quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Vida Extraterrestre

Por Que Não Mandamos Uma Nave?
Não há possibilidade de mandar uma nave explorar planetas em torno de outras estrelas que não o Sol, pois tais estrelas estão muito distantes. "Próxima Centauro", por exemplo, a mais perto de nós, está a 4,2 anos-luz. (Um ano-luz é a distância que a luz percorre em um ano e equivale a 9,5 trilhões de Km). Com muito otimismo, uma nave, viajando a velocidades compatíveis com a tecnologia atual, gastaria cerca de 60 mil anos para chegar à ela. Isso sem falar nos altos custos necessários ao desenvolvimento de tal projeto.

Túneis no Espaço e Viagens no Tempo
Túneis no espaço e viagens no tempo povoam o imaginário popular há anos. Com o advento da Teoria Geral da Relatividade, de Einstein, mostrando ao homem a relatividade da matéria, do tempo e do espaço, a ficção científica passou a explorar intensamente essas possibilidades.

Recentemente, em encontro no Rio de Janeiro, cientistas de todo o mundo concordaram com a possibilidade de viagens no tempo. Caso túneis no espaço e viagens no tempo sejam viáveis, seria,então, possível vencermos distâncias interestelares em intervalos de tempo compatíveis com o nosso sistema biológico?

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Vida Extraterrestre

Viagens No Tempo Não São Impossíveis
Prof. Mário Novello - CNPq / CBPF

Recentemente, cientistas de várias nacionalidades reunidos em Mangaratiba, Rio de Janeiro, para a IX Conferência Internacional de Cosmologia e Gravitação, examinaram intensamente uma novidade fantástica: a de que viagens ao passado não são proibidas por nenhuma lei da Física. Se aceitarmos a consideração de que na natureza tudo o que não é proibido de acontecer realmente acontece, segue que estamos em face de uma situação extremamente excitante.

Estas conclusões foram obtidas por cientistas de diferentes centros de pesquisa de Moscou, Copenhagen, Califórnia e do Rio de Janeiro. É bem verdade que ao mesmo tempo que conseguimos mostrar esta espantosa novidade chegou-se igualmente ao conhecimento do motivo de natureza prática que nos impede de construir um aparato que funcionaria como um verdadeira máquina do tempo.

Embora as razões disso sejam por demais técnicas para serem aqui apresentadas, podemos sintetizá-las em uma só sentença. O campo gravitacional nas vizinhanças de nossa Terra é muito fraco. Somente em regiões bem afastadas de nosso sistema solar, eventualmente em outros sistemas estelares, as condições necessárias para permitir aquela estranha viagem ao passado poderiam ocorrer.

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Vida Extraterrestre

Não deixa de ser intrigante reconhecer as razões que levaram os cientistas a essas pesquisas. Em 1949, um matemático austríaco, K. Godel, examinando a Teoria da Relatividade Geral, de Einstein, mostrou que um tal caminho ao passado seria possível.

Esse estudo de Godel foi deixado de lado durante mais de quarenta anos até que outros cientistas redescobriram esses resultados e começaram a estudá-los com as ferramentas modernas de nosso conhecimento da Física. As novidades alcançadas foram pouco a pouco vencendo as barreiras e os preconceitos no interior da própria comunidade científica e o estudo dessa questão passou a ser considerado como convencional.

Entre os diferentes resultados novos obtidos, um talvez fosse interessante de chamar a atenção aqui. Trata-se de um antigo e famoso paradoxo envolvendo a possibilidade de uma pessoa, ao voltar ao passado, influenciá-lo e eventualmente alterá-lo. Por exemplo, se ao voltar ao seu passado você impede o nascimento de seu avô, você estará inviabilizando o seu próprio futuro nascimento.

Assim aparece a contradição: Como você não poderia ter nascido, então quem voltou ao passado? Essa questão, que tem tradicionalmente ocupado os pensadores de diferentes épocas, adquiriu uma fascinante resposta apresentada pela Física Moderna. Mas essa é uma questão que deixarei para um outro lugar.

http://www.observatorio.ufmg.br/pas05.htm

Sonhos Lúcidos

O que é uma experiência onírica consciente?
Cleber Monteiro Muniz

Uma experiência onírica consciente é um tipo especial de sonho: aquele no qual a pessoa que dorme compreende que está sonhando (Harary & Weintraub, 1993). Também conhecida como sonho lúcido (Eeden, 1913), a experiência onírica consciente vem sendo cultivada em muitas culturas ao longo da história.

Os povos orientais (Tarab Tulku XI, 2001), antigos e primitivos, bem como certos grupos religiosos atuais (Kelzer, 2001), desenvolveram muitas formas de alcançá-la. Normalmente, o ego sonhador não sabe que sonha e toma as cenas oníricas como se fossem do mundo exterior.

Em um sonho lúcido, essa confusão não existe. A consciência humana tem o poder de despertar intra-oniricamente, ou seja, de fazer com que acordemos dentro de um sonho passando a um estado de lucidez semelhante ao vígil . Aqui, a palavra "sonho" é usada para designar as vivências que temos à noite, enquanto estamos dormindo na cama, e das quais algumas vezes nos lembramos quando acordamos pela manhã.

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Sonhos Lúcidos

Não estaremos utilizando essa palavra como sinônimo de "devaneio","ilusão" ou "algo que não existe" mas para designar o contato direto com o mundo imaginal. Todos temos um mundo interno, feito de imaginações, anelos e desejos. Esse mundo interno é psíquico e energético. Não é denso e fixo como o mundo externo porém é, à sua própria maneira, concreto e real (Jung, 1984).

Quando adormecemos, as percepções do mundo exterior cessam e adentramos ao reino interior (Mendes, 1998). As vivências sob tal estado são os chamados sonhos. Infelizmente, quase sempre viajamos através do mundo onírico inconscientemente e não percebemos que estamos em um mundo paralelo ao vígil.

Quando aprendemos a exercitar corretamente a consciência, isto é, o fator psíquico que nos permite prestar atenção e nos manter em alerta natural, podemos viajar pelos mundos interiores com plena lucidez, o que é muito melhor do que ter alucinações por drogas ou por indução hipnótica.

No sonho lúcido, experienciamos a nós mesmos como estando localizados em um mundo intelectualmente concebido como irreal ou não pertencente à realidade física ordinária (Tart, 2001). Podemos obter sonhos lúcidos por meio de procedimentos especiais. A vasta literatura existente apresenta muitas técnicas pretensamente indutórias de tal estado mas nem todas tiveram sua segurança e eficiência testadas cientificamente (Price, 2001).

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Sonhos Lúcidos

A consciência educada para manter a lucidez durante o sono corporal proporciona vivências e sensações incríveis:

1) Podemos assimilar informações depositadas no inconsciente e passar por experiências arquetípicas. A consciência intra-oniricamente desperta pode trazer o conhecimento contido na psique inconsciente à existência vígil.

2) O medo da morte diminui (Lange, 1997). O espectro da morte é resignificado quando nos descobrimos íntegros e vivos enquanto o corpo físico dorme na cama.

As experiências oníricas conscientes são, antes de tudo, experiências humanas. São exóticas para nossas normas culturais (Tart, 2001) e algumas vezes assumem a forma de experiências religiosas ou esotéricas mas, antes disso, são experiências psicológicas. Por tal motivo, os cientistas não devem ter preconceito com relação às mesmas e nem rechaçá-las.

Algumas possibilidades experiências que se abrem. A compreensão da fenomenologia e dos processos de indução do sonho lúcido nos lança às portas de um novo mundo. É uma descoberta equivalente à de Cristóvão Colombo (Kelzer, 2001). A construção de caminhos para experiênciar a dimensão interior desconhecida por via direta, literalmente adentrando ao que está muito além da consciência ordinária, vem permitindo que exploremos o vastíssimo mundo onírico.

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Sonhos Lúcidos

Há uma total diferença entre a exploração direta e a indireta. Apesar de importante, a análise do processo onírico sem a participação da consciência no nível imediato de sua manifestação não nos permite a realização de testes que visem revelar detalhes da natureza do mundo misterioso.

O estudo da psique inconsciente a partir de recordações de vivências internas sob estado de baixa ou nula lucidez não fornece o mesmo tipo de contato proporcionado pelos sonhos lúcidos e não nos conduz às mesmas revelações. Teorias influenciadas pelo esoterismo afirmam que o mundo dos sonhos é o mesmo mundo dos mortos.

A investigação direta no nível onírico pode nos revelar, por meios similares aos que utilizamos na vida comum para elucidar dúvidas, se isso corresponde ou não à verdade (Eeden, 1913). Não obstante, devemos manter "a guarda alta" e preservar um sentido altamente crítico com relação às cenas noturnas que se desenrolam ante nossa consciência.

Devemos nos lembrar que somos exploradores em um mundo desconhecido. A negligência com relação a este aspecto fará com que percamos o senso de realidade e tomemos literalmente as imagens arquetípicas, caindo vitimados por crenças misticóides.

URBAN, P., Jung e a Parapsicologia in
www.amigodaalma.com.br

Jung e a Pesquisa Psi

Mônica de Camargo
Inter Psi / CENEP / COS / PUC-SP


Jung nasceu na Basiléia, Suiça. De origem humilde e filho de pastor luterano, desde sua infância Jung guardava interesses incomuns a garotos de sua idade, despontando para um caminho voltado ao auto- conhecimento e à pesquisa da natureza do psiquismo humano.

Formou-se médico psiquiatra e foi discípulo de Freud, do qual separou-se após divergências teóricas. Seguindo suas próprias idéias em relação ao funcionamento do mundo mental formulou a Psicologia Analítica. Jung valorizava o universo de acontecimentos interiores como a parte mais significativa da realidade, sendo este a fonte de seu maior interesse e o material a partir do qual formulou os conceitos da Psicologia Analítica.

O conteúdo de suas vivências e das de seus pacientes demarcaram um campo de estudos e investigação que outros cientistas e teóricos do mundo mental não contemplavam. Desde cedo, Jung entrou em contato com experiências de natureza parapsicológica, ou que até então não poderiam ser explicadas cientificamente.

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Jung e a Pesquisa Psi

Embora imbuído de espírito científico, ele não descartou o material de sua experiência, rica em ocorrências de telepatia, clarividência, precognição e psicocinesia, pela impossibilidade da aceitação acadêmica imediata de tais fenômenos. Outrossim, despontou como um pesquisador destas questões, às quais lançou a luz da compreensão através dos fundamentos de sua Psicologia Analítica.

Ao seis anos, teve uma experiência inquietante, observando, durante algumas noites, uma figura luminosa, cuja cabeça se separava do pescoço, vinda do quarto de sua mãe. Nesta ocasião, o casamento dos pais passava por dificuldades e Jung sentia uma onda de mistério e temor envolvendo a figura materna.

Ainda criança, conviveu com um avô que tinha crenças espíritas e conversava diariamente com o espírito da finada esposa. Mais velho, cursando a faculdade, durante o período de férias que passava na casa de sua mãe, ocorreram dois fenômenos de natureza Poltergeist, isto é, eventos de ordem física sem causas lógicas conhecidas que pudessem explicá-los.

Um deles foi a rachadura de uma mesa maciça de nogueira, sem que houvesse uma ação física sobre ela ou mesmo condições climáticas que pudessem causar tal evento. O outro foi o rompimento da lâmina de aço de uma faca, em três partes, dentro de uma gaveta da casa, sem que qualquer pessoa a tivesse forçado para tal.

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Jung e a Pesquisa Psi

Estas ocorrências causaram em Jung profundas impressões e influências, principalmente pela falta de explicações na ciência de então. Em seu livro de memórias ( JUNG, C.G. - Memórias, sonhos e reflexões. Reunidas e editadas por Aniela Jaffé, Rio de Janeiro, Editora Nova Fronteira, 1995, 17. Edição ) , Jung conta uma situação curiosa, na qual, em uma festa de casamento, acabou relatando detalhes indiscretos da vida de um dos convidados que nunca vira.

Relata, ainda, os impactos de uma visão premonitória da guerra mundial de 1914, que teve em 1913, ponderando que, por não ter compreendido logo de início a natureza precognitiva de tais visões, temeu estar adoecendo psiquicamente, invadido por conteúdos do inconsciente.

Também no trabalho clínico, na relação com seus pacientes, Jung observava ocorrências de natureza extrasensorial e, não raro, bastante oportunas e significativas para o bom desenvolvimento do tratamento em questão. Neste sentido, conta o caso de um paciente de quem havia tratado uma depressão e, mesmo sem notícias sobre ele, pressentira o momento de seu suicídio através de sensações correlatas; que ele pôde avaliar, posteriormente, terem ocorrido simultaneamente ao ato do ex-paciente.

Nota-se, na trajetória de Jung, o profundo interesse que nutriu por ocorrências de natureza extrasensorial, abundantes em sua experiência pessoal, e a seriedade com que ele buscou abordar tais questões, buscando observá-las sob o crivo da ciência. Jung não deixou de se opor aos colegas céticos que simplesmente desconsideravam fenômenos que não pudessem ser reconhecidos e aprovados como tal pelas ciências da época.

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Jung e a Pesquisa Psi

Este tema também foi fonte de discordância entre ele e Freud e prenunciou a divergência teórica entre eles. Intrigantemente, no dia em que Jung esteve no consultório de Freud para conversar sobre suas observações a respeito da extra- sensorialidade, em meio ao acirramento da tensão e divergência entre eles, ocorreram, em uma estante, estalos repetitivos e pressentidos por Jung; o que, embora tenha surpreendido Freud, não foi por ele considerado como prova imediata da existência de fenômenos anômalos.

Outrossim, falando sobre o tema posteriormente, atribuiria o ocorrido às condições climáticas e ao material da estante. Dada à inexistência de modelos teóricos para explicar e abarcar tais tipos de ocorrências, em diversos momentos, Jung conduziu estudos, entendendo serem tais aspectos profundamente instigantes e reveladores da alma humana.

Ao descobrir familiares envolvidos na prática do espiritismo, acompanhou semanalmente sessões espíritas durante dois anos, o que encerrou ao descobrir atitudes fraudulentas da médium. Suas observações sobre estas sessões embasaram uma tese. Em 1950, decidiu colocar no papel o resultado de suas experiências e observações sobre acontecimentos que não obedeciam ao princípio da causalidade. Escreveu, assim, o livro "Sincronicidade".

Os eventos de natureza extra-sensorial foram compreendidos à luz dos fundamentos da Psicologia Analítica e, no decorrer de sua obra, Jung estabeleceu correlações entre a os conceitos e as observações e experiências neste campo. Exemplo disso também pode ser visto nas reflexões de Jung sobre os resultados positivos encontrados por Rhine em experimentos de precognição, nas quais Jung expõe como os conceitos de sua psicologia dariam conta de compreender e explicar este tipo de ocorrência.

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Jung e a Pesquisa Psi

Jung foi um amplo e profundo conhecedor da filosofia e outras ciências, o que referenciou suas próprias descobertas, experiências e raciocínio científico. Dentre os cientistas conterrâneos, tinha grande admiração pelos trabalhos de Rhine a respeito de precognição, chegando a indicá-lo para o prêmio Nobel, tanto pela relevância que atribuía à temática escolhida por ele, como pelo caráter experimental de sua pesquisa.

Aos estudiosos de fenômenos Psi, mostra-se particularmente interessante, na abordagem dos fenômenos parapsicológicos por Jung, sua recusa por um modelo de transmissão de energia, em vigor em algumas correntes científicas da Pesquisa Psi atual. Em seu pensamento, a telepatia e demais experiências extra-sensoriais estão ligadas a um instinto, a uma capacidade da mente humana.

Os fenômenos psi são contemplados pela Psicologia Analítica como manifestações dos arquétipos do Inconsciente Coletivo. Chamados por Jung de eventos sincronísticos, obedecem não ao princípio de causalidade admitido em geral pela ciência, mas sim ao que ele denominou princípio de sincronicidade.

Jung não só admitiu a existência dos fenômenos dando-lhes nome, mas inseriu-os no corpo de sua teoria como o fez com os sonhos. Sendo o principal discípulo de Freud, sua teoria baseia-se também no conceito de inconsciente. Também para ele a estrutura da psique compõe-se de conteúdos conscientes e inconscientes; no entanto, aqui o inconsciente não se resume a conteúdos individuais reprimidos ou esquecidos pela consciência, mas algo mais abrangente, que contém a memória de um passado ancestral, da consciência da humanidade através dos tempos.

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Jung e a Pesquisa Psi

Foi preciso criar um novo conceito para o que entendia ser o inconsciente. Assim como nossa consciência, também o inconsciente é composto de conteúdos individuais e coletivos. À porção formada de nossa experiência individual Jung denominou Inconsciente Pessoal e à outra, mais profunda, chamou de Inconsciente Coletivo .

O Inconsciente Coletivo, igual para todos nós, compõe-se do que é chamado de arquétipos, que são "fatores formais responsáveis pela organização dos processos psíquicos inconscientes" e que nos fornecem os padrões de comportamento para as diversas situações de vida que experimentamos, representando a possibilidade de determinados tipos de percepção e ação.

Os arquétipos revelam-se através de imagens e fantasias e correspondem a nossas reações instintivas. Há aqui uma idéia que nos importa em particular, a de que o inconsciente se manifesta. Manifesta-se nas imagens dos sonhos, fantasias, delírios; permitindo-nos observar sua existência.

A forma de manifestação dos arquétipos que nos interessa é a sincronicidade; cujo conceito foi definido com base na experiência clínica e pessoal de Jung e também da observação dos experimentos de Rhine, assim como no conhecimento que tinha do livro do I Ching, recém traduzido por seu amigo Wilhem, da filosofia oriental e ocidental, desde os gregos até a alquimia da idade média e finalmente também da ciência dos séculos XIX e XX, dos físicos contemporâneos de quem recebeu influência e a quem influenciou.

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Jung e a Pesquisa Psi

Partindo da discussão sobre o princípio de causalidade, Jung definiu que a sincronicidade consiste de eventos acausais, aparentemente sem conexão. Em seu livro Sincronicidade diz: "O princípio da causalidade nos afirma que a conexão entre causa e efeito é uma conexão necessária. O princípio da sincronicidade nos afirma que os termos de uma coincidência significativa são ligados pela simultaneidade e pelo significado".

Desta forma, a ênfase é dada ao estado psíquico da pessoa que experimenta o fenômeno. A coincidência não se dá apenas entre fatos objetivos, mas tem relação profunda com a afetividade (e portanto com a manifestação de um arquétipo, que é o que provoca o afeto). Aliás, para Jung, sem a presença do fator afetivo nada disso ocorre, o afeto é "uma das condições com base nas quais o fenômeno pode mas não deve acontecer".

Além de considerar os fenômenos psi mais comumente discutidos, Jung também ocupou-se com a união mente-corpo como o principal acontecimento sincronístico. E há ainda a questão da relatividade psíquica do tempo e do espaço em que a sincronicidade nos coloca. Jung remonta ao surgimento da noção de tempo, inexistente em alguns povos primitivos.

Trata-se de uma construção de nossa consciência – que podemos inclusive observar ao acompanhar o crescimento de uma
criança. Não vou me alongar nestas questões, embora sejam importantes, nosso tempo só permite este breve e enxuto resumo.

Termino com a definição do conceito. Os eventos sincronísticos são coincidências de um estado psíquico do observador com um acontecimento externo objetivo e são basicamente de três tipos:

• Simultâneo
• Mais ou menos simultâneo e fora do campo de percepção do sujeito,ou seja, espacialmente distante
• Distante no tempo, ou seja, acontecimentos futuros.

Disco- voador ecológico...

Projeto não deve chegar para o uso na aviação comercial até o ano 2020



"Disco-voador ecológico" irá transportar 125 passageiros a 852Km/h
Do VoIT

Pesquisadores da Universidade Delft, na Holanda, projetaram um avião "ultra-ambientalmente correto", no formato de um disco voador. O motivo para tal substituição é o fato de que o desenvolvimento das aeronaves como conhecemos chegou ao limite da economia em emissão de poluentes.

Segundo os pesquisadores, com a utilização de novos formatos e materiais mais leves (como este disco-voador), será possível reduzir a emissão de poluentes na atmosfera em até 50%. Os pesquisadores afirmam que não é razoável esperar que esse novo avião, seja lá qual for o seu aspecto, decole comercialmente antes de 2020. O projeto foi nomeado CleanEra, e de acordo com a equipe, conhecida como DELcraFTworks, este conceito será difundido em novos projetos.




Professora opera braço robótico para expansãode ISS

Bárbara Morgan, 55, primeira professora a embarcar em um ônibus espacial desde a tragédia do Challenger, em 1986, está participando ativamente da missão da Nasa na ISS (Estação Espacial Internacional). Ela ajudou operar o braço robótico utilizado na expansão da estação.

Ela e Tracy Caldwell, especialista de missão, operaram o equipamento a partir do Endeavour, enquanto o piloto Charles Hobaugh e o engenheiro de vôo Clay Anderson controlaram outro dispositivo na ISS.

O objetivo é instalar uma nova plataforma de estocagem externa. Bárbara se juntou ao corpo de astronautas da Nasa em 1998 como especialista de missão, depois de dois anos de formação e avaliação.

O objetivo dessa missão, que terá 14 dias de duração, é levar e instalar na ISS uma nova seção metálica de 1,58 tonelada e do tamanho de um pequeno automóvel. Uma vez concluída a tarefa, a estação irá medir 108 metros. Os astronautas substituirão também um dos quatro giroscópios defeituosos da estação, além de instalarem uma plataforma exterior de armazenamento de cerca de 3,3 toneladas. A ISS é um projeto de US$ 100 bilhões do qual participam 16 países.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u319929.shtml

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Astrônomos descobrem planeta...

Astrônomos descobrem planeta que pode ser habitável da Associated Press
da Folha Online

Astrônomos encontraram um planeta fora do nosso Sistema Solar que é potencialmente habitável, com temperaturas parecidas com as da Terra. A descoberta foi considerada um grande passo na procura por vida extraterrestre. O planeta tem o tamanho certo, pode ter água em forma líquida e, em termos de Universo, está relativamente perto, a cerca de 20,5 anos-luz da Terra. Ele gira em torno de uma anã vermelha --uma estrela muito menor, menos luminosa e mais fria que o nosso Sol-- chamada de Gliese 581.

A Gliese 581 é uma das cem estrelas mais próximas da Terra. Sua luminosidade é tão fraca que não pode ser vista sem um telescópio, mas fica na constelação de Libra. O novo planeta leva o equivalente a 13 dias para girar em torno da estrela. A gravidade é 60% mais forte que a da Terra.

Mas a visão deve ser espetacular, dizem os cientistas. O planeta está 14 vezes mais perto da estrela que órbita do que a Terra em relação ao Sol. Por isso, a anã vermelha, vista no céu, seria 20 vezes maior que o da nossa lua. O planeta, batizado de 581c, foi descoberto pelo telescópio do Observatório Europeu do Sul (
Eso) em La Silla, no Chile. No entanto, há muito a descobrir sobre o astro. Ele ainda pode se revelar inabitável

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Astrônomos descobrem planeta...

Vida extraterrestre

"É um passo significativo na busca de vida no Universo", disse nesta terça-feira o astrônomo Michel Mayor, da Universidade de Genebra, um dos 11 cientistas europeus da equipe que encontrou o planeta. Os resultados da descoberta ainda não foram publicados, mas foram submetidas à revista "Astronomy and Astrophysics".

Alan Boss, que trabalha no Carnegie Institution de Washington, onde uma equipe americana também procura planetas similares à Terra, considerou a descoberta "uma pedra fundamental neste assunto". O 581c deve impulsionar estudos de planetas que circulam estrelas similares. Cerca de 80% das estrelas perto da Terra são anãs vermelhas.

O novo planeta é cinco vezes mais pesado que a Terra. Não se sabe ainda se ele é rochoso como a Terra ou se é uma esfera de gelo, com água líquida na superfície. Se for rochoso, que é o que a teoria prevalecente propõe, tem um diâmetro cerca de 1,5 vez maior que o do nosso planeta. Se for uma esfera de gelo, seria maior ainda.

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Astrônomos descobrem planeta...

O 581c deve ter uma atmosfera, mas sua composição ainda é um mistério. Se ela for muito densa, poderia tornar a temperatura da superfície do planeta quente demais, afirmou Mayor. Os pesquisadores, porém, acreditam que a temperatura média fique entre 0ºC e 40ºC.

Até agora, todos os 220 planetas que os astrônomos encontraram fora do Sistema Solar eram quentes demais, frios demais ou apenas grandes demais e muito gasosos, como Júpiter. A suspeita de que exista água líquida é baseada em teoria sobre formação de planetas, e não em alguma evidência, disse Stephane Udry, também da Universidade de Genebra.

"Devido à temperatura e proximidade, este planeta provavelmente será um alvo importante de futuras missões espaciais dedicadas à procura de vida extraterrestre", disse o co-autor Xavier Delfosse, da Universidade de Grenoble.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u16346.shtml

Astrônomos brasileiros participam em descoberta...

Astrônomos brasileiros participam em descoberta de planeta extrasolar
Agência USP 04/05/2007


A equipe científica internacional responsável pela missão do satélite CoRoT anunciou a descoberta de um novo planeta fora dos limites do sistema solar (exoplaneta) na manhã desta quinta-feira (3). O planeta, denominado CoRoT-Exo_1b, localizado a uma distância de 200 anos-luz (cerca de 2 quadrilhões de quilômetros) da Terra é o primeiro a ser identificado pelo satélite
Planeta gigante gasoso
A sonda espacial também produziu a curva de luz de uma estrela semelhante ao Sol. "Trata-se de um planeta gigante muito quente, pois está muito próximo da estrela", conta o professor Eduardo Janot Pacheco, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, que coordena a participação brasileira na missão CoRot.

"Seu período orbital (rotação em torno da estrela) é de 1,5 dias, o raio foi estimado como sendo entre 1,5 e 1,8 raios de Júpiter (16,8 a 20,1 vezes maior que o raio da Terra)", explica, "e observações espectroscópicas feitas do solo permitiram estimar sua massa como da ordem de 1,3 massas de Júpiter (416 vezes maior que a da Terra)".

Segundo o professor, o exoplaneta foi descoberto graças à precisão de 50 milionésimos (uma parte em cinqüenta milhões) em uma hora de observação. "Porém, quando todas as correções forem feitas no satélite, essa precisão deve dobrar", afirma. "Isso mostra que CoRoT será capaz de detectar planetas pequenos e rochosos como a Terra e que será possível até mesmo estudar a luz das estrelas refletida por eles, o que dará informações sobre a composição de suas atmosferas".

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Astrônomos brasileiros participam em descoberta...


Estrela dupla

Os dados sismológicos obtidos pelo satélite, que medem a vibração produzida pelas estrelas, serão usados para estudar sua estrutura interna e a evolução. "A estrela do tipo do Sol (uma G2 anã, com luz amarelada) foi observada durante os 60 primeiros dias do início da missão e os resultados são preliminares", diz o professor. "A precisão obtida é de quase um milionésimo e a análise temporal mostra claramente a presença dos modos de oscilação (pulsação) típicos desse tipo de estrela, com períodos da ordem de 5 minutos".

Lançado em 27 de dezembro do ano passado pela França, com a participação do Brasil e de países europeus, o CoRot iniciou imediatamente as calibrações e ajustes técnicos em órbita e também as primeiras observações científicas. "As duas características que tornam o satélite tão especial são o fato de observar as mesmas estrelas por até seis meses (já chegou-se a 60 dias até agora) e a precisão na medida das variações de luz", explica o professor do IAG.

De acordo com Pacheco, a instrumentação a bordo funciona em geral melhor do que o previsto e isso terá conseqüências importantes para a missão. "Os resultados apresentados hoje são preliminares, porque não foram praticamente corrigidos de perturbações e ruídos de medida, mas mesmo assim, eles superam as expectativas", ressalta.

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Astrônomos brasileiros participam em descoberta...

Vida fora da Terra
"Os primeiros resultados científicos indicam a qualidade excepcional dos instrumentos e mostram que o satélite poderá descobrir, pela primeira vez na história da humanidade, planetas com características muito próximas às da Terra, onde a vida pode também ter sido desenvolvido".

O satélite CoROT é o primeiro experimento espacial astronômico científico do qual o Brasil participa como parceiro integral. A missão tem dois objetivos principais: estudar em detalhe a estrutura das estrelas e descobrir planetas parecidos com a Terra.

A participação brasileira se concentra na elaboração de software, em trabalho científico e na disponibilidade da estação de Alcântara (MA) para recebimento de dados do satélite. Equipes da USP e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) trabalham na elaboração de softwares de tratamento temporal de dados.

Nasa lança sonda para avaliar se Marte pode ter vida

da BBC Brasil

A Nasa, a agência espacial americana, lançou neste sábado uma espaçonave para uma viagem de nove meses até Marte, onde ela buscará evidências da possibilidade da existência de vida, atualmente ou no passado. A sonda Phoenix foi lançada às 5h26 (6h26 de Brasília) de Cabo Canaveral, na Flórida, levada por um foguete Delta 2.

O lançamento da Phoenix estava previsto para a sexta-feira, mas problemas com as más condições climáticas impediram a partida. Se tudo correr dentro dos planos da Nasa, a Phoenix deve chegar a Marte em maio de 2008. A agência espacial americana pretende pousar a sonda em um terreno relativamente plano em uma latitude marciana equivalente ao norte do Alasca na Terra.

Nessa planície no norte do planeta, acredita-se haver água congelada apenas algumas dezenas de centímetros abaixo da superfície, ao alcance do braço robótico de 2,4 metros da sonda. Os cientistas acreditam que o metro superior do solo nessa região possa conter entre 50% e 70% de gelo.

A missão pretende investigar não somente a história desse gelo, mas também se a região poderia suportar vida de organismos microscópicos. "A questão que estamos tentando responder é: 'esse gelo derreteu?' --porque a água líquida em contato com o solo pode gerar um ambiente habitável", afirma Peter Smith, principal investigador da missão e professor na Universidade do Arizona.

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Nasa lança sonda para avaliar se Marte pode ter vida

"Para micróbios, o termo 'habitável' significa que você tem água líquida, moléculas orgânicas complexas do tipo com as quais nossos corpos são feitos --proteínas, aminoácidos, etc.-- e isso também significa que você tem recursos de energia", diz Smith.

O cientista William Boynton, também da Universidade do Arizona, disse: "Uma das questões interessantes é verificar por que as moléculas orgânicas não foram encontradas na superfície de Marte pela Viking (missão da Nasa em Marte nos anos 1970)".

"A resposta é que achamos que há um mecanismo que pode destruir moléculas orgânicas em Marte. Esse mecanismo poderia não estar operando nas regiões polares, porque a água e o gelo podem decompor os oxidantes que destroem os materiais orgânicos", afirma.

Segundo Boynton, a existência desses elementos no solo marciano não provará a existência de vida em Marte, apenas indicará que ela poderia existir. A Phoenix conduzirá experiências científicas na superfície de Marte por três meses.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u317587.shtml

Barbara Morgan irá ao espaço no ônobus espacial...

Barbara Morgan irá ao espaço no ônibus espacial Endeavour Vinte anos após tragédia, Nasa levará outra professora ao espaço.

da France Presse, em Washington


Mais de 20 anos depois da catástrofe do ônibus espacial americano Challenger, que devia enviar a primeira professora ao espaço (Christa McAuliffe), Barbara Morgan retoma a bandeira ao viajar a bordo do Endeavour. O lançamento do ônibus espacial está previsto para quarta-feira (8), às 19h36 (horário de Brasília), no Centro Espacial Kennedy, região de Cabo Canaveral (Flórida), para uma missão de 11 dias à ISS (Estação Espacial Internacional).

Aos 55 anos, Barbara Morgan, que se juntou ao corpo de astronautas da Nasa em 1998 como especialista da missão depois de dois anos de formação e avaliação, agora fará parte da tripulação de sete membros da nave. "Nessa missão vamos lembrar de Christa e da tripulação do Challenger", declarou recentemente Morgan numa entrevista divulgada pela Nasa.

Morgan foi selecionada pela Nasa em 1985, aos 34 anos, para substituir Christa McAuliffe em caso de necessidade. Ela estava entre os mil candidatos que desejavam ser o primeiro professor a viajar para o espaço. A Nasa buscava então reavivar o interesse do grande público por seu programa espacial, enviando o primeiro civil à órbita.

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Barbara Morgan irá ao espaço no ônobus espacial...

Bárbara Morgan fez um treinamento de seis meses junto com Christa McAuliffe. Finalmente Christa foi a primeira opção da Nasa, após uma grande dúvida entre as duas professoras. A professora morreu junto com os outros seis membros da tripulação na explosão do Challenger em 28 de janeiro de 1986, 73 segundos após decolar. Esse acidente foi a primeira grande catástrofe do programa americano de conquista espacial --a segunda foi com a nave Columbia, em 2003.

A presença de Christa aumentou o impacto do drama, que foi transmitido ao vivo pelas redes de televisão e que ficou na memória coletiva americana. Depois do acidente, Barbara Morgan continuou trabalhando alguns meses para a Nasa, realizando uma viagem pelos Estados Unidos, visitando escolas e organizações educativas para promover a integração de temas espaciais à educação. Em seguida, voltou a ensinar numa escola primária em Idaho, retomando sua carreira de docente iniciada em 1974 numa reserva indígena de Montana.

Após o acidente do Challenger, a Nasa hesitou durante muito tempo em continuar com o projeto de enviar uma professora ao espaço ou integrá-la ao corpo de astronautas. Morgan participará ativamente das tarefas de descarregamento de 2,3 toneladas de equipamento e mantimentos e da instalação de uma plataforma de armazenamento com a ajuda do braço mecânico da estação. Ela responderá também às perguntas de estudantes de Idaho numa entrevista coletiva.

Astronautas e professora vestem trajes para...

Dave Williams e Charlie Hobaugh se preparam para a missão espacial do Endeavour

Astronautas e professora vestem trajes para entrar no Endeavour

da Folha Online

Astronautas da Nasa e a professora Barbara Morgan, que integrará a missão à ISS (Estação Espacial Internacional), se preparam para o lançamento do Endeavour. O ônibus espacial deve decolar do Centro Espacial Kennedy (Flórida, leste dos EUA) às 19h36 (horário de Brasília).

Os sete tripulantes foram levados à plataforma para ocupar a nave e já entraram na sala branca (local da última checagem antes de entrar no ônibus espacial), com o auxílio de funcionários da agência espacial norte-americana. Os trajes já foram checados.

A missão é comandada por Scott Kelly e inclui o piloto Charlie Hobaugh e os especialistas de missão Tracy Caldwell, Rich Mastracchio, Alvin Drew e Dave Williams. A Nasa já havia começado a encher o tanque de combustível. A agência informa que o tempo colabora para o lançamento e que há apenas 20% de chance de adiamento.

A missão STS-118 é a 22º viagem à ISS e a primeira do Endeavour desde 2002. O último vôo da Nasa à estação espacial foi em junho, com o ônibus espacial Atlantis.

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Astronautas e professora vestem trajes para...

Objetivos

O objetivo dessa missão é levar e instalar na estação uma nova seção metálica de 1,58 tonelada e do tamanho de um pequeno automóvel. Uma vez concluída as tarefas, a ISS irá medir 108 metros. Os astronautas substituirão também um dos quatro giroscópios defeituosos da estação, além de instalarem uma plataforma exterior de armazenamento de cerca de 3,3 toneladas.

Durante a missão de 11 dias, a tripulação fará três saídas espaciais de seis horas e meia cada uma, em equipes de dois astronautas por vez. A Nasa poderá prolongar a missão por três dias, uma vez que se coloque à prova o novo sistema de transferência de eletricidade da ISS ao ônibus espacial.

Esse sistema, para qual os ônibus espaciais foram modificados, permite recarregar suas baterias de hidrogênio. Se essa hipótese se confirmar, haverá uma quarta saída para o espaço. A ISS é um projeto de US$ 100 bilhões do qual participam 16 países.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u318648.shtml

Endeavour alcança órbita com sucesso

Ônibus espacial decola rumo à ISS
Lançamento ocorreu com sucesso às 19h36 desta quarta-feira (8).O ônibus espacial leva a bordo uma ex-professora americana, Barbara Morgan.
Do G1, com agências internacionais

O ônibus espacial americano Endeavour alcançou a órbita terrestre menos de nove minutos depois de seu lançamento nessa quarta-feira à noite, rumo à Estação Espacial Internacional (ISS, sigla em inglês).

Os dois foguetes propulsores do Endeavour se separaram do módulo orbital, como previsto, dois minutos após o lançamento, caindo no Oceano Atlântico. Ambos, que fornecem 80% do impulso necessário para a decolagem, serão recuperados depois e reutilizados.

A nave foi lançada com sucesso da plataforma 39A, no Centro Kennedy, da Nasa, às 22h36 GMT (19h36 de Brasília). Essa foi a segunda viagem do ano, com parte da missão de construção do laboratório espacial multinacional.

A tripulação inclui duas mulheres, uma delas Barbara Morgan, uma ex-professora de 55 anos que, passadas mais de duas décadas da catástrofe com o Challenger, que deveria levar a primeira professora ao espaço, Christa McAuliffe, retoma sua missão nesta viagem do Endeavour.

Seis astronautas também estão na nave: o comandante de bordo, Scott Kelly, de 43 anos; o co-piloto, Charlie Hobaugh, de 45; e quatro especialistas: Tracy Caldwell, de 37; Rick Mastracchio, de 47; Alvin Drew, de 44; e um médico e astronauta da Agência Espacial Canadense, Dave Williams, de
53.

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Endeavour alcança órbita com sucesso

Reforma
"Encostado" desde 2002, o Endeavour passou por uma ampla reforma desde seu último vôo e é considerado pela Nasa uma espaçonave "seminova". Com uma nova peça, capaz de ligar o ônibus ao sistema elétrico da estação espacial, o veículo poderá eventualmente prorrogar sua missão de 11 para 14 dias.

Este será o 119º vôo de um ônibus espacial. O objetivo da missão do Endeavour é instalar uma nova viga (com um novo conjunto de painéis solares) na estrutura principal da ISS, substituir um giroscópio com defeito, necessário para a estabilização da estação, e levar mantimentos.

A missão do Endeavour também está sob a sombra do recente relatório da Nasa que revelou que um astronauta bêbado embarcou numa nave russa e outro quase voou embriagado num ônibus espacial. A agência espacial está investigando o caso e prometeu reforçar a proibição de consumo de álcool nas 12 horas prévias aos lançamentos.

Outro constrangimento para a Nasa foi a revelação de que um componente a bordo foi sabotado por um funcionário de uma empresa a serviço da agência espacial. O computador, que será levado à Estação Espacial Internacional, já foi consertado, e o caso está sendo

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL85043-5603,00.html

Nasa garante que não provas de astronautas bêbados

A Nasa não encontrou provas que comprovem as denúncias de que seus astronautas tenham subido a bordo de naves após consumir álcool em excesso, disse hoje o administrador da agência espacial, Michael Griffin. Em entrevista coletiva no Centro Espacial Kennedy, depois do lançamento da nave Endeavour numa missão para continuar a construção da Estação Espacial Internacional (ISS), Griffin disse que a Nasa investigou todos os vôos realizados nos últimos 10 anos.

Um relatório de especialistas de saúde afirmou em julho que em pelo menos duas ocasiões os astronautas da agência espacial foram autorizados a voar apesar de existirem indicações de que estavam bêbados. Um dos casos teria ocorrido nos preparativos para um lançamento, adiado por razões técnicas, e o outro numa nave russa Soyuz.

"Revisamos dados de 10 anos e não pudemos encontrar indícios de que alguém tivesse estado sob a influência do álcool", disse Griffin. As autoridades da Nasa anunciaram que farão respeitar sem exceções uma ordem aos astronautas de não consumir bebidas alcoólicas 12 horas antes de uma missão.

Griffin disse que seria muito difícil algum dos astronautas se apresentar ao seu trabalho sob os efeitos do álcool. "Teriam que disfarçar muito bem, porque desde o momento em que acordam sempre estão acompanhados por alguém", observou.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI1818840-EI301,00.html

Laser vai analisar supefície secreta de Mercúrio

Cientistas alemães desenvolveram um laser que pode servir à Agência Espacial Européia (ESA) para descobrir a forma da superfície até agora desconhecida de Mercúrio, o menor planeta e próximo ao Sol. Dentro da missão "BepiColombo", a ESA lançará em 2013 duas sondas ao espaço para conhecer mais dados sobre o planeta, cuja localização no sistema solar foi comprovada pela sonda "Mariner 10" da Nasa (agência espacial americana) há mais de 30 anos.

Em 2004, a agência enviou outra missão a Mercúrio, mas apenas conseguiu fotografar a metade da superfície do planeta. O desafio agora é averiguar como é o contorno da superfície total de Mercúrio e como são suas crateras, profundezas e escarpas.

Com esse fim, o Instituto Fraunhofer de Tecnologia Laser em Aachen (Alemanha) já prepara um protótipo do laser de diodo que, instalado nas sondas, deve servir para medir a distância entre estas e cada centímetro da superfície de Mercúrio, segundo divulgou hoje a Comissão Européia.

Com esta informação, será possível depois traçar um mapa (descrição das montanhas) em três dimensões do planeta. Enquanto a maioria dos aparelhos de raios laser projetados até agora superam os 5 quilos, o novo desenvolvido em Aachen e com o qual os criadores querem ganhar a concorrência pública organizada pela ESA pesa apenas 650 gramas e não mede mais do que 15 centímetros.

Outro desafio destes cientistas foi conseguir que o raio de luz projetado pelo laser ficasse inalterado no vazio. Para isso, desenvolveram uma tecnologia que cria uma atmosfera artificial que protege o laser de condições adversas.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI1817936-EI301,00.html

Telescópio espacial Spitze detecta colisão cósmica gigante

No centro, as quatro galáxias que se chocaram

Da Efe, em Washington

O observatório espacial Spitzer, da Nasa, captou nesta segunda-feira (6)uma das maiores colisões cósmicas na história da astronomia, informou o Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) dos Estados Unidos. Trata-se de quatro galáxias que se chocaram espalhando no cosmos bilhões de estrelas, disse o laboratório da Nasa em comunicado.

Em última instância essas quatro galáxias ficarão reduzidas a uma só, que terá uma massa dez vezes superior à da Via Láctea onde está o sistema solar da Terra. "A maioria das galáxias se fundem em um choque como se fossem automóveis compactos", disse Kenneth Rines, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian.

No entanto, "o que temos aqui é o choque de quatro caminhões carregados com areia que se espalha por todos os lados", disse. A fusão de quatro galáxias foi descoberta acidentalmente pelo telescópio espacial quando realizava uma prospecção de um conjunto galáctico chamado CL 0958 4702 situado a quase 5 bilhões de anos luz da Terra.

Os dados da Spitzer mostram que nesta fusão há muito pouco gás, ao contrário do que ocorre em outras fusões galáticas, diz Rines. O cientista acrescentou que a informação fornecida pelo telescópio é "a melhor evidência de que as galáxias do universo se formaram recentemente através de grandes fusões".


domingo, 5 de agosto de 2007

Fisiopatalogía Da Morte De Jesus Cristo

Esse texto não se trata de religião ,mas um relatório com estudos médicos que procuram explicar a causa morte de Jesus Cristo.

Fisiopatologia Da Morte De Jesus Cristo
Jesus uma pessoa Politraumatizada
Rubén Dario Camargo R.Medicina Interna - Cuidados
Intensivos.Barranquilla, Colômbia 2003.

Introdução

Os estudos médicos que procuram explicar a causa da morte de Jesus Cristo tomam como material de referência um corpo de literatura e não um corpo físico. Publicações sobre os aspectos médicos de sua morte existem desde o século I.

Hoje em dia, com apoio dos conhecimentos da fisiopatologia do paciente traumatizado, pode-se chegar a inferir as mudanças fisiológicas padecidas por Jesus Cristo durante sua paixão e morte. Os relatos bíblicos da crucificação descritos através dos evangelhos e a documentação científica a respeito, descrevem que padeceu e sofreu o mais cruel dos castigos. O mais desumano e inclemente dos tratamentos que pode receber um ser humano.

Descobrimentos arqueológicos relacionados com as práticas romanas da crucificação oferecem informação valiosa que dá verdadeira força histórica à figura de Jesus e à sua presença real na história do homem.Historicamente este acontecimento se inicia durante a celebração da páscoa judia, no ano 30 de nossa era. A Última Ceia se realizou na quinta-feira 6 de abril (nisan 13). A crucificação foi em 7 de abril (nisan 14). Os anos do nascimento e da morte de Jesus permanecem em controvérsia.

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Fisiopatalogía Da Morte De Jesus Cristo

Horto Das Oliveiras (Getsemani)

Os escritores sagrados descrevem a oração do GETSEMANI com enérgicas expressões. O que foi vivido por Jesus antes de ser aprisionado é citado como uma mescla inexprimível de tristeza, de espanto, de tédio e de fraqueza. Isto expressa uma pena moral que chegou ao maior grau de sua intensidade.

Foi tal o grau de sofrimento moral, que apresentou como manifestação somática, física, suor de sangue (hematihidrosis ou hemohidrosis). “Suor de sangue, que lhe cobriu todo o corpo e correu em grosas gotas até a terra”. (Lc 22, 43). Trata-se de caso incomum na prática médica.

Quando se apresenta, está associado a desordens sangüíneas. Fisiologicamente é devida à congestão vascular capilar e hemorragias nas glândulas sudoríparas. A pele se torna frágil e tenra. Depois desta primeira situação ocasionada pela angústia intensa, é submetido a um jejum que durará toda a noite durante o julgamento e persistirá até sua crucificação.

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Fisiopatalogía Da Morte De Jesus Cristo


Flagelação

A flagelação era uma preliminar legal para toda execução Romana. Despiam a parte superior do corpo da vítima, amarravam-na a um pilar pouco elevado, com as costas encurvadas, de modo que ao descarregar os golpes sobre ela nada perdessem de sua força. E golpeavam sem compaixão, sem misericórdia alguma. O instrumento usual era um açoite curto (flagram ou flagellum) com várias cordas ou correias de couro, às quais se atavam pequenas bolas de ferro ou pedacinhos de ossos de ovelhas a vários intervalos.

Quando os soldados açoitavam repetidamente e com todas as suas forças as costas de sua vítima, as bolas de ferro causavam profundas contusões e hematomas. As cordas de couro com os ossos de ovelha rasgavam a pele e o tecido celular subcutâneo. Ao continuar os açoites, as lacerações cortavam até os músculos, produzindo tiras sangrentas de carne rasgada. Criavam-se as condições para produzir perda importante de líquidos (sangue e plasma).

Deve-se ter em conta que a hematidrosis tinha deixado a pele de Jesus muito sensível. Depois da flagelação, os soldados estavam acostumados a fazer gozações humilhantes com suas vítimas. Por isso foi colocada sobre a cabeça de Jesus, como emblema irônico de sua realeza, uma coroa de espinhos.

Na Palestina abundam os arbustos espinhosos, que puderam servir para este fim; utilizou-se o Zizyphus ou Azufaifo, chamado Spina Christi, de espinhos agudos, longos e curvos. Além disso, foi colocada uma túnica sobre seus ombros (um velho manto de soldado, que fazia às vezes da púrpura com que se revestiam os reis, "clámide escarlate"), e uma cana, parecida com o junco do Chipre e da Espanha como cetro em sua mão direita.

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Crucificação

O suplício da cruz é de origem oriental. Foi recebido dos persas, assírios e caldeus pelos gregos, egípcios e romanos. Modificou-se em várias formas no transcurso dos tempos. Em princípio o instrumento de agonia foi um simples poste. Em seguida se fixou na ponta uma forca (furca), na qual se suspendia o réu pelo pescoço. Depois se adicionou um pau transversal (patibulum), tomando um novo aspecto. Segundo a forma em que o pau transversal ficasse suspenso no pau vertical, originaram-se três tipos de cruzes:

A crux decussata. Conhecida como cruz de Santo André, tinha a forma de X.

A crux commissata. Alguns a chamam cruz do Santo Antônio, parecia-se com a letra T.

A crux immisa. É a chamada cruz latina, que todos conhecemos.

Obrigou-se Jesus, como era o costume, a carregar a cruz desde o poste de flagelação até o lugar da crucificação. A cruz pesava mais de 300 libras (136 quilogramas). Somente o patíbulo, que pesava entre 75 e 125 libras, foi colocado sobre sua nuca e se balançava sobre seus dois ombros.

Com esgotamento extremo e debilitado, teve que caminhar um pouco mais de meio quilômetro (entre 600 a 650 metros) para chegar ao lugar do suplício. O nome em aramaico é Golgotha, equivalente em hebreu a gulgolet que significa “lugar da caveira”, já que era uma protuberância rochosa, que teria certa semelhança com um crânio humano. Hoje se chama, pela tradução latina, calvário.

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Antes de começar o suplício da crucificação, era costume dar uma bebida narcótica (vinho com mirra e incenso) aos condenados; com o fim de mitigar um pouco suas dores. Quando apresentaram essa beberagem a Jesus, não quis bebê-la. O que poderia mitigar uma dor moral e física tão intensa, quando seu corpo, todo policontundido, só esperava enfrentar seu último suplício, sem alívio algum, com pleno domínio de si mesmo?

Com os braços estendidos, mas não tensos, os pulsos eram cravados no patíbulo. Desta forma, os pregos de um centímetro de diâmetro em sua cabeça e de 13 a 18 centímetros de comprimento, eram provavelmente postos entre o rádio e os metacarpianos, ou entre as duas fileiras de ossos carpianos, ou seja, perto ou através do forte flexor retinaculum e dos vários ligamentos intercarpais. Nestes lugares seguravam o corpo.
Colocar os pregos nas mãos fazia com que se rasgassem facilmente posto que não tinham um suporte ósseo importante. A possibilidade de uma ferida perióssea dolorosa foi grande, bem como a lesão de vasos arteriais tributários da artéria radial ou cubital.

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Fisiopatalogía Da Morte De Jesus Cristo


O cravo penetrado destruía o nervo sensorial motor, ou comprometia o nervo médio, radial ou o nervo cubital. A afecção de qualquer destes nervos produziu tremendas descargas de dor em ambos os braços. O empalamento de vários ligamentos provocou fortes contrações nas mãos.

Os pés eram fixados à frente do estípede (pequena pirâmide truncada) por meio de um prego de ferro, cravado através do primeiro ou do segundo espaço intermetatarsiano. O nervo profundo perônio e ramificações dos nervos médios e laterais da planta do pé foram feridos.

Foram cravados ambos os pés com um só prego ou se empregou um prego para cada pé? Também esta é uma questão controvertida. Mas é muito mais provável que cada um dos pés do salvador tenha sido fixado à cruz com cravo distinto. São Cipriano que, mais de uma vez tinha presenciado crucificações, fala em plural dos pregos que transpassavam os pés. Santo Ambrósio, Santo Agostinho e outros mencionam expressamente os quatro pregos que se empregaram para crucificar Jesus.

São Meliton de Sardes escreveu: “os padecimentos físicos já tão violentos ao fincar os pregos, em órgãos extremamente sensíveis e delicados, faziam-se ainda mais intensos pelo peso do corpo suspenso pelos pregos, pela forçada imobilidade do paciente, pela intensa febre que sobrevinha, pela ardente sede produzida por esta febre, pelas convulsões e espasmos, e também pelas moscas que o sangue e as chagas atraíam”.

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Fisiopatalogía Da Morte De Jesus Cristo

Não faltou quem dissesse que os pés do salvador não foram cravados, mas simplesmente amarrados à cruz com cordas; mas tal hipótese tem em contra, tanto o testemunho unânime da tradição, que vê em Jesus crucificado o cumprimento daquele célebre vaticínio: "transpassaram minhas mãos e meus pés" (Sl 21); como nos próprios evangelhos, pois lemos em São Lucas (Lc 24, 39-40) “vejam minhas mãos e meus pés; sou eu mesmo; apalpem e vejam. E, dito isto, mostrou-lhes as mãos e os pés”.

Diz Bosssuet: como descrever os padecimentos morais que nosso Senhor Jesus Cristo suportou durante sua horrorosa agonia, quando uma multidão saciava seus olhos com o espetáculo daquela agonia, acompanhando-o com todo tipo de ultrajes que lhe encheram até o último momento? Além disso, sofria ao ver o olhar abnegado de sua mãe e de seus amigos, a quem suas dores tinham prostrado em profunda tristeza.

Todo Ele era, digamos assim, um tormento em seus membros, em seu espírito, em seu coração e em sua alma. De todas as mortes, a da cruz era a mais desumana, suplício infame, que no império romano se reservava aos escravos (servile suppliciun).

Depois das palavras no Getsemaní vêm as pronunciadas no Gólgota, que testemunham esta profundidade, única na história do mundo: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?" Suas palavras não são só expressão daquele abandono, são palavras que repetia em oração e que encontramos no salmo
22.

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Interpretação Fisiopatológica Da Morte De Jesus Cristo

Na morte de Jesus vários fatores puderam contribuir. É importante ter em conta que foi uma pessoa politraumatizada e policontundida; desde o momento da flagelação até sua crucificação. O efeito principal da crucificação, além da tremenda dor, que apresentava em seus braços e pernas, era a marcada interferência com a respiração normal, particularmente na exalação.

O peso do corpo pendurado para baixo e os braços e ombros estendidos, tendiam a fixar os músculos intercostais em um estado de inalação, afetando, por conseguinte, a exalação passiva. Desta maneira, a exalação era principalmente diafragmática e a respiração muito leve. Esta forma de respiração não era suficiente e logo produziria retenção de CO2 (hipercapnia).

Para poder respirar e ganhar ar, Jesus tinha que apoiar-se em seus pés, tentar flexionar seus braços e depois deixar-se desabar para que a exalação ocorresse. Mas ao deixar-se desabar, produzia-se, igualmente, uma série de dores em todo o seu corpo.

O desenvolvimento de cãibras musculares ou contratura tetânicas devido à fadiga e a hipercapnia afetaram ainda mais a respiração. Uma exalação adequada requeria que se erguesse o corpo, empurrando-o para cima com os pés e flexionando os cotovelos, endireitando os ombros. Esta manobra colocaria o peso total do corpo nos tarsais e causaria tremenda dor.

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Fisiopatalogía Da Morte De Jesus Cristo

Mais ainda, a flexão dos cotovelos causaria rotação nos pulsos em torno dos pregos de ferro e provocaria enorme dor através dos nervos lacerados. O levantar do corpo rasparia dolorosamente as costas contra a trave. Como resultado disso, cada esforço de respiração se tornaria agonizante e fatigante, eventualmente levaria à asfixia e finalmente a seu falecimento.

Era costume dos romanos que os corpos dos crucificados permanecessem longas horas pendentes da cruz; às vezes até que entrassem em putrefação ou as feras e as aves de rapina os devorassem. Portanto antes que Jesus morresse, os príncipes dos sacerdotes e seus colegas do Sinédrio pediram a Pilatos que, segundo o costume Romano, mandasse dar fim aos justiçados, fazendo com que lhe quebrassem suas pernas a golpes. Esta bárbara operação se chamava em latim crurifragium (Jo 20, 27).

As pernas dos ladrões foram quebradas, mais ao chegar a Jesus e observar que já estava morto, deixaram de golpeá-lo; mas um dos soldados, para maior segurança, quis dar-lhe o que se chamava o "golpe de misericórdia" e transpassou-lhe o peito com uma lança.

Neste sangue e nesta água que saíram do flanco, os médicos concluíram que o pericárdio, (saco membranoso que envolve o coração), deve ter sido alcançado pela lança, ou que se pôde ocasionar perfuração do ventrículo direito ou talvez havia um hemopericárdio postraumático, ou representava fluido de pleura e pericárdio, de onde teria procedido a efusão de sangue.


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Fisiopatalogía Da Morte De Jesus Cristo

Com esta análise, ainda que seja conjectura, aproximamo-nos mais da causa real de sua morte. Interpretações que se encontram dentro de um rigor científico quanto a sua parte teórica, mas não são demonstráveis com análise nem estudos complementares.

As mudanças sofridas na humanidade de Jesus Cristo foram vistas à luz da medicina, com o fim de encontrar realmente o caráter humano, em um homem que é chamado o filho de Deus, e que voluntariamente aceitou este suplício, convencido do efeito redentor e salvador para os que criam nEle e em seu evangelho.

Referências
1. Sermo de Passione2. São Justiniano, Dial, c, Tryph, 97,98,104, e apol, 135; Tertuliano, adv. Marc,3. Camargo Rubén. Jornal El Heraldo. B/quilla, Col 19904. Rev. Med. Jama 1986;255;1455-14635. Fragm, 166. Tractac in Joan, 36,4 - De obitu Theodos, 47 e 497. Séneca,Epist,101; Petronio, Sat 3,6; Eusebio, Hist,eccl,8,88. Carta Apostólica Salvifici Doloris 19849. Louis Claude Fillion. Vida de Nosso Senhor Jesus Cristo. Tomo III

Rubén D Camargo R .MD
E-mail:
rcrubio@alumni.unav.es
http://www.fluvium.org/textos/lectura/lectura407.htm

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Astrônomos: Em 1bi de anos,O Sol engolirá a Terra

No final de julho o Sol atingiu o "solar minimum", período em que o astro esteve com as mais baixas atividades dos últimos 11 anos

Josep Corbella

Um dia, o Sol se expandirá e engolirá a Terra. De acordo com os cálculos de alguns astrônomos, nosso pequeno oásis será incinerado no grande forno solar, e suas cinzas terminarão aspergidas pelo espaço, convertendo-se em sementes de novas estrelas e planetas.

Será possível antever o que o futuro reserva ao Sol observando, esta noite, a estrela Arcturus, a mais brilhante nas noites de verão do hemisfério norte, que pode ser localizada com facilidade seguindo o arco da Ursa Maior. Arcturus é uma das estrelas da categoria "gigante vermelho!" - ainda que sua cor pareça mais alaranjada do que vermelha; isso significa que, depois de esgotar todo o hidrogênio disponível em seu núcleo central, o sol começou a queimar o hidrogênio que existe em sua periferia, o que gera refrigeração, uma cor mais avermelhada e uma expansão de um milhão de vezes em seu volume.

Por ter massa semelhante á do Sol, embora seja muito mais velha, Arcturus mostra como será nosso astro quando se aposentar e terminar se transformando em gigante vermelho. Mas Arcturus é um gigante menor, como será o Sol quando chegar seu dia - ainda que o Sol deva atingir diâmetro maior.

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Astrônomos: Em 1bi de anos,O Sol engolirá a Terra

O fato de que consigamos perceber tão claramente o brilho da estrela deriva de sua proximidade - apenas 37 anos-luz a separam da Terra. Para ver um gigante realmente grande, a melhor opção é Antares, que este mês se encontra logo acima do horizonte, ao sul, sob o farol branco de Júpiter.

Situada no centro da constelação de Escorpião, os antigos astrônomos árabes costumavam designar essa estrela como Coração do Escorpião devido ao vermelho intenso de sua coloração - uma cor que se exibe com mais clareza em observação prismática ou telescópica do que a olho nu.

Os cálculos indicam que reste ao Sol hidrogênio suficiente para continuar queimando por mais cinco bilhões de anos, antes de se converter em gigante vermelho. Mas, para uma estrela surgida há 4,6 bilhões de anos e um universo surgido há 13,7 bilhões de anos, é possível dizer que ele ainda tem muito a viver.

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Astrônomos: Em 1bi de anos,O Sol engolirá a Terra

Mas a vida na Terra se extinguirá muito antes que o Sol esgote o hidrogênio disponível em seu núcleo central, alerta Jordi Isern, diretor do Instituto de Estudos Espaciais da Catalunha. E a culpa não será da humanidade, que é capaz de acabar os seres humanos mas dificilmente exterminará outras formas de vida, tais como bactérias e insetos.

O Grande Exterminador será o Sol mesmo, que ganhará brilho à medida que consome seu hidrogênio e dará a morte à Terra da mesma maneira que lhe deu a vida. Dentro de menos de um bilhão de anos, chegará um ponto em que toda a água dos mares e oceanos terá evaporado, e a água da atmosfera escapará para o espaço.

"Enquanto restar água em forma líquida no planeta, ele continuará habitável", diz Ignasi Ribas, colega de Isern. "Mas, quando acabar a água... Adeus". Algum dia será preciso pensar em sair daqui.

Tradução: Paulo Migliacci ME
http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI1804832-EI302,00.html

Astrônomos contam númerosde estrelas visíveis no céu

Josep Corbella

Por volta da uma da madrugada da quinta-feira, no observatório astronômico de Roque de los Muchachos, localizado em altitude de 2,4 mil metros na ilha de La Palma, onde o céu está protegido por lei para facilitar as pesquisas astronômicas, parece que a noite tem mais estrelas do que uma pessoa seria capaz de contar.

No entanto, existem astrônomos que se dedicaram exatamente a contá-las, e o resultado de seu trabalho indica que existem 8.479 estrelas no céu - o total aumentaria em um, se acrescentarmos o Sol - que uma pessoa dotada de boa vista poderia distinguir sem o uso de telescópios.

O cômputo inclui tanto as estrelas visíveis no verão quanto as que se pode ver no inverno, e tanto as que são visíveis no hemisfério norte quanto as que se pode ver no hemisfério sul. Por isso, o número de estrelas que se pode avistar, na prática, de um observatório real, é cerca de quatro vezes menor.

Na melhor das hipóteses, de qualquer dado ponto de observação só existiriam 2,5 mil estrelas visíveis, em uma noite sem lua e em lugar sem contaminação atmosférica ou de luz artificial. Esses cálculos se baseiam em medições do brilho das estrelas.Antes da invenção do telescópio, os antigos astrônomos gregos dividiram as estrelas em seis categorias, às quais designaram magnitudes. As mais brilhantes integravam o grupo de primeira magnitude, e as mais tênues que ainda assim podiam ser distinguidas a olho nu eram os astros de sexta magnitude.

Astrônomos posteriores adotaram o mesmo sistema de classificação, se bem métodos mais precisos viessem a ser empregados para determinar o brilho de cada estrela. Isso criou uma situação paradoxal, e muitas vezes desconcertante, para as pessoas que começam a se interessar pela astronomia: o fato de que as estrelas mais brilhantes sejam agora de magnitude zero ou negativa.

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Astrônomos contam númerosde estrelas visíveisno céu

Vega, por exemplo, a mais brilhante que se vê nos céus de verão, tem magnitude zero. As estrelas mais tênues que uma pessoa com boa vista pode enxergar sem telescópio são as de magnitude 6,5. Há poucos lugares nos quais o céu seja escuro o bastante para permitir a apreciação de estrelas tão tênues.

É possível determinar de modo genérico a qualidade do céu para a astronomia observando a Ursa Menor, a constelação da estrela polar, visível durante os 12 meses do ano. As quatro estrelas do retângulo da Ursa Menor tem magnitudes dois, três, quatro e cinco.

Basta determinar quantas delas estão visíveis para avaliar a qualidade do céu em termos de observação. Caso a estrela de magnitude cinco esteja visível, poderíamos definir o céu como sendo "cinco estrelas", se bem que, na Catalunha, tenhamos dificuldades para encontrar locais onde seja possível avistar estrelas com magnitude inferior a três.

Apesar de tudo, mesmo que tenhamos a maior escuridão possível e o céu mais limpo, as 8.479 estrelas visíveis da Terra não são mais que uma porção insignificante das estrelas da galáxia, a qual, por sua vez, não é mais que parte insignificante das galáxias do universo; para cada estrela que se pode ver da Terra, existem 20 milhões de estrelas na galáxia cujo brilho é tênue demais ou que estão distantes demais para que se possa vê-las.

Tradução: Paulo Migliacci ME
http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI1807185-EI302,00.html