monte a orar. E, estando ele orando, transfigurou-se a aparência de seu rosto, e seus vestidos eram de uma brancura fulgurante, e eis que falavam com eles dois varões, que eram Moisés e Elias; os quais apareciam com glória, e falavam de sua par­tida, que havia de cumprir-se em Jerusalém.

Pedro e seus companheiros estavam carregados de sono; e quando des­pertaram viram sua glória e dos varões que estavam com ele. E sucedeu que, quando se separaram dele, disse Pedro a Jesus: ‘Mestre, é bom estarmos aqui. E façamos três ten­das, uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias’.

Pe­dro não sabia o que dizia. E, dizendo isto, veio uma nuvem que os cobriu com sua sombra; e, entrando eles na nuvem, se encheram de temor. E veio da nuvem uma voz que dizia: 'Este é meu amado Filho; escutai-o'. E tendo soado aquela voz, Jesus se viu só. Eles se calaram, e por aqueles dias não disseram a ninguém nada do que tinham visto".

De acordo com o relato evangélico, por aqueles dias Jesus devia estar nas imediações do mar da Galiléia, talvez em Betsaida ou na região de Magadan. Partindo dessa área até as montanhas de Hermon, ao norte, ou às suas verten­tes, podia-se chegar em questão de horas ou, no máximo, em uma ou duas jornadas.

Para mim, a decisão do Nazareno de afastar-se dos núcleos de povoamento e "subir uma montanha alta" – como diz São Marcos nesta mesma passagem da Transfiguração – tinha toda uma clara finalidade.

Ele "sabia" que ia haver um "contato" com parte de sua "equipe" – Santo Deus, como limitam as palavras! – e o lógico era que o "encontro" se desenrolasse num lugar adequa­do, longe de olhares curiosos, de povoados ou aglomera­ções humanas.

Afastados, enfim, de certas pessoas que não tinham condições de entender e que, na melhor das hipóteses, seriam tomadas de pânico ou confusão.

E que melhor cenário para um "contato de terceiro grau" do que o cume de um monte?! Nós que temos acorrido dezenas de vezes ao que se de­nomina "avistamento de OVNIs ou de naves, previa cita" entendemos muito bem, essa vontade de querer distância da cidade, essa busca de solidão...

Jesus podia ter esperado a noite cair e ter este "con­tato" em qualquer paragem do mar da Galiléia, onde an­dava pregando naqueles dias. Mas não foi assim. Con­vocou seus três mais destacados discípulos e subiu uma montanha.

Talvez a forte luminosidade destas naves – quase sem­pre especialmente aumentada na escuridão das noites – ti­vesse alarmado e despertado as numerosas aldeias que se alinham em torno do lago. Para que correr riscos, desnecessários?

E de forma mental ou por algum procedimento que não podemos saber agora Jesus soube da necessidade dessa "en­trevista" com seus "anjos" ou "astronautas"... Nem eu tampouco acredito na gratuidade ou casuali­dade na hora de celebrar esses "encontros". Precisava ter um sentido, uma justificativa importante que tornava de todo necessário o contato físico...

continua...

A "Transfiguração

Mas prossigamos com o texto evangélico:

"E estando ele orando, transfigurou-se a aparência do seu rosto, e seus vestidos eram de urna brancura fulguran­te...”.

Mateus, por seu turno, acrescenta um dado mais a esta "mudança": “... seu rosto ficou brilhante como o sol e seus vesti­dos se tornaram brancos corno a luz."

E o "repórter" Marcos dá uma volta completa e faz o seguinte comentário: “... e seus vestidos se tornaram resplandecentes, mui­to brancos, tanto que nenhum lavadeiro na terra os poderia branquear.”

Os três evangelistas utilizam palavras muito similares: "brancura fulgurante", "brancos como a luz", "resplan­decentes"...Mas o que significa "fulgurante"?

Segundo a Real Academia da Língua, fulgurar é "brilhar ou emitir raios de luz”. Quanto à "resplandecer", o sentido vem a ser muito parecido: "emitir luz ou brilhar muito uma coisa".

Está claro, portanto, que as três testemunhas – Pedro, João e Tiago – viram como as vestimentas de seu mes­tre brilhavam ou emitiam luz, tal qual o rosto.

E embora eu reconheça que Jesus, como Filho de Deus, pudesse ter o poder de fazer sair luz de todo o seu corpo, como se fosse urna lâmpada viva, por outro lado não vejo sentido prático nesta "transformação".

Seu corpo não experimentou a grande "mudança" – ­o "corpo glorioso" – até a Ressurreição. Por que então variar essa natureza humana no alto de um monte? Eu pe­lo menos, não acho isso muito lógico...

Para mim, outra explicação se encaixa melhor. Como os investigadores de OVNIs têm comprovado, há inúme­ros casos – tanto de dia quanto de noite – em que estas naves emitem uma formidável luminosidade.

Se Jesus e os discípulos subiram ao monte e tiveram este "contato" quando ainda era dia – circunstância mais do que lógica e que os próprios evangelistas descobrem quase sem querer ao falar da "sombra" que fazia a "nuvem" – ­é justo pensar que a fortíssima radiação luminosa da nave na qual se haviam deslocado os dois "homens" do relato, pode ter sido a causa direta daquele resplendor ou brilho nos vestidos de Jesus.

Se o "contato" tivesse ocorrido à noite ou ao entarde­cer, com mais razão ainda. E falo de "nave" porque, tal como ocorre em muitas outras passagens dos Evangelhos, esta aparece onde quiser, em forma de "estrela", "glória", "nuvem" ou "lumino­sidade".

Era, em definitivo, a única forma daquelas pessoas de dois mil anos atrás descreverem o que podiam assimilar e que, repito, associavam de imediato com o "sagrado", "des­conhecido" ou "sobrenatural".

Os dois "homens" da "transfiguração" – cujas ves­timentas brilhavam também como as de Jesus – deviam ter chegado de alguma forma até o alto daquela montanha. E o fato de os evangelistas não citarem, desde o início do relato, a aproximação ou a presença da nave, não significa que não estivessem ali mesmo ou nas proximidades.

Pouco depois, inclusive, os evangelistas se referem a uma estranha "nuvem" que "os cobriu com sua sombra".

Se a nave se encontrava sobre as cabeças das testemu­nhas, pairava em silêncio, como é habitual nestes objetos, e, além disso, tinham um formato lenticular ou fusiforme – ­como é típico também nos casos de OVNIs – os pescado­res só podiam identificar aquela "coisa" como uma nuvem...

Como podiam imaginar que uns seres – infinitamen­te mais evoluídos que eles – tivessem conseguido dominar a força da gravidade, construir máquinas de ligas metálicas insuspeitadas e manipular a seu capricho muitas das for­ças da natureza, que para eles, e ainda para nós, são incontroláveis?

Há mais, porém. São Lucas assegura que os discípu­los "entraram na nuvem" e que isto os encheu de temor. E Mateus aborda outro detalhe curioso, em torno des­ta "nuvem". E diz: "... uma nuvem luminosa os cobriu com sua sombra".

Aqui há "pontos" que não se encaixam com o que entendemos por nuvens.Uma nuvem luminosa? Nenhuma formação de nuvens – pelo que sabemos – tem a faculdade de emitir luz.

Quando muito, podem ficar brevemente iluminadas em seu interior caso se vejam cru­zadas ou afetadas pelo resplendor de alguma faísca elétri­ca. Mas este fenômeno tem duração muito curta.

Nem tampouco é a primeira vez que uma "nuvem" com estas características – brilhante ou luminosa "como uma brasa viva" – acompanha o povo de Israel. Recordo, por exemplo, os casos da travessia do mar Vermelho ou da "nuvem" que permanecia quase que permanentemente sobre a Tenda da Reunião, em pleno deserto...

Mas não nos desviemos do tema. Há que supor que, tratando-se de homens que tinham vivido e trabalhado às margens do mar da Galiléia – Pe­dro era um consumado pescador – estavam acostumados a distinguir todo tipo de nuvens, ventos, tormentas e ou­tros fenômenos atmosféricos.

E se isto era assim, por que "sentiram temor" – como diz o Evangelho, ante a aproximidade daquela nuvem? Ou não era uma nuvem?

Se aquilo que os "cobriu com sua sombra" tivesse sido pura e simplesmente névoa – fenômeno, por outro lado, mais do que raro nas ressequidas terras da Palestina – os três apóstolos tampouco teriam se alterado.

Além disso, para "cobri-los" com sua sombra, aquela nuvem teria que oferecer mais do que uma forte oposição à passagem dos raios solares. Para culminar, concordam os evangelistas, "daquela nuvem saiu uma voz...."

É possível, inclusive, que os discípulos tivessem visto realmente uma nuvem. Mas uma nuvem que encerrava luz em seu interior, que se comportava "inteligentemente" e que deveria situar-se a pouquíssima altura acima de suas cabeças.

continua...

A "Transfiguração"

Vou me explicar... Também na casuística ufológica ocorrem muitos testemunhos de OVNIs que parecem “camuflar-se” mediante cortinas de fumaça ou, inclusive, nuvens que rodeiam e ocultam por completo a fuselagem de tais naves. E, por vezes, essas "nuvens" passearam sobre cidades ou povoados sem que ninguém ou quase ninguém se tivesse apercebido de sua verdadeira natureza.

Contudo, às vezes, as "'nuvens" em questão são detectadas por radares militares, como aconteceu recentemente em Portugal. Segundo me consta, naquela ocasião vários caças lusitanos – alertados por um eco não-identificado nas telas de radar – voaram ao seu encontro.

Mas – que surpresa! – o que desencadeara o alarme linha sido uma nuvem. Uma nuvem enigmática, solitária no céu, e que, desafiando todas as leis da meteorologia, resistia imóvel às fortes rajadas de vento.

Logo – e ante os olhos atônitos dos pilotos – a "nuvem" em forma de charuto descia sobre o penhasco de San­tona, em Santander. Era a única nuvem em todo o céu limpo. E no interior daquela nuvem peculiar se desenhava outra forma geométrica e mais escura...

Dois bons pilotos de linhas aéreas comerciais também tiveram em 1979 outro "contato" com uma destas misteriosas nuvens. E seus instrumentos eletrônicos ficaram paralisados pelo espaço de vários minutos. Casualmente, o tempo que permaneceram com seu avião no interior da nuvem... Os casos, enfim, seriam intermináveis.

E, pensando bem – utilizando o mais racional e prático dos pensamentos – que melhor procedimento de ocultação ou camuflagem para alguém que deseja observar sem ser visto do que cercar-se de uma nuvem que ele próprio possa fabricar e controlar?

Em qualquer dos casos – uma nave de forma lenticular ou fusiforme, ou uma nave dentro de uma nuvem – o fundo do problema é o mesmo: os três discípulos, Jesus e seus dois "acompanhantes" estavam frente à "algo" físico, pilotado por seres inteligentes e, desde logo, com um objetivo concretíssimo.

Se, como aponta Lucas, os apóstolos "entraram na nuvem" – e esta tivesse sido realmente um aparelho metálico – o assunto se complicaria. Isto significaria – nada mais nada menos – que as três testemunhas teriam sido introduzidas num OVNI, tal como hoje o entendemos.

Mas ajustemo-nos ao que aparece no Evangelho: "...e eis que", prossegue Lucas, "falavam com ele dois varões, que eram Moisés e Elias; os quais apareciam com glória, e falavam de sua partida, que havia de cumprir-se em Jerusalém".

Tanto Mateus quanto Marcos asseguram igualmente que os homens ou varões "conversaram com Jesus".

É evidente, portanto, que os "anjos", ou "astronautas", ou "enviados" emitiam sons ao articular suas palavras. No caso de não ter sido assim, as três testemunhas não teriam feito referência à conversação, nem muito menos ao seu tema: a "partida" do Mestre da cidade de Jerusalém.

Mas nenhum dos discípulos conseguiu captar com clareza ou em sua totalidade a “conversação” de Jesus com os dois homens. Entre outras razões porque todos, diz Lucas, estavam carregados de sono, e é de supor, por outro lado, que o temor lhes enchera o cérebro.

Em tais condições, a mente não pode mostrar-se muito serena ou disposta, a ponto de prestar atenção numa simples conversa... O fenômeno do sono, além disso, também se repetiu e se repete em testemunhas que – por quaisquer razões que fossem – chegaram muito perto dos OVNIs.

Não que se trate exatamente de sono. Na maior parte dos casos, a testemunha cai presa de grande torpor, ou fica, inclusive, paralisada. Uma das constantes nos "contatos" imediatos com OVNIs, e muito especialmente com seus tripulantes, é a perda da noção do tempo.

Em quase todos os casos típicos de "ingresso" de testemunhas no interior das naves, aquelas são vítimas de amnésias, ou, pelo menos, de "lacunas" mentais, que só podem ser dissipadas e "reconstruídas" através da hipnose.

Os investigadores têm colocado uma infinidade de provas que dão respaldo a isso. É possível que estes fenômenos de perda de memória ou de tempo – de confusão mental, em suma – sejam provocados diretamente pelos que pilotam essas naves, ou sejam uma conseqüência da proximidade da testemunha com os OVNIs, cujos sistemas de propulsão e autoproteção ainda ignoramos.

Não sabemos com certeza o que pode ocorrer no organismo de um ser humano quando este invade o possível campo magnético ou eletromagnético que, sem dúvida, circunda essas naves. A única coisa que sabemos é que o homem se defronta com o desconhecido...

Contudo, não se deve pensar que o "contato" de Je­sus e seus três acompanhantes com os dois "homens" e a "nuvem", o “sono" de Pedro, João e Tiago, fosse provocado pelos que manipulavam aquelas naves. Se assim fosse, Jesus não se teria feito acompanhar dos três discípulos.

Isso parece lógico. Talvez seja mais natural que as três testemunhas tivessem mergulhado naquela espécie de letargia ou sono, por alguma razão acidental e puramente física. Uma razão, que, diga-se de passagem, não afetava o Nazareno e cuja origem, insisto, podia estar na proximidade de uma ou várias naves.

Quanto à coincidência dos três evangelistas a respeito da identidade dos dois "homens" – Moisés e Elias – eu pessoalmente tenho minhas dúvidas...

Nem Pedro, nem João e nem Tiago conheciam um ou outro. Moisés e Elias tinham vivido centenas de anos antes dos apóstolos, e não creio que estes pudessem reconhecer com tanta facilidade personagens dos quais não havia – não há – referências pictóricas ou esculturais fidedignas.

Como puderam saber então que aqueles “dois homens que falavam com ele e que apareciam em glória” eram Moisés e Elias? Nos textos evangélicos não há menção alguma de que Jesus ou os "homens" misteriosos tenham comunicado sua identidade aos apóstolos.

E pelo que se deduz das narrativas, os "homens" em questão permaneceram todo o tempo a certa distância de Pedro, João e Tiago. E se os discípulos o imaginaram, então? Moisés e Elias eram personagens de especial destaque para o povo judeu. Isso está provado.

Se os discípulos – embebidos já no poder e santidade do Mestre – alcançaram o cume da montanha e ali, de chofre, se viram diante de seres envoltos em trajes de grande brilho – possivelmente metalizados ­– e cuja origem e presença não era fácil de assimilarem, que mais podiam fazer senão identificá-los com personagens tão edificantes como Elias e Moisés?
E que esses "homens" usavam uma vestimenta deslumbrante é possível deduzir pelas palavras de Lucas: "... os quais apareciam com glória".

A não ser que o evangelista quisesse nos dizer com isso que os interlocutores do Nazareno apareciam no interior ou junto a alguma de suas naves e veículos e para os quais Lucas não podia ter outras palavras ou explicação senão a "glória" em si, entendendo-se esta como "algo" celestial, sobrenatural ou simplesmente com capacidade de voar.

Extrapolando o tempo – e são apenas dois mil anos – como reagiriam os pastores de Belém ou o povo da Judéia em geral, e até os mesmíssimos apóstolos, se os introduzíssemos hoje na cabine de comando de avião ou na sala de controle de cabo Kennedy?

Tampouco o súbito "desaparecimento" de "Elias e Moisés" e da "nuvem que os cobriu com sua sombra" constituem na realidade um fenômeno novo para os que investigam ou estudam a problemática dos OVNIs.

Quantos casos foram relatados de desaparecimento repentino de naves e tripulantes? Milhares. As assombradas testemunhas nos repetem sem cessar que "o objeto estava à vista e que, sem se saber como, já não estava..."

A "desmaterialização", ou qualquer outra técnica que talvez se encaixasse nesta expressão, permitiria aos "homens do espaço" "viajar" e "transportar-se" de um lugar a outro.

Desconhecemos ainda a forma para desenvolver isto, mas as provas de que outras civilizações mais evoluídas e superiores já o fazem estão aí, nos muitos testemunhos recolhidos pelos ufólogos...

Esse, ademais, como já comentei em outros livros, algum dia pode ser para nós o verdadeiro procedimento para "atravessar" o Cosmo e vencer assim as astronômicas distâncias intergalácticas.

Com uma "desmaterialização" total, a nave e seus "astronautas" poderiam talvez "saltar" o tempo e o espaço, chegando a outros mundos quase instantaneamente. Tudo seria questão de "materializar-se" mais tarde e no lugar exato.

Nem mesmo a luz, com seus trezentos mil, quilômetros por segundo, pode se comparar a este revolucionário sistema de "viagem"... "...é falavam de sua partida, que ia cumprir-se em Jerusalém." A "partida" só podia referir-se a sua iminente paixão e morte e posterior Ressurreição.

E assim, inclusive, o confirma o próprio Jesus de Nazaré, quando já descendo da montanha, pediu-lhes que nada comentassem "até que o Filho do homem ressuscitasse dentre os mortos".O que pode ter ocorrido realmente no alto daquela montanha?

Por que o Nazareno se entrevistou com os "astronautas" ou "mensageiros"? E por que dialogaram sobre sua "partida"? Algo era evidente: o "plano" cósmico ou divino estava se cumprindo. E por motivos que não podemos estender agora, era necessário esse "contato".

Eis aqui, mais uma vez, outro sinal claro de que Jesus desempenhava seu "trabalho" como redentor, ajudado de alguma maneira por toda uma "equipe"'de "anjos", "envidados" ou "astronautas".

E aparece igualmente nítido que o gigante de Nazaré era "alguém" muito importante para esses "anjos" ou "astronautas", já que, como veremos, todos estavam
a seu serviço...

A "Transfiguração": Um "Contato do Terceiro Grau"

Texto extraído de “O Enviado”, obra que reconstitui a Paixão de Cristo misturando fatos históricos e científicos sem, no entanto, deixar de lado os aspectos divinos que marcaram a passagem do homem de Nazaré sobre a Terra. Escrito em 1979, esse trabalho foi um dos precursores da impressionante série “Operação Cavalo de Tróia”, que, mesclando ficção, fatos históricos e científicos, conduz o leitor, de maneira cativante, a um profundo conhecimento da história e dos feitos de Jesus. Diz-se, dessa série, que seria “o Evangelho do Século XX”.

Quanto mais me aprofundo na leitura e reflexão do Novo Testamento, mais se enraíza em meu coração a idéia de que Jesus de Nazaré foi "ajudado", "acompanhado" ou "assistido" de alguma forma por toda uma "equipe" de seres que hoje poderíamos rotular como "astronautas".

Como assinalava no capítulo precedente, seres em avan­çadíssimo estado evolutivo – tanto espiritual como tecno­lógico – e que podem povoar muitos dos milhares de milhões de galáxias que formam os diferentes universos, pu­deram "colaborar" nesse formidável "plano" da redenção desta Humanidade.

Daí sua constante presença na Bíblia: no Antigo Tes­tamento – como dizia – os "anjos", "mensageiros" ou "enviados", são citados até um total de 108 vezes. No No­vo Testamento, esses seres – que têm de comer, que precisam de ilumi­nação durante a noite e que jamais aceitam que se lhes adore – dão o ar de sua presença em outras 165 ocasiões.

BENITEZ, J.J. – 11ª tiragem – Rio de Janeiro: Nova Era, 2000. A citação do Evangelho de Mateus não consta do texto original.

O Messias Aproxima-se da Terra

Texto extraído de Maria de Nazaré, obra que relata frações da vida, na Terra e nessa encarnação, desse espírito que recebeu a incumbência de ser a mãe de Jesus, para tanto renunciando à sua condição angelical. Vale notar que o livro foi publicado cerca de 17 anos depois de escrito, e somente quando já decorridos dez anos do desencarne do medianeiro, ocorrido em 1991. Esclarecem os Editores que isso se deveu ao fato de a obra abordar “pontos questionados e polemizados entre as criaturas”, somente tendo a espiritualidade autorizada sua publicação em três de março de 2001: “Já está na hora de publicar o Maria de Nazaré.”


Como um corpo puramente físico poderia suportar um Espírito de alta pureza espiritual como o Cristo? As próprias leis físicas nos dão essa explicação: correntes de alta voltagem somente podem passar em fios apropriados. Um espírito da qualidade do Cristo não suportaria uma permanência em corpo de carne e osso qual o comum; ele se dissociaria imediatamente, mesmo na sua formação congênita.

O mundo espiritual estudou os meios mais apropriados para a descida do Senhor aos liames da carne, aperfeiçoando essa carne. Como? Hoje se pode analisar o que é feito na própria ciência, com a inseminação nos animais e mesmo nos seres humanos.

Já foram feitas muitas experiências de grande proveito em vários missionários da verdade que vieram a Terra, antes e depois do Cristo.
Já foram conduzidos para a Terra, por muitas vezes, esses enxertos divinos, pelos benfeitores da eternidade, de variados mundos e, geralmente, são trazidos protogametas de alto teor evolutivo que são inoculados em mulheres preparadas para tal evento, de onde deverá sair uma espécie de forma humana capaz de suportar Espírito de grande pureza.

Alguns são aproveitados no momento da cópula; outros são introduzidos com a original intervenção do homem. Exemplificando o nosso assunto, personagens de elevada evolução, como Apolônio de Tiana, o grande sacerdote da justiça em Jerusalém, Melquisedech, Krisna, Buda e tantos outros não tiveram genealogia; foram como que ensaios para que descesse o grande Mestre de todos os mestres que já vieram a Terra.

Em relação ao Messias, o caso não foi outro. Ele era de natureza humana e divina; até o seu corpo foi um bio-corpo, para que pudesse ficar entre a Terra e o céu, em completo domínio das suas atividades 'nos dois campos de trabalho, celestial e humano. Ele era Filho de Deus e Filho do homem.

Como sabes, há mundos de naturezas variadas, mundos quase fluídicos, onde a humanidade já alcançou a libertação da agressividade da matéria bruta, através da lei das vidas sucessivas e vive quase somente em espírito.

Foi de um desses mundos que se trasladou a semente purificada, de acordo com os gens maternos, para uma vida que obedecesse mais ao Espírito.
Foi de uma estrela próxima ao sistema solar, há nove anos­-luz de distância aproximadamente, que veio a semente genealógica esplêndida de perfeição, para obedecer ao acasalamento com óvulo em uma virgem, na cidade de Nazaré, que se encontrava em preparo espiritual, no afã de realizar o maior feito da história na Terra, para que as profecias fossem cumpridas e a vontade de Deus fosse realizada, no mais puro esquema de amparo à humanidade terrena...

A semente que, na linguagem científica da Terra, se chama espermatozóide – quase fluídica, foi trazida para a Terra por três Espíritos, cuja pureza os fizeram estrelas de elevada grandeza, para ser inoculada naquela que seria a futura mãe de Jesus, Maria de Nazaré, como também para dar cumprimento às profecias, de que de uma virgem nasceria o Salvador dos homens.

José ficaria como um tutor do grande Ser e a continuação da sua raça seria uma continuidade moral, pelo que ele viera trazer em favor da humanidade. Já havia sido feita a maior limpeza psicofísica de todos os tempos na atmosfera da Terra, com a neutralização dos Espíritos malfeitores, como já foi descrito.

O planeta foi aliviado das agressivas tumultuações magnéticas e um cortejo de Espíritos atuava em torno da Terra, para proteger e incentivar as idéias do Cristo, que antes mesmo dele nascer, já estavam sendo derramadas em todas as idéias humanas. O pensamento é força propulsora em toda parte, é vida estuante em todas as direções da vida!...

Altas entidades espirituais vieram trazendo, com especiais cuidados para a Terra, a semente masculina, no sentido de fecundar Maria de Nazaré, com extremo respeito e dedicação. Já haviam sido estudados os efeitos que poderiam causar a simbiose da força estelar com o óvulo materno e, diante dos efeitos que poderiam surgir, as almas integradas na ciência e no amor, tinham tomado todas as providências, para que pudessem concretizar a fecundação.

Os agentes de Deus conduziram o microgameta do ambiente estelar para a formação de um corpo perfeitamente dócil ao comando da mente daquele que iria assumir a direção de uma idéia, que os humanos ainda não entendiam e que se chama amor, aquele que transcende às conveniências dos homens e avança no tempo e no espaço, porque é a essência da própria vida...

O ambiente de Nazaré desfrutava de grande serenidade. Falanges de Espíritos elevados entrecruzavam os espaços da pequena aldeia, onde iria descer em forma de homem, o rei do mundo.
Os Seareiros do Bem, que há muito tinham iniciado os trabalhos de limpeza espiritual na Palestina, regozijavam-se de alegria, por sentirem o fruto dos trabalhos que realizavam em nome de Deus!

Maria encontrava-se no seu leito, onde tudo denunciava harmonia. Alguns antigos escritos dos profetas foram lidos naquela noite. Ela estava quase dormindo, quando pressentiu a entrada de vários, luminares da eternidade.

Um deles trazia nas mãos luminosas algo que também irradiava uma luz intensa: uma microvida de difícil observação. Com toda ternura que um santo pode manifestar, aproximou-se e a colocou, no ninho uterino de Maria, pelas portas engenhosas dos recursos divinos, com os quais somente os arcanjos de Deus sabem lidar.

O campo gerador de vida, de um amontoado de células sobrepostas com dinamismo peculiar às coisas vivas, perdeu o caráter de matéria e passou a manifestar uma aglomeração de claridades indescritíveis.

Via-se o microgameta tomar a direção do ovário, pelas vias das trompas e, à medida que ele avançava, deixava um rastro de luz no caminho percorrido. Uma luz brilhante contornava sua cabeça e derramava-se pela cauda irrequieta, que parecia acenar para aqueles que o trouxeram.

Maria foi envolvida por, uma sensação divina, entrecortada de emoções não menos elevada, como se estivesse ouvindo uma música dedilhada por artistas das estrelas. A harmonia da sua mente era uma conquista de sua consciência, em deveres retamente cumpridos na esteira do tempo.

O ovário, mostrando-se ocupado, sensibilizado pela mente instintiva de Maria, recebeu ordens e fez cumpri-las, rompendo-se como por encanto e desprendendo, por lei da natureza, um microvolume ovalado, que mostrava por dentro um núcleo de coloração pálida, seguido por uma matéria transparente.

Envolvendo-o uma chama ligeiramente avermelhada que lhe dava vida, como se fossem pés, conduzindo-o ao encontro do que seria "espermatozóide" estelar. Era um espetáculo grandioso, esse da natureza ao mesmo tempo humana e divina!...
A saber, a concepção e o nascimento de Jesus, ainda segundo os Editores
.

domingo, 11 de março de 2007

O que são Satélites

Fotos AMSAT
Fotografias relativas à integração técnica do satélite OSCAR-7,
desenvolvido e fabricado por Amadores de Rádio membros
da AMSAT no ano de 1974. Imagem da sua instalação e
lançamento a bordo de um foguete da NASA.


Os satélites estudados, desenvolvidos e construídos por organismos tecnológicos e científicos internacionais criados e mantidos por Amadores de Rádio, são uma parte essencial do Serviço de Satélites de Amador (tal qual é definido e reconhecido pela UIT e pelas administrações de radiocomunicações dos estados membros das Nações Unidas).

As comunicações aeroespaciais são uma das áreas com mais futuro na exploração do espaço e das radiocomunicações. São o sector que os amadores em Portugal menos tem vindo a praticar e desenvolver, porque no geral, as pessoas com menos qualificação tecnológica consideram que as comunicações de rádio se fazem nas freqüências abaixo de 30 MHz.

Gerou-se uma crença (errada) de que, explorar satélites de amador, é uma operação complexa em termos de meios e de conhecimentos radielétricos, o que não é necessariamente verdade.

Existem satélites que podem ser operados sem ter de se estudar a sua exploração durante meses a fio, e muito menos, sem ter de se dispor de sofisticados equipamentos de rádio e antenas.

É muito provável que na sua maioria, em cada uma das atuais estações de amador, possam existir equipamentos e meios técnicos suficientes para se operar um satélite de amador, de forma a que qualquer um se possa iniciar neste interessante campo da Rádio e das comunicações aeroespaciais.

Este documento contém um conjunto de questões e respostas, susceptíveis de elucidarem qualquer um acerca da forma como deverá proceder para se equipar e explorar as comunicações através de satélites.

O objetivo da AMSAT-CT é proporcionar a difusão e tradução para o mundo português, através da adaptação de diversos documentos originais criados em todo o mundo pela estrutura da AMSAT Amateur Radio Satellite Corporation da qual a AMRAD é, através da secção AMSAT-CT, delegação portuguesa, criando um espaço associativo a partir da qual se terão melhores possibilidades de inteirar e partilhar tecnologias essenciais à exploração destes e outros domínios espaciais e científicos.

O que são Satélites - I


1-Afinal o que é um Satélite ?

Um satélite artificial é um sistema que órbita em torno do nosso planeta, com uma altitude e velocidade constante. Geralmente os satélites estão equipados com meios radielétricos e são dotados de energia, dispondo ou não, de um sistema de controlo remoto. O satélite artificial é um equipamento modular integrado, a voar no espaço exterior da Terra.

O conceito do satélite artificial enquanto veículo espacial e suporte de uma estrutura receptora e emissora, foi desenvolvido por Artur C. Clark, um radioamador britânico. A sua aplicação torna-se realidade quando Sergei Koreleve em 1957, faz o lançamento para o espaço do Sputnik-1, um satélite composto por um pequeno emissor de rádio.

Em Dezembro de 1961, quatro anos depois, é lançado no espaço o OSCAR-1, que se torna no primeiro satélite de amador. Existem satélites que cumprem todas as aplicações necessárias do ponto de vista técnico e científico, e que podem ou não, ser repetidores, geradores e transdutores de informação diversa, mas onde toda a informação tem de ser gerada e processada eletronicamente através das comunicações por meios de Rádio.

2. Como funciona um Satélite?

Na mais corrente das aplicações, quando se emitem sinais na direção de um satélite, estes sinais são recebidos pelo receptor do satélite que os amplifica, converte espetralmente, podendo desmodular ou processar, quer comandos, quer os sinais terrestres, que os reenvia através da cadeia emissora do satélite, como sinais destinados a todas as estações que operarem no mesmo espectro radioelétrico do satélite.


Na mesma ocasião, em qualquer lugar do mundo que esteja situado no horizonte artificial do satélite, outro amador ou utilizador, pode receber os sinais de rádio e responder ao chamador. É assim que se processa uma retransmissão aeroespacial, ou como em síntese, pode funcionar um satélite por mais elementar que ele seja.

3. Como se movimentam os satélites através do espaço exterior da Terra ?

Os satélites disponíveis, através dos quais podemos ensaiar as comunicações efetuadas pelo Serviço de Satélite de Amador, dispõem basicamente de dois tipos de órbitas terrestres: a circular e a elíptica.

A órbita circular é efetuada pelos satélites que orbitam a Terra de forma circular, ou seja, aqueles que mais ou menos conseguem manter a mesma distância em relação à Terra, entre os pólos e o equador, com movimento e altitude orbital constantes em relação à superfície terrestre. Esta é a mais comum e conhecida das órbitas.

Os satélites que efetuam órbitas elípticas tem uma característica peculiar porque permanecem a orbitar mais tempo sobre a mesma localização terrestre, focando o mesmo horizonte artificial durante várias horas ou dias, pelo facto das suas órbitas serem bastante mais extensas e longínquas da Terra, quer a partir dos pólos, quer do equador.

Existe um terceiro tipo de órbita, que é denominada por geo-estacionária, em virtude do satélite acompanhar o movimento de rotação e permanecer focado no mesmo horizonte terrestre.



O que são Satélites - II








Projecção terrestre de dois tipos de órbita, na figura da direita um satélite de órbita elíptica, a imagem da esquerda reporta um satélite de órbita polar de baixa altitude, em ambos os casos a marcação de cor branca indica o horizonte artificial ou footprint do satélite, cujo diâmetro varia com a altitude da órbita e pode ser superior a 5.000 km
4. Qual é a cobertura terrestre de um satélite ?

Tal como os vulgares repetidores de rádio instalados no alto de uma montanha dispõem de uma maior cobertura em relação ao horizonte e curvatura da crosta terrestre, também os satélites dispõem de horizonte artificial que lhes permite grandes áreas de cobertura na chamada linha de vista radioelétrica.

Os satélites de órbita polar baixa orbitam a Terra a partir de altitudes variáveis e que geralmente começam em torno dos 300 km e podem ultrapassar os 2000 km de altitude em relação aos pólos. Com esta posição orbital, o satélite dispõe de um horizonte artificial onde é visto, e ilumina em termos radioelétricos, a mesma área continental que pode ir de Portugal à América, ou cobrir uma substancial parte da Europa e da África.

Há quem denomine esta zona iluminada ou cobertura do campo radioelétrico do satélite, por zona de sombra ou foot print. Será mais adequado chamar-lhe horizonte artificial do satélite, que é a área onde qualquer estação terrena pode emitir e receber sinais de um satélite em termos de rádio-visibilidade.

Todas as estações que simultaneamente se encontram dentro do horizonte artificial do satélite podem contatar entre si através da retransmissão feita a partir do próprio satélite.

Nas condições orbitais dos satélites polares de baixa altitude, a duração do período de retransmissão depende da janela do satélite, que é o tempo da passagem do satélite dentro do referido horizonte artificial, sendo a velocidade constante em relação à superfície terrestre.

O horizonte é maior quanto mais elevada for a órbita polar. Nos satélites tudo tende a ser constante no espaço, incluindo a velocidade que é cerca de 35.000 km/h.

O que são Satélites - III

5- Quantas vezes um satélite polar pode passar sobre a mesma localização ?
Qualquer satélite de órbita polar baixa, dentro de um período de 24 horas, passa pelo mesmo lugar cerca de 4 a 6 vezes, sendo a orientação magnética dessas passagens invertida, em virtude do movimento da rotação da Terra, dado que o sentido orbital do satélite é constante.

O tempo de duração de cada uma das passagens depende da verticalidade da órbita em relação à localização terrestre da estação, que pode em condições médias, oferecer passagens de 10 a 18 minutos cada uma delas, dependendo da altitude da órbita.

No geral, podemos utilizar um satélite polar de órbita baixa durante mais de 1 hora num dia de atividade normal. No presente, o Serviço de Satélite de Amador dispõe de mais de 20 satélites a operar, o que nestas condições, nos facultam mais de 15 horas diárias de consecutiva operação, feita por satélites e por serviços diversos.

6. Qual a razão da nova geração de satélites ser de órbita elíptica ?
As facilidades presentes que nos são conferidas pelas tecnologias de utilização dos satélites de órbita elíptica, oferecem outras características e potencialidades de exploração.

Os satélites de órbita elíptica dispõem de dois pontos determinantes: durante o perigeu, eles oferecem as passagens mais próximas da Terra, e durante o apogeu, permitem tempos de acesso maiores, em virtude das passagens serem as mais distantes da Terra.

A maior facilidade que resulta deste modelo de órbita, é o facto de que durante o apogeu, o satélite ter um horizonte artificial máximo sobre a superfície terrestre, dado que estas distâncias ultrapassam os 45.000 km. Por conseqüência, o tempo na duração do horizonte artificial, pode ser superior a 10 horas de rádio-visibilidade, sobre a mesma localização terrestre.

Tecnicamente, os satélites de órbita elíptica podem ser equivalentes à criação artificial de qualquer uma das faixas de ondas-curtas. A maior diferença para o operador de satélites, centra-se no facto de ser quase imperceptível o efeito de Doppler, porque este efeito ocorre de forma muito acentuada, durante as passagens dos satélites de órbita polar baixa.

O efeito de Doppler resulta de efeitos da física, produzidas pela velocidade elevada e constante a que o satélite é sujeito durante a sua rotação orbital. É um fenômeno de efeitos radioelétricos, pela variação positiva e negativa das freqüências portadoras, que ocorre em ambos os sentidos, dos sistemas emissor e receptor do satélite e da estação terrena.

Uma compensação (manual ou automática) é essencial, para uma correta sintonia de ambos os sistemas situados dentro do cone de passagem radioelétrica do satélite, em relação ao ponto vertical relativo com a posição terrena da estação de seguimento.

É pois baseado neste fenômeno físico que hoje funcionam os sistemas GPS, cuja primeira aplicação foi efetuada através do satélite de amador da AMSAT, o OSCAR 6 durante o ano de 1973. Só depois da descoberta desta aplicação, se passaram a desenvolver comercialmente qualquer um dos atuais sistemas de posicionamento global por satélite.

7. A localização orbital do satélite. Quando é que ele passa sobre a minha posição terrestre ?
A previsão das órbitas dos satélites foi no início da exploração espacial e até aos anos de 1975 um verdadeiro quebra cabeças. Já lá vai a época da régua de cálculo, então denominada por OSCAR LOCATOR. Mesmo assim, só depois de 1985 as coisas se tornaram mais simples com a utilização de máquinas de calcular e da computação simples do XT.

Hoje, qualquer computador AT a operar em MS-DOS e com 20 Mb de disco, pode instalar um software de cálculo, processar dados e ilustrar mapas referentes às órbitas de um satélite, incluindo o comando automático de rotores e correções de efeito de Dopller.

Entre as mais populares e acessíveis versões de software recomendamos o Instant Track para MS-DOS. Esta versão é atual para o terceiro milênio. Produz imagens gráficas a cores, fornece dados importantes sobre a passagem vertical, a aproximação e o afastamento da satélite, a elevação e o azimute, ou a posição vertical do satélite selecionado, em qualquer parte da sua órbita.

Com a instalação de alguns drivers, ele pode efetuar o comando automático dos rotores e fazer a correção de efeito de Doppler, bem como a sintonia automática dos sistemas emissor e receptor. Existem no entanto softwares mais evoluídos e já desenvolvidos para sistemas operativos atuais, como sejam o Windows 98, 2000, XP, X-Windows ou MAC OS.

Entre eles destacamos o Predict para LINUX que se baseia numa estrutura principal , o servidor, que efetua todos os cálculos. Ligados ao servidor, podem estar vários clientes de modo gráfico que recebem os dados já prontos a mostrar no ecrã de um computador terminal qualquer. Para MS Windows destacamos o Nova for Windows que é bastante completo.

Permite entre outras coisas, a atualização dos dados Keplerianos pela Internet, o acerto das horas por ligação a relógio atômico, o controlo de rotores ou ajuste de Doppler nos rádios. Permite visualizar o footprint de vários satélites em simultâneo e fazer a impressão das passagens de satélites em papel, para ocasiões em que o computador não pode ser utilizado.

8. Na passagem orbital de um satélite, existe uma melhor situação quanto ao ângulo de elevação ?

A melhor situação na passagem de um satélite é a vertical do lugar, o que raramente ocorre. Nestas condições, o ângulo de elevação terrestre em relação ao satélite é máximo, ou sejam os 90º de elevação. O cone de aproximação na passagem vertical e afastamento é máximo, numa órbita vertical.

Mas esta condição não significa que seja a melhor, pois qualquer órbita pode ser boa, desde que seja superior ao horizonte artificial de 2º a 4º e seja uma passagem sobre uma localização desafogada em termos de horizonte, ou seja, sem montanhas e sem prédios ao redor da estação terrena.

9. A entidade que faculta as informação sobre os Dados de Kepler, essenciais aos cálculos orbitais ?
A NORAD é a entidade que nos Estados Unidos da América do Norte, efetua o rastreio e as medições de todos os satélites em órbita no espaço exterior da Terra. São essas informações que nos são depois fornecidas através de Dados Keplerianos ou de Kepler.

Depois de receber estas informações através da AMSAT e dos seus organismos representantes, podemos instalar esses dados num computador, fazer correr num software de cálculos orbitais os elementos neles contidos. Estes elementos Keplerianos são editados em publicações da especialidade, ou existem directamente em bases de dados disponíveis na Internet.

Eles estão disponíveis para a comunidade de Amadores de Rádio, através da AMSAT e em dois formatos distintos: NASA ou 2Lines, e AMSAT. No geral, todos os programas de cálculo, conseguem processar ambas as versões de keps. Leia o artigo editado pela AMSAT-CT, denominado: DADOS KEPLERIANOS.

10. Existem muitos satélites disponíveis para o Serviço de Satélite de Amador ?
Com o começo do novo milênio, estão disponíveis, no decurso dos anos de 2001 e 2002, mais de 20 satélites, todos eles pertencentes ao Serviço de Satélite de Amador.

Tendo ocorrido ainda um fenômeno único na história aeroespacial, que foi o ressurgimento em Junho de 2002, do satélite OSCAR-7, um satélite de amador tecnicamente dado como desaparecido em 1980, fazia mais de 21 anos














O que são Satélites - IV

Satélites Operacionais
Analógicos:
AO-7, ISS, FO-29,AO-27
Digitais:
ISS, UO-22, GO-32, NO-45, MO-46
Satélites Semi-Inoperacionais

Analógicos: RS-15, FO-20,
Digitais:
UO-11, AO-16, LO-19, UO-22,
Satélites Inoperacionais
Analógicos:
- AO-10, RS-12, RS-13, RS-15, SO-33, SO-41
Digitais:
DO-17, WO-18, KO-23, TO-31, PO-34, SO-35, UO-36, AO-40, SO-42, NO-44, AO-49

11. Que tipo de disciplinas ou que atividades se podem encontrar nos satélites de amador ?
Ao longo dos anos, os radioamadores tecnicamente qualificados, e que em parceria com outros grupos de investigação e desenvolvimento, nomeadamente as universidades e forças de defesa, têm vindo a desenvolver e a colocar em serviço diferentes tipos de sistemas, incluindo satélites dedicados a áreas temáticas diversas.

Designadamente para fins ambientais e educativos. Ao contrário da visão consumista, que certa industria e comércio de materiais de rádio quis transmitir junto do cidadão comum acerca do Serviço de Amador, este não é, nem nunca foi, uma charada.

Tanto mais que a história e os imperativos suscitados pelas culturas civilizacionais exigem de todos nós, incluindo dos Amadores da Rádio e das comunidades científicas e tecnológicas, uma atitude construtiva e de serviço público, sustentada por organismos sérios e dedicados, que tem por prioridade, a educação, as culturas de saber e do conhecimento, o desenvolvimento humano global, em absoluta liberdade e respeito pelos direitos e deveres comuns das sociedades e das nações.

Uma atitude de clara consciência, uma prioridade sobre o lúdico, desportista e consumista. Nestes termos, tem sido a NASA, a ESA e a Agência Espacial Russa que ao lado de escassos governos de outros estados membros das Nações Unidas, tem ajudado a comunidade dos radioamadores a estudar e a desenvolver, construindo e colocando em órbita da Terra inúmeros satélites de amador.

Para o novo milênio e para este século XXI, estão disponíveis satélites através dos quais se podem operar todos os serviços ou modos de transmissão atualmente existentes. São mais os satélites disponíveis do que a qualificação técnica e a destreza operativa de qualquer um de nós individualmente, associada com o tempo livre de os poder operar.

Podemos operar satélites a partir da sempre atual telegrafia manual, passando pela banda lateral única ou dupla, o rádio-teletipo, a televisão de varrimento lento, o FM, o FSK e todos os elaborados modos de transmissão digital e vetorial, que nos dão acesso à comunicação direta individual, à difusão geral, à teledeteção e controlo remoto de sistemas.

Preparam-se os radioamadores, através da AMSAT, para a navegação e para a viagem espacial. São estes grandes desafios tecnológicos do futuro e da humanidade.


12. É fácil operar através de um desses satélites de amador ?
A facilidade ou a complexidade na operação de um satélite de amador, depende obviamente das características técnicas do satélite selecionado. Podemos dividir os satélites por serviços analógicos e digitais, em quatro grupos essenciais, a saber:

a) Satélites de órbita polar de baixa altitude, dedicados a serviços analógicos.
Estes são, aparentemente, os satélites mais acessíveis e fáceis de operar. Compostos essencialmente por sistemas retransmissores, de banda estreita, e de banda larga.

Os sistemas retransmissores de banda larga são denominados por transponders lineares, pois são sistemas lineares, que efetuam a transposição espectral de uma faixa com determinada largura de banda, para outro espectro ou segmento de banda.

São sistemas que dispõem de uma largura de banda (no caso dos amadores) de 30, 50 ou 100 KHz. Nas aplicações comerciais eles atingem vários MHz de largura de banda. Nestas aplicações, um transponder linear ao invés de efetuar a retransmissão de um canal simples (tipo FM) ou de uma única transmissão, ele efetua a retransmissão integral de um espectro sem ser sequer desmodulado.

Chama-se uma transposição em banda base nos casos em que o sinal é recebido por um receptor, tratado a nível de RF por um sistema de freqüência intermédia, é transposto para outro espectro e amplificado numa cadeia emissora de potência.

O sinais são compostos por múltiplos tipos de emissões diferentes e de banda estreita, do tipo USB, CW, RTTY, SSTV, FSK BPSK, PSK, onde se podem incluir emissões ou serviços analógicas e digitais de pequena ocupação espectral, entre 150 Hz e 3 KHz.

Os sistemas retransmissores de banda estreita são como vulgares repetidores de FM (F3E) ou NBFM. Eles fazem a repetição de uma emissão em modulação de freqüência ou fase, são desmodulados e retransmitidos através de um canal ou faixa de áudio, a ser de novo modulada na freqüência que se desejar retransmitir, tal qual é feito num repetidor terrestre.

Estes satélites são muito populares entre os amadores de menos recursos técnicos. São fáceis de operar e podem até ser compostos por mais de um receptor de FM, cujos sinais de áudio, uma vez desmodulados, são misturados ou selecionados à entrada do modulador comum de um único emissor destinado ao downlink ou ligação de descida do satélite.

A ocupação espectral recomendada para este tipo de satélites é de cerca de 5KHz a 12,5 KHz, poucos são os sistemas modernos que ocupam 25 KHz.

b) Satélites de órbita polar de baixa altitude, dedicados a serviços digitais.
Estes são os satélites de órbita circular polar que operam principalmente packet nas suas diversas modalidades. São o equivalente terrestre a uma BBS de packet. Nesta ocasião, estão operativos mais do que 10 satélites deste tipo.

Entre estes, contam-se os satélites tradicionais a operarem a 1200 bps, vulgarmente conhecidos por pacsats. São eles a ISS, UO-14, AMSAT OSCAR 16, o satélite argentino LUSAT o LO-19 e outros referidos na tabela anterior.

Existem ainda os satélites como UO-22 e KITSAT OSCAR 25 que também fazem serviço de BBS, mas a operar a velocidades de 9600 bps. Estes satélites foram equipados com sistemas de teledeteção, incluindo câmaras e sistemas de fotografia, que transmitem para a Terra imagens sobre a forma digital.

Uma nova geração de satélites digitais de 9600 bps a operarem em FSK foi lançada no espaço, entre os quais se incluem os ITAMSAT-A, KITSAT-B, EYESAT-A e ainda o malogrado satélite português PoSAT-1, que está tecnicamente operativo, mas ao que se sabe, nem sequer é utilizado por nenhuma entidade nacional, seja ela militar ou civil, nem para fins educativos ou científicos. Entre este grupo de satélites, está incluído o UNAMSAT, que é o primeiro satélite mexicano.

c) Satélites de grande altitude e órbita elíptica, dedicados a serviços analógicos e digitais.
Estes são, conforme referimos, os satélites que melhor nos permitem efetuar comunicações entre múltiplos continentes. As comunicações intercontinentais, tal qual se fazem nas faixas de ondas-curtas. Nestes satélites utilizam-se todos os serviços de banda estreita, quer sejam serviços analógicos ou digitais.

Os requisitos técnicos são mais elaborados, nomeadamente os ganhos de conjunto das antenas, pois as quantidades de energias radioelétrica em jogo e necessárias para cobrir tão grandes distâncias, são substancialmente menores.

Aqui jogam-se as melhores aplicações, as melhores e mais adequadas instalações, os menores fatores de ruído térmico de uma instalação, quer seja de um receptor, de uma antena ou conjunto de antenas.

Estes são os satélites da Fase 3 que entre eles se destacam o OSCAR 10, um satélite que faz vários anos, está para concluir o seu ciclo de vida útil, mas que se mantém resistente e em funcionamento. E depois deste, temos o mais o recente de todos eles, o satélite da Fase 3-D, o AO-40 ou OSCAR 40.

d) Estações orbitais ou satélites tripulados.
Por último, as naves espaciais tripuladas: são o caso de sucesso da Estação Espacial Russa - MIR, a quem prestamos a nossa homenagem, pela forma inteligente, como foi explorada em termos culturais pela Agência Espacial Russa, num claro exemplo de múltiplas parcerias e adequadas partilhas culturais e científicas.

Onde os Amadores de Rádio se viram naturalmente envolvidos durante muitos anos. A prosseguir o mesmo espírito de vanguarda, temos hoje a ISS e a ARISS - Amateur Radio on International Space Station, tal qual tivemos antes o projecto SAREX e a participação dos amadores em inúmeras missões STS a bordo do Space Shuttle americano.

Todas estas aeronaves têm instalados a bordo equipamentos diversos de radiocomunicações nas faixas de HF, VHF e UHF, meios dedicados ao serviço de amador e com os quais se partilham imensas experiências em diversos campos científicos, tecnológicos, culturais, educativos e humanitários.

Atualmente a ISS está operacional nas faixas de amador, através dos esforços e gestão da ARISS, um esforço institucional, a partir da qual é possível contatar para fins culturais e educativos, os astronautas e cosmonautas que nela habitam e trabalham, através de radiocomunicações diretas, efetuadas por diferentes serviços ou modos analógicos e digitais.

13. Quais são afinal, os modos ou serviços disponíveis nos diversos satélites ?
O termo modo é tido no Serviço de Satélite de Amador como a banda ou faixa de freqüências que se utilizam. O modo não é mais do que o tipo de emissão e recepção, que se pode emitir ou receber de um qualquer satélite de amador. São diversos os tipos de emissão e recepção que podem ser enviados ou recebidos por um satélite.

Uplink .................................. Downlink

Modo........... Banda ............. Freqüências ......... Banda........... Freqüências

A................... 2m....................... 145MHz............ 10m.......... 29MHz
B................... 70cm....................... 435MHz............ 2m.......... 145MHz

J................... 2m....................... 145MHz............ 70m.......... 435MHz

K................... 15m....................... 21.2MHz............ 10m.......... 29MHz

L................... 23cm....................... 1.2GHz............ 70cm.......... 435MHz

S................... 70cm....................... 435MHz............ 13cm.......... 2.4GHz

T................... 15m....................... 21.2MHz............ 2m.......... 145MHz

O que são Satélites - V

Nos planos de Banda destinados aos satélites de amador, ocorrem denominações com 2 letras, tais como Modo JA ou Modo JD. Nestas situações, a forma de operação do satélite deve ser feita para o caso do Modo JA em modo J em serviço Analógico, e na situação referencia como Modo JD, opera-se no Modo J em serviço Digital.

Noutras ocasiões, vimos que um determinado satélite opera em modo composto, como por exemplo Modo KA, isto significa que se pode operar um Uplink quer na banda dos 15 metros (21.2 MHz) quer na banda dos 2 metros (145 MHz), e que em ambas as ligações se faz o Downlink na banda dos 10 metros (29 MHz).

14. Qual é a potência de emissão requerida para uma ligação através de satélite ?
A operação através de um satélite não requer especificamente o emprego de potências elevadas, apenas a necessária. Porquanto o emprego de sistemas lineares de transposição de freqüência ou transponders são fortemente afetados pelo emprego de sinais fortes, que descriminam as estações com ligações menos estáveis, saturando os andares de saída da cadeia emissora do satélite e reduzindo substancialmente a potência do emissor no Downlink.

Este é um sintoma evidente de que o PA do satélite está a ser protegido pelo seu sistema de ALC.Quando se utilizam sistemas de antenas do tipo YAGI-UDA ou outras antenas direccionais, não se aconselha a utilizar potências de emissão superiores a 80 no máximo 100 W.

15. Classificação dos Satélites
O sector industrial da exploração comercial de satélites, está hoje mais dedicado à colocação de satélites no espaço em órbitas geo-estacionários, e com massas úteis que podem variar entre 1000 Kg e mais de 5 toneladas onde se podem incluir as estações orbitais tripuladas.

Em seguida vamos saber o que significa o termo de pequeno satélite, e que utilidades se podem conferir à exploração espacial.Em muitas outras aplicações, que aliás, estão na origem da própria exploração espacial, surgem a construção e o lançamento pelos russos e americanos, dos primeiros satélites como foram o Sputnik, o Explorer e o Vanguard entre os anos de 1957 e 1961.

Neste concurso, de saber e conhecimentos, estão desde a primeira hora, os Amadores de Rádio ou radioamadores, como são vulgarmente conhecidos.

A evolução das engenharias aeroespacial e eletrônica tem permitido potenciar e explorar tecnologias alternativas, que permitiram entre outras, reduzir substancialmente o tamanho e aumentar a eficiência dos satélites. Estas condições permitem reduzir o tamanho dos satélites de tal forma que são hoje classificados da seguinte forma:

Grupo do satélite.............. Massa do satélite

LARGE satellite .............. 1000kg

MEDIUM satellite ................ 500 a 1000kg

SMALL satellite .............. 500kg

.......................................... MINI ................... 100 a 200kg
....................................... MICRO ................. 10 a 100kg
SMALL satellites: ................. NANO ....................... 1 a 10kg
................................................. PICO .................. 0,1 a 1kg
............................................... FEMTO ................. 100gr

O que são Satélites - final

Nas condições atrás referidas, são conhecidos e utilizados imensos termos na classificação e definição dos satélites, entre os quais referimos: Cheapsat e os SmallSat que incorporam os MicroSat, MiniSat, NanoSat, e ainda os PicoSat e FemtoSat, sendo provável que outras classes de satélites venham a ser descobertas e aplicadas.

Todas estas terminologias representam claros conceitos técnicos que são objectivos, e filosofias de utilização dos próprios satélites, que estão inseridas em programas de aplicação entre os pequenos e os grandes satélites.

Algumas entidades designam no seu conjunto como LightSats, os satélites que se inserem nos sistemas de satélites baratos (single purpose inexpensive satellite systems), onde se incluem alguns satélites do serviço de amador e satélites militares tácticos. O conceito do pequeno satélite ou SmallSat surge assim por duas vias:

1) a possibilidade da miniaturização do próprio satélite e;

2) a possibilidade de o lançar no espaço a partir de pequenos foguetes lançadores. Estes dois factores conjugam-se num novo conceito industrial de: rápido a construir, melhor versão da anterior, pequeno em tamanho e consumo de energia, mais barato na construção e lançamento.

Não só nos satélites, bem como em muitas outras aplicações aeroespaciais utilizadas no voo interior e exterior da Terra, os satélites artificiais inventados pelo radioamador britânico Sir Arthur C. Clark são uma realidade estrutural.

São parte corrente e estratégica os pequenos satélites, porque nos permitiram reduzir os custos industriais de construção e lançamento, de tempo de fabrico e escala de desenvolvimento.

A tecnologia empregue nos satélites pequenos, possibilitam outras aplicações como a simulação de satélites através do voo passivo de balões na alta atmosfera terrestre, ou em aeronaves eléctricas controladas remotamente nos voos atmosféricos acima dos 10.000 metros de altitude, num espaço onde os aviões convencionais já não podem voar.

Tudo isto nos permite desenvolver aplicações novas e conhecimentos susceptíveis de nos levarem à moderna exploração do espaço, facilitando o desenvolvimento tecnológico terrestre, com maior rapidez e rotação na renovação dos sistemas e utilizações, que permitem novas soluções, melhorias e inovações constantes.

Neste domínio os radioamadores integrados na AMSAT e nas associações confederadas na IARU, tem dado um importante contributo, em termos de exploração das comunicações aeroespaciais, com novas aplicações no desenvolvimento das múltiplas tecnologias utilizadas ao longo do vasto espectro radioeléctrico, dedicado ao serviço de satélite de amador.

A classificação universal de Small Satellite é utilizada para definir todas as aeronaves em órbita da Terra que possuam uma massa inferior a 500 quilogramas, entre as quais se incluem, na generalidade, um grande número dos satélites construídos e lançados no espaço por organismos de radioamadores, integrados e parceiros da AMSAT.

Esta inovação da tecnologia integrada permitiu a diversificação e criação de satélites entre os 100 e 200 kg, assim como mais oportunidades de desenvolvimento e criação de novos satélites.

16. Em que organizações eu me devo filiar, com o propósito de prosseguir, com orientação técnica e enquadramento federativo, as disciplinas e áreas temáticas do Serviço de Amador e Serviço de Satélite de Amador ?
No sentido geral, o Serviço de Amador atravessa uma grave crise de participação a nível mundial. A industrialização e comercialização de equipamentos de rádio destinados a radioamadores, que ocorreu a partir de meados dos anos de 1970, facilitou o acesso massivo a centenas de milhares de pessoas.

Na mesma proporção, e ao arrepio do crescimento e da estruturação, nem os governos, nem as associações confederadas na IARU, conseguiram enquadrar e gerir esta imensa massa humana.

São hoje às centenas de milhares os radioamadores sem conhecimentos técnicos, que um pouco por todo o mundo, utilizam gratuita e impunemente, todos os meios retransmissores, os satélites e outras facilidades tecnológicas e estruturais, designadamente os serviços de Bureau e QSL da IARU, sem que contribuam financeiramente ou estejam sequer filiados e federados em nenhuma associação de radioamadores.

Parece-nos absolutamente ignóbil, absolutamente despida de humanidade e de sentido cívico, esta atitude de direta desresponsabilização dos radioamadores que infelizmente assim procedem, um pouco por todos os países da Europa, da América, Ásia, África e Oceania, um facto que lamentamos assinalar.

Tem sido investidos pela AMSAT e pelas mais empenhadas associações de radioamadores da Europa, da América e do resto do mundo, somas avultadas de dezenas de milhões e milhões de dólares, algumas vezes apoiados e financiados por diversos governos e entidades privadas, sem que muitas centenas de milhares de radioamadores, utilizadores freqüentes destes meios técnicos de excepção, se disponham a estar filiados e a contribuir, para tais desenvolvimentos. Aqui fica um apelo! Seja filiado numa associação local, regional ou nacional, confederada na IARU.

São as seguintes as organizações que deverá contactar:
Nos Estados Unidos da América do Norte:
AMSAT - 850 Sligo Ave. Suite 600 - Silver Spring, MD 20910 - USA - Na Internet
http://www.amsat.org
Em Portugal:
AMSAT-CT:
www.amrad.pt / AMSAT-PO: www.radioamadores.net















sábado, 10 de março de 2007

Brasileiros vão mapear "radiador" polar

Brasileiros vão mapear "radiador" polar
Cláudio Ângelo.
Editor de Ciência da Folha de S.Paulo

O aquecimento global pode estar enguiçando o principal "radiador" do hemisfério Sul. Cientistas brasileiros descobriram indícios de que as correntes de convecção do oceano Austral, que dissipam o calor da região, estão sendo afetadas pelo derretimento de geleiras na península Antártica.
No próximo verão, eles partem para o continente gelado para investigar a extensão desse dano. O projeto, liderado por oceanógrafos do Rio Grande do Sul, é um dos sete estudos brasileiros em colaboração com grupos de outros países que integram a participação do país no Ano Polar Internacional (API).

O grupo coordenado por Carlos Alberto Eiras Garcia, da Furg (Fundação Universidade do Rio Grande), vai examinar o estado de saúde da chamada circulação termohalina austral. Ela consiste em um cinturão de correntes oceânicas que ajudam a manter o equilíbrio climático do planeta.
Esse radiador colossal funciona da seguinte forma: correntes quentes trazem o calor da zona equatorial atlântica para o pólo, dissipando-o no caminho. Na Antártida --mais especificamente no mar de Weddell-- essas correntes resfriam e ficam mais salgadas. Isso aumenta sua densidade e faz com que elas afundem, formando correntes frias submarinas que sobem rumo à América do Sul, como a das Malvinas.Além de dissipar o calor, a corrente submarina traz um bônus para a América do Sul: nutrientes do fundo do oceano para o mar argentino. "É por isso que o litoral gaúcho é o mais rico [em peixe] do país", disse Eiras Garcia à Folha. Quem aprecia os congros da Argentina sabe do que ele está falando.

Acontece que, para se manter, esse cinturão de convecção precisa da diferença de densidade. E o degelo na península Antártica, uma das regiões do planeta que mais esquentaram nos últimos 50 anos, pode estar acabando com ela, ao jogar mais água doce no oceano Austral. Com salinidade diminuída, a corrente deixa de afundar.

Garcia e seus colegas vão navegar no mar de Weddel em busca desses pontos de afundamento, para determinar o estado de saúde da corrente.O prognóstico, porém, é pessimista: estudos anteriores já detectaram que as águas de fundo do estreito de Bransfield (oeste da península), já estão mais quentes e menos salgadas.


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u16075.shtml

Radiação Cósmica de Fundo

Radiação Cósmica de Fundo
por Thiago Guimarães

A Radiação Cósmica de Fundo é uma forma de radiação eletromagnética e uma evidência muito grande da teoria do big bang, tal radiação possui um espectro de corpo negro e é uma grande prova de que o universo no passado era muito mais denso e quente do que é hoje.

Foi prevista por George Gamov, Ralph Alpher e Robert Herman em 1948 e descoberta em 1965, por Arno Penzias e Robert Woodrow Wilson, do Bell Telephone Laboratories.

Características: O universo deve ter sido muito diferente do que é atualmente para produzir uma radiação com as características da radiação cósmica de fundo, sendo completamente preenchido por um fluido primordial, constituído de radiação e partículas elementares extremamente energéticas.

A radiação cósmica de fundo foi produzida quando o universo tinha cerca de 380 mil anos de idade, resfriou-se por causa da expansão e hoje a sua temperatura é de 2,725 K. A evolução posterior do universo não afetou as propriedades da radiação, de forma que ela nos permite uma grande oportunidade de estudar as condições físicas do universo tempos após sua gênese.

As características de tal radiação (espectro, distribuição angular e polarização) são diretamente dependentes dessas condições e estão ligadas aos mecanismos que deram origem às grandes estruturas (aglomerados, superaglomerados, paredes, etc.) hoje observadas.

A radiação cósmica de fundo é um espectro térmico de radiação de corpo negro de 2,725 kelvins que preenche o universo. Ela tem uma freqüência de pico de 160,4 GHz, o que corresponde a um comprimento de onda de 1,9 mm. Ela é isotrópica até uma parte em 100.000: as variações de seu valor eficaz são de somente 18 µK.

Um instrumento no satélite Cosmic Background Explorer (COBE), da NASA, mediu cuidadosamente o espectro da radiação cósmica de fundo, o que o tornou a medida mais precisa de um espectro de corpo negro de todos os tempos.

A radiação cósmica de fundo é uma predição do Big Bang, sugere que a radiação cósmica de fundo preenche todo o espaço observável, e que a maior parte da energia do universo está na radiação cósmica de fundo, que constitui uma fração de aproximadamente 5×10-5 da densidade total do universo.

Dois dos maiores sucessos da teoria do Big Bang são suas predições do seu espectro de corpo negro praticamente perfeito e sua detalhada predição das anisotropias na radiação cósmica de fundo.

Radiação Cósmica de Fundo - I

Estas três imagens são mapas completos do céu como vistos na radiação infravermelha.
As duas superiores são imagens compostas feitas nos comprimentos de onda de 60, 100 e 240 micrometros.
O brilho de 60 micrometros é apresentado em azul, o de 100 em verde e o de 240 em vermelho.
A imagem inferior mostra somente o brilho de 240 micrometros após a luz do sistema solar e
da nossa galáxia terem sido removidas.

Superior: Céu como é visto na radiação infravermelha. A brilhante linha amarelo-alaranjada cruzando o centro da imagem vem da poeira interestelar de nossa galáxia, sendo o centro da galáxia o centro da imagem. O vermelho acima e abaixo desta linha mostra nuvens tênues adicionais de poeira interestelar. O azul em forma de S vem da poeira interestelar do sistema solar.

Meio: Céu após o brilho do sistema solar ter sido retirado. Esta imagem é dominada pela emissão de poeira interestelar na nossa galáxia. Os dois objetos brilhantes no centro do quadrante inferior direito são a Pequena e a Grande Nuvem de Magalhães.

Baixo: Após retirar a luz infravermelha do sistema solar e da nossa galáxia, o que sobra é um fundo infravermelho cósmico uniforme. A linha que cruza o centro é uma falha decorrente da retirada da luz galáctica.

Formação:
Na teoria, o universo inicial era composto de um plasma quente de fótons, elétrons e bárions. Os fótons interagiam constantemente com o plasma através do Efeito Compton. À medida que o universo se expandia, o desvio para o vermelho cosmológico fazia com que o plasma esfriasse até que fosse possível aos elétrons combinar-se com os núcleos atômicos de hidrogênio e hélio para formarem átomos.

Isso aconteceu por volta de 3000 K, ou quando o universo tinha aproximadamente 380.000 anos de idade (z=1088). Nesse momento, os fótons puderam começar a viajar livremente pelo espaço. Esse processo é chamado "recombinação".

Os fótons continuaram a esfriar até que atingiram a temperatura atual de 2,7 K. Assim, a radiação do espaço que se mede hoje vem de uma superfície esférica, chamada superfície de última difusão, da qual os fótons que se desvencilharam da interação com a matéria no universo inicial, 13,7 bilhões de anos atrás, estão recém alcançando os observadores na Terra.

Medição: A recente sonda Wilkinson Microwave Anisotropy Probe (WMAP) mediu com precisão essas anisotropias através de todo o céu até escalas angulares de 0,2 graus. Elas podem ser utilizadas para estimar os parâmetros do modelo padrão Lambda-CDM do Big Bang. Algumas informações, como a forma do universo, podem ser obtidas diretamente da radiação cósmica de fundo, enquanto outras, como a constante de Hubble, não são evidentes e precisam ser inferidas de outras medidas.

Relação com a formação de matéria: O Universo é homogêneo e isotrópico em escalas suficientemente largas e sendo estudado em detalhes nos últimos anos e verificado com base em resultados de diversos levantamentos de distâncias de galáxias. A homogeneidade e isotropia do Universo começam a ser verificadas a partir de distâncias da ordem de 100 megaparsecs (3,08x1026 cm, que equivalem a três bilhões de trilhões de quilômetros).

Até distâncias dessa ordem ainda são observados diversos tipos de estrutura, tais como vazias paredes e estruturas filamentares. Desse ponto até o ponto onde se formou a radiação cósmica de fundo (~ 3000 megaparsecs, equivalentes a 100 bilhões de trilhões de quilômetros), essa região é conhecida como a Superfície de último Espalhamento, existe uma lacuna de informações, mas cálculos teóricos sugerem que esse foi o intervalo de tempo necessário para que perturbações gravitacionais evoluíssem nas primeiras galáxias do Universo.

A existência da radiação cósmica de fundo em microondas, a abundância de determinados elementos químicos leves (hidrogênio, deutério, hélio e lítio) e a observação da velocidade relativa de afastamento de galáxias distantes (descoberta por E. Hubble, em 1929), que são fatos observacionais e servem como base do modelo cosmológico padrão.

O cenário previsto pelo modelo cosmológico padrão, sugere que o universo explodiu há cerca de 10-20 bilhões de anos, a partir de um estado de densidade, temperatura e pressão infinitas. A partir do instante zero, Big Bang, o universo começou a expandir-se e resfriar-se.

Até aproximadamente 0,01 segundo, após a tal explosão, a temperatura era muito alta e havia formação e aniquilação incessante de pares de partículas elementares. Após a temperatura cair para valores abaixo de um bilhão de K, a produção e aniquilação de pares e as reações nucleares cessaram, deixando como resultado elétrons, prótons e nêutrons, e também neutrinos e fótons.

A combinação de prótons e nêutrons deu origem aos primeiros elementos químicos formados no universo: hidrogênio, deutério, hélio e lítio. Com o universo em expansão e conseqüente resfriamento, a temperatura atingiu o valor de 3000 K, 300 mil anos após a explosão. Nesse momento, prótons e elétrons, que estavam livres, começaram a combinar-se para formar átomos de hidrogênio e o plasma de matéria e radiação deixou de existir.

Com a combinação, o processo de interação entre fótons e elétrons, conhecido como espalhamento Thomson, tornou-se insignificante e o universo tornou-se transparente à radiação. A trajetória de um fóton, que antes era limitada devido às colisões sucessivas com os elétrons livres, passou a ser da mesma ordem de grandeza do universo.

Com a combinação, o processo de interação entre fótons e elétrons, conhecido como espalhamento Thomson, tornou-se insignificante e o universo tornou-se transparente à radiação. A trajetória de um fóton, que antes era limitada devido às colisões sucessivas com os elétrons livres, passou a ser da mesma ordem de grandeza do universo.

Devido ao processo de expansão, a temperatura dos fótons da radiação cósmica fundo está decrescendo proporcionalmente à taxa de expansão, mas mantendo exatamente as suas características. Observa-se essa radiação, a uma temperatura de 2,725 K. Como a variação de temperatura é inversamente proporcional à taxa de expansão, pode-se estimar que o universo hoje seja mil vezes maior que na época da recombinação.

Por outro lado, a partir dessa época a matéria estava livre para condensar-se em estruturas que evoluíram nas galáxias que hoje observamos, aumentando a atração gravitacional e o conseqüente colapso de nuvens de gás em galáxias ou grandes aglomerados, dependendo do modelo escolhido para descrever a formação.

A formação de estruturas (galáxias, aglomerados e superaglomerados) está diretamente ligada ao entendimento dos processos que ocorreram nos primeiros instantes do universo primordial, ou seja, ele está sujeito ao conhecimento das condições iniciais do universo.

Devido ao estado de equilíbrio termodinâmico em que se encontravam matéria e radiação nesse período, e à uniformidade da radiação cósmica de fundo, sabemos que a matéria, até separar-se do campo de radiação, deveria estar uniformemente distribuída, do mesmo modo que a radiação.

A principal fonte de informações sobre os instantes em que a matéria se separou do campo de radiação é a radiação cósmica fundo. As flutuações na distribuição de matéria evoluíram para formar as galáxias e aglomerados hoje vistos no céu, e a “marca”, das flutuações de matéria foram impressas na radiação cósmica de fundo, dando origem às flutuações de temperatura estudadas pelos cosmólogos atualmente.

Como foi descoberto: Em 1948 a radiação cósmica de fundo foi prevista por três cientistas da universidade de Princeton, George Gamov, Ralph Alpher e Robert Herman, após o físico Fred Hoyle dizer que se o big bang tivesse ocorrido haveria um “fóssil” da explosão.

George Gamov, Ralph Alpher e Robert Herman Trabalharam incessantemente para tentar comprovar a teoria do big bang encontrando assim seu “fóssil”.

Anos depois, em 1965, Arno Penzias e Robert Woodrow Wilson, do Bell Telephone Laboratories perto de Holmdel, New Jersey, haviam detectado um ruído na antena utilizada para radiodifusão, após limparem a antena e anotarem rigorosamente as características do ruído, entraram em contato com os três cientistas de Princeton, dizendo que detectaram uma interferência na antena que parecia vir de todo lugar do espaço e que tinha por volta de 2,25 K. A partir daí descobriram que realmente se tratava da radiação cósmica de fundo.