sábado, 28 de fevereiro de 2009

As hipóteses sobre atividades alienígenas na Terra -V

Entre as hipóteses, as abduções seriam conduzidas
por cientistas bem terrestres, sob comando militar.



Este fato foi escondido durante muito tempo pelo governo norte-americano, até que o então presidente Bill Clinton denunciou estas experiências e pediu perdão à população em cadeia nacional de rádio e tevê. Essa é apenas uma das muitas operações militares realizadas por aquele país, que acabou sendo admitida.

Há muitas outras que jamais serão, o que se constitui num forte indício de que essa hipótese não é tão impossível assim. Se realmente algum governo faz estas experiências, e se também aceitarmos que os alienígenas executam suas próprias abduções, os primeiros podem estar se escondendo atrás destes, aumentando mais ainda a confusão na cabeça das pessoas. Necessidade de material genético humano.


Continuando na linha das hipóteses fermentadas em meio a veias conspiratórias, a próxima é quem sabe a que tenha mais seguidores. Talvez porque se pareça muito com enredos de filmes de ficção científica, ou porque desejamos muito que nossa vida seja parecida com um romance.


Vamos começar a analisar esta teoria com uma pequena história. Há algum tempo atrás, os EUA confirmaram que estávamos sendo visitados por seres de outros planetas, mas como não tinham certeza dos motivos de nossos visitantes, mantiveram isso em segredo até que novas informações fossem obtidas.

Num dado momento, no entanto, conseguiram abater uma das naves alienígenas que singravam os céus e a forçaram a descer na Terra, capturando alguns dos sobreviventes (será que foi isso que aconteceu em Roswell?). Inicialmente, a idéia era expor o acontecido à população, mas logo apareceram os amigos dos primeiros abatidos, pouco satisfeitos com o fato, e convocaram uma reunião com os norte-americanos.

Nela, com a presença do alto comando e talvez até do presidente, foi feito um pacto entre a civilização alienígena prejudicada com o abate e o governo dos Estados Unidos. Um dos primeiros ufólogos a falar nisso foi justamente o norte-americano Milton William Cooper, cujo artigo "Os UFOs e a Nova Ordem Mundial" foi publicado na edição 10 de UFO, em 1988.

Segundo essa teoria, durante a reunião entre aliens e militares ficou estabelecida uma permuta. Em troca de informações e tecnologia superior a de qualquer outra nação da Terra, que os ETs forneceriam aos norte-americanos, a eles seria permitido abduzirem e fazerem as experiências que bem entendessem com qualquer ser humano.

Todo o acobertamento necessário às suas operações seria fornecido pelos próprios Estado Unidos. Parece uma grande elucubração essa hipótese, mas é imensamente popular em todo o mundo. Resta perguntarmos qual seria a necessidade destas abduções com salvo-conduto. É sobre esta resposta que temos várias divisões na comunidade ufológica mundial.


Um segmento, que é justamente o que chama estes extraterrestres de grays, crê que os visitantes sejam de uma raça que evoluiu muito tecnologicamente, só que no processo perdeu seus sentimentos. Eles fariam experiências com os seres humanos para conseguir recuperar a capacidade de reaver as sensações que perderam.

Outro segmento alega que, na verdade, os cinzas nos usam como forma de alimento, retirando líquidos e fluídos corpóreos de nossos corpos por não terem mais sistema digestivo. Fantasia? Ainda temos aqueles que acreditam que estes ETs façam experiências genéticas conosco para criação de seres híbridos, que seriam necessários à sua raça moribunda, ou a uma futura adaptação dela para poderem um dia colonizar a Terra.


Há também aqueles que afirmam que os grays são assexuados e a única maneira de se reproduzirem é através da clonagem, razão pela qual coletam material genético dos seres humanos. Variações dessa teoria acreditam ainda que tal material genético seria necessário para se mesclar ao deles, mas que antes precisaria passar por algumas melhorias.

Há outras idéias a respeito, mas já chegamos no ponto desejado para comentar a hipótese de forma geral. Essas teorias são cabíveis? Bem, a parte que envolve um suposto acordo entre EUA e extraterrestres talvez careça da consistência necessária para um exame mínimo.


Porém, quanto a se usar seres humanos para fins genéticos, essa é outra história, que vamos analisar friamente, bastando comparar tal suposição com o que nós próprios estamos fazendo hoje, em nosso planeta.


O ser humano busca como nunca prolongar seu tempo de vida, desenvolvendo novos transplantes de órgãos que nos dão uma vida mais longa e melhor. Mas para isso precisamos de doadores (vivos ou mortos), e eles também são seres humanos.

A necessidade de órgãos muitas vezes dá até abertura para o tráfego de órgãos, seqüestro de crianças e coisas impensáveis. O rim de um adolescente custa no mercado negro norte-americana perto de
250
mil dólares. Mas qual é a solução mais viável para este problema?

Atualmente são duas as principais: a fabricação de órgãos através de técnicas de engenharia genética, que permitem cópia apenas de partes específicas do corpo humano, ou a que já estamos fazendo há muito tempo, a criação de porcos que possam ser repositórios de órgãos para nós.

Apesar de parecer extremamente diferente de nós, o porco é o animal que tem o menor fator de rejeição de seus órgãos pelo corpo humano – menor até que o de macacos, que aparentemente seriam os mais prováveis.


Cientistas desenvolvem raças de porcos dos quais, em pouco tempo, poderão ser retirados coração e rins para transplante em humanos. Bem, fazemos algo bem parecido com o defendido nesta teoria, mas um fato ainda tem que ser melhor explicado.

As hipóteses sobre atividades alienígenas na Terra -VI

Reuniões entre aliens e militares fazem
parte das teorias conspiratórias



Se os grays são assim tão avançados quanto pensamos, e conhecem tão bem a biologia e a engenharia genética para fazerem clonagens perfeitas, além de terem a tecnologia suficiente para viajarem distâncias hoje inimagináveis, por que precisariam de animais inferiores como nós como fontes de órgãos?

Com certeza, de tão avançados, não existe o que eles precisam que não possam os próprios produzir. Se são capazes de manipular o DNA, o tempo e o ainda espaço, não é plausível que não consigam resolver problemas que nós mesmos, hoje, já estamos resolvendo. Enfim, a hipótese é tentadora, mas falta uma peça neste quebra-cabeças.

A hipótese de que somos animais inferiores.
Como fizemos antes, vamos novamente recorrer a uma pequena comparação com nossa sociedade para entendermos melhor esta outra teoria. Este entendimento é base para a teoria que aqui apresentamos. Os seres humanos, desde que se destacam dos outros seres vivos, se consideram superiores.

“Deus fez o homem a sua imagem e semelhança”, está na Bíblia. “Deus colocou os animais na Terra para nos servir”, idem. Nós mesmos nos consideramos superiores uns aos outros, usamos e abusamos de outros seres – e até mesmo de outros humanos – com a justificativa que é para um abstrato “bem maior”.

Prendemos ursos em gaiolas na China e extraímos sua bílis para o processamento de um remédio que não temos certeza se funciona. Tiramos os olhos do boto cor-de-rosa para servir de amuletos contra azar. Arrancamos a machadadas a mão de gorilas para servirem de cinzeiros sofisticados.

Exterminamos e quase extinguimos os elefantes apenas para ter lucro financeiro com suas presas de marfim, e fazemos o mesmo com baleias, que dão uma suculenta sopa. E muito mais! Ainda assim, nos consideramos mais evoluídos que nossos reféns!

Há aquelas outras situações em que pessoas bem-intencionadas buscam ajudar certas espécies de animais, impedindo-as de serem exterminadas. Mas mesmo sem querer prejudicá-los, ainda assim interferem em sua sociedade, em sua vida. É para um bem a estes animais que se faz isso, mas será que eles também pensam assim?

Se o homem conclui que num determinado local há poucos elefantes, basta tirar uns bichos de onde há abundância e colocá-los onde falta. Quando uma espécie passa dos limites e se reproduz demasiadamente, é só introduzir métodos anticoncepcionais pra controlar sua volúpia.

Se uma raça está em perigo de extinção, pegamos seu sêmen e óvulos e congelamos, para usá-los mais tarde. Claro, em nenhum desses casos perguntamos aos animais se eles querem ou permitem que façamos tais coisas. Afinal de contas, por mais evoluídos que sejamos em relação a eles, ainda não temos capacidade de comunicação com essas espécies.

E se tivéssemos, será que eles entenderiam por que queremos controlar sua população, evitar sua extinção ou melhorar sua vida? Ou ainda, será que eles achariam essas coisas tão importantes como nós? Ora, somos tão superiores que sabemos o que é melhor para eles, entendemos o mundo muito melhor e a opinião deles não interessa mesmo...

Fazemos o que fazemos com animais que repartem o mesmo planeta conosco mas, quando falamos em abdução, o tema nos revolta. Somos abdutores por excelência durante toda nossa existência, basta que se veja qualquer documentário sobre o mundo animal. Esse é o ponto da questão.

E se olharmos um pouco mais longe, mais para cima ou na direção do espaço, faremos outras descobertas e encontraremos novas possibilidades de vida. A julgar pelo que descobriremos, no entanto, talvez vejamos seres supostamente mais avançados que agem muitas vezes tão primitivamente quanto nós.

Ou cujas ações, por mais bem-intencionadas que sejam, não nos é compreendida. Se é que estas ações são tão benévolas quanto gostaríamos que fossem... Vamos imaginar por um momento que a raça humana foi a primeira em todo o universo a adquirir consciência.

Estamos desesperadamente procurando por outras formas de vida lá fora, sendo que a ciência já admite que formas de vidas mais simples possam viver em alguns planetas ou luas de nosso próprio Sistema Solar. Alguns estudos dizem que em ambientes parecidos com o terrestre a vida pode se desenvolver até chegar a produzir seres mais complexos, assim como aqui.

E imaginemos que consigamos encontrar planetas que já tenham vida em determinados estágios e em constante evolução, seja sozinha ou com um empurrão tecnológico de nossa parte. Será que resistiríamos à tentação de abduzir alguns espécimes dessa nova forma de vida, como fazemos com nossos animais terrestres?

Não tenho dúvidas que isso é mais do que uma possibilidade. Numa analogia muito apropriada, será que antes de nós não existiu outra civilização, que pudesse ter passado por um processo parecido com o nosso e que, na busca por conhecimento, tenha descoberto nosso mundo em seu “começo de carreira”?

Não teríamos nessa uma explicação mais plausível para os relatos de abdução? Como em nossa sociedade existem várias motivações para abduções internas, elas também estariam presentes nas atividades de civilizações mais avançadas. Mas se a abdução existe, e isso é fato, deve ter uma razão.
Nossos visitantes não viriam até aqui apenas para brincar e perturbar o ser humano.

No entanto, talvez os motivos das abduções sejam mais simples do que imaginamos ou, em certos casos, do que queremos. Nossos abdutores podem apenas e simplesmente estarem vivendo sua vida como bem entendem, fazendo aquilo que acham certo, e no processo acabam interferindo em nossa sociedade da mesma forma como nós interferimos na dos animais que estudamos.

Talvez nossos visitantes espaciais tenham as mesmas dúvidas e anseios que nós: o que somos, de onde viemos e para onde vamos. Por que deveríamos achar que eles detêm o segredo da vida e da existência? Se assim fosse, de nada serviriam as abduções.

Enfim, é possível que estejamos atribuindo a eles uma divindade tal qual um indígena que nunca viu a civilização atribui a nós. Pode ser muito mais glamurosos nos acharmos uma peça importante dentro do esquema universal, e tal importância se reflete em sermos usados em abduções para uma finalidade significativa.

As hipóteses sobre atividades alienígenas na Terra -VII

Os motivos das abduções podem ser mais simples e
menos glamouroso do que gostaríamos


Mas a realidade pode ser outra. E sermos apenas uma ínfima engrenagem numa gigantesca máquina cósmica parece ter muito menos charme, encanto, ainda que esse cenário se aproxime mais da verdade. Por fim, as abduções talvez não sejam absolutamente nada diferente do que fazemos aqui na Terra: busca por conhecimento e resposta de perguntas que não conseguimos encontrar em nós mesmos. E esses ETs, em vez de deuses ou demônios, podem simplesmente ser nossos irmãos mais velhos. Um espelho do que podemos um dia nos tornar.

ttp://www.ufo.com.br/index.php?arquivo=notComp.php&id=4168

Dr. Luciano Stancka: a psiquiatria na Ufologia

A psiquiatria tem boas ferramentas para lidar com a casuística ufológica, mas seu uso deve ser responsável
Equipe UFO
A psicanálise pode ser um instrumento de ajuda na compreensão
e atenuação da situação inusitada vivida pelo indivíduo abduzido

A Ufologia pode não ser uma ciência, como alegam aqueles que não reconhecem o assunto como merecedor de atenção. Mas constantemente emprega recursos estabelecidos e amplamente usados por variadas disciplinas científicas em seu trabalho. Geografia, química, física, sociologia, psicologia, história, medicina e várias outras áreas têm seus recursos “emprestados” pelos ufólogos em suas investigações.

Afinal, o Fenômeno UFO se manifesta em nosso meio ambiente e interage com seres humanos, que são objetos de estudo das citadas ciências. Entre elas, a psiquiatria desempenha papel de fundamental e crescente importância, não somente ajudando na determinação de padrões de ocorrências ufológicas – especialmente as abduções –, mas também no tratamento de eventuais traumas adquiridos pelas testemunhas e abduzidos após seus encontros com aliens.

Dr. Luciano Stancka: a psiquiatria na Ufologia -II

Em nosso país, o emprego da psicologia e psiquiatria na investigação ufológica ainda é embrionário, ao contrário dos Estados Unidos, onde já são empregadas há décadas. Mas o avanço da associação da Ufologia com tais disciplinas aumenta rapidamente com a adesão de um número crescente de profissionais destas áreas, que passam a encarar o assunto com a seriedade que ele exige.

Entre os pioneiros a fazê-lo está o médico psicossomático, ortomolecular e acupunturista Luciano Stancka e Silva, que trabalha na Clínica Hiperbárica de São Paulo e exerce suas atividades em consultório particular na capital paulista. Luciano é consultor de UFO há mais de
15
anos e já tratou de várias testemunhas de manifestações ufológicas – algumas das quais se diziam abduzidas.

Estas tinham sintomas clínicos e psicológicos relevantes, que comprometiam a normalidade de seu dia-a-dia. Seu trabalho é reconhecido em todo o país e tem proporcionado subsídios à compreensão dos mecanismos de interação de UFOs com as pessoas. “A psiquiatria tem boas ferramentas para lidar com a casuística ufológica, mas seu uso deve ser responsável. Especialmente no caso de tratamentos a pessoas traumatizadas após experiências marcantes”, afirma Luciano.Ele é o nosso entrevistado nessa matéria.

UFO — Como exatamente a psicanálise pode ajudar na compreensão dos mecanismos de contato entre seres humanos e extraterrestres?
Stancka — Psicanálise é a parte da psicologia que, através de métodos de investigação e análise, procura descobrir no inconsciente das pessoas as tendências, desejos e manifestações que perturbam suas mentes, trazendo à luz da consciência esses fatores perturbadores e revelando-os para que possam ser tratados com a psicoterapia.

Como é um método tradicional de estudo e tratamento de distúrbios psíquicos e traumáticos, a psicanálise pode ser um instrumento de ajuda na compreensão e atenuação da situação inusitada vivida pelo indivíduo abduzido, que se sente inseguro e invadido, que apresenta sonhos desconexos e aterrorizantes – além de manifestações físicas desagradáveis, como enjôo, diarréia, vertigens, tonturas, sensações de calor, frio, formigamento, lapsos de memória etc, muito comuns a experiências do gênero.

Dr. Luciano Stancka: a psiquiatria na Ufologia -III

Procedimentos com muita responsabilidade e cuidados

UFO — Como funciona o procedimento médico em casos em que há suspeita de abdução por extraterrestres?
Stancka —
Assemelha-se ao procedimento médico clássico de abordagem de um paciente psiquiátrico. Primeiro se faz uma anamnese no paciente, que é o interrogatório clínico que visa coletar todos os dados relevantes sobre a atual situação e deve conter diversos itens essenciais.

Todos os dados pessoais e antecedentes do indivíduo devem ser anotados. A anamnese também busca saber se a pessoa tem algum histórico de doenças anteriores, se já fez alguma cirurgia, se já teve algum episódio convulsivo, fez transfusão de sangue, tem algum tipo de alergia etc.


UFO — Quer dizer que o tratamento de um possível abduzido é basicamente idêntico ao que se aplica a um paciente que chega ao seu consultório com histórico de distúrbio psiquiátrico?
Stancka — Praticamente sim. Porque se trata de um ser humano necessitando de auxílio e a conduta médica é padrão. Inclusive, registramos muito mais dados sobre o paciente, como seus antecedentes familiares, por exemplo. Se ele tem algum membro diabético ou hipertenso na família, se seus filhos são saudáveis, coisas assim. Tudo ajuda a determinar um quadro clínico. Precisamos saber o máximo sobre a pessoa, desde as questões mais simples até as mais complexas.

UFO — E qual é o passo seguinte, então?
Stancka — É o interrogatório psíquico. Nessa fase da anamnese observamos a aparência geral do paciente, seu modo de andar, postura, fala, vestimenta, expressão facial, idade aparente, atividade motora e sua atitude em relação ao examinador, que anota suas impressões. Também se avalia o estado de afeto ou humor do paciente, sua expressão geral, tendências e pensamento. É importante saber se o paciente tem algum tipo de bloqueio ou preocupações incomuns, se demonstra ter idéias delirantes ou crenças fixas, ou ainda se sente controlado por forças estranhas. Fazemos isso em pacientes comuns e pacientes “ufológicos”.


UFO — Algum sintoma em especial pode chamar a atenção do médico?
Stancka — Tudo tem que ser levado em consideração e examinado. O que pode parecer um sintoma para um paciente, pode não ser para outro. Igualmente, coisas comuns a muitas pessoas têm interpretações diferentes de indivíduo para indivíduo. Por exemplo, se têm medo do escuro e dorme de luz acesa, se tem sonhos freqüentes e repetitivos, se acordam subitamente à noite com pesadelos e se esses fatos, quando se dão, ocasionam reações físicas, tais como fome, diarréia, marcas no corpo, hemorragias etc.

UFO — Você já tratou vários casos de pessoas que adquiriram algum tipo de trauma decorrente de encontros com alienígenas. Você vê risco nestas experiências?
Stancka — É importante salientar que já tratei de vários casos de pessoas que alegaram ter tido encontros com aliens, que, na maioria das vezes, tinham seqüelas que perduraram por meses ou até anos, como medo, sonhos, perturbações no pensamento, insônia, perda do apetite, diarréia e emagrecimento. Na maioria desses episódios é necessária a prescrição de medicamentos, como ansiolíticos e antidepressivos, a fim de a pessoa voltar a suas atividades normais.

UFO — Há diferenças entre os abduzidos clássicos daqueles indivíduos que julgam estar em contato permanente com ETs?
Stancka— Na grande maioria dos casos, sim. Esses supostos contatados se sentem “escolhidos” pelos seres extraterrestres e não apresentam os sintomas físicos descritos. Mas demonstram uma grande insistência em impor suas convicções aos outros. Alguns chegam a abandonar suas antigas religiões e passam a ser pregadores de uma nova era. O risco é de que essas pessoas não consigam se adaptar a sua nova forma de vida, alienando-se.

Daí perdem seus amigos, empregos e até mesmo a família por causa dessas novas convicções. Pesquisei um caso assim, de um guarda noturno de Rondonópolis (MT) que, após ver uma luz muito forte, passou a se sentir conhecedor de grandes segredos e a acreditar ter poderes que ninguém mais tinha. Só que esses poderes, na prática, não existiam e os tais conhecimentos nada diziam. Essa experiência o fez batizar seu filho de Ovenis Homis Terraquius.


Dr. Luciano Stancka: a psiquiatria na Ufologia -IV

UFO — Você reconhece a hipnose regressiva como um instrumento eficaz de pesquisa de casos de contatos diretos com ETs, em especial as abduções?
Stancka — Veja, há um número crescente de casos ufológicos que vêm sendo investigados e dados como verídicos porque os indivíduos que passaram por tais experiências disseram isso ou aquilo sob hipnose. Não é bem assim e gostaria de dar uma contribuição aos pesquisadores.

Quero alertar para o fato de que o que vem sendo feito em muitos casos está gerando um aumento na complexidade da pesquisa ufológica, colocando aspectos da imaginação humana à frente do fenômeno em si e levando os pesquisadores ao erro.
UFO — Quer dizer que você vê um risco no uso da técnica para fins ufológicos?
Stancka — É importante que saibamos que nós somos seres complexos e a ciência médica, com os últimos estudos nas áreas da psicologia, psiquiatria e mais recentemente a neuropsiquiatria, vem apresentando novas e importantes descobertas sobre a mente humana, que revolucionam o que se sabia.

Para isso, a medicina conta com um arsenal tecnológico que possibilita investigar a mente com aparelhos de última geração e medir, mensurar, o tipo de distúrbio que o cérebro de um indivíduo vem apresentando. Temos hoje modernos eletroencefalográficos, aparelhos para mapeamento e escaneamento cerebral, além de ressonância magnética etc, que nos possibilitam, com pequenas chances de erro, saber o tipo de problema que a mente humana vem apresentando. Esses avanços também podem determinar se um dado distúrbio numa pessoa é decorrente de algo natural ou de uma abdução por aliens.

UFO — Ainda assim, o uso da hipnose pode ser validado na pesquisa ufológica?
Stancka — Claro, mas com cautela. Veja que a hipnose é uma técnica terapêutica anterior ao conhecimento atual, usada por toda a Antigüidade. Há provas de que os egípcios, assírios, babilônios, romanos, astecas e maias já a utilizavam para tratar doentes. No Egito, por exemplo, existiam os “templos dos sonhos”, onde se aplicavam aos pacientes sugestões terapêuticas enquanto dormiam.

Os gregos realizavam peregrinações a Epidaurus, onde se encontrava o templo do deus da medicina, Esculápio. Ali, os peregrinos eram submetidos à hipnose pelos sacerdotes, que invocavam alucinatoriamente a presença de sua divindade para indicar os possíveis métodos de cura. Portanto, hipnose não é propriamente uma novidade, nem mesmo para a Ufologia, que vem usando a técnica há três ou quatro décadas. Mas tal uso deve ser muito bem controlado.

UFO — A hipnose pode induzir o paciente a criar fenômenos ufológicos?
Stancka — Se não houver o emprego do método certo, poderá haver deturpações. A hipnose pode, sim, levar a estados alterados de consciência e exemplos disso vêm tanto do passado quanto da atualidade. É sabido hoje que, num transe hipnótico, o indivíduo sucumbe de tal forma a sua própria vontade que se confunde ou entra em choque com as idéias ou a imaginação do hipnotizador.

O paciente, sem se dar conta do fato conscientemente, projeta sobre o hipnotizador os efeitos hipnóticos de suas próprias características, assim como seus desejos de fazer milagres e ser especial, suas fantasias e sonhos interiores. Pelo lado psicológico da questão, a hipnose se explica, entre outras coisas, como um fenômeno de projeção.

UFO —
A hipnose pode ser uma forma de se sugestionar um indivíduo?
Stancka — Sim, pode. Contrariamente ao que ensinam os livros populares, a fé inabalável no hipnotismo e a forte vontade não constituem atributos fundamentais e diretos do hipnotizador, mas sim do paciente. A experiência mostra que os melhores pacientes são precisamente os tipos impulsivos, os voluntariosos.

Em suma, são pessoas de muita vontade ou vontade forte. O especialista Howard Warren definiu a hipnose como “um estado artificialmente induzido, às vezes semelhante ao sono, porém distinto do mesmo e tendente a aguçar a sugestibilidade, acarretando modificações sensoriais e motoras, além de alterações de memória”. Isso quase equivale a dizer que a hipnose é, antes de qualquer coisa, do princípio ao fim, sugestão.

Dr. Luciano Stancka: a psiquiatria na Ufologia -V

Caso não ocorra o emprego das metodologias corretas,
pode haver deturpações
UFO — Como estão os estudos acerca da técnica hipnótica, hoje?
Stancka — Atualmente, dividimos os estágios hipnóticos em cinco fases. Na fase chamada insuscetível o indivíduo não apresenta características hipnóticas de espécie alguma. Já na seguinte, a hipnoidal, ele demonstra relaxamento muscular, expressão de cansaço e freqüentemente um tremor nas pálpebras, além de contrações espasmódicas nos cantos da boca.

Há em seguida o chamado transe ligeiro, que é o terceiro estágio. Nesse momento, o hipnotizado sente os membros pesados e o corpo todo apresenta uma alienação da realidade, embora a mente conserve ainda plena consciência de tudo que se passa ao redor. O indivíduo pode apresentar rigidez cataléptica em olhos e membros, e demonstra pouca inclinação a falar. Tem ainda tendência a responder as perguntas com movimentos da cabeça ou da mão, pois já não quer se mover ou mudar de posição.

UFO — O que vem a seguir nesse processo?
Stancka — Bem, depois vem uma parte muito usada na pesquisa ufológica, que é o quarto estágio, o do transe médio, quando o indivíduo ainda pode conservar alguma consciência. Mas agora é que podemos dizer que está hipnotizado de fato e não resiste mais às sugestões, salvo aquelas contra seu código moral ou interesses vitais.

Nessa altura há a catalepsia completa dos membros e do corpo, amnésia parcial, alucinações motoras e completa inibição muscular. Nesse estágio, por exemplo, um médico já consegue analgesia [Anestesia] no paciente e nele podem ser feitas pequenas cirurgias. Daí, chegamos finalmente ao transe profundo, o último estágio. Este é o verdadeiro estado hipnótico. Agora o paciente aceita sugestões pós-hipnóticas por mais bizarras que sejam. Em transe profundo se pode mandar o hipnotizado abrir os olhos sem prejuízo do procedimento.

UFO — É nesse estágio que podem ser reveladas experiências ufológicas ocultas na mente do paciente?
Stancka — Agora, sim. É nesse estágio que se faz efetivamente a regressão de memória na pessoa. Normalmente, a indução ao transe profundo exige de 30 minutos a uma hora de trabalho ininterrupto. Quando se chega a esse ponto há uma série de características que o paciente apresenta.

Dentre elas, a mais certa para se avaliar se o indivíduo está mesmo hipnotizado é a ausência do sentido ao tato. Assim, pode-se inserir uma agulha na pessoa sem que ela tenha reação alguma. A ausência dessa reação indica transe médio ou profundo. Outro teste consiste em levantar o braço da pessoa e deixá-lo erguido. Se ele permanecer assim, é sinal de que a hipnose está em andamento. E outra característica é que o paciente, nesta fase, não se mostra inclinado a falar, e sim a responder as perguntas positiva ou negativamente, com a cabeça ou mão.

UFO — É aí que a Ufologia se “apropria” da técnica para seus fins?
Stancka — Sim, a partir desse estágio, quando a pessoa está plenamente hipnotizada, é que se começa a reconstituição dos fatos relativos a uma eventual abdução. A certeza de que o indivíduo está mesmo em transe profundo advém da observação constante e cuidadosa de muitos fatores físicos.

Ainda nessa fase há diminuição do pulso e da pressão da pessoa, suas extremidades dos pés e mãos ficam mais frias e ela apresenta hipermnesia, que é a lembrança de coisas esquecidas de seu passado. Alucinações visuais e auditivas também são freqüentes quando se chega nesse ponto, como a possibilidade de regressão de memória. A partir desses parâmetros clínicos podemos dar credibilidade a hipnose, devendo a mesma ser repetida em algumas sessões para que, aí sim, tenhamos realmente informações com consistência.

UFO — Há risco para os resultados de uma pesquisa se esses requisitos não forem totalmente atendidos?
Stancka — Olhe, pela dificuldade ou custo do procedimento hipnótico, no mínimo os parâmetros clínicos descritos devem ser observados, a fim de realmente se obter algo muito próximo da verdade. Do contrário, vamos ter inúmeras distorções confundidas com estados psicóticos.

O estresse e ansiedades familiares podem facilmente ser transformados em fantasiosos contatos com alienígenas, acabando por serem divulgados por ufólogos sem conhecimento da técnica como legítimos, aumentando assim a quantidade de casos dúbios da Ufologia. Temos distúrbios clínicos, como a “síndrome da falsa memória”, que acomete pessoas sob o estresse da vida cotidiana.

Elas passam a criar inverdades e a acreditar nelas de uma tal forma que convencem a terceiros. Vários casos supostamente ufológicos ocorridos nos Estados Unidos, de alegados contatos traumáticos com ETs, quando voltaram a ser investigados por profissionais competentes – e não por curiosos sem preparo técnico e científico –, resultaram ser o produto de seqüelas normais.

UFO — Essa falha na condução das sessões de hipnose se aplica a ufólogos, também?
Stancka — Certamente! Isso inclui muitos ufólogos também, que na ânsia de pesquisar casos impactantes e depois terem algo “quente” para divulgar, acabam por induzir testemunhas a abandonar suas próprias idéias e convicções e a crer terem passado por uma abdução. Isso é o que chamamos de “síndrome da falsa memória”.

Algo muito similar ocorre na “síndrome do feto desaparecido”, que atinge mulheres que sofrem intensas pressões sociais e familiares. Elas, na luta por uma posição privilegiada na sociedade, competindo lado-a-lado com o homem pelo mercado de trabalho, vivem quadros de tensão, estresse e alterações que aumentam a produção de hormônios que inibem a fertilidade, como a prolactina. E por mais que tentem engravidar, não apresentam condições hormonais para isso.

Em casos graves, algumas mulheres entendem seus atrasos menstruais como gravidez. Mas após um período de semanas ou meses, há uma melhora do quadro hormonal, vem a menstruação e elas crêem que tiveram um aborto. Aplicando esse quadro à Ufologia, temos casos de mulheres suscetíveis que imaginam ter sido abduzidas e engravidadas por ETs, que vêm a perder seus fetos após apenas alguns meses de gestação. E o que ajuda esse quadro a se agravar são filmes de abduções, leitura de obras de ficção científica, a pregação de ditos contatados etc.

Dr. Luciano Stancka: a psiquiatria na Ufologia -V



As hipóteses sobre atividades alienígenas na Terra

Se os grays são assim tão avançados quanto pensamos, e conhecem tão bem a biologia e a engenharia genética para fazerem clonagens perfeitas, além de terem a tecnologia suficiente para viajarem distâncias hoje inimagináveis, por que precisariam de animais inferiores como nós como fontes de órgãos?

Com certeza, de tão avançados, não existe o que eles precisam que não possam os próprios produzir. Se são capazes de manipular o DNA, o tempo e o ainda espaço, não é plausível que não consigam resolver problemas que nós mesmos, hoje, já estamos resolvendo. Enfim, a hipótese é tentadora, mas falta uma peça neste quebra-cabeças.

A hipótese de que somos animais inferiores.
Como fizemos antes, vamos novamente recorrer a uma pequena comparação com nossa sociedade para entendermos melhor esta outra teoria. Este entendimento é base para a teoria que aqui apresentamos. Os seres humanos, desde que se destacam dos outros seres vivos, se consideram superiores.

“Deus fez o homem a sua imagem e semelhança”, está na Bíblia. “Deus colocou os animais na Terra para nos servir”, idem. Nós mesmos nos consideramos superiores uns aos outros, usamos e abusamos de outros seres – e até mesmo de outros humanos – com a justificativa que é para um abstrato “bem maior”.

Prendemos ursos em gaiolas na China e extraímos sua bílis para o processamento de um remédio que não temos certeza se funciona. Tiramos os olhos do boto cor-de-rosa para servir de amuletos contra azar. Arrancamos a machadadas a mão de gorilas para servirem de cinzeiros sofisticados.

Exterminamos e quase extinguimos os elefantes apenas para ter lucro financeiro com suas presas de marfim, e fazemos o mesmo com baleias, que dão uma suculenta sopa. E muito mais! Ainda assim, nos consideramos mais evoluídos que nossos reféns!

Há aquelas outras situações em que pessoas bem-intencionadas buscam ajudar certas espécies de animais, impedindo-as de serem exterminadas. Mas mesmo sem querer prejudicá-los, ainda assim interferem em sua sociedade, em sua vida. É para um bem a estes animais que se faz isso, mas será que eles também pensam assim?

Se o homem conclui que num determinado local há poucos elefantes, basta tirar uns bichos de onde há abundância e colocá-los onde falta. Quando uma espécie passa dos limites e se reproduz demasiadamente, é só introduzir métodos anticoncepcionais pra controlar sua volúpia.

Se uma raça está em perigo de extinção, pegamos seu sêmen e óvulos e congelamos, para usá-los mais tarde. Claro, em nenhum desses casos perguntamos aos animais se eles querem ou permitem que façamos tais coisas. Afinal de contas, por mais evoluídos que sejamos em relação a eles, ainda não temos capacidade de comunicação com essas espécies.

E se tivéssemos, será que eles entenderiam por que queremos controlar sua população, evitar sua extinção ou melhorar sua vida? Ou ainda, será que eles achariam essas coisas tão importantes como nós? Ora, somos tão superiores que sabemos o que é melhor para eles, entendemos o mundo muito melhor e a opinião deles não interessa mesmo...

Fazemos o que fazemos com animais que repartem o mesmo planeta conosco mas, quando falamos em abdução, o tema nos revolta. Somos abdutores por excelência durante toda nossa existência, basta que se veja qualquer documentário sobre o mundo animal. Esse é o ponto da questão.

E se olharmos um pouco mais longe, mais para cima ou na direção do espaço, faremos outras descobertas e encontraremos novas possibilidades de vida. A julgar pelo que descobriremos, no entanto, talvez vejamos seres supostamente mais avançados que agem muitas vezes tão primitivamente quanto nós.

Ou cujas ações, por mais bem-intencionadas que sejam, não nos é compreendida. Se é que estas ações são tão benévolas quanto gostaríamos que fossem... Vamos imaginar por um momento que a raça humana foi a primeira em todo o universo a adquirir consciência.

Estamos desesperadamente procurando por outras formas de vida lá fora, sendo que a ciência já admite que formas de vidas mais simples possam viver em alguns planetas ou luas de nosso próprio Sistema Solar. Alguns estudos dizem que em ambientes parecidos com o terrestre a vida pode se desenvolver até chegar a produzir seres mais complexos, assim como aqui.

E imaginemos que consigamos encontrar planetas que já tenham vida em determinados estágios e em constante evolução, seja sozinha ou com um empurrão tecnológico de nossa parte. Será que resistiríamos à tentação de abduzir alguns espécimes dessa nova forma de vida, como fazemos com nossos animais terrestres?

Não tenho dúvidas que isso é mais do que uma possibilidade. Numa analogia muito apropriada, será que antes de nós não existiu outra civilização, que pudesse ter passado por um processo parecido com o nosso e que, na busca por conhecimento, tenha descoberto nosso mundo em seu “começo de carreira”?

Não teríamos nessa uma explicação mais plausível para os relatos de abdução? Como em nossa sociedade existem várias motivações para abduções internas, elas também estariam presentes nas atividades de civilizações mais avançadas. Mas se a abdução existe, e isso é fato, deve ter uma razão. Nossos visitantes não viriam até aqui apenas para brincar e perturbar o ser humano.

No entanto, talvez os motivos das abduções sejam mais simples do que imaginamos ou, em certos casos, do que queremos. Nossos abdutores podem apenas e simplesmente estarem vivendo sua vida como bem entendem, fazendo aquilo que acham certo, e no processo acabam interferindo em nossa sociedade da mesma forma como nós interferimos na dos animais que estudamos.

Talvez nossos visitantes espaciais tenham as mesmas dúvidas e anseios que nós: o que somos, de onde viemos e para onde vamos. Por que deveríamos achar que eles detêm o segredo da vida e da existência? Se assim fosse, de nada serviriam as abduções.

Enfim, é possível que estejamos atribuindo a eles uma divindade tal qual um indígena que nunca viu a civilização atribui a nós. Pode ser muito mais glamurosos nos acharmos uma peça importante dentro do esquema universal, e tal importância se reflete em sermos usados em abduções para uma finalidade significativa.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Dr. Luciano Stancka: a psiquiatria na Ufologia -VI

UFO Suas informações contrariam muitos estudiosos. Servem de alerta para evitar exageros?
Stancka Sim, é um alerta que eu faço aos pesquisadores e grupos de Ufologia, para que, ao depararem com casos de supostas abduções, que necessitem de hipnose regressiva, que busquem a assessoria de profissionais de medicina.

Assim como quando os casos ufológicos requerem, deve-se buscar ajuda de especialistas em áreas como astronomia, geologia, biologia etc. Só dessa maneira construiremos uma Ufologia séria e respeitada, feita de pesquisas objetivas e aprofundadas. Sempre digo que a hipnose é excelente para colocar coisas na cabeça das pessoas, mas para retirar informações de lá, essa é outra história...

UFO — Como você encara alegações de pessoas que afirmam poder provocar um contato com alienígenas quando querem? Elas devem ser vistas com cautela, investigadas ou ignoradas?
Stancka — Eu particularmente prefiro investigar esses casos, mas sempre tendo cautela e rigor científico. Afinal, sou ufólogo desde os 16 anos. Já fiz inúmeras vigílias e vi coisas interessantes, que foram até filmadas e exibidas nos principais canais de televisão do país. Acredito que o Fenômeno UFO é real, mas desconfio muito das pessoas que o usam para se auto-promover, criar seitas, escrever livros mirabolantes, fundar comunidades etc.

Não podemos nos esquecer que existem patologias mentais que podem levar indivíduos a muitas elucubrações. Lembra do ditado que de médico e de louco todo mundo tem um pouco? Pois é. Uns tem um pouco mais de louco e querem extravasar isso de alguma forma – e o meio ufológico é uma excelente área.

Temos como exemplos as seitas criadas por visionários como Jim Jones, que levaram ao suicídio centenas de pessoas. E seitas de falsos gurus, que levam o dinheiro de seus integrantes com o pretexto de divulgar o trabalho dos ETs na Terra – ou ainda vendendo caro coisas absurdas, como pedrinhas em forma de disco como fontes imensuráveis de conhecimento.

Inocência, pureza, ingenuidade.
Quais fatores seduziriam mais aos incautos?


UFO Essas pessoas representam um risco para a Ufologia, em sua opinião?
Stancka — Claro, elas normalmente não procuram tratamento. Esses indivíduos vêem todos com desconfiança porque, para eles, os demais é que não “entendem sua proposta”, que “não são iluminados”. O mais incrível é que sempre aparecem seguidores desses falsos gurus e compram suas mentiras como grandes verdades.

UFO -
Muitos passam a ter comportamento mitômano, pois também começam a mentir e a viver de suas mentiras, pregando-as a seus conhecidos e até convencendo outros a delas participar. Isso acaba virando uma reação em cadeia que cria novas seitas. UFO — O que você acha dos números apresentados por ufólogos como Budd Hopkins e David Jacobs, cujas pesquisas indicariam que há milhões de pessoas abduzidas em todo o mundo, mas 99% delas não têm conhecimento disso?
Stancka Acho um grande exagero e até um desserviço para a Ufologia, pois essas afirmações são muito fortes e contundentes. Elas servem para vender livros, fazer filmes e gerar capital. Jacobs, por exemplo, em seu livro A Ameaça [Editora Rosa dos Tempos, 2000], parece ter se baseado no filme Arquivo X.

Ele se perde no decurso do livro propondo textualmente o que o filme apresenta: que somos abduzidos para hibridização do ser humano com ETs, e nada podemos fazer contra isso. Jacobs argumenta que esse é nosso destino final, é só uma questão de tempo.

Suas opiniões não são consenso na Ufologia Mundial, e são justamente afirmações desse tipo que a imprensa sensacionalista adora usar para tirar a credibilidade do estudo sério da Ufologia. Acho que os ufólogos devem rebater mais essas afirmações e discutir esses temas polêmicos, para não permitir que essas idéias criem mais raízes ou até novas seitas...
“A hipnose pode, quando bem aplicada por um profissional, ajudar a combater traumas diversos que uma pessoa apresente, originados por problemas do passado”. "A psiquiatria tem boas ferramentas para lidar com a casuística ufológica, mas seu uso deve ser responsável. Especialmente no caso de tratamentos de pessoas traumatizadas”.

http://www.ufo.com.br/index.php?arquivo=notComp.php&id=4169

Exercício pleno das atividades ufológicas

Orientação e reflexões sobre virtudes, ética, conhecimento e equilíbrio na Ufologia


Aqui nos deparamos, mais uma vez, com uma séria problemática no seio da família de ufólogos. Mas, pelo menos vamos tentar abordar o assunto de uma forma a não nos tornarmos provocadores ou intransigentes. A ética na Ufologia poderia trazer contribuições significativas para expansão e melhoria dos diagnósticos e análises das ocorrências em pesquisas de campos e vigílias.

Os grupos assim comprometidos com sua prática tornam-se parceiros em pesquisas abertas e com amplas possibilidades de reflexões, integram-se numa definição mais operacional no campo das descobertas e é nesse contexto que a mesma trabalha como um usuário autônomo, uma espécie de orientadora e mediadora de ações, integrando conceitos de interatividade com base na justiça, respeito e equilíbrio nas aquisições de tais verdades.

A Ufologia assim praticada tem na ética o toque de moral ao exigir transparência e rejeitando qualquer tipo de fraude, logro ou manipulação da verdade, o que a torna compartilhadora de informações a qualquer pessoa que deseja se inteirar sobre determinada ocorrência.

É uma ciência, disciplina teórica, "virtude caracterizada pela orientação dos atos pessoais segundo os valores do bem e da decência pública", diz o dicionário, e as pessoas que a praticam devem ter convicção de que a Ufologia expressa suas ideologias, tendo em vista tratar-se de um movimento social, defensora de causas nobres enquanto se procura a verdade. Em síntese, no terreno moral e de conduta humana, não há como se admitir neutralidade, faz-se necessário se posicionar, definir-se.

Exercício pleno das atividades ufológicas - II

Em termos práticos, toda definição requer coragem e a tomada de decisão ética faz parte dos princípios da moral e como tal, da escolha de situações e prescrições, colocando o indivíduo a praticar as regras da decência humana, o que deveria estar ocorrendo dentro da Ufologia, entretanto, o que se vê são contradições entre alguns grupos que rompem com ela, na justa medida de seus interesses individuais e tais flutuações indicam caráter particularista e egoísta, podendo-se afirmar que se localizam em uma “terra de ninguém” tais contendas.

O senso comum, porém, sinaliza ao distinguir os oportunistas contumazes e os de ocasião, pessoas em geral honradas mas que eventualmente se desviam do caminho, agindo de maneira antiética. De tanto ouvir “xaropadas”, assistir brigas nos bastidores e fora deles nos sentimos arremessados à conclusão que não existirá ética na Ufologia que ordene condutas sociais, e ser ético no nosso caso, é construir uma Ufologia em que todos se importam com todos e procuram fazer o bem mutuamente, ajudando e valorizando o trabalho de um colega pesquisador, respondendo ao mesmo tempo por seus atos. O caráter do ufólogo conta muito e o respeito não se compra, não se troca, adquire-se com o tempo. Quais seriam os pilares dessa ciência que iriam refletir no caráter do pesquisador ufólogo?

Exercício pleno das atividades ufológicas - III

Sinceridade — pesquisa honesta exige humildade, imparcialidade, abertura nas análises, integridade, coerência e respeito na cientificidade da verdade;

Respeito — considerar os outros sem preconceitos, ser cortês e tolerante na apreciação dos conceitos e procurar distinguir a verdade das “xaropadas”, com responsabilidade;

Responsabilidade — sempre pensar, analisar antes de agir sobre os trabalhos dos outros para uma tomada de decisão sincera e honesta, levando em consideração todos os detalhes da ocorrência, inclusive testemunhais, sempre com senso de justiça;

Senso de justiça — em todo tempo e qualquer situação, tratar os semelhantes com equidade, manter a mente aberta, ouvir os outros e zelar pelo equilíbrio;

Zelo — afeição, cuidado e dedicação pela imagem do ufólogo, por sua dignidade e cidadania;

Cidadania — significa direitos, deveres e responsabilidade. Na prática de vigílias e pesquisas de campo deve haver compreensão e comprometimento com a verdade e a cientificidade na apresentação dos seus resultados.Espero, de alguma forma, estar transferindo um pouco da minha experiência de algumas centenas de pesquisas de campo e vigílias e de exercício pleno das atividades ufológicas, e mais ainda, que este assunto sobre ética na Ufologia não acabe em “pizza”, mas que venha a servir de fato para uma constante preocupação e reflexão da conduta humana, em geral, de todos os companheiros que se propuseram a entrar nessa luta e que essa relação entre Ufologia e ética seja permanente e direta.

Tais critérios de entendimento possuem posicionamentos distintos em seus desenvolvimentos, embora possam parecer semelhantes, e a postura do ufólogo - como sujeito da ação - deve situar-se no campo das idéias, nas forças que determinam a conduta no ato de investigar. Todo investigador deve ter como enfoque principal a busca da verdade no estudo da natureza ou essência do fato pesquisado.

Exercício pleno das atividades ufológicas - IV

Atenção e preparação anterior de materiais e instrumentos
de trabalho em vigílias e pesquisas

A Ufologia ainda não é reconhecida como uma ciência, em virtude da má vontade de alguns e a inexperiência de outros ao usarem de metodologias insuficientes e falhas. Ela depende sempre da ciência para que se tornem reconhecidas suas pesquisas, e nesse aspecto o sujeito torna-se o centro dessa duplicidade de enfoques como realidade.

Os conceitos são evolutivos, residem no interior de cada qual e constituem elos em relação ao tema de nosso artigo, cujos limites não estão demarcados no campo da ciência. Para a filosofia, simplesmente os valores do bem e da decência pública são uma questão de retidão, escrúpulo em que muitos pontos não têm o mesmo sentido comum.

A consciência ética foi estudada muito antes de Cristo na Grécia Antiga com Sócrates, Platão, Galeno, Plotino, Epíteto e mais tarde por outros como Descartes, Locke, Leibiniz, Kant e Hegel. As pessoas constituem sua vida através da consciência, da felicidade que se busca por esta, entendendo a eficácia de nossa ação em nosso ambiente.

A competitividade, nos coloca em confronto com as necessidades que programamos, é o que nos condiciona a atitudes, a condutas que nos exigem uma ética e uma postura de equilíbrio. Nesse ponto de vista, a Ufologia dá oportunidades a todas as pessoas de realizar pesquisas.

Não se trata de nenhuma informação que privilegia a alguns, portanto, a ninguém é dada permissão para tolher ou de alguma forma negar o direito de pesquisa a qualquer pessoa que tenha aptidões naturais para a coisa. Torna-se necessário que essa virtude seja fortalecida na Ufologia, objetivando o desenvolvimento e fortalecimento do caráter dos indivíduos e grupos que se envolvam nesses tipos de pesquisas.

As pessoas que possuem capacidades e oportunidades especiais para influenciar na qualidade moral da nossa sociedade ufológica, ficam na obrigação de estimular o comportamento digno, e isso faz-se urgente, o que tornará as pesquisas mais humanas e mais ajustadas às exigências da metodologia científica, ao contrário do que se vê atualmente, determinando uma Ufologia agressiva, inadequada ao avanço de uma futura doutrina - indesejável e rechaçada por todos pesquisadores idôneos.

Os benefícios que a disciplina desse artigo traz ao meio ambiente dos pesquisadores da área são inúmeros e, a nosso ver, só conseguiremos alcançar tais objetivos com os exemplos das pessoas que já têm consciência ética e que já a praticam, fazendo com que outros de seus grupos venham a praticá-la naturalmente.

É preciso que se realizem trabalhos de conscientização dentro dos próprios grupos já estabelecidos e que os ufólogos chamados de “Dinossauros da Ufologia”, devido à idade e experiência, dêem o exemplo! Ser vigilante, democrático e coerente entre seu discurso e a prática, em que a sua ação e sua postura devam obrigatoriamente transmitir segurança, tranqüilidade e respeito. Eis a questão.

O estudo empírico sobre Ufologia, tende seu olhar sobre a realidade, envolvendo-se gradativamente com o seu objeto de estudo. Tal envolvimento o leva a realizar relações com a teoria e a prática que devem agir dentro de um conceito equilibrado onde oportuniza as suas próprias idéias.

Estamos vivenciando uma era em que os conhecimentos envelhecem muito rapidamente e, por isso mesmo, devem ser reflexivos e críticos até que se escolham ações capazes de modificar tais realidades.

Situações em que o juízo moral estará sempre ajudando a resolver toda problemática que venha a surgir, acentuando-se no equilíbrio da participação, na ação grupal e ao experimentar e avaliar posturas de consciências críticas tornando-se, desta forma, em transformações que há de conferir legitimidade às pesquisas ufológicas porque estarão sempre atuais e superando dificuldades.

Na verdade, o que se pretende aqui, é que se faça uma reflexão sobre tais especificidades da ética na Ufologia. De forma alguma, tal assunto é esgotado, por esse motivo seria ótimo se todos procurassem alternativas para seu aprimoramento, pois o que mais importa é a sua prática.

Desta forma, concomitantemente, desejo destacar aqui o modo agressivo e equivocado com que alguns encaram a natureza do conhecimento científico, ao afirmarem que ainda não existem provas científicas convincentes para a existência dos discos voadores! O que estará faltando?

Que pouse uma dessas aeronaves na Praça dos Três Poderes e seu comandante convide o nosso presidente para tomar uma cerveja, dar uma voltinha? Com tais perspectivas a idéia que sobressai em nossas mentes é que o ser humano imprime em suas obras, ações, seus traços do egoísmo, individualismo e a estúpida pretensão de ser o único a pensar em todo um universo sem fim. Aliás, por mais que afirmem que tem um fim ainda perguntarei: O que existe após a placa “The end of the universe”? Nada? Mais nada mesmo? Não creio...


Exercício pleno das atividades ufológicas - V

Vigília realizada em 22 de fevereiro de 2009

Analisando em função do presente, nos anos 40, 50 e até 60 fomos privilegiados com a ação de uma safra de ufólogos mais conscientes, preparados e que realizaram um trabalho grandioso, colocando inclusive a Ufologia dentro de um contexto mais humano e ético, que hoje está sendo destruído por “pseudo-donos da verdade” e ufólogos ou quem sabe, pesquisadores frustrados em suas insípidas análises, infrutíferas porque mal realizadas e sem persistência.

Mas apesar deles e dos descrentes em geral, os acontecimentos continuam, e continuarão, até o seu desfecho final que há de ser a completa retirada das máscaras desses fúteis e desocupados personagens, tais quais “atores” que desfilavam em salões festivos do século XV, cochichando em ouvidos desatentos dos detentores passageiros do poder terreno, seus segredinhos e articulações inconfessáveis, os quais, infelizmente, sempre acreditaram em suas mentiras. Mas isso vai acabar em breve.

Parabéns à campanha
UFOs: Liberdade de Informação Já e todos os envolvidos com sua evolução. A última leva de documentos entregues por nossas autoridades só pôde ser desenterrada após a Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU) protocolar, em dezembro de 2007, o Dossiê UFO Brasil na Casa Civil.

Este documento foi fundamental na primeira abertura oficial do assunto no país, pois acionou a Lei
11.111/2005. Esta lei levou o presidente Lula a assinar decreto ordenando os órgãos públicos a enviarem seus documentos com prazo de sigilo vencido para o Arquivo Nacional. Este fato representa, sem sombra de dúvida, a maior vitória da Ufologia Brasileira nos últimos tempos e nos enche de orgulho.

Mas a guerra não acabou, pois vencemos apenas as duas primeiras batalhas. Existem mais informações que os militares ainda não liberaram, inclusive da própria Operação Prato. A CBU sabe disso e já esta recarregando sua artilharia para
2009 renovada e com força total, fazendo girar a roda da história através da verdadeira Ufologia. Certamente, a população foi e sempre será a maior beneficiada.

A diferença entre o que queremos ver e o que realmente vemos.

O cidadão moderno está constantemente fabricando novos desejos para satisfazer sua ânsia de 'ser' e ter.
Paulo Santos


A fenomenologia que justifica a existência da pesquisa ufológica sempre foi objeto de todo o tipo de críticas. Se por um lado, faltam meios para se poder definir clara e cientificamente (comprovar) que os objetos fotografados, vestígios encontrados, efeitos captados e constatados ou as fortes impressões deixadas nos abduzidos, realmente representam algo pertence ao nosso “mundo trivial”, por outro lado, a mente humana, facilmente influenciável, está sempre criando significados para tudo o que vemos e vivemos, adaptando os estímulos a partir dos sentidos físicos às expectativas e desejos que temos para com a vida que nos cerca. Por um lado, aquilo que compreendemos como mundo, e por outro, aquilo que desejamos ver e viver neste mesmo mundo.

A diferença entre o que queremos ver e o que realmente vemos -II

Por isso, quase sempre, a grande dificuldade em se conseguir discernir algo em Ufologia está totalmente relacionada com a enorme dificuldade que nós temos em perceber (e viver) a nossa própria vida de maneira equilibrada e sensata. E assim poder separar com clareza na nossa mente o que estamos vivendo.

O cidadão moderno, escravo do consumismo e com os seus sentidos embotados pelo ruído das propagandas e pela ambição social e financeira, está constantemente fabricando novos desejos para tentar satisfazer a sua ânsia de “ser”, traduzida na conjugação do verbo ter.

Assim, por mais “espiritualizada” que seja uma pessoa, se ela está inserida na sociedade moderna, não tem jeito: necessariamente viverá este processo em maior ou menor grau. E a grande conseqüência deste desequilíbrio crônico para a Ufologia é que raramente somos bem sucedidos nestes dois pontos que são fundamentais para uma compreensão mais ampla do fenômeno:

1- O que cada um de nós entende como “mundo trivial” - e conseqüentemente o que entendemos aceitável e verossímil; 2- A capacidade de discernir entre o que a gente vê e o que se quer ver.

Tanto no aspecto físico – a pesquisa ufológica tradicional – quanto no aspecto espiritual – um tipo de pesquisa ufológica mais recente –, estes dois pontos demarcam a capacidade (ou não) que temos de fazer progressos na compreensão da fenomenologia.

E com muito mais intensidade ainda nesta última facção do estudo, aonde a projeção das nossas expectativas sobre uma realidade transcendente não encontra as limitações do mundo físico, e muda de forma livremente, colocando-nos, sem que sequer consigamos perceber, a serviço de forças, egrégoras, perniciosas ao crescimento harmônico do ser.

Portanto, uma primeira conseqüência deste pensamento que eu apresento seria o fato de que a Ufologia não começa no céu ou nas “histórias de ETs”, mas sim dentro de nós mesmos, na maneira como vemos o mundo e nos relacionamos com ele.

Fabricando ETs
Muitos detratores da Ufologia e céticos em geral acusam os ufólogos de “fabricarem ETs”, de verem discos voadores e extraterrestres aonde só existem manifestações físicas perfeitamente explicáveis. Já os ufólogos acusam os céticos de não “quererem” olhar as evidências, acusam-nos de serem incapazes de aceitar algo que esteja fora do sistema de crenças deles.

Muitas vezes, para um observador mais neutro, ambos os lados representam pontos extremos da discussão, e muitas vezes também (por mais paradoxal que possa parecer), ambos os lados estão certos ao mesmo tempo! Isto acontece porque estamos aplicando constantemente o item
1 (definição prévia do verossímil) e o item 2 (ver o que se quer ver) a tudo o que vivemos.

E esta tendência se torna ainda mais forte, inevitável mesmo, quando o componente emocional se mistura à afirmação apresentada. Aí chega-se ao momento em que não mais se está discutindo idéias ou evidências, mas somente tentando impor o desejo de cada um. Uma situação deveras comum em Ufologia. Então, como sair desta armadilha? Como superar estas nossas limitações e conseguir avançar na pesquisa ufológica?

A diferença entre o que queremos ver e o que realmente vemos -III

Fantasmas de nós mesmos
Não quero desanimá-lo caro amigo leitor, mas creio que a resposta no momento é: não temos como sair desta armadilha! Na realidade, e no meu entender, esta arapuca é o próprio processo que precisamos viver para chegarmos num outro ponto mais profícuo algum dia mais à frente. É muito sábio o ditado que diz que podemos fugir de quase tudo, menos de nós mesmos.

O contexto cultural em que fomos criados, e o inevitável desejo de nos realizarmos como seres sociais e inteligentes que somos, cria definições de mundo e de interesses, e cria, principalmente, desejos que perseguimos sem cessar, na tentativa constante de nos sentirmos realizados. E estes pensamentos são como fantasmas de nós mesmos. Eles nos acompanham a todo momento, durante a vigília ou o sono, e assumem formas bem definidas no mundo espiritual, transcendendo os limites físicos da matéria.

Pesquisa ufológica
Neste momento, já dá para o leitor imaginar aonde eu quero chegar. Muita gente, levada facilmente pelos próprios desejos, vê, ouve e vive o que quer nas manifestações espirituais (independente delas serem legítimas ou não) e, pela intensidade da sintonia, dá a estas vivências o nome de “verdades definitivas”.

Apresentando-as desta maneira às pessoas que se encontram na mesma faixa de influência. Trazendo esta realidade para a Ufologia, temos aí bem definida uma tendência por parte das ditas canalizações e “pesquisas” dos ufólogos espiritualistas.
Enquanto na pesquisa tradicional nos vemos às voltas com elementos físicos, que possuem uma relação tangível com a nossa realidade e por isso não podem ser modificados com facilidade, na Ufologia dita espiritual, a coisa se agrava muitíssimo, porque não existem limites para o quê se encontra dentro da cabeça das pessoas.

A diferença entre o que queremos ver e o que realmente vemos -IV

A realidade pode ser constituída de imagens irreais


Colocando de uma maneira mais explícita, poderíamos dizer que tanto na Ufologia tradicional quanto na espiritualista (sendo a situação muito agravada nesta última), as pessoas se apegam ao item 2 (ver o que se quer ver) para tentarem chegar ao item 1 (expansão do que se pode considerar verossímil), partindo sempre de bases frágeis e instáveis.

Na realidade, a impressão que dá é que os pesquisadores de ambos os lados têm medo da única coisa que poderia libertá-los deste ciclo vicioso: O uso da lógica racional aliada à experiência pessoal. Digo isto porque não podemos esquecer que, ao mesmo em que muitos insistem em situar a Ufologia alhures (a verdade está lá fora), ela na realidade começa e termina bem perto nós, mais especificamente, dentro de nós mesmos!

Crédito da foto: Arquivo UFO
http://www.ufo.com.br/index.php?arquivo=notComp.php&id=4171

Hacker perde último round contra extradição.-

Felipe Zmoginski, de INFO Online
São Paulo - Um caso que se arrasta há anos na Justiça inglesa pode terminar com a extradição de um famoso hacker inglês para os Estados Unidos. Gary McKinnon, 42 anos, invadiu computadores do governo americano ao longo de 2001 e 2002 e por isso a Justiça americana pede sua extradição, afim de julgá-lo em território americano. Ao todo, Gary invadiu 97 máquinas, entre elas computadores de uso exclusivo do Exército dos Estados Unidos.


Identificado como o responsável pela invasão, Gary foi preso ainda em 2002 na Inglaterra e admitiu ter invadido redes seguras. Ao ser processado, o hacker afirmou que é um fã de Ufologia e decidiu invadir computadores afim de encontrar documentos que comprovassem que o governo americano tem contato com ETs.

Para os promotores americanos, no entanto, Gary não é nenhum ingênuo aficionado por extraterrestres. Os americanos acusam o hacker de usar seu talento genial para espionar dados sigilosos do governo americano e, eventualmente, vendê-los a terceiros. Se condenado nos Estados Unidos, o hacker poderia pegar uma pena de até
70 anos, o que na prática significa prisão perpétua, já que ao final da pena Gary teria 112
anos.

Desde
2002
quando o processo foi iniciado, Gary luta contra a extradição. Os advogados do hacker já perderam recursos na Câmara dos Lordes, no Tribunal de Justiça Inglês e na Comissão de Direitos Humanos da União Européia. Seu último recurso jurídico foi apelar ao órgão de Justiça da monarquia inglesa, que tem o poder de interferir a favor de um cidadão inglês em conflitos internacionais.

O órgão monárquico, no entanto, afirmou que a decisão mais correta é que o hacker seja julgado nos Estados Unidos. Seu advogado disse à BBC que Garry está desolado com a decisão e que seus médicos temem que o homem prefira o suicídio a ser deportado para os Estados Unidos.

A única possibilidade legal que permitiria a Garry ficar na Inglaterra é apresentar fatos novos que obriguem a Justiça a analisar novamente seu processo, já que todas as instâncias judiciais foram cumpridas.

http://info.abril.com.br/aberto/infonews/022009/26022009-20.shl