sábado, 28 de fevereiro de 2009

Ufologia - ciência do futuro.

Multi e interdisciplinaridade, termos atuais
que se aplicam ao estudo dos Discos Voadores

Paulo R. Poian
Ultimamente, muitos cientistas, pesquisadores e simpatizantes da temática extraterrestre têm-se perguntado sobre quando chegará a hora do reconhecimento oficial da Ufologia como ciência. Vamos analisar, com muita atenção e serenidade, esta questão.

Tomamos a liberdade de colocar a palavra Ciência com letra inicial maiúscula, como substantivo próprio. Assim, significará o conjunto de ciências, diferenciando-se de ciência, com letra inicial minúscula, de significado direto e indicando somente uma determinada área científica, específica.


“A ciência é uma forma bem humana de conhecimento. Cada julgamento se apóia na fronteira do erro... é um tributo ao que podemos saber embora sejamos falíveis. Um objetivo das ciências físicas era fazer um retrato fiel do mundo material e uma das conquistas da física no século XX foi provar que este intento é inatingível.” (Jacob Bronowski, filósofo e matemático inglês).
O que é a Ciência?


Simplificadamente, são conjuntos de conhecimentos e métodos sistematizados, que permitem a observação de fenômenos a fim de compreendê-los e a aplicação destas informações. Explicações científicas são feitas de fenômenos naturais em detrimento aos sobrenaturais, embora não se exija a aceitação ou rejeição do sobrenatural.

Atualmente sabemos da existência de fenômenos extrafísicos, embora ainda não haja compreensão e aplicação adequadas, muito menos metodologias compatíveis para se reproduzir tais eventos. A Ciência é formada de muitas ciências específicas, que são definidas pelo tipo e gama de acontecimentos que investigam (Ex: astronomia, biologia, física, história, etc).

Não existe um procedimento único, alguns dos métodos da Ciência envolvem lógica, tirando conclusões, deduções ou induções a partir de hipóteses, ou resolvendo implicações e relações com condições necessárias ou suficientes. Alguns são práticos, como fazer observações, experiências controladas e projetar instrumentos.


Métodos científicos são impessoais, o que um cientista seja capaz de fazer, qualquer outro deve ser apto de duplicar e quando um afirma medir ou observar algo através de técnica particular que outros não possam reproduzir é um sinal claro de erro por parte deste em alguma etapa.

Ufologia - ciência do futuro.II

Seríamos capazes de fazer um retrato fiel do mundo físico?


A Ciência não assume saber a verdade absoluta sobre o mundo prático e sim que deve descobrir seu conhecimento e conteúdo. Aqueles que afirmam o contrário não podem estar falando sobre conhecimento científico. Pressupõe uma ordem regular na natureza e assume que existam princípios fundamentais com os quais fenômenos naturais funcionam, sendo estes princípios ou leis relativamente constantes, mas não que possa saber, de forma definitiva, o que sejam estas leis ou a ordem real de qualquer conjunto de fenômenos.

Uma teoria científica é um conjunto de princípios, conhecimentos e métodos para explicar o comportamento de uma sucessão de acontecimentos específicos. Tenta-se entender e explicar o mundo das experiências observadas, sensoriais e como as coisas naturais operam e acontecem.

Algumas teorias científicas, quando são propostas e desenvolvidas pela primeira vez, são pouco mais que palpites baseados em informações limitadas, mas quando bem desenvolvidas organizam o conhecimento e nos permitem prever ou elucidar amplos eventos.


A característica que distingue uma teoria para que ela seja considerada científica é a possibilidade de ser experimentalmente testada e posteriormente confirmada. Quanto maior o número de testes rigorosos, maior seu grau de confirmação e aceitação.

Todavia, nenhuma pode ser provada com certeza absoluta. Por exemplo, a teoria da relatividade especial de Einstein é aceita como correta, mas não significa que seja infalivelmente certa. Igualmente à teoria da evolução das espécies, de Charles Darwin.

No caso dos UFOs e seus tripulantes, temos inúmeras deduções e induções, hipóteses e metodologias “emprestadas” das mais variadas disciplinas e formas de pesquisa, mas estamos ainda na fase dos palpites baseados em informações limitadas, o que é normal para uma protociência com pouco mais de meio século de existência.

O objeto de estudos se mostra multifacetado, multiforme ou, em muitos casos, simplesmente imaterial. Envolve toda uma complexidade e gama de ações e consequências antropológicas, sociais, políticas, religiosas, ideológicas e científicas, o que exige profissionais das mais variadas áreas trabalhando em conjunto e união absoluta, o tempo todo.


A história da Ciência mostra que teorias científicas não permanecem inalteradas para sempre, funcionando bem por algum tempo, depois surge a descoberta de novos fatos que não se encaixam e novas teorias acabam por substituir as antigas, parcial ou totalmente.

O conhecimento científico que temos é em relação ao saber humano e os cientistas são seres humanos, não são deuses e a Ciência pode errar ou equivocar-se. Muitas pessoas se agarram nas afirmações científicas como verdades absolutas, o que as torna uma espécie de fiéis seguindo sua religião e, neste caso, a Ciência vira doutrina e, seus representantes, os inquisidores.Estudo dos UFOs. Só isso?


A chamada Era Moderna dos Discos Voadores foi iniciada oficialmente em 24 de junho de 1947, dando espaço ao termo Ufologia - estudo dos UFOs, do inglês Unidentified Flying Objects, e também de seus tripulantes - e ufólogo para o pesquisador do assunto.

A Ufologia completou
61 anos em 24 de junho de 2008
e, no decorrer deste tempo, descobrimos, detectamos, investigamos, documentamos, fotografamos e filmamos toda uma gama de ocorrências cada vez mais sólidas e comprovadas de fenômenos e efeitos físicos, químicos, biológicos, ópticos, eletromagnéticos, elétricos, térmicos, astronômicos, sociais e históricos.

Avistamentos, pousos e abduções invariavelmente semelhantes entre si, traumas, seqüelas físicas e psicológicas em testemunhas e vítimas etc. Nunca ouvimos falar de alguém, que tenha estudado e pesquisado de modo imparcial e sem preconceitos estes fatos, concluir que tudo não passa de equívocos e devaneios.

Muito pelo contrário, indivíduos cada vez mais capacitados e formados nas mais diversas áreas científicas vêm surgindo com grande interesse e admiração pela Ufologia, sendo gradativamente incorporados e contribuindo, cada qual em sua especialidade profissional, na busca de pistas, soluções, metodologias apropriadas, tecnologia e equipamentos inovadores, teorias, respostas, formas de tratamento e recuperação de abduzidos, etc.

Ufologia - ciência do futuro.- III

Longe de uma explicação dentro da convencionalidade,
ufólogos se baseiam em conhecimento empírico aliado
às técnicas e teorias científicas.



O estudo dos Discos Voadores e seus tripulantes, ao contrário do que muita gente imagina, envolve multi e interdisciplinaridade, engloba simplesmente ‘todas’ as ciências e formas de investigação de que dispomos em termos mundiais. E para quem se espanta com esta afirmação, vamos citar, resumidamente, as ciências mais relevantes de que necessitamos e utilizamos para tratarmos do fenômeno, tendo em vista, especificamente, as partes interessantes à Ufologia.
Ufologia de A à Z.


Antropologia – Estudo científico da espécie humana, sua origem, evolução, costumes, instituições, etc. Nesta disciplina, investigamos possíveis vestígios da influência alienígena em todas as civilizações, raças e povos, sem distinção, como também suas relações com a humanidade contemporânea;

Arqueologia – Estudo das civilizações pré-históricas, utilizando-se de monumentos, objetos, documentos, ossadas, etc por elas deixados. Alguns pesquisadores se dedicam à busca e compreensão do chamado “elo perdido” entre as espécies, outros acreditam na possibilidade da coexistência entre civilizações avançadas cientificamente, habitando em pomposas metrópoles e seres primitivos morando em cavernas, isoladamente. Utiliza-se o termo Ufoarqueologia para a busca de indícios extraterrestres no passado arqueológico humano;

Astronomia – Ciência que estuda a formação, constituição, posição relativa e leis dos movimentos dos astros. Alguns deles são freqüentemente confundidos com UFOs, por isso, toda pessoa interessada no assunto deve ter noções básicas desta atividade, que desenvolve papel importante na pesquisa e localização de estrelas e planetas com chances percentuais de abrigar vida.

Praticamente toda semana, em algum meio de comunicação, surgem comentários sobre as estrelas e novos planetas descobertos. Estrelas são sóis e um sol pode abrigar vários planetas, assim como em nosso sistema solar, o que multiplica infinitamente a quantidade de planetas existentes no universo. O avanço e aprimoramento na construção, capacidade e tecnologia de telescópios nos fornecerão surpresas fascinantes;

Biologia – Ciência dos seres vivos, leis da vida e a relação com o meio ecológico. Nela também existem lacunas sem solução, mas esta disciplina é a base para melhores questionamentos e buscas sobre nossas origens e evolução, incluindo o ramo da genética, parte da biologia que estuda as leis da hereditariedade e as partículas (genes) responsáveis por esse fenômeno, mutações, hibridismo, tecnologia genômica, bioquímica, além das técnicas laboratoriais de análises utilizadas também em certas investigações ufológicas. Exobiologia e astrobiologia são exatamente o estudo das formas de vida em outros orbes;

Filosofia– Estudo que visa a compreensão da realidade em sua inteireza, especialmente da orígem e do sentido da existência. Todo ufólogo e simpatizante também é um filósofo em potencial;

Física– Ciência que estuda as propriedades e a estrutura dos corpos, dos sistemas materiais e as leis que explicam as modificações que ocorrem em seus estados e movimentos, sem que haja alteração de sua natureza. Está sempre em crescimento e expansão, surgindo novos campos de estudo, onde fenômenos que aparentavam ser independentes e sem nenhuma relação entre si mostram-se posteriormente como partes diferentes de um único fato mais complexo. Seria difícil definir com precisão seu campo de atuação, pois a física se encontra em contínua evolução, é utilizada em comunhão com as mais variadas ciências e áreas da tecnologia, sendo a responsável direta por inumeráveis conquistas, inclusive algumas controversas, como a energia atômica ou nuclear.

Divide-se em diversas partes, como acústica (estudo de fenômenos sonoros), eletromagnetismo (fenômenos elétricos e magnéticos), mecânica (fenômenos do movimento), óptica (natureza da luz e seus fenômenos), termologia (fenômenos térmicos), etc.

Ou seja, grande parte dos efeitos produzidos pelos UFOs deveria ser de total interesse aos físicos em geral, mas parece mais fácil ignorá-los, afinal são apenas objetos voadores não identificados, que desafiam a gravidade e possuem regras físicas próprias! Porém, cedo ou tarde, pelas trilhas citadas acima, perceberão por si mesmos o quão estavam enganados e quanto tempo perderam com inúteis falsas explicações e indiferença
.

Ufologia - ciência do futuro.- IV

Átomo:
significa sem partes, em grego.
Já deixou de ser indivisível há algum tempo


Além da física quântica e mecânica quântica, a direção tomada pela chamada física moderna ou nova física já está provando aos mais ortodoxos que muitos fatos, métodos, regras e teorias científicas estão rumando e indicando para novos e amplos estudos, reformulações onde uma nova visão de mundo e universo implicará indubitavelmente na constatação do óbvio.

Teorias como das super cordas – que calcula a existência de 10 a 26 dimensões, ou mesmo a possibilidade de serem infinitas – e dos buracos de minhoca (Wormholes), como sendo possíveis atalhos para outros pontos do cosmos ou mesmo universos paralelos, além de permitir superar a barreira da velocidade da luz, atuando como fendas no tempo;

Geofísica – Trata das características e propriedades físicas do planeta. De nosso interesse específico, temos a Geofísica Espacial, que busca a compreensão dos fenômenos físico-químicos que ocorrem na Terra e no espaço próximo, com estudos sobre o campo geomagnético e suas variações espaços-temporais, fenômenos elétricos na atmosfera e condutividade elétrica nas camadas internas do planeta;

Geografia –
Estudo dos aspectos físicos da superfície da Terra. Tem sua importância na investigação de campo, onde precisamos compreender a localização, tipo de relevo, vegetação, hidrografia e outros aspectos morfológicos de cidades e locais de pesquisa;

Geologia – Origem, constituição e as transformações do globo terrestre e da vida sobre ela existente. Estas modificações produzem materiais e fenômenos naturais com influência direta e indireta em nossas vidas, sendo relevantes à compreensão dos processos físicos e químicos que levaram o planeta a ser tal como o observamos;

História – Narra os fatos políticos, econômicos, culturais e sociais notáveis na vida de um povo ou da humanidade; Conjunto de obras e conhecimentos derivados dessa ciência; Estudo da origem e desenvolvimento de uma arte ou ciência.


Os acontecimentos que podem ser interpretados como ufológicos em toda dimensão da História são incomensuráveis e amplamente documentados em inúmeras publicações e na internet, com ações e reações típicas de ocorrências do gênero.


A partir do exato momento em que governantes, militares e cientistas assumirem de uma vez por todas a interação entre humanos e alienígenas como realidade, terá início uma revisão sem precedentes nesta disciplina;

Neurologia –
Parte da medicina que trata das perturbações e doenças do sistema nervoso. Tem sua importância na tentativa de compreensão dos processos cerebrais aos quais são submetidos os abduzidos ou pessoas que estiveram próximas de um UFO.

Atualmente, temos a neuroteologia, a mais recente iniciativa de cientistas para explicar os eventos místicos, antes rotulados de sobrenaturais. O rigor científico sempre foi utilizado para sepultar as tentativas de se levar a sério a ocorrência dos chamados fenômenos espirituais, que eram incluídos como patologia da mente.

Agora, novas técnicas de pesquisa tentam decifrar alguns dos maiores enigmas da humanidade, como a fé, meditação, estados alterados de consciência, viagens astrais, contatos ufológicos, etc, através de imagens obtidas na intimidade do organismo por equipamentos de última geração, como tomógrafos guiados por feixes de pósitrons, as antipartículas de elétrons. Estes pesquisadores buscam entender o relacionamento entre espiritualidade e cérebro. E nós devemos ficar de olho na neuroteologia, buscando uma aproximação com estes profissionais;

Psicanálise – Métodos de investigação psicológica dos processos mentais criado por Sigmund Freud(
1856-1939
) e que visa o tratamento das desordens emocionais. Relevante nas tentativas de compreensão das abduções, como também na identificação e separação entre real e imaginário;

Psicologia –
Estudo de fenômenos psíquicos e o comportamento humano e animal; Conjunto de disposições psíquicas e mentais de uma pessoa ou classe de indivíduos. Seriam as abduções frutos do imaginário humano? Elas acontecem em todas classes sociais, formações religiosas ou intelectuais, atingem todas as raças, povos, sendo uma anomalia global;

Psiquiatria –
Parte da medicina que abrange o estudo e tratamento de doenças mentais. Em algumas clínicas psiquiátricas, foram identificadas pessoas que, salvo algum equívoco inevitável, são portadoras de sintomas típicos aos abduzidos com seqüelas psicológicas graves;

Química –
Ciência que estuda a composição das substâncias, suas propriedades e as leis que regem suas reações, combinações e transformações. Utilizada em variados tipos de análises e testes em amostras, além da importância universal, pois os elementos químicos estão presentes em nós, nosso planeta e no cosmos.

A química teve sua origem graças à alquimia e muita gente se esquece desta verdade pregressa, em que “malucos” pioneiros buscavam cura para as doenças, o elixir da vida, fórmulas mágicas para se transformar qualquer material em ouro, entre outras excentricidades que acabaram se tornando a base da medicina e farmacologia modernas;

Teologia –
Estudo ou tratado das questões religiosas relativas à divindade e a sua relação aos homens. Nem é necessário comentar, não acham? Além destes tópicos, embrenhamo-nos nas doutrinas, textos sagrados, hipnose, parapsicologia, ações e procedimentos militares, serviços secretos, enfim, onde quer que o ser humano tenha se manifestado inteligentemente - ou nem tanto - sempre houve espaço para as pesquisas e descobertas ufológicas.


Por esse motivo, este humilde autor pede desculpas antecipadas por alguma falha ou esquecimento na descrição e relação das áreas de atuação em Ufologia moderna. Estagnação ou Transição?


Hilariante, estimados leitores! Existem pessoas que dizem-se militantes da Ufologia, mas na verdade somente atrapalham, torcem e atuam contra os avanços na área. Se fosse por elas, poderíamos abandonar tudo e retornar a vida simples e corriqueira, à labuta do dia-a-dia, em nossas profissões e trabalhos que nos sustentam e à família, afinal, a pesquisa dos Discos Voadores e seus tripulantes chegou ao limite, não sai mais do lugar e não há mais o que fazer.

Realmente, seria bem mais fácil e conveniente abandonar o navio com esta desculpa, pois somente levamos prejuízos financeiros e nenhum reconhecimento. Ou então, retirar da pauta as pesquisas sérias e deixar caminho livre para fraudes, ufolatria, charlatanismo e messianismo ufológicos. Seria esse o fim de tudo?


Uma visão bitolada e simplista, eu diria. Na verdade, a Ufologia mundial - não somente a nossa - está claramente numa fase de transição e reorganização, onde é necessário separar o joio do trigo, unificar-se, esclarecer e concluir trabalhos e projetos em andamento, difundir-se de maneira definitiva entre o meio acadêmico e ser oficializada.

Isso não será possível a curto prazo, portanto, há muito trabalho pela frente. É uma fase de ajustes, decisões, meditações, reflexões e ações, de onde sairá fortalecida e pronta para seguir em frente. A Ufologia brasileira é uma das melhores e mais eficientes, respeitada no mundo todo.

Faz-se muito com pouco ou nenhum recurso financeiro e some-se a isso nossa precária situação econômica num país em desenvolvimento. Ponto negativo ainda é a falta de união entre ufólogos e as ervas daninhas que sequer merecem atenção, pois fazem de tudo, menos Ufologia. Graças a esta falta de organização dos pesquisadores sérios e isso urge de reformas.Igualmente, muitos cientistas, profissionais de outras áreas e curiosos que absolutamente nada sabem sobre o assunto, dentro de suas limitações ortodoxas e verdadeiras crendices científicas, atacam a Ufologia, como pseudociência (pseudes significa falso!).


Nenhum pesquisador da área pode aceitar este termo, sem explanar sobre ele. Falsa ciência? De modo algum! Ufologia é uma protociência (protos = primeiro, inicial) ou paraciência (para = ao lado).


E quem não entende sobre determinado assunto, deveria, no máximo, ausentar-se de comentários. Exemplificando, se não entendemos nada de geodésia - e por incrível que pareça trata-se uma ciência, que estuda formas e dimensões da Terra -, então como iremos comentar ou opinar sobre a mesma?


Antes de mais nada, se necessário fosse, iríamos estudar e informarmo-nos sobre o assunto antes de qualquer posição. Ética, moral, bom senso e coerência são princípios básicos que se aprende no primeiro ano de graduação, em qualquer universidade.


Não poderia deixar de citar também o papel da mídia, como fonte de desinformação e sensacionalismo dos fatos. Sem generalizar, é claro. A falta de discernimento e conhecimento dos profissionais da área no tema atrapalha muito, faltam estudos e pesquisas para a maioria dos representantes da imprensa.

Por que não cometem gafes em matérias científicas tradicionais? Porque estudam, pesquisam antes, ou ao menos consultam especialistas! Infelizmente, pensa-se em ibope e venda de jornais impressos nestas horas, independentemente da confiabilidade ou credibilidade das fontes.






Ufologia - ciência do futuro.- IV

Deveríamos abandonar as pesquisas e virar as
costas ao fenômeno e casuística?

A sociedade de um modo geral mostra-se aberta e receptiva sobre a presença de outras civilizações pelo cosmos. A mídia influencia a vida e cultura de todos, é como um espelho para muita gente. Noticiários deveriam se preocupar mais com as informações reais e fundamentadas da Ufologia, deixando de lado, finalmente, a mistificação e negligência que se fazem presentes ainda nos dias atuais.

Mais lamentável ainda é o que presenciamos há pouco tempo, quando um amigo ufólogo que possui o maior acervo de informações sobre a disciplina no país, repassou excelentes materiais para um jornalista de um importante jornal impresso de ampla circulação.

O profissional dizia-se interessado no assunto e pedia material sério e confiável para publicação. Resultado: acabou não utilizando quase nada enviado e ainda acabou caindo no sensacionalismo de sempre. Este é somente um caso, existem muitos, inclusive de grandes emissoras de TV que mostram filmagens e imagens de UFOs sem sequer informar a fonte, que geralmente é de algum ufólogo, que gentilmente cedeu as imagens.

Concluímos que muitas matérias boas são moldadas pelos jornalistas antes da veiculação, e como adoram o sensacionalismo na Ufologia, vertem para este lado. Talvez seja exatamente por este motivo que muita gente de peso, como cientistas e pessoas públicas bem informadas evitam falar sobre UFOs.

Mudanças devem ser cobradas neste setor, através da boa informação, conscientização e parcerias produtivas com os meios de comunicação, com prioridade aos profissionais idôneos e realmente interessados em fatos reais. Aos poucos e efetivamente, sem tréguas, chegaremos ao objetivo sugerido neste artigo, não há dúvidas.

Como citado anteriormente, trata-se de uma multi e interdisciplina, ainda jovem, descobrindo-se como tal e percebendo a necessidade de crescer, amadurecer, profissionalizar-se. Depois de reconhecida e aceitada pela comunidade científica moderna, a Ufologia pode se ramificar em novas e revolucionárias vertentes científicas.

Assim como já existem a astrofísica, exobiologia, exopaleontologia, por exemplo, poderão surgir especialidades do tipo exoantropologia, exopsicologia. exozoologia, exomedicina e por esses caminhos adentro. Acontecerá como no passado, onde o termo ciências se ramificou em tantas especialidades atuais.

Isso é estagnação? Quem ainda apostar no fim da Ufologia, depois de tanta elucidação de metas e compromissos, pode procurar outra coisa para fazer, de fato. Contanto que deixem os que continuarão atarefados em paz e concentrados nestes projetos.

Saibam que estamos todos participando de uma gestação, uma fase embrionária que dará a luz às ciências ufológicas e mundiais do futuro. As ciências atuais estão caminhando e comprovando o que muitos ufólogos defendiam, teorizavam há décadas! Como os wormholes (buracos de minhoca), teoria das cordas (universos paralelos), velocidades superiores a da luz, teletransporte, enfim, genética, implantes, etc...


Acobertamento, questão vital.
Já nos anos
20 do século passado temos registros de pessoas idôneas que procuravam as autoridades para tentar repassar informações sobre os perigos da energia nuclear para fins bélicos e os efeitos da poluição desenfreada, relatando que foram alertadas por seres extraplanetários.

Interessante salientar que não havia sequer noção do que era esta tal energia entre a população civil antes de Hiroshima e Nagasaki (1945), e muito menos no que poderiam resultar os poluentes na atmosfera e superfície terrestre. Começaram a ser taxadas propositalmente de mentirosas, loucas, inconsequentes.

Hoje em dia sabe-se que por essa época se começava o chamado acobertamento, a desinformação, porque foram alguns governantes, cientistas e militares que começaram a acusar essas pessoas de insanidade, de mentirosas e a população absorveu, sem questionar. Alguns governos começaram a investigar o que estava acontecendo e perceberam que os UFOs eram reais e que provavelmente não eram terrestres.

A partir daí, quem falava em Disco Voador era totalmente ridicularizado. Isso fez com que todos tivessem medo de contar suas experiências, guardando tudo apenas em família, mesmo assim com muito cuidado. Na própria constituição americana, existe um artigo dos anos 60 determinando o isolamento e a quarentena de qualquer cidadão suspeito de ter tido contato próximo com um UFO, sem haver necessidade de ordem judicial ou mandado de busca e prisão (como se faz atualmente com algum suspeito de terrorismo).

Ora, mas por que isso se Discos Voadores não existem? Obviamente todos nós sabemos da política de acobertamento mundial, não é necessário exemplificar e relembrar tantos casos envolvendo autoridades e o sigilo ufológico perante a humanidade, os governos mundiais estão conscientes e aceitam o fenômeno UFO. Contudo, algumas questões vêm sempre à tona e é sobre elas que pretendemos explanar:Quais seriam os grandes motivos para o acobertamento? Por que não se fala tudo o que se sabe, afinal? Por que não abrem o jogo?

1) Na modesta opinião deste autor, o principal motivo para a continuidade destas mentiras hoje em dia é a imensa bola de neve que isto se tornou. A questão é: por onde começar a contar a verdade? Como? Quais seriam os efeitos políticos e militares perante a população revoltada com tantas mentiras assumidas publicamente? Quem pagaria e responderia judicialmente por isso, quem seria culpado?

2) A vulnerabilidade norte-americana. Isso foi exposto ao mundo em 11 de setembro de 2001, todos viram que os EUA não é indestrutível nem invencível. Isso foi uma desmoralização ao controle norte-americano sobre o mundo.

3) A fragilidade mundial perante os UFOs. Imaginem os principais líderes mundiais numa rede internacional de rádio e TV, assumindo publicamente a realidade extraterrestre! Imaginem Barack Obama, falando aos americanos e ao resto do planeta: “-Olha, é tudo verdade.

Os extraterrestres existem realmente, pilotam suas naves entrando e saindo da Terra na hora em que quiserem e nós não podemos fazer nada. Nada pode detê-los, não há leis que proíbam ets de viajarem por nosso espaço aéreo e mesmo que houvesse, quem iria impor isso a eles???”
O que mudaria caso fosse aceita oficialmente a presença alienígena?

Parece que muita coisa. Para a Igreja (religião), nós fomos criados à imagem e semelhança de Deus (Criacionismo) e pronto, é isso. Com a aceitação da Ufologia, nós, na verdade, poderíamos ter a confirmação de que somos frutos de um processo de colonização como nós mesmos estamos começando a fazer, indo a outros planetas e, no futuro, começaremos a gerar ou recriar vida em outros orbes.

Nós mesmos teremos que migrar para outros planetas devido à superpopulação. Ou resultado de algum tipo de experimento genético, igualmente como já estamos fazendo com animais e plantas (clones e trangênicos). Isso acertaria em cheio a Igreja, além de outros fatores.

Para a Ciência, somos frutos da evolução natural das espécies (Evolucionismo), isso nos coloca como resultado do acaso, aconteceu o ser humano e é só. Surgir uma célula pensante e consciente (ser humano) é algo que coloca quase em xeque a teoria evolucionista. Não há como o macaco, somente pela ação da natureza, descer da árvore e sair pensando, do nada.

O próprio Charles Darwin assumia humilde e sabiamente a existência de lacunas em sua obra. Seria o humano uma aberração genética, causada por mutações muito rápidas e em séries? Somente nós somos conscientes e sabemos disso, as outras espécies do planeta não. Ou fomos gerados a partir de testes científicos realizados por cientistas não terrestres.

Isso daria um belo nó e uma rasteira na Ciência como ainda a conhecemos de modo geral. E, claro, questões militares, afinal, ficariam sem sentido as guerras, equipamentos bélicos, armas, divisões imaginárias entre países, domínio de uns sobre os outros (para que tudo isso se somos uma só nação, uma só civilização chamada Humanidade?).

Acabaria até o sentido do dinheiro, pois por que não produzirmos única e exclusivamente para sermos então iguais, fornecendo tecnologia, saúde e alimentação a todos, se é de todos? Isso traria uma evolução real à Humanidade e isso governantes, militares e magnatas não vão permitir. Preferem gastar bilhões de dólares combatendo os pobres (não a pobreza), em armas, projetos de guerra e jogando esse “lixo intelectual” que nós vemos todos os dias na TV justamente para continuarmos na ignorância e dependentes.

Conseguiram perceber por que há tanta necessidade de se ocultar o fenômeno UFO por parte de nossas autoridades? Negar a presença extraterrestre é negar a verdade e fazer com que a mentira, a falsidade e a tirania nunca tenham fim. Aquilo que chamamos erroneamente de Humanidade apenas parte de algo mais complexo, espalhado pelo Cosmos.

Compreender isso pode ser a chave para entendermos nosso comportamento e o dos seres extraterrestres, dimensionais, qualquer que seja o local de onde possam originar-se. Não adquirimos a maturidade suficiente para respeitar e ser respeitados e, por causa disso, não passaremos de um grande laboratório para sermos estudados, analisados. E se não nos cuidarmos ou não acordarmos logo, poderemos descobrir tarde demais que a vida terrestre não vale nada e que tão cedo não teremos chances de participar da elite cósmica
.

Em busca da liberdade de informações.
Muitos países que já reconheceram a gravidade e realidade do problema, como Chile, Bélgica, Espanha, Uruguai, China, França, Inglaterra, Dinamarca, Canadá, entre outros, buscam agora, através dos ufólogos e simpatizantes, maneiras fidedignas e sob o manto da lei de resgatar e divulgar documentos sigilosos relativos à presença extraterrestre, de maneira efetiva e definitiva.

Aqui no Brasil, a retomada da campanha
UFOs: Liberdade de Informação Já mostra o caminho legal e sob os parâmetros da lei para ações legítimas contra parte do acobertamento imposto por nossos governantes. Agora está estruturada em cima de uma petição oficial ao Governo Federal, entregue aos titulares da Comissão de Averiguação e Análise de Informações Sigilosas (CAAIS), pedindo formalmente o fim do acobertamento ufológico em nosso país, com base na lei número 11.111/2005.

Resultados e novidades começaram a surgir, graças a Ufologia de qualidade, que está diversificando seus ramos de estudo pela própria necessidade de entendimento do fenômeno, mas que nunca abandonou seu trabalho investigativo. É este tipo de estudo concatenado e dinâmico que mostra, agora, seus resultados e derruba mais uma parede do acobertamento. Veja detalhes e saiba tudo sobre a fase 2009 da campanha clicando ao lado:
A TÃO ESPERADA ABERTURA UFOLÓGICA BRASILEIRA JÁ COMEÇOU .



Ufologia - ciência do futuro.- V

Antes intransponíveis, algumas barreiras
começam a ser superadas

“Quando uma documentação mostra que há vários de nós que trabalham para a abertura do assunto, devemos debater, questionar e compartilhar informações. E, assim, mais pessoas compartilharão suas experiências e logo o assunto virá à tona". (Dra. Ruth Hover, Ph.D. em Psicologia).

O que era fantasia, mostra-se provável. O que era delírio e psicopatologia, revela-se como uma grata possibilidade, um trampolim para o futuro das pesquisas em todos os campos da humanidade. O fim revela-se como um gigantesco princípio. Como sempre digo aos amigos: “Vamos em frente!”.

http://www.ufo.com.br/index.php?arquivo=notComp.php&id=4151

As hipóteses sobre atividades alienígenas na Terra.

Paulo Rogério Alves
O que os extraterrestres buscam em nosso planeta e na espécie humana?
Uma análise da questão à luz de novas hipóteses de trabalho
Resistiríamos à tentação de abduzir alguns
espécimes de uma nova forma de vida em outro planeta,
como fazemos com nossos animais terrestres?



A idéia deste texto é fazer uma pequena análise dos motivos que existem por trás das chamadas abduções. Mas antes de entrarmos diretamente neste assunto, é interessante olharmos um pouco melhor este importante aspecto do Fenômeno UFO. Primeiramente, o que é uma abdução?

No dicionário Aurélio encontramos a seguinte definição: “Rapto com violência, fraude ou sedução”. Já no meio ufológico definimos como abdução os relatos de pessoas que afirmam ter sido levadas para o interior de naves extraterrestres, sem seu consentimento ou por persuasão.

Muitas vezes, as vítimas passam por algum tipo de experiência a bordo dos veículos, na maioria das vezes traumáticas. Também há alguns casos onde as incursões são feitas na própria casa e até na cama do abduzido. Como não poderia deixar de ser, esses relatos são abordados pelos pesquisadores de duas maneiras radicais.

Uma delas afirma que existe explicação científica e simples para todos esses casos, enquanto a outra garante que só a única resolução é a ação de alienígenas. Aqueles que defendem a explicação científica das abduções têm várias teorias para apresentar, que vão desde traumas causados nos abduzidos por abusos sexuais na infância até distúrbios no sono, que são capazes de fazer com que uma pessoa confunda sonhos com a realidade, misturando um ao outro e criando uma nova verdade na qual ela acredita sem dúvidas.

No primeiro caso, o relato dos abduzidos seria uma forma de a pessoa exteriorizar seu trauma e o medo que sentiu durante o abuso, na infância, transpondo-o para algo fora do seu controle, assim como a figura alienígena. Outras teorias conjecturam que em seções de hipnose, com hipnotizadores mal intencionados ou preparados, estes acabam por influenciar o hipnotizado, “criando” nele lembranças que na verdade não existem – entre elas, as abduções.

Há muitos casos documentados sobre os fatos ditos acima. Existe um estudo feito pela Força Aérea Norte-Americana (USAF) e pela própria NASA sobre os efeitos da falta de oxigênio no cérebro, que conduz a resultados semelhantes a uma abdução.

Ao se submeter um piloto a ação da poderosa força gravitacional até que perca a consciência, ao voltar a ela seu relato do que passou guarda muita semelhança com aqueles de abdução e experiências de pós-morte. Análises feitas em seções de hipnose também mostram que realmente alguns hipnotizadores conduziam seus pacientes.

E assim por diante. Essa introdução nos mostra que existem relatos de abdução que podem na verdade não ser nada do que parecem. Também não podemos simplesmente pegar o resultado destas experiências e supor que todos os casos de abdução se encaixem nelas, porque são aparentemente iguais, e assim concluir que o rapto por alienígenas não existe. Mas outra atitude equivocada parte daqueles que advogam essa tese. Muitos pesquisadores acreditam em qualquer relato de abdução ou contato com ETs pura e naturalmente, desprezando por completo a possibilidade de que existam casos com explicação convencional.

Para estes, qualquer esclarecimento lógico é contestado porque, em sua forma de ver a verdade, ele seria uma maneira de acobertar a realidade. Agem segundo o ditado de que “quem crê na verdade não precisa de provas, e quem pede provas é porque ainda não enxergou a verdade”. Aí então tudo se torna possível. Mas existe um ditado ainda velho e sábio que diz que “a verdade se encontra no ponto médio entre dois extremos”.


O que se busca mostrar neste artigo é que existem relatos de abdução que realmente são frutos de experiências normais. Mas ainda assim existem também os legítimos raptos por civilizações de outros planetas (ou até mesmo do nosso). Uma circunstância não anula a outra, e as duas situações podem acontecer independentes uma da outra.

Existe um tipo clássico de relato de abdução que ilustra bem o que estamos argumentando. Vamos apresentar um relato genérico deste fenômeno e depois analisar explicações encontradas. Inicialmente, é importante se dizer que as narrativas de abdução existem desde tempos mais remotos, na idade média e talvez até antes.

O único fator que muda nesses casos é o abdutor, mas a maneira como o abduzido é abordado e como se processa a abdução continuam as mesmas. Primeiro, uma luz invade o ambiente em que o abduzido está e ele é paralisado, às vezes fica horrorizado e, sem poder se mexer, consegue apenas observar e entender o que está acontecendo a sua volta.

Geralmente vê seres estranhos fazerem experiências com seu corpo e, apesar da dor, nada pode fazer. Nas antigas lendas, eram os demônios que faziam isso para possuir a alma das pessoas. Em alguns lugares da Europa – e curiosamente onde a religião católica não prosperava –, estas lendas contam ainda que bruxas vinham à noite buscar a alma das pessoas, utilizando-se deste método. Nos dias de hoje são supostamente os grays que fazem esse trabalho.

As hipóteses sobre atividades alienígenas na Terra -II

Disturbios, paralisia do sono, traumas e sequelas vindas da infância etc.
Para grande parcela da ciência, abduções não existem

Alguns cientistas encontraram uma explicação realmente satisfatória para estes relatos. Em documentário exibido pelo canal Discovery é explicado que existe um distúrbio do sono que causa paralisia nos movimentos da pessoa, que ocorre geralmente no estágio intermediário entre a vigília e o despertar.

Como ela não está efetivamente acordada, mas também não está dormindo, os sonhos se confundem com a realidade, acontecendo uma mescla entre ambos. E o fato de existirem descrições de diferentes tipos de abdutores é explicado como sendo frutos do subconsciente, sendo que em cada cultura, em cada época, as alucinações assumem formas diferentes.

Em experiências com vítimas deste distúrbio conseguiu-se relatos que foram quase idênticos aos dos abduzidos. Daí a conclusão de uma parcela da comunidade científica de que a abdução não existe. Para ela, todas as pessoas que relataram fatos como estes sofriam, na verdade, de uma doença que existe desde a remota idade media até os dias de hoje.

várias situações podem acontecer conjugadamente,
há que se separar o joio do trigo


Feitas estas pequenas considerações, e admitindo-se que alguns relatos de abdução realmente envolvem raptos e experiências com seres humanos, vamos partir para examinar os motivos que estariam por trás destes fatos. Por que um membro de uma civilização dita superior viria até a Terra para seqüestrar e fazer experiências conosco? Vamos analisar algumas das teorias mais difundidas.
Buscando o ponto médio.
Os ufólogos, por sua vez, atribuem os relatos a abduções feitas por seres de outros planetas ou dimensões, conforme sua corrente de pensamento. Raptam seres humanos com o objetivo principal de fazerem experiências diversas, cujos propósitos ainda nos escapam.

Entre seus métodos, paralisam-nos com um raio de luz sólida que impede de nos movermos, manipulam nossos corpos e depois vão embora. Para validar estas teorias existem os depoimentos de pessoas confiáveis, que afirmam estarem plenamente acordadas quando os fatos se deram.

O mais impressionante é que em alguns casos os abduzidos apresentam marcas no corpo, sem causa conhecida, e até mesmo objetos estranhos implantados em seus organismos. Estas são evidências difíceis de serem causadas por doenças do sono...


A explicação desta vez para a variação entre os tipos de abdutores não é muito diferente da anterior: como o abduzido não reconhece seu algoz, interpreta-o como sua cultura o permite. E por acreditar que está sendo torturado e maltratado, o perpetrador do ato só pode ser alguém hostil – antigamente eram demônios e bruxas os agentes do mal.

Um grande número de ufólogos atribui os atuais relatos, assim como os antigos, a uma espécie de alienígena que teria interesses pouco nobres para conosco, os temidos grays ou “cinzentos”, como exposto. Temos ainda uma outra interpretação para esse fato, feita por algumas correntes de igrejas protestantes.

Para elas, na verdade os UFOs não são naves de outros planetas, mas sim satã e seus seguidores, que estariam voltando à Terra para uma batalha final. Segundo seu entendimento, eles estariam também usando estórias sobre alienígenas maus para afastar o povo cristão da verdade e ajudar, assim, a derrotar Jesus e Deus... Estes demônios se fariam passar por aliens e perverteriam as almas das pessoas durante estas abduções.


Se olharmos com cuidado, veremos que, de fato, a febre de ETs está gerando movimentos que se assemelham a uma nova religião. Algumas correntes defendem até que Jesus tenha sido um extraterrestre, enquanto outras alegam que nem sequer existiu, e que seria apenas uma invenção para se dominar a população.

Mas não vamos entrar nestas questões. Diferentemente das situações anteriores, não existem provas para sustentar estas afirmações e o que as valida mesmo é a fé de cada um. Como vemos, temos o mesmo tipo de relato de abdução sendo utilizado para a defesa de três teorias radicalmente diferentes, sendo que cada um de seus defensores se acha plenamente com razão e, os demais, errados.

Será que alguém está mentindo para acobertar fatos e não divulgar a verdade sobre os alienígenas? Seriam fanáticos seguidores de seitas ufológicas aqueles que tudo fazem para comprovar que os aliens existem? Ou será que algumas religiões temem perder seus seguidores e estão tentando intimidá-los para que não se afastem delas?

O ponto a ser entendido desse questionamento é que várias situações podem acontecer conjugadamente. Ou seja, ao mesmo tempo em que existe uma doença do sono capaz de fazer a pessoa sofrer uma alucinação parecida com uma abdução, um alienígena pode estar efetuando o rapto de um ser humano a título de estudo, e também – por que não? – algum espírito malévolo pode estar atormentando a cabeça de algum pobre coitado...

O que não se pode fazer é partir de um único exemplo e generalizar sua aplicação a todos os relatos de abdução, ignorando seus detalhes porque não condizem com o que acreditamos. Temos que estudar cada caso e separar o joio do trigo, porque, é claro, também existem os enganadores que se aproveitam da boa-fé alheia apenas para obter lucro material.

As hipóteses sobre atividades alienígenas na Terra -III

Viajantes do tempo:
hipótese não descartada por completo




Muitos dos ETs que nos abordam, durante abduções ou não, referem-se claramente a cataclismos futuros e nos advertem quanto à maneira como tratamos o planeta e nossos semelhantes. De qualquer forma, estes seres não seriam ruins, nem estariam nos abduzindo por hostilidade, mas sim para nos ajudar, mesmo que não compreendamos e nos revoltemos com sua atitude de nos seqüestrarem e fazerem conosco suas experiências, ainda que isso não vise nos prejudicar.


Implantação de vida e capacitação de seu desenvolvimento.
Para entender qual civilização extraterrestre seria a responsável pelas abduções, de acordo com esta segunda teoria, vamos antes fazer alguns comentários sobre descobrimentos de nossa própria ciência. Isso nos ajudará a perceber fatos que podem acontecer, e usamos como exemplo dois acontecimentos publicados pela Agência Estado e a revista Istoé, ambos em 1999.


A primeira reportagem tratava de experiências com comunicação entre seres humanos e macacos. Isto não é fato novo. Há muito tempo cientistas tentam este tipo de estudo, desde a gorila Koko, que já era capaz de entender uma forma de comunicação com sinais, algo parecido com a linguagem dos surdos-mudos.

Porém, desta vez as experiências nos mostraram algo novo: a linguagem usada nos testes foi falada e não através de sinais. Como antes com a gorila, agora também os pesquisadores provam que os animais não repetem apenas sons, como fazem os papagaios, mas são capazes de expressar sentimento e vontade, constroem frases e realmente compreendem o que estão dizendo.

Esta experiência foi realizada com duas gerações de macacos, a mãe e sua filha, e a segunda já era capaz de reconhecer mais palavras que a primeira. O que mais surpreendeu os pesquisadores foi que, quando a mais nova também teve sua cria, ela passou a ensinar-lhe o que aprendeu. Em pouco tempo, ele já apresentava a mesma capacidade de comunicação que a mãe!

A conclusão dos pesquisadores é de que a consciência é genética, ou seja, dentro de alguns milhares de anos podemos ter outra espécie de primata evoluindo para patamares próximos ao nosso. A segunda matéria foi sobre a descoberta do chamado “gene da inteligência”, responsável pela capacidade de aprendizado e armazenamento de informações, segundo o grupo de cientistas que o descobriu.

Quando foram realizados testes com ratos de laboratório, aqueles que tinham sua carga genética alterada aprendiam a sair de um labirinto na metade do tempo que os ratos normais, e guardavam esta informação por muito mais tempo. Não se sabe ainda se esta mesma alteração teria efeito igual nos seres humanos, mas a mera possibilidade já faz os cientistas do projeto teorizarem que poderiam encontrar a cura para alguns tipos de demência e deficiências mentais.

Claro, todos sabemos que antes de se testar isso nos humanos as próximas cobaias serão os chimpanzés, porque são os primatas mais próximos de nós. Juntando um fato com outro, vemos que a capacidade de se desenvolver a consciência e a comunicação, mais uma ajuda proveniente de uma alteração genética, pode adiantar muito o processo evolutivo de uma espécie. Agora, suponhamos que isto seja feito e que outro primata evolua e ganhe consciência mais ou menos igual a que tínhamos há uns quatro ou
5.000 anos, e comece a interagir conscientemente com nossa sociedade atual. Vamos agora usar essas informações em beneficio de nossa teorização.

Pensemos por um instante que uma irresponsabilidade de nossa humanidade – coisa muito mais que provável – gere uma guerra de proporções apocalípticas daqui a alguns anos. E que esse cataclismo dizime quase toda a população terrestre, sobrevivendo apenas algumas espécies de macacos.

Ou mesmo que uma praga letal destrua o ser humano e resulte inofensiva para os primatas. Como será que depois de
4.000
mil anos de evolução estes macacos, que poderiam então constituir uma sociedade organizada, nos enxergariam? Será que em suas futuras lendas nós seríamos os deuses que rasgavam o céu com carruagens de fogo, tal como nossos antepassados bíblicos e hindus viam os UFOs de então?

Provavelmente seríamos para eles seres mitológicos, que brigavam em guerras controlando raios e trovões. Ou ainda os tais gigantes que andavam pela terra e que um dia subiram aos céus, como hoje nós vemos certos registros bíblicos. O que pensariam estes futurísticos primatas sobre nossas curas milagrosas, em que não morríamos? Sobre possuirmos leis que, mesmo se desobedecidas, não nos traziam castigos?

As hipóteses sobre atividades alienígenas na Terra -IV

Seriamos para eles seres mitológicos, que brigavam
em guerras controlando raios e trovões



São interessantes hipóteses, e muito menos fictícias do que imaginamos. O que parece apenas um exercício de ficção científica, para muitos é algo em que acreditam com naturalidade. Existe uma corrente de pensamento dentro da Ufologia que defende que há muitos milhares de anos existiu na Terra uma sociedade mais avançada do que a presente, e que nós somos os macacos daquela civilização.

Aquela sociedade já possuía a capacidade de viajar pelas estrelas, tendo postos espalhados pelo sistema solar, talvez na Lua ou em Marte, já que estes orbes têm estranhos vestígios de terem sido usados com essa finalidade. Tal corrente crê ainda que, depois de ter praticamente destruído nosso planeta, tal civilização busca reconstruí-lo e acompanhar o progresso que estamos fazendo hoje.

Segundo essa teoria, a abdução seria apenas uma continuidade das experiências deste povo, usando-nos como cobaias para atingirem seus objetivos e acompanhando nosso desenvolvimento para, de vez em quando, darem um empurrão na natureza. Talvez estejam nos preparando para termos o mesmo nível de consciência que eles. Ação de militares e cientistas.


Esta é realmente uma hipótese diferente das anteriores, que tem uma grande quantidade de seguidores e se baseia principalmente nas teorias conspiratórias vigentes. Segundo ela, na verdade as abduções não seriam feitas por extraterrestres, mas seriam experiências conduzidas por cientistas tão terrestres como qualquer um de nós.

Segundo advogam os defensores dessa hipótese, governos de países mais desenvolvidos, como os Estados Unidos, por exemplo, estariam conduzindo testes secretos com seres humanos nos mesmos moldes das abduções, que devem ser escondidas por variados motivos.

Talvez por serem parte de pesquisas polêmicas e antiéticas, como a clonagem, criação de super soldados ou o desenvolvimento de algum vírus para fins bélicos, ou pelas terríveis conseqüências que poderiam ocasionar às cobaias humanas – neste caso, o abduzido passa a receber um título mais apropriado.


Estas, tranqüilizadas de alguma forma por ação de gases, luzes, microondas ou energias ainda não conhecidas pelos simples mortais, são levadas para laboratórios afastados e submetidas a testes e experiências diversas. Depois são devolvidas sem que nada lhe seja contado, é claro. Às vezes com uma seqüela aqui e ali, mas elas jamais saberão quem as causou.

O problema dessas operações é que, se viessem a público, seria um escândalo avassalador. Por isso, os perpetradores de tais atos precisariam criar algo para distrair as vítimas e desfigurar a verdade em suas mentes. Por que não colocar a culpa em ETs?

Segundo essa teoria, quando os relatos de raptos alienígenas começaram a aparecer em maior número na imprensa, nos anos
60
, os responsáveis pelas inescrupulosas experiências logo viram que se tratavam de obras suas. Algumas pessoas se recordavam delas, porém com memórias destorcidas pelo efeito dos métodos usados pelos perpetradores.

Para as vítimas, seus captores teriam que ser de outro planeta. Isso era o que os verdadeiros responsáveis pelos atos mais queriam: ter todo mundo culpando os ETs por suas experiências, que poderiam seguir calmamente seu curso. Isso pode até parecer um absurdo, mas, olhando-se friamente, há uma lógica nessa hipótese.

Pode-se argumentar que um governo decente não fizesse isso com seus próprios cidadãos, mas a resposta é fácil de ser encontrada e não está muito longe de nossos olhos. Basta conhecermos certos programas científico-militares dos Estados Unidos nas décadas de
50 e 60
para vermos o que faziam com os efeitos da radiação.

Nestas épocas haviam os chamados “caubóis atômicos”, pobres coitados que eram cobaias em experiências feitas para se conhecer as conseqüências da radiatividade residual de explosões nucleares em pessoas, criações de gados e plantações. Uma bomba atômica de baixa potência era detonada em um local predeterminado, o solo era preparado e alguns caubóis eram responsáveis em levar o gado para pastar nesta área. Resultado: tanto o gado como os seres humanos desenvolveram câncer e morreram, ou estão morrendo de forma no mínimo desumana.

As hipóteses sobre atividades alienígenas na Terra -V

Entre as hipóteses, as abduções seriam conduzidas
por cientistas bem terrestres, sob comando militar.



Este fato foi escondido durante muito tempo pelo governo norte-americano, até que o então presidente Bill Clinton denunciou estas experiências e pediu perdão à população em cadeia nacional de rádio e tevê. Essa é apenas uma das muitas operações militares realizadas por aquele país, que acabou sendo admitida.

Há muitas outras que jamais serão, o que se constitui num forte indício de que essa hipótese não é tão impossível assim. Se realmente algum governo faz estas experiências, e se também aceitarmos que os alienígenas executam suas próprias abduções, os primeiros podem estar se escondendo atrás destes, aumentando mais ainda a confusão na cabeça das pessoas. Necessidade de material genético humano.


Continuando na linha das hipóteses fermentadas em meio a veias conspiratórias, a próxima é quem sabe a que tenha mais seguidores. Talvez porque se pareça muito com enredos de filmes de ficção científica, ou porque desejamos muito que nossa vida seja parecida com um romance.


Vamos começar a analisar esta teoria com uma pequena história. Há algum tempo atrás, os EUA confirmaram que estávamos sendo visitados por seres de outros planetas, mas como não tinham certeza dos motivos de nossos visitantes, mantiveram isso em segredo até que novas informações fossem obtidas.

Num dado momento, no entanto, conseguiram abater uma das naves alienígenas que singravam os céus e a forçaram a descer na Terra, capturando alguns dos sobreviventes (será que foi isso que aconteceu em Roswell?). Inicialmente, a idéia era expor o acontecido à população, mas logo apareceram os amigos dos primeiros abatidos, pouco satisfeitos com o fato, e convocaram uma reunião com os norte-americanos.

Nela, com a presença do alto comando e talvez até do presidente, foi feito um pacto entre a civilização alienígena prejudicada com o abate e o governo dos Estados Unidos. Um dos primeiros ufólogos a falar nisso foi justamente o norte-americano Milton William Cooper, cujo artigo "Os UFOs e a Nova Ordem Mundial" foi publicado na edição 10 de UFO, em 1988.

Segundo essa teoria, durante a reunião entre aliens e militares ficou estabelecida uma permuta. Em troca de informações e tecnologia superior a de qualquer outra nação da Terra, que os ETs forneceriam aos norte-americanos, a eles seria permitido abduzirem e fazerem as experiências que bem entendessem com qualquer ser humano.

Todo o acobertamento necessário às suas operações seria fornecido pelos próprios Estado Unidos. Parece uma grande elucubração essa hipótese, mas é imensamente popular em todo o mundo. Resta perguntarmos qual seria a necessidade destas abduções com salvo-conduto. É sobre esta resposta que temos várias divisões na comunidade ufológica mundial.


Um segmento, que é justamente o que chama estes extraterrestres de grays, crê que os visitantes sejam de uma raça que evoluiu muito tecnologicamente, só que no processo perdeu seus sentimentos. Eles fariam experiências com os seres humanos para conseguir recuperar a capacidade de reaver as sensações que perderam.

Outro segmento alega que, na verdade, os cinzas nos usam como forma de alimento, retirando líquidos e fluídos corpóreos de nossos corpos por não terem mais sistema digestivo. Fantasia? Ainda temos aqueles que acreditam que estes ETs façam experiências genéticas conosco para criação de seres híbridos, que seriam necessários à sua raça moribunda, ou a uma futura adaptação dela para poderem um dia colonizar a Terra.


Há também aqueles que afirmam que os grays são assexuados e a única maneira de se reproduzirem é através da clonagem, razão pela qual coletam material genético dos seres humanos. Variações dessa teoria acreditam ainda que tal material genético seria necessário para se mesclar ao deles, mas que antes precisaria passar por algumas melhorias.

Há outras idéias a respeito, mas já chegamos no ponto desejado para comentar a hipótese de forma geral. Essas teorias são cabíveis? Bem, a parte que envolve um suposto acordo entre EUA e extraterrestres talvez careça da consistência necessária para um exame mínimo.


Porém, quanto a se usar seres humanos para fins genéticos, essa é outra história, que vamos analisar friamente, bastando comparar tal suposição com o que nós próprios estamos fazendo hoje, em nosso planeta.


O ser humano busca como nunca prolongar seu tempo de vida, desenvolvendo novos transplantes de órgãos que nos dão uma vida mais longa e melhor. Mas para isso precisamos de doadores (vivos ou mortos), e eles também são seres humanos.

A necessidade de órgãos muitas vezes dá até abertura para o tráfego de órgãos, seqüestro de crianças e coisas impensáveis. O rim de um adolescente custa no mercado negro norte-americana perto de
250
mil dólares. Mas qual é a solução mais viável para este problema?

Atualmente são duas as principais: a fabricação de órgãos através de técnicas de engenharia genética, que permitem cópia apenas de partes específicas do corpo humano, ou a que já estamos fazendo há muito tempo, a criação de porcos que possam ser repositórios de órgãos para nós.

Apesar de parecer extremamente diferente de nós, o porco é o animal que tem o menor fator de rejeição de seus órgãos pelo corpo humano – menor até que o de macacos, que aparentemente seriam os mais prováveis.


Cientistas desenvolvem raças de porcos dos quais, em pouco tempo, poderão ser retirados coração e rins para transplante em humanos. Bem, fazemos algo bem parecido com o defendido nesta teoria, mas um fato ainda tem que ser melhor explicado.

As hipóteses sobre atividades alienígenas na Terra -VI

Reuniões entre aliens e militares fazem
parte das teorias conspiratórias



Se os grays são assim tão avançados quanto pensamos, e conhecem tão bem a biologia e a engenharia genética para fazerem clonagens perfeitas, além de terem a tecnologia suficiente para viajarem distâncias hoje inimagináveis, por que precisariam de animais inferiores como nós como fontes de órgãos?

Com certeza, de tão avançados, não existe o que eles precisam que não possam os próprios produzir. Se são capazes de manipular o DNA, o tempo e o ainda espaço, não é plausível que não consigam resolver problemas que nós mesmos, hoje, já estamos resolvendo. Enfim, a hipótese é tentadora, mas falta uma peça neste quebra-cabeças.

A hipótese de que somos animais inferiores.
Como fizemos antes, vamos novamente recorrer a uma pequena comparação com nossa sociedade para entendermos melhor esta outra teoria. Este entendimento é base para a teoria que aqui apresentamos. Os seres humanos, desde que se destacam dos outros seres vivos, se consideram superiores.

“Deus fez o homem a sua imagem e semelhança”, está na Bíblia. “Deus colocou os animais na Terra para nos servir”, idem. Nós mesmos nos consideramos superiores uns aos outros, usamos e abusamos de outros seres – e até mesmo de outros humanos – com a justificativa que é para um abstrato “bem maior”.

Prendemos ursos em gaiolas na China e extraímos sua bílis para o processamento de um remédio que não temos certeza se funciona. Tiramos os olhos do boto cor-de-rosa para servir de amuletos contra azar. Arrancamos a machadadas a mão de gorilas para servirem de cinzeiros sofisticados.

Exterminamos e quase extinguimos os elefantes apenas para ter lucro financeiro com suas presas de marfim, e fazemos o mesmo com baleias, que dão uma suculenta sopa. E muito mais! Ainda assim, nos consideramos mais evoluídos que nossos reféns!

Há aquelas outras situações em que pessoas bem-intencionadas buscam ajudar certas espécies de animais, impedindo-as de serem exterminadas. Mas mesmo sem querer prejudicá-los, ainda assim interferem em sua sociedade, em sua vida. É para um bem a estes animais que se faz isso, mas será que eles também pensam assim?

Se o homem conclui que num determinado local há poucos elefantes, basta tirar uns bichos de onde há abundância e colocá-los onde falta. Quando uma espécie passa dos limites e se reproduz demasiadamente, é só introduzir métodos anticoncepcionais pra controlar sua volúpia.

Se uma raça está em perigo de extinção, pegamos seu sêmen e óvulos e congelamos, para usá-los mais tarde. Claro, em nenhum desses casos perguntamos aos animais se eles querem ou permitem que façamos tais coisas. Afinal de contas, por mais evoluídos que sejamos em relação a eles, ainda não temos capacidade de comunicação com essas espécies.

E se tivéssemos, será que eles entenderiam por que queremos controlar sua população, evitar sua extinção ou melhorar sua vida? Ou ainda, será que eles achariam essas coisas tão importantes como nós? Ora, somos tão superiores que sabemos o que é melhor para eles, entendemos o mundo muito melhor e a opinião deles não interessa mesmo...

Fazemos o que fazemos com animais que repartem o mesmo planeta conosco mas, quando falamos em abdução, o tema nos revolta. Somos abdutores por excelência durante toda nossa existência, basta que se veja qualquer documentário sobre o mundo animal. Esse é o ponto da questão.

E se olharmos um pouco mais longe, mais para cima ou na direção do espaço, faremos outras descobertas e encontraremos novas possibilidades de vida. A julgar pelo que descobriremos, no entanto, talvez vejamos seres supostamente mais avançados que agem muitas vezes tão primitivamente quanto nós.

Ou cujas ações, por mais bem-intencionadas que sejam, não nos é compreendida. Se é que estas ações são tão benévolas quanto gostaríamos que fossem... Vamos imaginar por um momento que a raça humana foi a primeira em todo o universo a adquirir consciência.

Estamos desesperadamente procurando por outras formas de vida lá fora, sendo que a ciência já admite que formas de vidas mais simples possam viver em alguns planetas ou luas de nosso próprio Sistema Solar. Alguns estudos dizem que em ambientes parecidos com o terrestre a vida pode se desenvolver até chegar a produzir seres mais complexos, assim como aqui.

E imaginemos que consigamos encontrar planetas que já tenham vida em determinados estágios e em constante evolução, seja sozinha ou com um empurrão tecnológico de nossa parte. Será que resistiríamos à tentação de abduzir alguns espécimes dessa nova forma de vida, como fazemos com nossos animais terrestres?

Não tenho dúvidas que isso é mais do que uma possibilidade. Numa analogia muito apropriada, será que antes de nós não existiu outra civilização, que pudesse ter passado por um processo parecido com o nosso e que, na busca por conhecimento, tenha descoberto nosso mundo em seu “começo de carreira”?

Não teríamos nessa uma explicação mais plausível para os relatos de abdução? Como em nossa sociedade existem várias motivações para abduções internas, elas também estariam presentes nas atividades de civilizações mais avançadas. Mas se a abdução existe, e isso é fato, deve ter uma razão.
Nossos visitantes não viriam até aqui apenas para brincar e perturbar o ser humano.

No entanto, talvez os motivos das abduções sejam mais simples do que imaginamos ou, em certos casos, do que queremos. Nossos abdutores podem apenas e simplesmente estarem vivendo sua vida como bem entendem, fazendo aquilo que acham certo, e no processo acabam interferindo em nossa sociedade da mesma forma como nós interferimos na dos animais que estudamos.

Talvez nossos visitantes espaciais tenham as mesmas dúvidas e anseios que nós: o que somos, de onde viemos e para onde vamos. Por que deveríamos achar que eles detêm o segredo da vida e da existência? Se assim fosse, de nada serviriam as abduções.

Enfim, é possível que estejamos atribuindo a eles uma divindade tal qual um indígena que nunca viu a civilização atribui a nós. Pode ser muito mais glamurosos nos acharmos uma peça importante dentro do esquema universal, e tal importância se reflete em sermos usados em abduções para uma finalidade significativa.

As hipóteses sobre atividades alienígenas na Terra -VII

Os motivos das abduções podem ser mais simples e
menos glamouroso do que gostaríamos


Mas a realidade pode ser outra. E sermos apenas uma ínfima engrenagem numa gigantesca máquina cósmica parece ter muito menos charme, encanto, ainda que esse cenário se aproxime mais da verdade. Por fim, as abduções talvez não sejam absolutamente nada diferente do que fazemos aqui na Terra: busca por conhecimento e resposta de perguntas que não conseguimos encontrar em nós mesmos. E esses ETs, em vez de deuses ou demônios, podem simplesmente ser nossos irmãos mais velhos. Um espelho do que podemos um dia nos tornar.

ttp://www.ufo.com.br/index.php?arquivo=notComp.php&id=4168

Dr. Luciano Stancka: a psiquiatria na Ufologia

A psiquiatria tem boas ferramentas para lidar com a casuística ufológica, mas seu uso deve ser responsável
Equipe UFO
A psicanálise pode ser um instrumento de ajuda na compreensão
e atenuação da situação inusitada vivida pelo indivíduo abduzido

A Ufologia pode não ser uma ciência, como alegam aqueles que não reconhecem o assunto como merecedor de atenção. Mas constantemente emprega recursos estabelecidos e amplamente usados por variadas disciplinas científicas em seu trabalho. Geografia, química, física, sociologia, psicologia, história, medicina e várias outras áreas têm seus recursos “emprestados” pelos ufólogos em suas investigações.

Afinal, o Fenômeno UFO se manifesta em nosso meio ambiente e interage com seres humanos, que são objetos de estudo das citadas ciências. Entre elas, a psiquiatria desempenha papel de fundamental e crescente importância, não somente ajudando na determinação de padrões de ocorrências ufológicas – especialmente as abduções –, mas também no tratamento de eventuais traumas adquiridos pelas testemunhas e abduzidos após seus encontros com aliens.

Dr. Luciano Stancka: a psiquiatria na Ufologia -II

Em nosso país, o emprego da psicologia e psiquiatria na investigação ufológica ainda é embrionário, ao contrário dos Estados Unidos, onde já são empregadas há décadas. Mas o avanço da associação da Ufologia com tais disciplinas aumenta rapidamente com a adesão de um número crescente de profissionais destas áreas, que passam a encarar o assunto com a seriedade que ele exige.

Entre os pioneiros a fazê-lo está o médico psicossomático, ortomolecular e acupunturista Luciano Stancka e Silva, que trabalha na Clínica Hiperbárica de São Paulo e exerce suas atividades em consultório particular na capital paulista. Luciano é consultor de UFO há mais de
15
anos e já tratou de várias testemunhas de manifestações ufológicas – algumas das quais se diziam abduzidas.

Estas tinham sintomas clínicos e psicológicos relevantes, que comprometiam a normalidade de seu dia-a-dia. Seu trabalho é reconhecido em todo o país e tem proporcionado subsídios à compreensão dos mecanismos de interação de UFOs com as pessoas. “A psiquiatria tem boas ferramentas para lidar com a casuística ufológica, mas seu uso deve ser responsável. Especialmente no caso de tratamentos a pessoas traumatizadas após experiências marcantes”, afirma Luciano.Ele é o nosso entrevistado nessa matéria.

UFO — Como exatamente a psicanálise pode ajudar na compreensão dos mecanismos de contato entre seres humanos e extraterrestres?
Stancka — Psicanálise é a parte da psicologia que, através de métodos de investigação e análise, procura descobrir no inconsciente das pessoas as tendências, desejos e manifestações que perturbam suas mentes, trazendo à luz da consciência esses fatores perturbadores e revelando-os para que possam ser tratados com a psicoterapia.

Como é um método tradicional de estudo e tratamento de distúrbios psíquicos e traumáticos, a psicanálise pode ser um instrumento de ajuda na compreensão e atenuação da situação inusitada vivida pelo indivíduo abduzido, que se sente inseguro e invadido, que apresenta sonhos desconexos e aterrorizantes – além de manifestações físicas desagradáveis, como enjôo, diarréia, vertigens, tonturas, sensações de calor, frio, formigamento, lapsos de memória etc, muito comuns a experiências do gênero.

Dr. Luciano Stancka: a psiquiatria na Ufologia -III

Procedimentos com muita responsabilidade e cuidados

UFO — Como funciona o procedimento médico em casos em que há suspeita de abdução por extraterrestres?
Stancka —
Assemelha-se ao procedimento médico clássico de abordagem de um paciente psiquiátrico. Primeiro se faz uma anamnese no paciente, que é o interrogatório clínico que visa coletar todos os dados relevantes sobre a atual situação e deve conter diversos itens essenciais.

Todos os dados pessoais e antecedentes do indivíduo devem ser anotados. A anamnese também busca saber se a pessoa tem algum histórico de doenças anteriores, se já fez alguma cirurgia, se já teve algum episódio convulsivo, fez transfusão de sangue, tem algum tipo de alergia etc.


UFO — Quer dizer que o tratamento de um possível abduzido é basicamente idêntico ao que se aplica a um paciente que chega ao seu consultório com histórico de distúrbio psiquiátrico?
Stancka — Praticamente sim. Porque se trata de um ser humano necessitando de auxílio e a conduta médica é padrão. Inclusive, registramos muito mais dados sobre o paciente, como seus antecedentes familiares, por exemplo. Se ele tem algum membro diabético ou hipertenso na família, se seus filhos são saudáveis, coisas assim. Tudo ajuda a determinar um quadro clínico. Precisamos saber o máximo sobre a pessoa, desde as questões mais simples até as mais complexas.

UFO — E qual é o passo seguinte, então?
Stancka — É o interrogatório psíquico. Nessa fase da anamnese observamos a aparência geral do paciente, seu modo de andar, postura, fala, vestimenta, expressão facial, idade aparente, atividade motora e sua atitude em relação ao examinador, que anota suas impressões. Também se avalia o estado de afeto ou humor do paciente, sua expressão geral, tendências e pensamento. É importante saber se o paciente tem algum tipo de bloqueio ou preocupações incomuns, se demonstra ter idéias delirantes ou crenças fixas, ou ainda se sente controlado por forças estranhas. Fazemos isso em pacientes comuns e pacientes “ufológicos”.


UFO — Algum sintoma em especial pode chamar a atenção do médico?
Stancka — Tudo tem que ser levado em consideração e examinado. O que pode parecer um sintoma para um paciente, pode não ser para outro. Igualmente, coisas comuns a muitas pessoas têm interpretações diferentes de indivíduo para indivíduo. Por exemplo, se têm medo do escuro e dorme de luz acesa, se tem sonhos freqüentes e repetitivos, se acordam subitamente à noite com pesadelos e se esses fatos, quando se dão, ocasionam reações físicas, tais como fome, diarréia, marcas no corpo, hemorragias etc.

UFO — Você já tratou vários casos de pessoas que adquiriram algum tipo de trauma decorrente de encontros com alienígenas. Você vê risco nestas experiências?
Stancka — É importante salientar que já tratei de vários casos de pessoas que alegaram ter tido encontros com aliens, que, na maioria das vezes, tinham seqüelas que perduraram por meses ou até anos, como medo, sonhos, perturbações no pensamento, insônia, perda do apetite, diarréia e emagrecimento. Na maioria desses episódios é necessária a prescrição de medicamentos, como ansiolíticos e antidepressivos, a fim de a pessoa voltar a suas atividades normais.

UFO — Há diferenças entre os abduzidos clássicos daqueles indivíduos que julgam estar em contato permanente com ETs?
Stancka— Na grande maioria dos casos, sim. Esses supostos contatados se sentem “escolhidos” pelos seres extraterrestres e não apresentam os sintomas físicos descritos. Mas demonstram uma grande insistência em impor suas convicções aos outros. Alguns chegam a abandonar suas antigas religiões e passam a ser pregadores de uma nova era. O risco é de que essas pessoas não consigam se adaptar a sua nova forma de vida, alienando-se.

Daí perdem seus amigos, empregos e até mesmo a família por causa dessas novas convicções. Pesquisei um caso assim, de um guarda noturno de Rondonópolis (MT) que, após ver uma luz muito forte, passou a se sentir conhecedor de grandes segredos e a acreditar ter poderes que ninguém mais tinha. Só que esses poderes, na prática, não existiam e os tais conhecimentos nada diziam. Essa experiência o fez batizar seu filho de Ovenis Homis Terraquius.


Dr. Luciano Stancka: a psiquiatria na Ufologia -IV

UFO — Você reconhece a hipnose regressiva como um instrumento eficaz de pesquisa de casos de contatos diretos com ETs, em especial as abduções?
Stancka — Veja, há um número crescente de casos ufológicos que vêm sendo investigados e dados como verídicos porque os indivíduos que passaram por tais experiências disseram isso ou aquilo sob hipnose. Não é bem assim e gostaria de dar uma contribuição aos pesquisadores.

Quero alertar para o fato de que o que vem sendo feito em muitos casos está gerando um aumento na complexidade da pesquisa ufológica, colocando aspectos da imaginação humana à frente do fenômeno em si e levando os pesquisadores ao erro.
UFO — Quer dizer que você vê um risco no uso da técnica para fins ufológicos?
Stancka — É importante que saibamos que nós somos seres complexos e a ciência médica, com os últimos estudos nas áreas da psicologia, psiquiatria e mais recentemente a neuropsiquiatria, vem apresentando novas e importantes descobertas sobre a mente humana, que revolucionam o que se sabia.

Para isso, a medicina conta com um arsenal tecnológico que possibilita investigar a mente com aparelhos de última geração e medir, mensurar, o tipo de distúrbio que o cérebro de um indivíduo vem apresentando. Temos hoje modernos eletroencefalográficos, aparelhos para mapeamento e escaneamento cerebral, além de ressonância magnética etc, que nos possibilitam, com pequenas chances de erro, saber o tipo de problema que a mente humana vem apresentando. Esses avanços também podem determinar se um dado distúrbio numa pessoa é decorrente de algo natural ou de uma abdução por aliens.

UFO — Ainda assim, o uso da hipnose pode ser validado na pesquisa ufológica?
Stancka — Claro, mas com cautela. Veja que a hipnose é uma técnica terapêutica anterior ao conhecimento atual, usada por toda a Antigüidade. Há provas de que os egípcios, assírios, babilônios, romanos, astecas e maias já a utilizavam para tratar doentes. No Egito, por exemplo, existiam os “templos dos sonhos”, onde se aplicavam aos pacientes sugestões terapêuticas enquanto dormiam.

Os gregos realizavam peregrinações a Epidaurus, onde se encontrava o templo do deus da medicina, Esculápio. Ali, os peregrinos eram submetidos à hipnose pelos sacerdotes, que invocavam alucinatoriamente a presença de sua divindade para indicar os possíveis métodos de cura. Portanto, hipnose não é propriamente uma novidade, nem mesmo para a Ufologia, que vem usando a técnica há três ou quatro décadas. Mas tal uso deve ser muito bem controlado.

UFO — A hipnose pode induzir o paciente a criar fenômenos ufológicos?
Stancka — Se não houver o emprego do método certo, poderá haver deturpações. A hipnose pode, sim, levar a estados alterados de consciência e exemplos disso vêm tanto do passado quanto da atualidade. É sabido hoje que, num transe hipnótico, o indivíduo sucumbe de tal forma a sua própria vontade que se confunde ou entra em choque com as idéias ou a imaginação do hipnotizador.

O paciente, sem se dar conta do fato conscientemente, projeta sobre o hipnotizador os efeitos hipnóticos de suas próprias características, assim como seus desejos de fazer milagres e ser especial, suas fantasias e sonhos interiores. Pelo lado psicológico da questão, a hipnose se explica, entre outras coisas, como um fenômeno de projeção.

UFO —
A hipnose pode ser uma forma de se sugestionar um indivíduo?
Stancka — Sim, pode. Contrariamente ao que ensinam os livros populares, a fé inabalável no hipnotismo e a forte vontade não constituem atributos fundamentais e diretos do hipnotizador, mas sim do paciente. A experiência mostra que os melhores pacientes são precisamente os tipos impulsivos, os voluntariosos.

Em suma, são pessoas de muita vontade ou vontade forte. O especialista Howard Warren definiu a hipnose como “um estado artificialmente induzido, às vezes semelhante ao sono, porém distinto do mesmo e tendente a aguçar a sugestibilidade, acarretando modificações sensoriais e motoras, além de alterações de memória”. Isso quase equivale a dizer que a hipnose é, antes de qualquer coisa, do princípio ao fim, sugestão.

Dr. Luciano Stancka: a psiquiatria na Ufologia -V

Caso não ocorra o emprego das metodologias corretas,
pode haver deturpações
UFO — Como estão os estudos acerca da técnica hipnótica, hoje?
Stancka — Atualmente, dividimos os estágios hipnóticos em cinco fases. Na fase chamada insuscetível o indivíduo não apresenta características hipnóticas de espécie alguma. Já na seguinte, a hipnoidal, ele demonstra relaxamento muscular, expressão de cansaço e freqüentemente um tremor nas pálpebras, além de contrações espasmódicas nos cantos da boca.

Há em seguida o chamado transe ligeiro, que é o terceiro estágio. Nesse momento, o hipnotizado sente os membros pesados e o corpo todo apresenta uma alienação da realidade, embora a mente conserve ainda plena consciência de tudo que se passa ao redor. O indivíduo pode apresentar rigidez cataléptica em olhos e membros, e demonstra pouca inclinação a falar. Tem ainda tendência a responder as perguntas com movimentos da cabeça ou da mão, pois já não quer se mover ou mudar de posição.

UFO — O que vem a seguir nesse processo?
Stancka — Bem, depois vem uma parte muito usada na pesquisa ufológica, que é o quarto estágio, o do transe médio, quando o indivíduo ainda pode conservar alguma consciência. Mas agora é que podemos dizer que está hipnotizado de fato e não resiste mais às sugestões, salvo aquelas contra seu código moral ou interesses vitais.

Nessa altura há a catalepsia completa dos membros e do corpo, amnésia parcial, alucinações motoras e completa inibição muscular. Nesse estágio, por exemplo, um médico já consegue analgesia [Anestesia] no paciente e nele podem ser feitas pequenas cirurgias. Daí, chegamos finalmente ao transe profundo, o último estágio. Este é o verdadeiro estado hipnótico. Agora o paciente aceita sugestões pós-hipnóticas por mais bizarras que sejam. Em transe profundo se pode mandar o hipnotizado abrir os olhos sem prejuízo do procedimento.

UFO — É nesse estágio que podem ser reveladas experiências ufológicas ocultas na mente do paciente?
Stancka — Agora, sim. É nesse estágio que se faz efetivamente a regressão de memória na pessoa. Normalmente, a indução ao transe profundo exige de 30 minutos a uma hora de trabalho ininterrupto. Quando se chega a esse ponto há uma série de características que o paciente apresenta.

Dentre elas, a mais certa para se avaliar se o indivíduo está mesmo hipnotizado é a ausência do sentido ao tato. Assim, pode-se inserir uma agulha na pessoa sem que ela tenha reação alguma. A ausência dessa reação indica transe médio ou profundo. Outro teste consiste em levantar o braço da pessoa e deixá-lo erguido. Se ele permanecer assim, é sinal de que a hipnose está em andamento. E outra característica é que o paciente, nesta fase, não se mostra inclinado a falar, e sim a responder as perguntas positiva ou negativamente, com a cabeça ou mão.

UFO — É aí que a Ufologia se “apropria” da técnica para seus fins?
Stancka — Sim, a partir desse estágio, quando a pessoa está plenamente hipnotizada, é que se começa a reconstituição dos fatos relativos a uma eventual abdução. A certeza de que o indivíduo está mesmo em transe profundo advém da observação constante e cuidadosa de muitos fatores físicos.

Ainda nessa fase há diminuição do pulso e da pressão da pessoa, suas extremidades dos pés e mãos ficam mais frias e ela apresenta hipermnesia, que é a lembrança de coisas esquecidas de seu passado. Alucinações visuais e auditivas também são freqüentes quando se chega nesse ponto, como a possibilidade de regressão de memória. A partir desses parâmetros clínicos podemos dar credibilidade a hipnose, devendo a mesma ser repetida em algumas sessões para que, aí sim, tenhamos realmente informações com consistência.

UFO — Há risco para os resultados de uma pesquisa se esses requisitos não forem totalmente atendidos?
Stancka — Olhe, pela dificuldade ou custo do procedimento hipnótico, no mínimo os parâmetros clínicos descritos devem ser observados, a fim de realmente se obter algo muito próximo da verdade. Do contrário, vamos ter inúmeras distorções confundidas com estados psicóticos.

O estresse e ansiedades familiares podem facilmente ser transformados em fantasiosos contatos com alienígenas, acabando por serem divulgados por ufólogos sem conhecimento da técnica como legítimos, aumentando assim a quantidade de casos dúbios da Ufologia. Temos distúrbios clínicos, como a “síndrome da falsa memória”, que acomete pessoas sob o estresse da vida cotidiana.

Elas passam a criar inverdades e a acreditar nelas de uma tal forma que convencem a terceiros. Vários casos supostamente ufológicos ocorridos nos Estados Unidos, de alegados contatos traumáticos com ETs, quando voltaram a ser investigados por profissionais competentes – e não por curiosos sem preparo técnico e científico –, resultaram ser o produto de seqüelas normais.

UFO — Essa falha na condução das sessões de hipnose se aplica a ufólogos, também?
Stancka — Certamente! Isso inclui muitos ufólogos também, que na ânsia de pesquisar casos impactantes e depois terem algo “quente” para divulgar, acabam por induzir testemunhas a abandonar suas próprias idéias e convicções e a crer terem passado por uma abdução. Isso é o que chamamos de “síndrome da falsa memória”.

Algo muito similar ocorre na “síndrome do feto desaparecido”, que atinge mulheres que sofrem intensas pressões sociais e familiares. Elas, na luta por uma posição privilegiada na sociedade, competindo lado-a-lado com o homem pelo mercado de trabalho, vivem quadros de tensão, estresse e alterações que aumentam a produção de hormônios que inibem a fertilidade, como a prolactina. E por mais que tentem engravidar, não apresentam condições hormonais para isso.

Em casos graves, algumas mulheres entendem seus atrasos menstruais como gravidez. Mas após um período de semanas ou meses, há uma melhora do quadro hormonal, vem a menstruação e elas crêem que tiveram um aborto. Aplicando esse quadro à Ufologia, temos casos de mulheres suscetíveis que imaginam ter sido abduzidas e engravidadas por ETs, que vêm a perder seus fetos após apenas alguns meses de gestação. E o que ajuda esse quadro a se agravar são filmes de abduções, leitura de obras de ficção científica, a pregação de ditos contatados etc.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Dr. Luciano Stancka: a psiquiatria na Ufologia -VI

UFO Suas informações contrariam muitos estudiosos. Servem de alerta para evitar exageros?
Stancka Sim, é um alerta que eu faço aos pesquisadores e grupos de Ufologia, para que, ao depararem com casos de supostas abduções, que necessitem de hipnose regressiva, que busquem a assessoria de profissionais de medicina.

Assim como quando os casos ufológicos requerem, deve-se buscar ajuda de especialistas em áreas como astronomia, geologia, biologia etc. Só dessa maneira construiremos uma Ufologia séria e respeitada, feita de pesquisas objetivas e aprofundadas. Sempre digo que a hipnose é excelente para colocar coisas na cabeça das pessoas, mas para retirar informações de lá, essa é outra história...

UFO — Como você encara alegações de pessoas que afirmam poder provocar um contato com alienígenas quando querem? Elas devem ser vistas com cautela, investigadas ou ignoradas?
Stancka — Eu particularmente prefiro investigar esses casos, mas sempre tendo cautela e rigor científico. Afinal, sou ufólogo desde os 16 anos. Já fiz inúmeras vigílias e vi coisas interessantes, que foram até filmadas e exibidas nos principais canais de televisão do país. Acredito que o Fenômeno UFO é real, mas desconfio muito das pessoas que o usam para se auto-promover, criar seitas, escrever livros mirabolantes, fundar comunidades etc.

Não podemos nos esquecer que existem patologias mentais que podem levar indivíduos a muitas elucubrações. Lembra do ditado que de médico e de louco todo mundo tem um pouco? Pois é. Uns tem um pouco mais de louco e querem extravasar isso de alguma forma – e o meio ufológico é uma excelente área.

Temos como exemplos as seitas criadas por visionários como Jim Jones, que levaram ao suicídio centenas de pessoas. E seitas de falsos gurus, que levam o dinheiro de seus integrantes com o pretexto de divulgar o trabalho dos ETs na Terra – ou ainda vendendo caro coisas absurdas, como pedrinhas em forma de disco como fontes imensuráveis de conhecimento.

Inocência, pureza, ingenuidade.
Quais fatores seduziriam mais aos incautos?


UFO Essas pessoas representam um risco para a Ufologia, em sua opinião?
Stancka — Claro, elas normalmente não procuram tratamento. Esses indivíduos vêem todos com desconfiança porque, para eles, os demais é que não “entendem sua proposta”, que “não são iluminados”. O mais incrível é que sempre aparecem seguidores desses falsos gurus e compram suas mentiras como grandes verdades.

UFO -
Muitos passam a ter comportamento mitômano, pois também começam a mentir e a viver de suas mentiras, pregando-as a seus conhecidos e até convencendo outros a delas participar. Isso acaba virando uma reação em cadeia que cria novas seitas. UFO — O que você acha dos números apresentados por ufólogos como Budd Hopkins e David Jacobs, cujas pesquisas indicariam que há milhões de pessoas abduzidas em todo o mundo, mas 99% delas não têm conhecimento disso?
Stancka Acho um grande exagero e até um desserviço para a Ufologia, pois essas afirmações são muito fortes e contundentes. Elas servem para vender livros, fazer filmes e gerar capital. Jacobs, por exemplo, em seu livro A Ameaça [Editora Rosa dos Tempos, 2000], parece ter se baseado no filme Arquivo X.

Ele se perde no decurso do livro propondo textualmente o que o filme apresenta: que somos abduzidos para hibridização do ser humano com ETs, e nada podemos fazer contra isso. Jacobs argumenta que esse é nosso destino final, é só uma questão de tempo.

Suas opiniões não são consenso na Ufologia Mundial, e são justamente afirmações desse tipo que a imprensa sensacionalista adora usar para tirar a credibilidade do estudo sério da Ufologia. Acho que os ufólogos devem rebater mais essas afirmações e discutir esses temas polêmicos, para não permitir que essas idéias criem mais raízes ou até novas seitas...
“A hipnose pode, quando bem aplicada por um profissional, ajudar a combater traumas diversos que uma pessoa apresente, originados por problemas do passado”. "A psiquiatria tem boas ferramentas para lidar com a casuística ufológica, mas seu uso deve ser responsável. Especialmente no caso de tratamentos de pessoas traumatizadas”.

http://www.ufo.com.br/index.php?arquivo=notComp.php&id=4169

Exercício pleno das atividades ufológicas

Orientação e reflexões sobre virtudes, ética, conhecimento e equilíbrio na Ufologia


Aqui nos deparamos, mais uma vez, com uma séria problemática no seio da família de ufólogos. Mas, pelo menos vamos tentar abordar o assunto de uma forma a não nos tornarmos provocadores ou intransigentes. A ética na Ufologia poderia trazer contribuições significativas para expansão e melhoria dos diagnósticos e análises das ocorrências em pesquisas de campos e vigílias.

Os grupos assim comprometidos com sua prática tornam-se parceiros em pesquisas abertas e com amplas possibilidades de reflexões, integram-se numa definição mais operacional no campo das descobertas e é nesse contexto que a mesma trabalha como um usuário autônomo, uma espécie de orientadora e mediadora de ações, integrando conceitos de interatividade com base na justiça, respeito e equilíbrio nas aquisições de tais verdades.

A Ufologia assim praticada tem na ética o toque de moral ao exigir transparência e rejeitando qualquer tipo de fraude, logro ou manipulação da verdade, o que a torna compartilhadora de informações a qualquer pessoa que deseja se inteirar sobre determinada ocorrência.

É uma ciência, disciplina teórica, "virtude caracterizada pela orientação dos atos pessoais segundo os valores do bem e da decência pública", diz o dicionário, e as pessoas que a praticam devem ter convicção de que a Ufologia expressa suas ideologias, tendo em vista tratar-se de um movimento social, defensora de causas nobres enquanto se procura a verdade. Em síntese, no terreno moral e de conduta humana, não há como se admitir neutralidade, faz-se necessário se posicionar, definir-se.

Exercício pleno das atividades ufológicas - II

Em termos práticos, toda definição requer coragem e a tomada de decisão ética faz parte dos princípios da moral e como tal, da escolha de situações e prescrições, colocando o indivíduo a praticar as regras da decência humana, o que deveria estar ocorrendo dentro da Ufologia, entretanto, o que se vê são contradições entre alguns grupos que rompem com ela, na justa medida de seus interesses individuais e tais flutuações indicam caráter particularista e egoísta, podendo-se afirmar que se localizam em uma “terra de ninguém” tais contendas.

O senso comum, porém, sinaliza ao distinguir os oportunistas contumazes e os de ocasião, pessoas em geral honradas mas que eventualmente se desviam do caminho, agindo de maneira antiética. De tanto ouvir “xaropadas”, assistir brigas nos bastidores e fora deles nos sentimos arremessados à conclusão que não existirá ética na Ufologia que ordene condutas sociais, e ser ético no nosso caso, é construir uma Ufologia em que todos se importam com todos e procuram fazer o bem mutuamente, ajudando e valorizando o trabalho de um colega pesquisador, respondendo ao mesmo tempo por seus atos. O caráter do ufólogo conta muito e o respeito não se compra, não se troca, adquire-se com o tempo. Quais seriam os pilares dessa ciência que iriam refletir no caráter do pesquisador ufólogo?

Exercício pleno das atividades ufológicas - III

Sinceridade — pesquisa honesta exige humildade, imparcialidade, abertura nas análises, integridade, coerência e respeito na cientificidade da verdade;

Respeito — considerar os outros sem preconceitos, ser cortês e tolerante na apreciação dos conceitos e procurar distinguir a verdade das “xaropadas”, com responsabilidade;

Responsabilidade — sempre pensar, analisar antes de agir sobre os trabalhos dos outros para uma tomada de decisão sincera e honesta, levando em consideração todos os detalhes da ocorrência, inclusive testemunhais, sempre com senso de justiça;

Senso de justiça — em todo tempo e qualquer situação, tratar os semelhantes com equidade, manter a mente aberta, ouvir os outros e zelar pelo equilíbrio;

Zelo — afeição, cuidado e dedicação pela imagem do ufólogo, por sua dignidade e cidadania;

Cidadania — significa direitos, deveres e responsabilidade. Na prática de vigílias e pesquisas de campo deve haver compreensão e comprometimento com a verdade e a cientificidade na apresentação dos seus resultados.Espero, de alguma forma, estar transferindo um pouco da minha experiência de algumas centenas de pesquisas de campo e vigílias e de exercício pleno das atividades ufológicas, e mais ainda, que este assunto sobre ética na Ufologia não acabe em “pizza”, mas que venha a servir de fato para uma constante preocupação e reflexão da conduta humana, em geral, de todos os companheiros que se propuseram a entrar nessa luta e que essa relação entre Ufologia e ética seja permanente e direta.

Tais critérios de entendimento possuem posicionamentos distintos em seus desenvolvimentos, embora possam parecer semelhantes, e a postura do ufólogo - como sujeito da ação - deve situar-se no campo das idéias, nas forças que determinam a conduta no ato de investigar. Todo investigador deve ter como enfoque principal a busca da verdade no estudo da natureza ou essência do fato pesquisado.

Exercício pleno das atividades ufológicas - IV

Atenção e preparação anterior de materiais e instrumentos
de trabalho em vigílias e pesquisas

A Ufologia ainda não é reconhecida como uma ciência, em virtude da má vontade de alguns e a inexperiência de outros ao usarem de metodologias insuficientes e falhas. Ela depende sempre da ciência para que se tornem reconhecidas suas pesquisas, e nesse aspecto o sujeito torna-se o centro dessa duplicidade de enfoques como realidade.

Os conceitos são evolutivos, residem no interior de cada qual e constituem elos em relação ao tema de nosso artigo, cujos limites não estão demarcados no campo da ciência. Para a filosofia, simplesmente os valores do bem e da decência pública são uma questão de retidão, escrúpulo em que muitos pontos não têm o mesmo sentido comum.

A consciência ética foi estudada muito antes de Cristo na Grécia Antiga com Sócrates, Platão, Galeno, Plotino, Epíteto e mais tarde por outros como Descartes, Locke, Leibiniz, Kant e Hegel. As pessoas constituem sua vida através da consciência, da felicidade que se busca por esta, entendendo a eficácia de nossa ação em nosso ambiente.

A competitividade, nos coloca em confronto com as necessidades que programamos, é o que nos condiciona a atitudes, a condutas que nos exigem uma ética e uma postura de equilíbrio. Nesse ponto de vista, a Ufologia dá oportunidades a todas as pessoas de realizar pesquisas.

Não se trata de nenhuma informação que privilegia a alguns, portanto, a ninguém é dada permissão para tolher ou de alguma forma negar o direito de pesquisa a qualquer pessoa que tenha aptidões naturais para a coisa. Torna-se necessário que essa virtude seja fortalecida na Ufologia, objetivando o desenvolvimento e fortalecimento do caráter dos indivíduos e grupos que se envolvam nesses tipos de pesquisas.

As pessoas que possuem capacidades e oportunidades especiais para influenciar na qualidade moral da nossa sociedade ufológica, ficam na obrigação de estimular o comportamento digno, e isso faz-se urgente, o que tornará as pesquisas mais humanas e mais ajustadas às exigências da metodologia científica, ao contrário do que se vê atualmente, determinando uma Ufologia agressiva, inadequada ao avanço de uma futura doutrina - indesejável e rechaçada por todos pesquisadores idôneos.

Os benefícios que a disciplina desse artigo traz ao meio ambiente dos pesquisadores da área são inúmeros e, a nosso ver, só conseguiremos alcançar tais objetivos com os exemplos das pessoas que já têm consciência ética e que já a praticam, fazendo com que outros de seus grupos venham a praticá-la naturalmente.

É preciso que se realizem trabalhos de conscientização dentro dos próprios grupos já estabelecidos e que os ufólogos chamados de “Dinossauros da Ufologia”, devido à idade e experiência, dêem o exemplo! Ser vigilante, democrático e coerente entre seu discurso e a prática, em que a sua ação e sua postura devam obrigatoriamente transmitir segurança, tranqüilidade e respeito. Eis a questão.

O estudo empírico sobre Ufologia, tende seu olhar sobre a realidade, envolvendo-se gradativamente com o seu objeto de estudo. Tal envolvimento o leva a realizar relações com a teoria e a prática que devem agir dentro de um conceito equilibrado onde oportuniza as suas próprias idéias.

Estamos vivenciando uma era em que os conhecimentos envelhecem muito rapidamente e, por isso mesmo, devem ser reflexivos e críticos até que se escolham ações capazes de modificar tais realidades.

Situações em que o juízo moral estará sempre ajudando a resolver toda problemática que venha a surgir, acentuando-se no equilíbrio da participação, na ação grupal e ao experimentar e avaliar posturas de consciências críticas tornando-se, desta forma, em transformações que há de conferir legitimidade às pesquisas ufológicas porque estarão sempre atuais e superando dificuldades.

Na verdade, o que se pretende aqui, é que se faça uma reflexão sobre tais especificidades da ética na Ufologia. De forma alguma, tal assunto é esgotado, por esse motivo seria ótimo se todos procurassem alternativas para seu aprimoramento, pois o que mais importa é a sua prática.

Desta forma, concomitantemente, desejo destacar aqui o modo agressivo e equivocado com que alguns encaram a natureza do conhecimento científico, ao afirmarem que ainda não existem provas científicas convincentes para a existência dos discos voadores! O que estará faltando?

Que pouse uma dessas aeronaves na Praça dos Três Poderes e seu comandante convide o nosso presidente para tomar uma cerveja, dar uma voltinha? Com tais perspectivas a idéia que sobressai em nossas mentes é que o ser humano imprime em suas obras, ações, seus traços do egoísmo, individualismo e a estúpida pretensão de ser o único a pensar em todo um universo sem fim. Aliás, por mais que afirmem que tem um fim ainda perguntarei: O que existe após a placa “The end of the universe”? Nada? Mais nada mesmo? Não creio...


Exercício pleno das atividades ufológicas - V

Vigília realizada em 22 de fevereiro de 2009

Analisando em função do presente, nos anos 40, 50 e até 60 fomos privilegiados com a ação de uma safra de ufólogos mais conscientes, preparados e que realizaram um trabalho grandioso, colocando inclusive a Ufologia dentro de um contexto mais humano e ético, que hoje está sendo destruído por “pseudo-donos da verdade” e ufólogos ou quem sabe, pesquisadores frustrados em suas insípidas análises, infrutíferas porque mal realizadas e sem persistência.

Mas apesar deles e dos descrentes em geral, os acontecimentos continuam, e continuarão, até o seu desfecho final que há de ser a completa retirada das máscaras desses fúteis e desocupados personagens, tais quais “atores” que desfilavam em salões festivos do século XV, cochichando em ouvidos desatentos dos detentores passageiros do poder terreno, seus segredinhos e articulações inconfessáveis, os quais, infelizmente, sempre acreditaram em suas mentiras. Mas isso vai acabar em breve.

Parabéns à campanha
UFOs: Liberdade de Informação Já e todos os envolvidos com sua evolução. A última leva de documentos entregues por nossas autoridades só pôde ser desenterrada após a Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU) protocolar, em dezembro de 2007, o Dossiê UFO Brasil na Casa Civil.

Este documento foi fundamental na primeira abertura oficial do assunto no país, pois acionou a Lei
11.111/2005. Esta lei levou o presidente Lula a assinar decreto ordenando os órgãos públicos a enviarem seus documentos com prazo de sigilo vencido para o Arquivo Nacional. Este fato representa, sem sombra de dúvida, a maior vitória da Ufologia Brasileira nos últimos tempos e nos enche de orgulho.

Mas a guerra não acabou, pois vencemos apenas as duas primeiras batalhas. Existem mais informações que os militares ainda não liberaram, inclusive da própria Operação Prato. A CBU sabe disso e já esta recarregando sua artilharia para
2009 renovada e com força total, fazendo girar a roda da história através da verdadeira Ufologia. Certamente, a população foi e sempre será a maior beneficiada.

A diferença entre o que queremos ver e o que realmente vemos.

O cidadão moderno está constantemente fabricando novos desejos para satisfazer sua ânsia de 'ser' e ter.
Paulo Santos


A fenomenologia que justifica a existência da pesquisa ufológica sempre foi objeto de todo o tipo de críticas. Se por um lado, faltam meios para se poder definir clara e cientificamente (comprovar) que os objetos fotografados, vestígios encontrados, efeitos captados e constatados ou as fortes impressões deixadas nos abduzidos, realmente representam algo pertence ao nosso “mundo trivial”, por outro lado, a mente humana, facilmente influenciável, está sempre criando significados para tudo o que vemos e vivemos, adaptando os estímulos a partir dos sentidos físicos às expectativas e desejos que temos para com a vida que nos cerca. Por um lado, aquilo que compreendemos como mundo, e por outro, aquilo que desejamos ver e viver neste mesmo mundo.

A diferença entre o que queremos ver e o que realmente vemos -II

Por isso, quase sempre, a grande dificuldade em se conseguir discernir algo em Ufologia está totalmente relacionada com a enorme dificuldade que nós temos em perceber (e viver) a nossa própria vida de maneira equilibrada e sensata. E assim poder separar com clareza na nossa mente o que estamos vivendo.

O cidadão moderno, escravo do consumismo e com os seus sentidos embotados pelo ruído das propagandas e pela ambição social e financeira, está constantemente fabricando novos desejos para tentar satisfazer a sua ânsia de “ser”, traduzida na conjugação do verbo ter.

Assim, por mais “espiritualizada” que seja uma pessoa, se ela está inserida na sociedade moderna, não tem jeito: necessariamente viverá este processo em maior ou menor grau. E a grande conseqüência deste desequilíbrio crônico para a Ufologia é que raramente somos bem sucedidos nestes dois pontos que são fundamentais para uma compreensão mais ampla do fenômeno:

1- O que cada um de nós entende como “mundo trivial” - e conseqüentemente o que entendemos aceitável e verossímil; 2- A capacidade de discernir entre o que a gente vê e o que se quer ver.

Tanto no aspecto físico – a pesquisa ufológica tradicional – quanto no aspecto espiritual – um tipo de pesquisa ufológica mais recente –, estes dois pontos demarcam a capacidade (ou não) que temos de fazer progressos na compreensão da fenomenologia.

E com muito mais intensidade ainda nesta última facção do estudo, aonde a projeção das nossas expectativas sobre uma realidade transcendente não encontra as limitações do mundo físico, e muda de forma livremente, colocando-nos, sem que sequer consigamos perceber, a serviço de forças, egrégoras, perniciosas ao crescimento harmônico do ser.

Portanto, uma primeira conseqüência deste pensamento que eu apresento seria o fato de que a Ufologia não começa no céu ou nas “histórias de ETs”, mas sim dentro de nós mesmos, na maneira como vemos o mundo e nos relacionamos com ele.

Fabricando ETs
Muitos detratores da Ufologia e céticos em geral acusam os ufólogos de “fabricarem ETs”, de verem discos voadores e extraterrestres aonde só existem manifestações físicas perfeitamente explicáveis. Já os ufólogos acusam os céticos de não “quererem” olhar as evidências, acusam-nos de serem incapazes de aceitar algo que esteja fora do sistema de crenças deles.

Muitas vezes, para um observador mais neutro, ambos os lados representam pontos extremos da discussão, e muitas vezes também (por mais paradoxal que possa parecer), ambos os lados estão certos ao mesmo tempo! Isto acontece porque estamos aplicando constantemente o item
1 (definição prévia do verossímil) e o item 2 (ver o que se quer ver) a tudo o que vivemos.

E esta tendência se torna ainda mais forte, inevitável mesmo, quando o componente emocional se mistura à afirmação apresentada. Aí chega-se ao momento em que não mais se está discutindo idéias ou evidências, mas somente tentando impor o desejo de cada um. Uma situação deveras comum em Ufologia. Então, como sair desta armadilha? Como superar estas nossas limitações e conseguir avançar na pesquisa ufológica?

A diferença entre o que queremos ver e o que realmente vemos -III

Fantasmas de nós mesmos
Não quero desanimá-lo caro amigo leitor, mas creio que a resposta no momento é: não temos como sair desta armadilha! Na realidade, e no meu entender, esta arapuca é o próprio processo que precisamos viver para chegarmos num outro ponto mais profícuo algum dia mais à frente. É muito sábio o ditado que diz que podemos fugir de quase tudo, menos de nós mesmos.

O contexto cultural em que fomos criados, e o inevitável desejo de nos realizarmos como seres sociais e inteligentes que somos, cria definições de mundo e de interesses, e cria, principalmente, desejos que perseguimos sem cessar, na tentativa constante de nos sentirmos realizados. E estes pensamentos são como fantasmas de nós mesmos. Eles nos acompanham a todo momento, durante a vigília ou o sono, e assumem formas bem definidas no mundo espiritual, transcendendo os limites físicos da matéria.

Pesquisa ufológica
Neste momento, já dá para o leitor imaginar aonde eu quero chegar. Muita gente, levada facilmente pelos próprios desejos, vê, ouve e vive o que quer nas manifestações espirituais (independente delas serem legítimas ou não) e, pela intensidade da sintonia, dá a estas vivências o nome de “verdades definitivas”.

Apresentando-as desta maneira às pessoas que se encontram na mesma faixa de influência. Trazendo esta realidade para a Ufologia, temos aí bem definida uma tendência por parte das ditas canalizações e “pesquisas” dos ufólogos espiritualistas.
Enquanto na pesquisa tradicional nos vemos às voltas com elementos físicos, que possuem uma relação tangível com a nossa realidade e por isso não podem ser modificados com facilidade, na Ufologia dita espiritual, a coisa se agrava muitíssimo, porque não existem limites para o quê se encontra dentro da cabeça das pessoas.

A diferença entre o que queremos ver e o que realmente vemos -IV

A realidade pode ser constituída de imagens irreais


Colocando de uma maneira mais explícita, poderíamos dizer que tanto na Ufologia tradicional quanto na espiritualista (sendo a situação muito agravada nesta última), as pessoas se apegam ao item 2 (ver o que se quer ver) para tentarem chegar ao item 1 (expansão do que se pode considerar verossímil), partindo sempre de bases frágeis e instáveis.

Na realidade, a impressão que dá é que os pesquisadores de ambos os lados têm medo da única coisa que poderia libertá-los deste ciclo vicioso: O uso da lógica racional aliada à experiência pessoal. Digo isto porque não podemos esquecer que, ao mesmo em que muitos insistem em situar a Ufologia alhures (a verdade está lá fora), ela na realidade começa e termina bem perto nós, mais especificamente, dentro de nós mesmos!

Crédito da foto: Arquivo UFO
http://www.ufo.com.br/index.php?arquivo=notComp.php&id=4171

Hacker perde último round contra extradição.-

Felipe Zmoginski, de INFO Online
São Paulo - Um caso que se arrasta há anos na Justiça inglesa pode terminar com a extradição de um famoso hacker inglês para os Estados Unidos. Gary McKinnon, 42 anos, invadiu computadores do governo americano ao longo de 2001 e 2002 e por isso a Justiça americana pede sua extradição, afim de julgá-lo em território americano. Ao todo, Gary invadiu 97 máquinas, entre elas computadores de uso exclusivo do Exército dos Estados Unidos.


Identificado como o responsável pela invasão, Gary foi preso ainda em 2002 na Inglaterra e admitiu ter invadido redes seguras. Ao ser processado, o hacker afirmou que é um fã de Ufologia e decidiu invadir computadores afim de encontrar documentos que comprovassem que o governo americano tem contato com ETs.

Para os promotores americanos, no entanto, Gary não é nenhum ingênuo aficionado por extraterrestres. Os americanos acusam o hacker de usar seu talento genial para espionar dados sigilosos do governo americano e, eventualmente, vendê-los a terceiros. Se condenado nos Estados Unidos, o hacker poderia pegar uma pena de até
70 anos, o que na prática significa prisão perpétua, já que ao final da pena Gary teria 112
anos.

Desde
2002
quando o processo foi iniciado, Gary luta contra a extradição. Os advogados do hacker já perderam recursos na Câmara dos Lordes, no Tribunal de Justiça Inglês e na Comissão de Direitos Humanos da União Européia. Seu último recurso jurídico foi apelar ao órgão de Justiça da monarquia inglesa, que tem o poder de interferir a favor de um cidadão inglês em conflitos internacionais.

O órgão monárquico, no entanto, afirmou que a decisão mais correta é que o hacker seja julgado nos Estados Unidos. Seu advogado disse à BBC que Garry está desolado com a decisão e que seus médicos temem que o homem prefira o suicídio a ser deportado para os Estados Unidos.

A única possibilidade legal que permitiria a Garry ficar na Inglaterra é apresentar fatos novos que obriguem a Justiça a analisar novamente seu processo, já que todas as instâncias judiciais foram cumpridas.

http://info.abril.com.br/aberto/infonews/022009/26022009-20.shl

O que mudou no Brasil depois da confirmação da existência de OVNIs?‏

Publicado em 24/02/2009 pelo(a) wiki repórter Viamão Hoje, viamao-RS

Dia 19 de maio de 2009 fará 23 anos desde a última visita de seres extraterrestres ao Brasil. Bom, pelo menos de naves ou sondas extraterrestres, já que não foram vistos os ocupantes dos tais Objetos Voadores Não Identificados - ÓVNIS.
Naquela noite, talvez você ainda nem era nascido, eu estava na PUC, quando cursava Engenharia Elétrica, juntamente com outro colega bem conhecido aqui em Viamão, o Eduardo Escobar.

Não sei qual foi a reação do mesmo ao fato mas eu sempre acreditei no óbvio, ou seja, que a Terra é apenas um dos milhões de planetas com vida. Mas não esperava que eles aparecem assim, tão claramente.
Pois devido aos comentários que rolavam, todos ligaram seus aparelhos de TV na Globo, porque, se fosse verdade, passaria alguma coisa, mesmo algumas imagens fora de foco de algum cinegrafista amador.

Não passou isso e, ao invés, o Ministro da Aeronáutica na época, o então Brigadeiro Otávio Júlio Moreira Lima, apareceu no Jornal Nacional confirmando que realmente os objetos não eram do planeta Terra (para não dizer que eram de outro planeta).

A primeira tripulação a ver os contatos não-identificados no céu era formada pelo aviador da Reserva Ozires Silva e seu co-piloto, o piloto de ensaios da empresa Alcir Pereira da Silva.
Alertados pelo Controle, começaram a vasculhar o céu quando viram luzes estranhas no horizonte. Todo o material, depois, seguiu para o EUA, onde também foi analisada esta invasão.

O que mudou no Brasil depois da confirmação da existência de OVNIs?‏- II

Caças perseguem e são perseguidos por OVNIs.
Coisa inédita no mundo.

Não foi, portanto um engano ou imagens desfocadas. Foram 21 objetos sólidos que ficaram registrados em diversos radares. Além disso, houve perseguições dos mesmos pelos caças brasileiros. Os pilotos foram liberados para dar entrevistas e contaram que não seria possível alguém resistir a fazer uma curva de 90 graus a milhares de km/h. Acredito que fossem naves não tripuladas, pelo menos por seres vivos como conhecemos hoje.

Mas passada a euforia, ovnis continuaram a ser vistos, filmados, fotografados etc. Também milhões de vídeos e fotos falsas correm pelos You Tubes da Web. Mas nada realmente mudou na cabeça das pessoas comuns nem daquelas que já sabiam da verdade.

Quem ainda não acredita, acha que o ministro e os pilotos mentiram apenas para aparecer e dormirem tranquilos; há também aquele grupo que acredita que são obras do demônio para desorientar os seres humanos e não dormem tão tranqüilos assim, apesar de "acreditarem" em determinado Deus. E aqueles que acreditam no óbvio se perguntam: Afinal, o que eles vieram fazer e fizeram aqui?

http://www.saindoda matrix.com. br/archives/ 2007/06/a_ noite_dos_ ufo.html


Vida em Marte só pessoalmente?‏

Divaldo Franco.
Será que estamos sendo enganados? Com tantos detalhes de filmagens e fotografias enviadas por dezenas de sondas , caminhadas de quilômetros em solo marciano , análise microscópicas do solo não é suficiente para confirmar a inexistência de vida neste planeta?

Sabemos que todo o conhecimento que adquirimos dos astros do nosso sistema solar foram transmitidos via onda eletromagnética com exceção da Lua que foi visitada pessoalmente . Mas a mensagem abaixo, psicografada , enviada pelo espírito Joana de Angelis há pouco tempo, parece confirmar o de outras mensagens que este planeta é habitado.

Quando o homem conseguir chegar ao planeta Marte, visitando-o pessoalmente, em oportuna viagem espacial, após haver estado na lua, onde erguerá plataformas que facultarão os audaciosos saltos, mais amplos conhecimentos terá da realidade da vida, do Espírito imortal que é, capacitando-se melhor e mais profundamente para curvar-se ante a grandeza do Criador e erguer um hino de louvor à Vida, na qual se encontra mergulhado e de onde não poderá fugir. ( Pluralidade dos mundos habitados).

OVNI: Quem te viu; quem te vê!

Por Carlos da Terra
Não se pode negar, à luz de tantos fatos e acontecimentos, a existência dos OVNIs. Cada vez mais, homens ilustres de todos os países se envolvem no tema que é, no mínimo, empolgante, eletrizante! Houve um tempo em que se tentou impingir à quem ousasse abordar esse tema, a pecha de lunático, mas hoje em dia, homens lúcidos, de alta formação têm se dedicado ao tema que se impõe pelas evidências cada vez mais fortes.

Uma dessas evidências são as impressionantes marcas deixadas no solo pelos OVNIs. Quando essas marcas começaram a aparecer, providenciou-se imediatamente um grupo formado por arquitetos e artistas para que produzissem e mostrassem à todos que eles faziam marcas no solo e mostrando-as quiseram generalizar para todas as marcas.

Mas artistas e arquitetos trabalham por dinheiro. Eles têm de ser pagos pelo seu trabalho; não conheço pessoas com formação superior que saem por aí, à noite, e invadem sítios e fazendas, arriscando-se a levar tiro e ser mordido por cães ferozes só para fazer desenhos no chão.

É óbvio que as marcas podem ser feitas por nós, mas muitas não são. Muitas delas, como as da planície de Nazca, no Peru, continuam desafiando as mais brilhantes inteligências do planeta.
Sempre que as marcas aparecem as reportagens vêm acompanhadas de depoimentos de comerciantes, professores, médicos, dentistas e uma gama de pessoas de tanta credibilidade que se eles, por acaso, testemunhassem um crime no tribunal, fatalmente mandariam o réu para a cadeia.

Juizes não se acanharam em testemunhar a favor da existência do fenômeno. Homens de prestígio estão perdendo o medo e manifestam-se livremente. No caso dos OVNIs não! Pensa-se que talvez eles não saibam o que estão falando. A maioria das pessoas fica esperando que a ciência, ou que talvez os EUA, declarem solenemente que os OVNIs existem.
Além de ser completamente desnecessário é inviável que isso aconteça porque as implicações seriam muito grandes em todos os campos. O evento, se não é científico, é, no mínimo, um evento sociológico e muitos perguntariam:."- Onde está a soberania dos Eua, se eles entram aqui a hora que querem, sem avisar, sem pedir nem nada, imprimem suas marcas no chão e vão embora?".

Até mesmo no código penal as implicações seriam estonteantes. Uma vez reconhecida a existência dos OVNIs, um criminoso que usasse como ardil a presença deles no desaparecimento de qualquer pessoa teria que ser levado à sério. O argumento de que ainda não viu um OVNI, não serve como justificativa de sua negação.

O evento é muito raro e outros eventos com a mesma freqüência também não foram vistos pela maioria das pessoas, no entanto, nestes, elas acreditam. Na TV já vimos de tudo. Vimos homens voando, explodindo, nadando por vários minutos etc, mas você já viu alguma queda de avião?

Eu estou perguntando se você viu a queda mesmo; não no noticiário. Alguns certamente já viram, mas a maioria não viu e no entanto esse não é um evento tão raro quanto a aparição de um óvni; no entanto as pessoas acreditam que o avião caiu, sem terem visto.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Espiritismo e Ufologia - Existe Vida Extraterrestre

Apesar de pouco conhecida, a ligação do espiritismo com a idéia de possíveis seres extraterrestres é antiga. Allan Kardec, codificador da doutrina, já em 1868 se referia à existência de vida inteligente em outros mundos. Depois dele, muitos autores espíritas voltaram a falar do assunto. Mas, curiosamente, nada se fala a respeito das naves extraplanetários usadas pelos alienígenas em suas viagens: os enigmáticos discos voadores.

Por:Elsie Dubugras
Revisado por Dante Labate
“Deserto inimaginável estende-se além das estrelas. Lá, em condições diferentes das do vosso planeta, novos mundos revelam-se e desdobram-se em formas de vida, que as vossas concepções não podem imaginar, nem vossos estudos comprovar”.

“Aquele que vem de vosso sistema depara-se com a ação de outras leis regendo as manifestações de vida. Os novos caminhos que se apresentam em tão singulares regiões abrem-nos surpreendentes perspectivas". “Se nos transportarmos além de nossa nebulosa, vemos que nos cercam milhões de sóis e um número ainda maior de planetas habitados".

Esses períodos foram extraídos do capítulo 6 da A Gênese, obra codificada pelo francês Allan Kardec, fundador do espiritismo. Estas e outras passagens de sua obra evidenciam uma aceitação da existência de vários planetas e da possibilidade de serem habitados.

No parágrafo
54 do capítulo A Vida Universal, ele escreve: “Que as obras de Deus sejam criadas para o pensamento e a inteligência; que os mundos sejam moradas se seres..., são questões que já não nos causam dúvidas”. Mas adiante, no parágrafo 56,
lemos:

“Se os astros que se harmonizam e seus vastos sistemas são habitados por inteligências, estas não se desconhecem. Pelo contrário, trazem marcado na fronte o mesmo destino e hão de se encontrar, temporariamente, segundo suas funções de vida, e isto poderá ocorrer de novo, segundo suas simpatias mútuas”.

Os espíritas aceitam a existência de vidas e inteligências extraterrenas. Não crêem que os inúmeros planetas existentes sejam matéria inerte e sem vida. Mas, isso não significa que pensem ser a vida nestes mundos igual à terrena. Já em 1868 A Gênese alertava o homem para que não visse, em torno de cada sol, sistemas planetários iguais ao seu e, também, para o fatos de lá não existirem somente três reinos...

“Assim como o rosto de nenhum homem é igual ao de outro”, dizia Kardec, “da mesma forma são diversas as civilizações espalhadas pelo espaço. Elas divergem segundo as condições que lhes foram prescritas e de acordo com o papel que cabe a cada uma no cenário universal”.

Estas observações, feitas há mais de um século, estão de acordo com L. B. Taylor e seu livro For All Mankind, no capítulo Interplanetary Ambassadors, onde diz: "Não existem dois planetas iguais, e há grandes diferenças entre seus satélites. Cada um está num estágio, tem uma história e terá um futuro diferente.

Considerando como um todo, o sistema solar é comparável a um laboratório rico em quantidade e variedade de espécies". E o humano é uma delas! Ainda em A Gênese, ao falar dos seres humanos e dos extraterrestres, Kardec diz que no intervalo de suas existências corporais “os desencarnados formam a população espiritual da Terra”.

Segundo ele, a morte e o nascimento fazem com que as duas populações – os encarnados (vivos) e os desencarnados (espíritos) – se completem constantemente. Contudo, quando a Terra ou outro mundo necessitam de renovação ocorrem épocas de grandes calamidades que provocam imigrações e emigrações. Ele observa, ainda, que esta troca populacional pode não se realizar num só planeta – como entre a Terra e o plano espiritual que lhe é próprio – mas entre este e um outro qualquer.

Espiritismo e Ufologia - Existe Vida Extraterrestre-II

Adão e Eva: extraterrestres?
Uma destas imigrações de seres extraterrestres à Terra poderia ser a origem da raça adâmica, simbolizada na Bíblia por Adão e Eva. Não é inviável pensar-se que quando estes seres aqui chegaram, há alguns milhares de anos, encontraram o planeta povoado por seres humanos primitivos, o que estaria de acordo com fatos geológicos e observações antropológicas.

Uma dedução deste tipo é bastante lógica se, baseados nos livros sacros, notaremos que já na segunda geração os descendentes de Adão cultivaram o solo, trabalharam os metais, construíam cidades e dedicavam-se à arte. Isso pode ser dado um grande impulso à civilizações terrena, uma vez que os habitantes de até então, muito provavelmente, não conheciam a maioria desses ofícios.

Se aceitarmos esta hipótese, podemos presumir que estes extraterrestres tivessem condições físicas que permitiram suas adaptações ao nosso planeta e o desenvolvimento, aqui, de sua civilização. Pode-se, portanto considerar viável a possibilidade de habitantes de outros mundos terem semelhanças físicas, espirituais e mentais com o homem. Talvez mesmo, e não é a primeira vez que se fala nisto, sejamos seus descendentes.

Recentemente cientistas exploraram alguns planetas por meio de aparelhos sofisticados e não encontraram nenhum sinal de vida igual ou diferente da nossa. Kardec , entretanto, parece ter previsto esta possibilidade, pois fez uma interessante observação, bastante aplicável nos dias de hoje: “Se jamais houvéssemos visto um peixe, não poderíamos conceber um ser vivendo na água; não teríamos a menor idéia de sua estrutura...

Por que então não admitir que outras formas de vida podem viver em outros planetas, num meio diverso do nosso? Pudemos observar, até agora que na Lua não vivem seres como nós, mas como não temos conhecimento de suas estrutura, não podemos dizer com certeza se nela existem ou não outros tipo de vida. Se não temos prova material e de visu da presença de vida a inexistência de organismos apropriados a estes e outros meios.

Mais adiante, no final do artigo, ele diz: “Por meio de simples raciocínio pudemos chegar como muitos antes de nós, a uma conclusão favorável à pluralidade dos mundos. Tal raciocínio é confirmado pela revelações dos espíritos, que nos dizem que os mundos são habitados por seres que podem ser mais ou menos evoluídos que nós...

E, ainda mais, hoje sabemos ser possível entrar em contato com eles e obter esclarecimento sobre seu estado.. Assim, tudo é povoado no universo. Planetas sólidos, o ar, as entranhas da Terra, e até as profundezas etéreas”. (Revista Espírita, Março de
1868, página 65, 66, 67)

Espiritismo e Ufologia - Existe Vida Extraterrestre-III

Os espíritos falam sobre os extraterrestres
Por várias vezes, artigos publicados na Revista Espírita descreveram extraterrestres e falaram sobre seus costumes, moradias, alimentação e meios de transporte e comunicação. Sobre os seres de Júpiter, por exemplo, podemos ler que “a conformação física é quase igual á nossa, mas menos densa e com um peso específico menor”.

A densidade de seus corpos é tão pequena que pode ser comparada aos nossos fluidos imponderáveis, tendo o aspecto vaporoso, imaterial e luminoso, principalmente nos contornos do rosto e da cabeça. Este brilho magnético é semelhante àquele que os artistas simbolizaram na auréola dos santos.

Como a matéria desses corpos é mais depurada, com a morte ela se dissipa sem passar pelo estado de decomposição pútrida. O “homem” de Júpiter é grande, maior que o terráqueo; seu desenvolvimento é rápido; e sua infância dura apenas alguns meses. A duração de sua vida equivale a cinco de nossos séculos.

Quando à locomoção, é fácil e obtida pelo esforço de vontade, pois, como a densidade do corpo jupteriano é pouco maior do que a atmosférica, ele se liberta facilmente da atração planetária. Enquanto aqui andamos, eles deslizam pela superfície com a facilidade de um pássaro no ar.

Victorien Sardou, jovem literato contemporâneo de Allan Kardec, desenhou diversas cenas jupterianas. Desenhista sem habilidade, foi, segundo diz, influenciado por um habitante de Júpiter que, séculos antes, havia morado na Terra, onde fora oleiro r chamara-se Bernard Palissy.

Através de médium Sardou, Palissy não apenas fez um grande número de pinturas onde retratava habitações, personalidades e cenas do dia-a-dia, como menos também falou e explicou que, desde que um ser possua um corpo físico, por menos que um denso que seja, necessita não somente de alimentação e vestuário mas, ainda, de moradia e organização social.

As descrições que Palissy fez de Júpiter são curiosas. Disse que a atmosfera desse planeta é diferente da terrestre. A água do planeta é mais etérea, parece-se mais ao vapor, e a matéria, como a conhecemos, quase não existe. Algumas plantas assemelham-se às nossas, e existem flores com uma textura tão delicada que as torna quase transparentes.

Ao falar sobre as habitações, Palissy disse que o material com o qual são construídas as casas do planeta funde-se sob a pressão dos dedos humanos, como se fosse neve, e que este é um dos materiais mais resistentes do lugar. As vidraças são feitas por uma espécie de vidro líquido e colorido que endurece ao tomar contato com o ar.

Palissy disse que “a imobilidade das moradias era um entrave, e por isso descobriu-se uma maneira de fazê-las leves e transportáveis a qualquer lugar do planeta". Segundo ele, durante certas épocas do ano, o céu fica obscurecido por uma nuvem de “casas” que vêm do todos os pontos.

"É um passar ininterrupto de moradias de várias formas, cores e tamanhos. Somente quando finda a temperada, o céu fica livre destes curiosas pássaros. Os jupterianos comunicam-se, normalmente, por telepatia, mas também se utiliza da linguagem articulada. A Segunda visão (clarividência), têm permanentemente.

O estado rotineiro deles pode ser comparado ao de um “sonâmbulo lúcido”, e é por isso que podem comunicar-se conosco com uma facilidade maior que habitantes de mundos mais grossos e materiais". Quando se perguntou a Kardec sobre as condições de luz e calor nos mundos extraterrenos, ele respondeu que a existência nesses lugares deve ser apropriada ao meio em que se vive. “Que impossibilidade haveria para a eletricidade ser mais abundante do que na Terra e desempenhar papéis cujos efeitos não compreendemos? Esses mundos podem conter em si mesmos as fontes de luz e calor de que necessitam”, disse ele.

Espiritismo e Ufologia - Existe Vida Extraterrestre-IV

Literatura espírita não menciona naves espaciais
Entretanto, não foi só Kardec que se manifestou a respeito do tema. Antes dele, Margeret, uma das irmãs Fox que deram origem ao espiritismo na América, havia mencionado o assunto. Posteriormente, numerosas mensagens surgiram em diversas partes do globo.

No Brasil, o médium Chico Xavier psicografou mensagens enviadas pelo espírito do jornalista brasileiro Humberto de Campos e por Maria João de Deus. Ercílio Maes recebeu, do espírito Ramatis, A Vida no Planeta Marte. Nesta obra, Ramatis explica que o marciano não apresenta as mesmas características substanciais do terráqueo, pois, apesar de Ter a mesma forma, vibra num plano mais energético que material. Seu mundo situa-se num campo vibratório adequado a seu corpo físico, ou seja, é menos material que o nosso.

José Neufel diz que, de acordo com a ciência, planos vibratórios podem sobrepor-se ou interpenetrar-se. Nosso aparelhamento sensorial é apto à percepção de fenômenos materiais situados entre as fronteiras do plano vibratório em que vivemos.

Normalmente, não podemos transpô-las e penetrar em outro planos vibratórios e outros graus energéticos. Logo, o fato de não percebemos certas vibrações não significa que inexistam, mas apenas que estão aquém ou além dos limites de nosso mundo sensorial. Se formos a Marte ou a qualquer outro planeta, é provável que os consideremos inteiramente desértico ou sem vida.

Não é impossível, todavia, que eles existam, num outro plano vibratório, mundos organizados e muito mais adiantados que o nosso, imperceptíveis aos nossos sentidos. Na literatura espírita, não encontramos qualquer menção às naves espaciais avistadas por pessoas d todos os lugares do mundo.

Chico Xavier, no livro Nosso Lar, fala do “aerobus” mas, como a obra trata do mundo espiritual do nosso planeta, não a comentaremos num texto sobre ufologia. Também as vozes paranormais gravadas em fitas aludem a meios de transporte mas, segundo pesquisadores, elas não originárias de planos espirituais próximos à Terra, e por isso também fogem um pouco do tema deste artigo.

Assim, apesar de aceitar a existência de diversos planetas habitados, o espiritismo ainda não oferece explicações sobre locomoção dos extraterrestres por meio de naves espaciais, nem sobre alguns “seqüestros” registrados. As comunicações existente entre o homem e habitantes de outro planeta podem, segundo o espiritismo, ser feitas por intermédio de médiuns que recebem mensagens de espíritos que estão em comunicação com os extraterrestres.

Encerraremos este artigo citando os dois últimos parágrafo da obra de José Neufel, Buscando Vida nas Estrelas, onde ele sintetiza, muito bem, o pensamento dos espíritas: “O homem, na sua extrema vaidade e seu inescondível orgulho, considera-se o rei da criação, quando, na realidade, é um ser ainda no início da escala evolutiva universal”.

“É esta convicção que o espiritismo procura transmitir, bem como o sentimento do que, ao melhorarmos nosso íntimo retificarmos nossas falhas e imperfeições, aprimoramos nossos espíritos em múltiplas e sucessivas existências, subimos na escala evolutiva e conquistamos o direito de viver em mundos melhores, migrando por planetas, estrelas e galáxias, numa apoteose gloriosa e sublime da ascensão espiritual.”
Nota:
No dia
24/04/2003, a Rede Brasileira de Pesquisas Ufológicas tomou conhecimento do fato deste artigo ser plágio do artigo de autoria da pesquisadora Elsie Dubugras, publicado na coleção “O melhor de Planeta – Ufologia II”, nas páginas 70, 71 e 72, pela Editora Tres. Pedimos desculpas a todos os leitores, a Editora Tres, a Revista Planeta e principalmente a autora pelo ocorrido, pois somente hoje, dia 24/04/2003 tomamos conhecimento dos fatos.

A Origem da Vida e Vida Extraterreste

Somos nós as únicas criaturas no Universo que pensam sobre sua origem e evolução, ou existiriam outras formas de vida inteligente entre as estrelas? A origem da vida e a existência de vida extraterrestre vêm sendo focalizadas nos noticiários com grande intensidade desde os anos 1950, mas de forma crescente nos últimos anos, com a possível detecção de vida microscópica em Marte, através dos possiveis restos de nanobactérias no meteorito ALH84001, e da existência de água em forma de oceanos, sob uma manta congelada, na lua Europa de Júpiter e em Marte.


Qual é a origem da vida? O que diferencia seres vivos de simples matéria orgânica? No contexto de evolução cósmica, a vida resulta de uma sequência natural de evolução química e biológica da matéria pré-existente, regida pelas leis físicas. A regra fundamental é que os seres vivos são organismos que têm metabolismo, se reproduzem, sofrem mutações, e reproduzem as mutações, isto é, passam por seleção cumulativa. Já a vida inteligente requer mais de uma centena de bilhões de células, diferenciadas em um organismo altamente complexo e, portanto, a seleção natural cumulativa requer um longo tempo.

A Origem da Vida e Vida Extraterreste- II

O que é o "sopro da vida"?
O que diferencia seres vivos de não vivos?
6
características biológicas dos seres vivos:
- organização em células
- Metabolismo: transformações químicas à custa de energia
- Crescimento: tranformação de materiais do meio para componentes do corpo
- Reprodução: cópias do organismo mediante tranferência genética
- Mutação: mudanças das características individuais
-Evolução: Reprodução da mutação, capacidade de adaptação

A análise de meteoritos do tipo condrito carbonáceo, e a observação de moléculas orgânicas no meio interestelar, corroboram a idéia de que os compostos orgânicos podem ser sintetizados naturalmente, sem a atuação de seres vivos. Os compostos orgânicos são simplesmente moléculas com o átomo de carbono, que tem propriedade elétrica de se combinar em longas cadeias.

Vários meteoritos apresentam aminoácidos de origem extraterrestre, que se formaram possivelmente por adesão molecular catalisada por grãos de silicato, da poeira interestelar. Mais de
140
moléculas já foram observadas no meio interestelar pelas suas linhas espectrais, como hidrocarbonatos aromáticos e alifáticos, alcools, ácidos, aldeidos, cetonas, aminos e éteres.

Na atmosfera do satélite Titan, de Saturno, também foram encontrados vários compostos orgânicos. A Terra não se formou com a mesma composição do Sol, pois nela faltam os elementos leves e voláteis, incapazes de se condensar na região demasiadamente quente da nebulosa solar onde a Terra se formou, e depois os elementos leves secundários foram perdidos pelo proto-planeta porque sua massa pequena e temperatura elevada não permitiram a
retenção da atmosfera.

A Origem da Vida e Vida Extraterreste- III

A atmosfera primitiva resultou do degasamento do interior quente e era alimentada através da intensa atividade vulcânica que perdurou por cerca de 100 milhões de anos após sua formação. Apesar da ejeção de H2O, CO2, HS2, CH4 e NH3 na atmosfera, esta não possuía oxigênio livre como hoje, que poderia destruir moléculas orgânicas.

A formação de moléculas complexas requeria energia de radiação com comprimentos de onda menores que
2200Å
, providos por relâmpagos e pelo próprio Sol, já que não havia ainda na Terra a
camada de ozônio que bloqueia a radiação ultravioleta.

O experimento bioquímico em laboratório de Miller-Urey, realizado em 1953 por Stanley Lloyd Miller (1930-2007) no laboratório de Harold C. Urey (1893-1981), demonstrou que, nessa atmosfera redutora, sob a ação de descargas elétricas, é possível transformar 2% do carbono em aminoácidos, a base das proteínas.

No experimento de Miller-Urey, o
frasco de baixo contém o "oceano" de água, que ao ser aquecido força vapor de água a circular pelo aparato. O frasco de cima contém a "atmosfera", com metano (CH4), amônia (NH3), hidrogênio (H2) e o vapor de água.

Quando uma descarca elétrica (raio) passa pelos gases, eles interagem, gerando amino ácidos (glicina, alanina, ácidos aspático e glutâmico, entre outros).
15% do carbono do metano original combinaram-se em compostos orgânicos. Em 1959,
Juan Oró, na Universidade de Houston, conseguiu produzir adenina, uma das quatro bases do ARN (RNA) e ADN (DNA), a partir de HCN e amônia em uma solução aquosa. Embora a atmosfera da Terra possa não ter sido redutora no início, vários aminoácidos já foram detectados em meteoritos, mostrando que eles podem se formar no espaço.



A Origem da Vida e Vida Extraterreste- V

Vida na Terra
Segundo a paleontologia, fósseis microscópicos de bactéria e algas datando de 3,8 bilhões de anos são as evidências de vida mais remota na Terra. Portanto cerca de 1 bilhão de anos após a formação da Terra, a evolução molecular já havido dado origem à vida.

Desde então as formas de vida sofreram muitas mutações e a evolução darwiniana selecionou as formas de vida mais adaptadas às condições climáticas da Terra, que mudaram com o tempo. A evolução do Homo Sapiens, entretanto, por sua alta complexidade, levou
3,8 bilhões de anos, pois sua existência data de 300 000
anos atrás.

O Homo Sapiens Sapiens só tem
125 000 anos, e a civilização somente 10 000
anos, com o fim da última idade do gelo. Embora nenhuma evidência concreta de vida tenha até agora sido encontrada fora da Terra, os elementos básicos para seu desenvolvimento foram detectados no meio extra-terrestre.

Por exemplo, a lua Europa pode conter vida pois reúne os elementos fundamentais: calor, água e material orgânico procedente de cometas e meteoritos. Na Terra foram necessários
4,5 bilhões de anos para a vida inteligente evoluir, mas somente 1 bilhão para a vida microscópica iniciar. Entretanto, a vida pode tomar formas inesperadas, evoluir em lugares imprevisíveis, e de formas improváveis, os chamados extremófilos, descobertos em
1965.
Por exemplo, aqui na Terra, recentemente se encontrou a bactéria Polaromonas vacuolata, que vive quilômetros abaixo da superfície, nos pólos, sob temperaturas dezenas de graus abaixo de zero, bactérias em uma mina de ouro da África do Sul a 3,5 km de profundidade, microorganismos que vivem dentro de rochas de granito, que se acreditava completamente estéreis pela completa falta de nutrientes, até micróbios super-resistentes, como o Methanopyrus kandleri, que vivem no interior de vulcões submarinos, em temperaturas de até 113 C.

Essas bactérias se alimentam de gases, como o metano, e outros elementos químicos, como ferro, enxofre e manganês. O micróbio Pyrolobus fumarii era a forma de vida mais resistente às altas temperaturas até
2003. Os cientistas haviam registrado exemplares desses organismos vivendo a 113 graus Celsius. Derek Lovley e Kazem Kashefi, ambos da Universidade de Massachusetts, Estados Unidos, identificaram uma arqueobactéria (a forma mais primitiva de vida que se conhece) que se reproduziu em um forno a até 121 graus Celsius.

O nome científico do micróbio, um hipertermófilo unicelular, ainda não foi definido, e é conhecido como
Strain 121 (linhagem 121). Ele foi encontrado em um vulcão submarino no Havaí. Segundo Lovley, esses microrganismos usam ferro para produzir energia. Note que os fornos esterilizadores em geral trabalham a no máximo 121 C.

E outras como as Sulfolobus acidocaldarius, acidófilos, que vivem em fontes de ácido sulfúrico. Deinococcus radiodurans é um extremófilos radio-resistente, que consegue sobreviver a doses de radiação de
5 000 Grays. Uma dose de 1 Grays equivale à absorção de 1 joule por kilograma. 10 Gy são suficientes para matar um ser humano. Portanto, aqui na Terra, formas de vida primitiva muito diferentes existem.

A bactéria de menor tamanho reconhecida na Terra é a Mycoplasma genitalium, com 300 nm. As possíveis nanobactérias, encontradas também dentro de seres humanos, têm diâmetro entre 30 e 150 nm, cerca de um milésimo da largura de um fio de cabelo, e menor que muitos vírus, que não se reproduzem sozinhos, mas somente através de um ser vivo.

O tamanho extremamente pequeno das nanobactérias limita muito a investigação cientifica, e ainda não se conseguiu identificar DNA nelas. O microbiólogo Jack Maniloff, da Universidade de Rochester, determinou como
140 nm o tamanho mínimo para seres vivos, para ter DNA e proteínas em funcionamento.


A Origem da Vida e Vida Extraterreste- VI

Vida no Sistema Solar
A existência de vida inteligente pode ser descartada em todos os demais planetas do Sistema Solar. Em Marte, onde há água em certa abundância, atualmente em forma de vapor ou sólido, e a pressão atmosférica na superfície é 150 vezes menor do que na Terra, a morfologia da superfície indica que houve água líquida no passado.

O
meteorio ALH84001, proveniente de Marte, mostra depósitos minerais que ainda estão em disputa científica se são restos de nanobactérias, compostos orgânicos simples, ou contaminação ocorrida na própria Terra. Contaminação: a dificuldade de procurar vida extra-terrestre através de experimentos é a possibilidade de contaminação do experimento por vida aqui da Terra.

Quando a missão Apolo
12 trouxe de volta uma
câmara Surveyor 3 enviada anteriormente, encontrou-se uma colônia da bactéria Streptococcus mitis, que tinha contaminado a espuma de isolamento da câmara antes de ser enviada à Lua, e sobreviveu não só a viagem de ida e volta, mas os três anos que esteve lá no solo na Lua. Esta bactéria é comum e inofensiva e vive no nariz, boca e garganta dos humanos.

Vida na Galáxia
A inteligência, interesse sobre o que está acontecendo no Universo, é um desdobramento da vida na Terra, resultado da evolução e seleção natural. Os seres inteligentes produzem manifestações artificiais, como as ondas eletromagnéticas moduladas em amplitude (AM) ou frequência (FM) produzidas pelos terráqueos para transmitir informação (sinais com estrutura lógica).

Acreditando que possíveis seres extra-terrestres inteligentes se manifestam de maneira similar, desde
1960 se usam radiotelescópios para tentar captar sinais deles. Esta busca leva a sigla
SETI, do inglês Search for Extraterrestrial Intelligence, ou Busca de Inteligência Extra-Terrestre.

Até hoje não houve nenhuma detecção, mas esta busca se baseia em emissões moduladas de rádio, que produzimos aqui na Terra somente nos últimos
60 anos. Hoje em dias, as transmissões de dados por ondas eletromagnéticas estão sendo superadas por transporte de informação por fibras óticas, que não são perceptíveis a distâncias interestelares.

A Origem da Vida e Vida Extraterreste- VII


O SETI utiliza ondas de rádio para procurar sinais extraterrestres porque as ondas de rádio viajam à velocidade da luz mas não são absorvidas pelas nuvens de poeira e gás do meio interestelar. Dentro de um raio de 80 anos-luz da Terra existem cerca de 800 estrelas similares ao Sol. Podemos ver algumas destas estrelas a olho nu: α Centauri, τ Ceti, ε Eridani, 61 Cygni e ε Indi. O projeto Phoenix procura por sinais em cerca de 1000 estrelas na vizinhança solar.

OVNIs
Devido às grandes distâncias interestelares, e à limitação da velocidade a velocidades menores que a velocidade da luz pela relatividade de Einstein, não é possível viajar até outras estrelas e seus possíveis planetas. O ônibus espacial da NASA viaja a aproximadamente 28 000 km/hr e, portanto, levaria 168 000 anos para chegar à estrela mais próxima, que está a 4,4 anos-luz da Terra.

A espaçonave mais veloz que a espécie humana já construiu até agora (Voyager da NASA) levaria
80 mil anos para chegar à estrela mais próxima. Mesmo com um reator de fusão nuclear, o combustível necessário para a viagem à estrela mais próxima ocupa mil navios supertanques, e levaria 900
anos.

O Dr. Bernard M. Oliver
(1916-1995), diretor de pesquisa e vice-presidente da Hewlett-Packard Corporation e co-diretor do projeto de procura de vida extra-terrestre Cyclops da NASA, calculou que para uma espaçonave viajar até esta estrela mais próxima a 70% da velocidade da luz, mesmo com um motor perfeito, que converte 100% do combustível em energia (nenhuma tecnologia futura pode ser melhor que isto), seriam necessários 2,6 × 1016
Joules, equivalente a toda a energia elétrica produzida em todo o mundo, a partir de todas as fontes, inclusive nuclear, durante 100 mil anos, e ainda assim, levaria 6 anos só para chegar lá.

O importante sobre este cálculo é que ele não depende da tecnologia atual (eficiência de conversão de energia entre
10 e 40%
), pois assume um motor perfeito, nem de quem está fazendo a viagem, mas somente das leis de conservação de energia. Esta é a principal razão que os astrônomos são tão céticos sobre as notícias que os OVNIs (Objetos Voadores Não Identificados), ou UFOs (Unidentified Flying Objects) são espaçonaves de civilizações extra-terrestres.

Devido às distâncias enormes e gastos energéticos envolvidos, é muito improvável que as dezenas de OVNIs noticiados a cada ano pudessem ser visitantes de outras estrelas tão fascinados com a Terra que estão dispostos a gastar quantidades fantásticas de tempo e energia para chegar aqui.

A maioria dos OVNIs, quando estudados, resultam ser fenômenos naturais, como balões, meteoros, planetas brilhantes, ou aviões militares classificados. De fato, nenhum OVNI jamais deixou evidência física que pudesse ser estudada em laboratórios para demonstrar sua origem de fora da Terra.

Quatro espaçonaves da Terra, duas Pioneers e duas Voyagers, depois de completarem sua exploração do sistema planetário, estão deixando este sistema planetário. Entretanto, elas levarão milhões de anos para atingir os confins do Sistema Solar, onde situa-se a
Nuvem de Oort. Estas quatro naves levam placas pictoriais e mensagens de áudio e vídeo sobre a Terra, mas em sua velocidade atual levarão milhões de anos para chegarem perto de qualquer estrela.

A Origem da Vida e Vida Extraterreste- VIII

Planetas fora do Sistema Solar
Embora desde
1992 existam evidências gravitacionais (
efeito Doppler nas linhas espectrais demonstrando movimento em torno do centro de massa) da existência de mais de trezentos planetas fora do Sistema Solar, em várias estrelas na nossa Galáxia, é muito difícil detectar os planetas diretamente porque a estrela em volta da qual o planeta orbita é muito mais brilhante que o planeta, ofuscando-o.

Estes métodos indiretos, gravitacionais, só conseguem até agora detectar grandes planetas, tipo Júpiter ou Netuno, que não podem conter vida como a conhecemos, porque têm atmosferas imensas e de altíssima pressão sobre pequenos núcleos rochosos. Planetas pequenos, como a Terra,
requerem precisão muito maior do que a atingível pelas observações atuais. Como os efeitos gravitacionais só indicam a massa e a distância do planeta à estrela, não podem detectar nenhum sinal de vida.
A equação de Drake
A estimativa do número N de civilizações na nossa Galáxia pode ser discutida com o auxílio da equação de Drake, proposta em 1961 pelo astrônomo Frank Donald Drake, diretor do projeto SETI:
Idéias básicas:

Número de civilizações existentes na nossa Galáxia (N) = número de civilizações que podem ter surgido no tempo de vida da galáxia (vários fatores) × fraçao desse tempo que dura uma civilização (t/T) - 1959: Giuseppe Cocconi (1914-) & Philip Morrison (1915-2005) publicaram "Searching for extraterrestrial Communication (Nature, 184, 844)".

1960: Frank Drake (1930-) começou uma busca de sinais em Ceti e Eridani com o radiotelescopio de 25 m de Green Bank.
1961: 10 especialistas de diversas áreas (
Frank Drake, Carl Sagan (1934-1996), Melvin Calvin (1911-) (Premio Nobel de Química de 1961), entre outros) se reúnem. Drake formula sua equação.


Nesse caso, para haver uma única civilização tecnológica na galáxia além da nossa, ela precisaria durar no mínimo 300 mil anos. Não há no momento nenhum critério seguro que permita decidir por uma posição otimista ou pessimista. Conclui-se que, para se estabelecer uma comunicação por rádio de ida e volta, mesmo na hipótese otimista, a duração da civilização tecnológica não poderá ser menor que 12 mil anos.

Caso contrário, a civilização interlocutora terá desaparecido antes de receber a resposta. Naturalmente existem mais de
100 bilhões de outras galáxias além da nossa, mais para estas o problema de distância é muito maior. Um cálculo ainda mais otimista utilizaria um tempo de vida das civilizações tecnológicas muito maior do que um século. Seja nT = número de planetas ou luas com condições parecidas com as da Terra.



A Origem da Vida e Vida Extraterreste- IX

Hipótese muito otimista: N = 109:
1 bilhão de civilizações na nossa Galáxia podem e querem se comunicar!
Hipótese pessimista: N =
10-12: criaturas como os terráqueos são muito raras, apenas 1 caso em 1 trilhão de galáxias no nosso universo observável tem 1011
galáxias estamos sozinhos!

Já que não podemos viajar até as estrelas, qual seria a maneira de detectar sinal de vida em um planeta?
Considerando que a água é um solvente ideal para as reações químicas complexas que levam á vida, e que seus dois constituintes, hidrogênio e oxigênio são abundantes em toda a Galáxia, consideramos que água líquida na superfície e, portanto, calor adequado, é um bom indicador da possibilidade de vida.

Outros dois indicadores são a detecção de oxigênio e de dióxido de carbono. Oxigênio é um elemento que rapidamente se combina com outros elementos, de modo que é difícil acumular oxigênio na atmosfera de um planeta, sem um mecanismo de constante geração.. Um mecanismo de geração de oxigênio é através de plantas, que consomem água, nitrogênio e dióxido de carbono como nutrientes, e eliminam oxigênio.

O dióxido de carbono
(CO2) é um produto de vida animal na Terra. Mas estas evidências não serão indicações de vida inteligente, já que na Terra foram necessários 4,5
bilhões de anos para a vida inteligente evoluir, mas somente 1 bilhão para a vida microscópica iniciar.

O escritor Amir D. Aczel propôs a unidade de distância ano-jato, a distância que um avião a jato comercial, viajando a
1000 km/h, percorre em um ano, voando sem parar, e que corresponde a 8,766 milhões de quilômetros.
Portanto a distância mínima entre a Terra e Marte, de 56 milhões de km, corresponde a 6,388 anos-jatos, isto é, levaria 6,388 anos para viajar em um avião comercial a Marte. Para chegar a estrela mais próxima, levar-se-ia 4,64 milhões de anos, viajando a 1000 km/h. Até o centro da nossa Galáxia, a Via Láctea, 30 bilhões de anos, mais do dobro da idade do Universo.

O projeto Phoenix de procurar por emissão de rádio vindo de cerca de
800 estrelas parecidas com o Sol e a no máximo 200 anos-luz de distância, usando os maiores rádio telescópios do mundo durante os últimos 10 anos (1994 a 2004)
chegou ao fim sem encontrar qualquer emissão equivalente ao transmissores de nossos radares militares.

O campo magnético dos planetas é importante para manter a atmosfera, pois a colisão das partículas ionizadas do vento estelar com a atmosfera do planeta erode a atmosfera rapidamente. Portanto a existência de campo magnético dos planetas é uma das condições para manter vida.

Um vírus (do latin virus=toxina, veneno) é um agente infeccioso submicroscópico incapaz de crescer ou se reproduzir fora de uma célula hospedeira e, portanto, não é um ser vivo. Os seres vivos são atualmente divididos em cinco reinos: animais, plantas, fungos, protistas (protozoários monocelulares e alga) e moneras (eubactéria e cianobactéria) ou seis reinos: animais, plantas, fungos, protistas, eubactérias e archaebactérias.

Os OVNI não necessitam luzes para viagens espaciais, já que não há o que iluminar no espaço, e também não há notícias dos cones e explosões causados pela quebra da barreira de som quando altas velocidades são relatadas.


© Kepler de Souza Oliveira Filho & Maria de Fátima Oliveira Saraiva









































iIntrodução sobre a mitologia

Sílvio Anaz

Mitologias são narrativas sobre seres sobrenaturais que procuram explicar a origem do Universo, dos homens, dos animais, dos costumes e dos valores mais importantes de uma cultura. São histórias fantásticas em que deuses, semideuses e heróis humanos se aventuraram para a criação do mundo como o conhecemos.
Essas narrativas, que surgiram nos tempos primitivos, foram transmitidas oralmente durante séculos até terem seus primeiros registros escritos na Antiguidade. Desde então, elas continuam a nos encantar e influenciar.

Desde os primórdios, diferentes culturas em diferentes momentos históricos e de desenvolvimento criaram suas próprias mitologias. Afinal, todas elas precisavam achar uma explicação para os fenômenos naturais e para justificar suas hierarquias e o funcionamento de suas instituições sociais. Assim, egípcios, gregos, romanos, sumérios, maias, incas, astecas, tupis, celtas, nórdicos e vários outros povos criaram seus próprios mitos que serviram para explicar o mundo ao seu redor.

De todas elas, a mitologia grega foi a mais influente. Sete séculos antes de Cristo, o poema “Teogonia” atribuído a Hesíodo expôs em cerca de mil versos a criação do Universo e a origem das divindades. Esse tratado sobre a mitologia grega mostrou também a ascensão de Zeus até se tornar o soberano supremo dos deuses. Além de Hesíodo, as principais características da mitologia grega foram definidas nos poemas “Ilíada” e “Odisséia”, atribuídos a Homero.

Antes dos gregos, outras civilizações como os egípcios, os sumérios e os hindus já tinham constituído suas mitologias. Cada uma delas com suas divindades e com diferentes explicações para a origem e o funcionamento do mundo, dos fenômenos da natureza, do sentido da existência dos homens e das sociedades.
Apesar de apresentarem diferentes narrativas e terem surgido em diferentes locais e épocas, todas as mitologias que despontaram ao redor do planeta se relacionaram a tradições religiosas e se basearam em acontecimentos e seres fantásticos.

iIntrodução sobre a mitologia- II

As primeiras lendas e mitos
É provável que os primeiros mitos tenham surgido ainda no período Paleolítico, em algum momento entre 250 mil e 40 mil anos antes de Cristo. Evidências arqueológicas mostram indícios de que o Homem de Neandertal – um predecessor do Homo sapiens – tinha uma consciência mitológica, com crença num mundo metafísico, práticas ritualísticas e construções de santuários. Mas, foi somente com o desenvolvimento da linguagem e dos sistemas de escrita que os registros mitológicos das eras ancestrais chegaram mais claramente até nós.
Ranjan Chari.
Representação do deus Shiva
Assim, sabemos que nos tempos das primeiras grandes civilizações, como a egípcia que surgiu há cerca de sete mil anos, eram as lendas e os mitos que explicavam a aventura humana. Transmitidas oralmente de geração para geração, essas narrativas eram vistas como verdadeiras, como reveladoras da “história” do mundo e da humanidade para aqueles povos.

Nos primórdios, os mitos tinham o papel de contar como tudo começou. Eles narraram como em um tempo em que nada existia a intervenção de entes sobrenaturais fez surgir o cosmo, o mundo, os reinos animais e vegetais, os comportamentos humanos ou simplesmente uma montanha.

Seu objetivo desde o princípio tem sido explicar a realidade e a complexidade do mundo em que vivemos. E eles não são simplesmente o produto de uma ou várias imaginações criativas que inventam histórias fantásticas. Os mitos se originam a partir de uma visão mística das experiências humanas mais essenciais.

Como observa Joseph Campbell, um dos maiores estudiosos sobre mitologia, o que é comum a todos os seres humanos se revela nos mitos. Uma mitologia reúne assim as narrativas místicas de uma determinada cultura em uma determina época sobre a busca da verdade, do sentido de estarmos vivos, da experiência de vida de um povo.

Uma das mais antigas mitologias é a egípcia. Cerca de cinco mil anos antes de Cristo, no norte da África, os egípcios formaram uma das primeiras civilizações da história. Muitas das lendas e mitos que floresceram naquele período foram influenciadas pela relação deles com o Rio Nilo, cujas margens irrigadas pelas cheias periódicas eram as grandes provedoras de alimentos para aquela civilização.

Segundo a mitologia egípcia, no princípio dos tempos só havia um caótico oceano de águas revoltas. Quando essas águas baixaram, surgiu uma faixa de terra e sobre ela estava o deus Aton, que teria iniciado então a criação do mundo e das coisas que fazem parte dele.

Esse deus criador também foi conhecido como Ra, ou em outra versão como Amon. Ele chegou a ser reverenciado como o pai de todos os reis e deuses egípcios. Entre os mais importantes descendentes de Rá está Osíris, considerado deus da fertilidade, da agricultura e, após sua morte, deus dos subterrâneos ou do mundo inferior.

O mito de Osíris era visto pelos egípcios como uma metáfora da vida, da morte, do renascimento e da vida eterna. A mitologia egípcia, composta por lendas e mitos inter-relacionados, procurava explicar vários aspectos da vida cotidiana, da natureza e do mundo espiritual, como o nascer e o pôr-do-sol, a morte e o além, as mudanças das estações, a existência dos planetas, do sol e das criaturas vivas.

Quase tão antiga quanta a egípcia era a civilização suméria, que ocupava a Mesopotâmia, região do Oriente Médio onde hoje está o Iraque. Povo agrícola que desenvolveu técnicas de irrigação para vastas áreas secas e desérticas da Mesopotâmia, eles desenvolveram um conjunto de lendas, mitos e crenças espirituais que influenciariam a mitologia cristã, principalmente no Antigo Testamento, a judaica, a islâmica e também a grega. O dilúvio é um dos temas presentes na mitologia suméria e a lenda de Gilgamesh um dos principais relatos que revelaram o conjunto de deuses e heróis daquela civilização.

Enquanto a mitologia suméria influenciaria principalmente as religiões e mitos ocidentais, no Oriente uma das mais antigas e importantes mitologias era a hindu. Estudiosos acreditam que os mitos e as lendas hindus começaram a surgir há cerca de dez mil anos.

A principal fonte escrita do que os indianos chamam de “história dos tempos ancestrais” está no “Mahabharata”, obra literária provavelmente escrita no final do século
3. A mitologia hindu tem uma visão cíclica da vida e do Universo, na qual as principais divindades responsáveis pela criação e destruição de todas as coisas existentes são Shiva, Vixnu e Brama.

iIntrodução sobre a mitologia- III

Floriano Rescigno.
Hieróglifo com o deusegípcio Hórus
Essas primeiras mitologias já mostraram o aspecto universalista dos mitos. Em diferentes partes do mundo e épocas, culturas diversas lidaram com os mesmos temas essenciais da existência do homem, como a criação do mundo, o mistério da morte, a humanização dos deuses, a ressurreição. Esses assuntos voltariam a aparecer em duas das mais influentes mitologias já existentes, a grega e a romana.

Mitologia greco-romana
As principais religiões, como o cristianismo, o judaísmo e o islamismo, são mitologias que contam com milhões de seguidores ao redor do planeta. Mas, há duas outras mitologias que, mesmo sem pessoas que as cultuem nos dias atuais, estão entre as mais importantes e influentes da história.

Uma delas é a mitologia grega cujas obras poéticas atribuídas a Hesíodo e Homero, provavelmente escritas entre os séculos 8 e 7 antes de Cristo, constituíram a sua base escrita. Elas definiram as características dos deuses do Olimpo e deram cores às aventuras dos heróis gregos até então narradas oralmente de geração para geração.

Apesar de vistos como obras ficcionais, verdadeiras alegorias, por pensadores como Platão (o primeiro a usar o termo mitologia) e Aristóteles, os mitos e lendas eram aceitos como narrativas reais pela população grega. Enquanto Homero mostra na “Ilíada” e na “Odisséia” a aventura dos gregos, seus heróis e deuses na Guerra de Tróia e na saga de volta para casa, Hesíodo escreveu sobre a gênese dos deuses em “Teogonia”. A mitologia grega refletia a sociedade patriarcal e a forma de governo da Grécia antiga.

iIntrodução sobre a mitologia- IV

Estátua de Baco, deus romano dos vinhos, festas e prazeres
Com narrativas e personagens que se inter-relacionam desde o princípio, a mitologia grega se tornou a mais complexa e sofisticada de todas, com uma abrangência que atinge a tudo que diz respeito à experiência humana. É no chamado “helenismo” (século 4 a.C. – século 2 a.C.), período do apogeu da civilização grega, que ela se difunde com as características que conhecemos hoje. Na mitologia grega, o Monte Olimpo era a morada dos deuses assim como o ponto central da Terra.

Mas antes dos deuses e de tudo existir, era o Caos, uma massa na qual estavam as sementes das coisas. Dele surgiu a Terra e o Céu que geraram os Titãs, que eram os deuses primordiais. Entre os Titãs, estavam Saturno e Réia que tiveram como filho Zeus, que viria a ser o mais poderoso de todos os deuses e pai dos seres humanos.

No panteão politeísta grego, os deuses eram figuras antropomórficas, com costumes e aparências similares às dos homens. A cosmogonia retratada na mitologia grega, ou seja, a versão da origem do universo, é apenas o início de uma narrativa que desvenda de forma genial a multifacetada natureza humana.

Alguns dos principais deuses mitológicos


Afrodite: deusa grega símbolo do amor, do sexo e da beleza. Filha de Zeus e de Dione ou, em outra versão, nascida da espuma do mar na ilha de Chipre, onde era cultuada. Sua equivalente na mitologia romana é Vênus. Atena: deusa grega da sabedoria, da inteligência e da guerra justa. Filha de Zeus e Métis, ela é uma das mais poderosas deusas e foi uma das mais veneradas.

Zeus: o deus grego supremo, o deus dos deuses. Governa o mundo e zela por sua harmonia e pela ordem das coisas. O mais poderoso dos deuses controla os fenômenos atmosféricos, é dono do céu e da Terra e usa como arma um terrível raio. Seu equivalente na mitologia romana é Júpiter. Apolo: divindade grega, filho de Zeus e de Leto, ele é considerado o deus da luz benéfica e da verdade. Foi o inventor da música e da poesia e é considerado amigo da juventude bela e forte.

Baco: deus romano do vinho, das festas e do prazer, ele é filho de Júpiter e da mortal Sêmele. Seu equivalente na mitologia grega é Dionísio, considerado a divindade mais próxima dos homens.Poseidon: deus grego, senhor dos mares e de todas as suas criaturas, tem como arma um poderoso tridente. É irmão de Zeus. Seu equivalente na mitologia romana é Netuno.

A cultura romana foi outra importante fonte dessas histórias irreais que procuram explicar o mundo real, que são os mitos. A mitologia dos romanos foi fortemente influenciada pela grega. A origem mitológica do povo romano, por exemplo, remete à narrativa da “Ilíada”.

No poema épico “Eneida”, escrita por Virgílio no século 1 antes de Cristo, conta-se a história do herói Enéas, fundador dos romanos, filho do mortal Anquises e da deusa Vênus. Ele era casado com Creusa, filha de Príamo, rei de Tróia na época da luta contra os gregos.

Com a derrota de Tróia, Enéas fugiu com seu pai e seu filho e refugiou-se na península itálica onde lutaria para estabelecer o que viria a ser o poder imperial de Roma. Há também uma nítida equivalência entre os deuses antropomórficos gregos e romanos, que muitas vezes apenas recebem nomes diferentes, mas desempenham o mesmo papel e têm as mesmas características.

Introdução sobre a mitologia - V

Hedda Gjerpen.Detalhe de estátua de Netuno


A riqueza das mitologias grega e romana é tal que, mesmo após o fim dessas civilizações, elas continuaram a influenciar a humanidade. E a importância dessa influência se estende por aspectos sociais, artísticos e políticos da vida ocidental.

Mitologia na era moderna
Desde os tempos ancestrais os mitos procuram explicar de uma forma fantástica como as coisas surgiram, por que são assim e de que forma acontecem. Deuses, semideuses e heróis têm sido os personagens centrais dessas narrativas em diferentes culturas e em diferentes épocas.

Nos tempos modernos, muitas sagas criadas para a literatura, quadrinhos ou cinema têm se inspirado nos mitos e nas lendas gregas, sumérias, romanas, célticas, egípcias e nórdicas, e também são influenciados por mitologias atualmente cultuadas como a cristã e a judaica.

Essas grandes narrativas ficcionais modernas não parecem trazer novidades em relação à compreensão do mundo, além daquelas já desenvolvidas por grandes mitologias, como a grega e a cristã. Elas também não são a rigor uma representação coletiva de divindades e lendas, passadas de geração em geração.

Duas dessas sagas ficcionais contemporâneas – “O Senhor dos Anéis”, de J.R.R. Tolkien, e “Guerra nas Estrelas”, de George Lucas – apresentam a construção de universos totalmente novos e cheios de elementos mitológicos, que reproduzem na essência temas já explorados nas mitologias tradicionais.

Elas se aproximam das características mitológicas por conta de suas estruturas narrativas e características fantásticas, divinas e heróicas dos personagens, assim como por serem diferentes formas de revelarem suas explicações do mundo para nossas mentes.

Ao analisar o universo de “Guerra nas Estrelas”, Joseph Campbell considera que os filmes da saga possuem uma perspectiva mitológica válida. Para ele, em “Star Wars” o Estado é visto como uma máquina e a questão é saber se essa máquina vai esmagar a humanidade ou vai se colocar a seu serviço.

Campbell compara a questão mitológica colocada em “Star Wars” com àquela posta por Goethe ao narrar a lenda de Fausto: “Mefistófeles, o homem máquina, pode nos prover de todos os meios e está igualmente apto a determinar as finalidades da vida. Mas a peculiaridade de Fausto, que o qualifica para ser salvo, é que ele busca finalidades diferentes das da máquina. Ora, quando tira a máscara de seu pai, Luke Skywalker cancela o papel de máquina que o pai tinha desempenhado. O pai era o uniforme. Isso é poder, o papel do Estado”.

A atualização dos universos mitológicos é uma forma da humanidade relembrar suas origens e aprender o segredo das coisas. As narrativas sobre deuses e heróis que se tornaram modelos mitológicos universais continuam a ajudar a dar sentido à existência.

Campbell entende que a importância de se conhecer sobre as mitologias está no fato de que elas nos abastecem “de informação, provenientes dos tempos antigos, que têm a ver com os temas que sempre deram sustentação à vida humana, que construíram civilizações e informaram religiões através dos séculos, têm a ver com os profundos problemas interiores, com os profundos mistérios, com os profundos limiares da travessia, e se você não souber o que dizem os sinais ao longo do caminho, terá de produzi-los por sua conta”.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

João XXIII foi contactado por seres extraterretres.

Yohanan Díaz Vargas

Em 2008, o diretor do Observatório do Vaticano, José Gabriel Funes, em entrevista com o jornal LÓbservatorie Romano, afirmou que "Deus pôde ter criado vida inteligente em outras partes do universo e inclusive poderiam ser nossos irmãos", declarações que em matéria de minutos deram a volta ao mundo.


João XXIII foi contactado por seres extraterretres. II

Um dos antecedentes disto foi o publicado em 1985 pelo jornal inglês SUN e semanas depois reproduzido por um rotativo estadunidense em 23 de julho de 1985, onde se assegurava que o Papa João XXIII, a quem se lhe creditam milhares de fatos milagrosos em curas de doenças em todo mundo, teve vários encontros com seres extraterrestres.

Um deles muito especial e bem documentado, teve lugar na residência veraniega de Castell Gandolfo, em 1961. Segundo declarou um dos assistentes papais. “Era de forma oval e tinha luzes intermitentes azuis e âmbar. A nave pareceu sobrevoar nossas cabeças, depois aterrou sobre a grama no lado sul do jardim.

Um estranho ser saiu da nave; parecia um humano a exceção de que estava rodeado de uma luz dourada e tinha orelhas alongadas. Sua Santidade e eu nos ajoelhamos. Não sabíamos o que estávamos vendo. Mas soubemos que não era deste mundo, portanto devia ser um acontecimento celestial."
NÃO CAUSOU REAÇÃO NESSE MOMENTO

“O Santo Pai levantou-se e caminhou para o ser. Os dois estiveram de 15 a 20 minutos, pareciam falar intensamente. Eles não me chamaram, de modo que permaneci onde estava e não pude ouvir nada do que falaram. O ser deu a volta e caminhou para sua nave, em seguida marchou. O Sumo pontífice dirigiu-se para mim e me disse: Os filhos de Deus estão em todas partes; algumas vezes temos dificuldade em reconhecer a nossos próprios irmãos”. Nesse momento esta nota não causou nenhuma reação e foi retomada em 2007 em um congresso do fenômeno OVNI no Peru pelo Bispo para Centroamérica da Igreja Católica Ecumênica de Jesus Cristo, Higinio Asas Gómez.


João XXIII foi contactado por seres extraterretres. III

Dificuldade Em Reconhecer A Nossos Irmãos
Em 23 de maio de 1963 anunciou-se que o Papa padecia de cancro de estômago. Em uma semana posterior Angelo Giuseppe Roncalli morreu em Roma. O Papa não quis se deixar operar temendo que o rumo do Concilio Vaticano II, que se desenvolvia nesses momentos, se enfocara por outro caminho. João XXIII morreu sem ver concluída sua obra, a que ele mesmo considerava "A Posta ao dia da Igreja".

Monsenhor Higinio Asas em entrevista telefônica com O Gráfico assegurou que “ante o leito de morte lhe perguntou sobre seu encontro e contestou que isso ele levava em seu coração”. O religioso assegurou que “na memória de milhares de pessoas, este Pontífice é recordado como o ‘Papa bom’ e é também honrado por muitas organizações protestantes como um reformador cristão”. Disse que “o encontro do Santo Pai com seres não humanos, sendo verdadeiro, abriu sua mentalidade”.


No livro “As Profecias do Papa Juan XXIII” do escritor italiano, Pier Carpi, lê-se: “As luzes do Céu serão vermelhas, azuis e verdes, e velozes. Crescerão. Alguém vem de longe. Quer conhecer aos homens da terra. Já tem tido encontros.
Mas quem viu realmente tem guardado silêncio”. Sua Santidade João XXIII foi beatificado por João Paulo II em 3 de setembro de 2000 e quando foi exumado no ano 2000 se encontrou seu corpo em estado incorrupto. Seus restos descansam na Basílica de São Pedro.

Ouça a entrevista: (
Monseñor HIGINIO ALAS GÓMEZ)
EL UNIVERSAL Gráfico
http://yohanandiaz.blogspot.com/2009/02/el-grafico-juan-xxiii-contactados-con.html

Terra pode estar abrigando vida 'alienígena', diz cientista

James Morgan
De Chicago para a BBC News


A Terra pode estar abrigando várias formas de vida alienígenas, completamente dissociadas dos seres vivos já conhecidos, segundo um cientista da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos.

Em uma apresentação durante a conferência anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês), em Chicago, o físico Paul Davies disse ainda que essas "vidas paralelas" podem estar escondidas em locais inóspitos, como desertos, lagos de sal, fontes hidrotermais e áreas com altas temperaturas e radiação solar.

Davies afirmou ainda que várias desses "seres estranhos" podem estar vivendo entre nós, em formas que ainda não são conhecidas. Eles fez um apelo para que a comunidade científica lance uma "missão à Terra" para vasculhar ambientes tidos como hostis em busca de sinais de bioatividade.

'Segunda gênese'
"Não precisamos viajar a outros planetas para encontrar formas de vida estranhas. Elas podem estar bem aqui debaixo de nossos narizes", disse. "É perfeitamente razoável a ideia de uma biosfera paralela aqui na Terra", defendeu. "Mas nunca ninguém se importou em procurar por ela.

Eu pergunto: 'Por quê?'. Não é caro - seria um custo bem menor do que se gasta procurando por extraterrestres."
Davies foi um dos palestrantes de um simpósio que explorou a possibilidade de que a vida se desenvolveu na Terra mais de uma vez.

Segundo os cientistas, os descendentes desta "segunda gênese" podem ter sobrevivido até hoje, em uma "biosfera paralela" que está além da percepção humana porque seus habitantes têm uma bioquímica muito diferente da nossa.

"Todos os nossos microscópios estão desenvolvidos para estudar a vida que nós conhecemos - então não é uma surpresa que não tenhamos encontrados micróbios com uma bioquímica diferente", afirmou Davies. "Ainda não sabemos muito bem a aparência dessas formas de vida estranhas. É algo tão amplo como a própria imaginação, e é por isso que é tão difícil procurar por elas", disse.

Terra pode estar abrigando vida 'alienígena', diz cientista- II

Molécula
Segundo o cientista, a base desses organismos poderia ser o DNA e o RNA, mas com um código genético distinto ou com diferentes aminoácidos. Ou ainda, essas criaturas poderiam apresentar diferenças mais acentuadas.

"Talvez um dos elementos usados pela vida - carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio e fósforo - pode ter sido substituído por outros", explicou Davies. "Um dos exemplos é o arsênico, que é venenoso para o homem mas têm propriedades que dariam condições ideais ao desenvolvimento de micróbios."

Outro pesquisador, Steven Benner, da Universidade da Flórida, disse que antes de procurar por esses seres, é preciso provar que é possível criar novas moléculas capazes de sobreviver e evoluir.

Sua equipe desenvolveu um sistema químico sintético que precisa ser alimentado externamente, mas que é capaz de evoluir e se adaptar em uma geração seguinte. "Nosso próximo passo será aplicar um processo de seleção natural", afirmou Benner.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2009/02/090217_cienciaaliensml.shtml

A Terra pode ser o melhor lugar para encontrar aliens

Por Stella Dauer

Um artigo publicado na revista Cosmos especula que uma “biosfera escondida” pode existir em nosso planeta, dando espaço para uma possível vida alienígena, noticiou o site Slashdot.

De acordo com astrobiologistas, existem muitas formas de vida em nosso planeta que vivem sem o carbono, sendo portanto possível imaginar que possam existir outros tipos de seres em lagos de arsênico tóxico ou em pequenas passagens de água fervente do fundo do oceano.

O físico da Universidade do Estado do Arizona Paul Davies sugere que os cientistas organizem uma “missão à Terra”, explorando locais inóspitos e de difícil sobrevivência para seres normais.

“Não precisamos ir a outros planetas para encontrarmos vidas estranhas. Ela pode estar embaixo dos nossos narizes – ou até mesmo dentro de nossos narizes. É perfeitamente razoável esperar que encontremos uma biosfera escondida aqui na Terra, mas ninguém se deu ao trabalho de procurá-la até agora.”, declarou Davies na reunião anual da American Association for the Advancement of Science (AAAS) in Chicago.

“A questão é ‘por quê’? O custo não é alto – uma fração do dinheiro que gastamos na procura de vida extraterrestre”, disse ao site
BBC News.

Davies ressalta que as mesmas ferramentas e experimentos que são utilizados para detectar novas formas de vida em outros planetas podem ser utilizadas na Terra, uma vez que só detectam elementos diferentes da nossa composição.
Cientistas dizem que a probabilidade de existir vida em outros locais do universo são medidas em uma escala que vai de 0 a 1, com 0 representando chances nulas e um para 100% de certeza. “Gostaríamos de pensar que é 1, mas quem vai saber?”, disse Davies.

Ufo visto na China...


Zhang Shen, professor de Física na Universidade de Yunnan Kunming, China e presidente da Associação de Pesquisa OVNI Kunming tenho uma surpresa agradável na semana passada. At 8:40 de quarta-feira, 11 fevereiro deste ano a sua mulher estava em pé na sua varanda e reparei uma impetuosa faixa laranja brilhante objeto no céu. Ela rapidamente chamou seu marido e seu filho a sair e todos eles tem uma visão clara do UFO. Ms. Zhang também conseguiu captar o objeto em seu telefone móvel, uma vez que passou.

O objeto estava a viajar a uma velocidade incrível e cruzou o céu em menos de quatro minutos. Senhor Shen a imagem capturada depois descrito como uma "figura oito" e disse que estava ciente desta variedade de UFO foto. Ele disse que, de facto, esta foi uma ilusão de ótica e do UFO foi, de facto, um único globo ou pires com uma das metades do ciclo sendo o corpo do objeto e o outro a conseqüência de sua velocidade extra-ordinário.

Ele observou que ele tinha sido Discos voadores estudando para uma década, e é certo este não era qualquer tipo de embarcação terrestre ou um cometa alegando que teriam produzido resultados diferentes em uma fotografia

Para muitos leitores o objeto nesta foto parece suspeita semelhante à laranja globos tantas vezes maculosa no Reino Unido e, geralmente, demitido como as lanternas chinesas. Essa imagem teria provavelmente sido amortizados, como tal, se tivesse sido bati no Inglês rural.

Um deles, no entanto, apenas pode supor que o senhor Shen pode distinguir um UFO a partir de uma lanterna de papel, à luz dos já referidos fatos sobre ele, ou seja, que:
1. Ele é chinês.
2. Ele é um professor física.
3. Ele é presidente da Associação de Pesquisa OVNI Kunming com dez anos de experiência.

Isto nos leva à seguinte pergunta: são pelo menos uma parte do Reino Unido laranja globo Avistamentos real? Tem alguém ou alguma organização deixar fora as lanternas chinesas para confundir a opinião pública levando-as a rejeitar semelhantes verdadeira Discos voadores?

Desvendando o Internauta-padrão, parte 1: o crente

Estamos vivendo uma era de transição. Um momento que separa o passado, "desplugado" e sem qualquer acesso à informação, do futuro, totalmente imerso em um mundo sem fio e onde qualquer um pode consumir, produzir, transformar qualquer tipo de conteúdo.

Nesse cenário, duas coisas precisam ser consideradas. A primeira: existe uma defasagem muito grande entre o "heavy user", sujeito tarimbado e acostumado aos meandros da rede, e o novato que descobriu para que serve essa tal de Internet agora há pouco.

A segunda: independente do nível de conhecimento, pessoas que já estão conectadas há tempos ainda não tem cultura (entenda "educação") suficiente para aproveitá-la como deveria. E isso não é necessariamente um demérito: atire a primeira pedra quem nunca fez alguma burrada virtual, tendo a certeza de que estava tudo em ordem.

Vai chegar o dia em que estaremos num mundo ideal, onde as pessoas estarão incluídas digitalmente, seja por obrigação ou graças a incentivos públicos ou privados. Não importa: quando essas relações virtuais estiverem suficientemente claras para todos, essa visão caótica será substituída por um modelo onde as pessoas que criam, as que criam e consomem e as que simplesmente consomem serão facilmente identificadas - afinal, todos vão ter a mente aberta o suficiente para entender do que se tratam essas mudanças todas. Mas até esse dia chegar, ainda vamos como o Internauta-padrão.

Duas opiniões distintas sobre o vídeo de Rio Branco -II

Mas o que é o Internauta-padrão?
Normalmente, usa-se "analfabeto funcional" para identificar qualquer mula virtual. Eu faço aqui uma ressalva: a expressão, usada para definir quem consegue ler e escrever mas não sabe interpretar, é perfeita para alguns cidadãos totalmente sem noção, mas é um pouco forte para peculiaridades que definem algum tipo de deslize, mesmo os mais corriqueiros e imperceptíveis.

É diferente do Internauta-padrão, derivado de "operário padrão", isto é, aquele que bate cartão, dá uma enrolada, faz apenas o necessário e não está nem aí para o mundo. Assim como essa turma, o Internauta-padrão não pensa. Por alguma razão qualquer: limitação técnica ou saco cheio mesmo.

Por essa razão, Internauta-padrão não é um rótulo fixo. Ninguém é, necessariamente, Internauta-padrão o tempo todo. É bem provável que, a qualquer momento, eu ou você "estejamos" sob essa condição, permanente ou temporariamente (assim espero).

Para deixar bem clara a definição do Internauta-padrão, vamos mostrar gradativamente os tipos mais comuns, reunindo suas características específicas. Evidentemente, muitos desses tipos são complementares - e se algum usuário se encaixar em todos eles, "analfabeto funcional" ainda será pouco. Depois desta breve introdução, finalmente a primeira parte...

Desvendando o Internauta-padrão, parte 1: o crente- III

Quem é o Internauta-padrão crente?

Seria um dia normal na vida de Crente 1, não fosse por uma notícia bombástica: descobriram que o asteróide 2-Pallas teve sua órbita alterada e vai se chocar com a Terra, trazendo mudanças sem precedentes na existência humana. Instantaneamente, Crente 1 repetiu o que fizera quando encontrou as fotos do acidente da Gol: apanhou o endereço da matéria e encaminhou para todos os seus contatos, via e-mail, Orkut, MSN e afins.

Muitos de seus amigos entraram em estado de choque. Um amigo do amigo, o Crente
2 jornalista e editor de um grande portal conceituado, reproduz exatamente os mesmos parágrafos em uma notinha e ostenta a notícia em sua manchete. Com isso, cada vez mais pessoas vão atrás do assunto em mecanismos de busca - descobrem que outros grandes portais conceituados replicam o mesmo tema.

Os dois só souberam muito tempo depois que a informação era, na verdade,
uma campanha publicitária. Curiosamente, o Crente 2 já tinha sido enganado antes, ao fazer propaganda contrária à empresa Arkhos Biotech, que estaria prestes a privatizar a Amazônia. Coincidentemente, a empresa também fazia parte de uma jogada de marketing.

Aliás, o senador Arthur Virgílio (talvez o exemplo-mor de Internauta-padrão crente)
reclamou publicamente do inexistente laboratório norte-americano, mas quando soube que era uma dessas "novidades da Internet", reagiu com bom humor - foi até convidado pela empresa para brincar também.

Mas o que fez o Crente
2? Ficou irritadinho! Escreveu um novo artigo defendendo seus colegas jornalistas, que agiram de boa fé ao denunciar algo nefasto para seus interesses, e que isso era uma vergonha, uma tremenda falta do que fazer, e que deviam dar um jeito de tirar da Internet essas coisas nefastas. De repente, se o Crente 2 soubesse o que é ARG... Não, menos: se ele checasse a notícia, como qualquer jornalista deveria fazer, talvez fizesse diferente.

Desvendando o Internauta-padrão, parte 1: o crente- IV

Características do Internauta-padrão crente

- O Internauta-padrão crente QUER ACREDITAR, simples assim.
- Por isso, acredita completamente no que encontra em qualquer site, independente de sua procedência. Seu lema: "se está na Internet, é real".

- Mantém a mesma crença em histórias mirabolantes recebidas em seu e-mail: celulares de graça, crianças desaparecidas, doações de sangue, abaixo-assinados...

- Espalha essas bobagens todas para os amigos, reafirmando sua crença cega a todo instante. Ou escrevem, no máximo, algo como "eu não confirmei, mas pode ser que seja verdade".

Publicam a "mentira" em diversas páginas simultaneamente, sejam elas blogs medianos ou grandes portais conceituados.

- Esquece de revisar o dogma e deixa a "mentira" publicada, para que outros crentes redescubram o mesmo assunto, via Google, nesta e em outras páginas, mesmo semanas, meses, anos depois (a "cauda longa da ignorância").

- Fica surpreso quando descobre que foi enganado, se irrita profundamente e imagina todo tipo de ameaça para o autor da brincadeira.

- Pior cenário: mantém sua opinião até o fim, afinal, "se está na Internet, é real". "Que Lost, que nada. As fotos são do acidente mesmo!".

Desvendando o Internauta-padrão, parte 1: o crente - V

Eu sou um Internauta-padrão crente!!! E agora???
Se você caiu em uma ou outra pegadinha, relaxe. Certamente, sua vida anda corrida e, em um momento de fraqueza, foi surpreendido. Seu estágio como Internauta-padrão crente só existe por uma razão simples: falta de checagem.

Não importa se a informação chegar a você como uma propaganda, ou um hoax. Mesmo as fontes mais sérias costumam não apenas veicular publicidade, mas especialmente cometer erros. Claro que é chato pisar na bola. Mas mais chato é propagar a mancada como se fosse algo real ou alarmista.

Pode acreditar: não é a primeira vez e nem será a última vez que alguém será surpreendido por algum dado falso. E nem mesmo o Google pode ser julgado: ele não separa o joio do trigo, só traz opções baseado nos seus critérios de busca. Entre elas, talvez esteja a resposta desejada, ali entre alguns erros primários de informação e as manipulações movidas por algum interesse pessoal.

Por isso, antes de reclamar ou ameaçar o autor da sacanagem, lembre-se que você não pode obrigar os outros a terem bom senso ou análise crítica. Mas você pode. Na pior das hipóteses, desconfie de tudo, sempre. Caso ache um exagero, ao menos mantenha algum ceticismo, sempre no limite do bom senso. Pode ser que não salve vidas, mas pelo meios evita aquele "forward" desnecessário no e-mail.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Qual a diferença observável entre OVNIS e aeronaves experimentais?‏

Não se iluda, nem sempre é fácil para pessoas inexperientes identificarem uma aeronave ao longe: jà vi um piloto com mais de 8 mil horas de vôo se enganar!!! Não tem jeito: sem conhecer ao menos um pouco mais sobre tecnologia aeroespacial não dá. As luzes da aviação podem ser um bom começo para conhecer.

"Os aviões geralmente chamam a atenção das pessoas pelas suas luzes, principalmente à noite. Algumas fixas, outras piscando continuamente. Na verdade, cada luz que vemos nas aeronaves tem uma finalidade específica, o local onde está instalada, sua cor, a intensidade de luz que emite, obedece a padrões preestabelecidos em normas internacionais.

As luzes na aviação se dividem em dois sistemas: sistema de iluminação interna e sistema de iluminação externa. Farol de táxi, faróis de aterragem, luzes de navegação (ou posição) e luzes anticolisão, são os principais conjuntos que compõe o sistema de iluminação externa das aeronaves.

Há outros que podem variar de acordo com o modelo e o emprego a que se destina a aeronave. Dentre estes, podemos citar as luzes de inspeção do trem de pouso, que possibilita ao piloto em vôo confirmar visualmente se o trem está baixado e luzes de formação, utilizadas, por exemplo, nos Tucanos da esquadrilha da fumaça, para facilitar o vôo em ala à noite.

Não é, porém, somente à noite que as luzes das aeronaves são utilizadas. Os faróis de pouso mesmo durante o dia devem ser acesos nos procedimentos de pouso e decolagem e as luzes anticolisão devem estar ligadas sempre que a aeronave estiver em operação, mesmo que seja um giro de manutenção no pátio de estacionamento.

O movimento padrão dos aviões também dão dicas. Observe as principais rotas e os pontos de espera onde eles ficam virando esperando a liberação do tráfego. Tenho notado mais engano com relação a aviões quando eles ficam voando longe, no horizonte, e viram os faróis para o observador, parecendo um vôo pendular, mas é apenas projeção da perspectiva do movimento.

A questão do som também é um bom indicativo. Quase todos nós conhecemos os ruídos típicos dos aviões. Se começar a se interessar pelo assunto, como eu, com o tempo poderá identificar, inicialmente os tipos: pistão, turbohélice e jatos, mono ou bimotores e mais adiante, até a marca e o modelo do avião pelo barulho que ele produz.

Importante: A direção da propagação do som depende da temperatura e pressão. Um jato pode passar acima de sua cabeça em aparente total silêncio, sendo todo o ruído dirigido para outras bandas! Além disso, jatos costumam voar a mais de 10km de altitude e a mais de 850km/h, portanto o som chega defasado até nós, atrasando a audição e alterando a frequência (mais grave ou mais agudo).

Causa engano também a fumaça (na verdade cristais de gelo) que os jatos deixam dependendo da temperatura e altitude em que estão. Lembre-se que a grandes altitudes a temperatura pode chegar a
56
graus negativos. O querosene (combustível) são não congela por causa do atrito das asas com o ar que gera algum calor (além dos sistemas de segurança redundantes próprios da aeronave).

Quando os gases quentes da turbina escapam na atmosfera, provocam alterações súbitas que "condensam" a umidade do ar, cristalizando-se em gelo por causa do frio intenso. É a extensão da fumaça que engana algumas pessoas. Afirmam tratar-se de OVNI em forma de cometa, pois enxergam apenas uma cauda branca mais ou menos curta seguindo um pontinho escuro.

Parece mesmo um cometa, mas é que por causa da pressão e temperatura local, os cristais de gelo se desfazem em menos tempo. Muito mais erros causam os balões. Cilíndricos, curtos, longos, abaulados, esféricos, poliédricos, coloridos, transparentes, negros, brancos, cinzas, luminosos, escuros; para todos os gostos e ocasiões.

Podem ser um pouco rápidos, lentos, parados, subir, descer, mudar a trajetória etc. Aliás, o que o faz pensar, caro Wilson, que o OVNI descrito por você não era um balão? Para identificar só prestando atenção por um bom tempo, aguardando um movimento brusco ou qualquer evento que indique que ele não está ao sabor dos ventos.

Certa vez, aqui em Piracicaba, eu estava na casa de um ufólogo, grande amigo, que já tinha escrito dois livros e mais de 30 anos de pesquisa nas costas. Ao sair para fora da casa, vimos um OVNI em formato trapezoidal com movimentos de zig-zag a uma altura de aproximadamente 50 metros ou menos.

Não era muito grande e parecia se deslocar numa determinada direção. Entramos no Millennium Falcon, apelido que demos ao carro daquele ufólogo, um valente VW TL e partimos, com ele dirigindo, em altíssima velocidade pelas ruas e avenidas do bairro.

Eram cerca de 16 horas de um dia ensolarado. A pouco mais de 1 quilômetro da residência havia um grande terreno formado em pasto, foi onde vimos o OVNI pousar. Um menino de cerca de 12 anos o pilotava. Era um Pipa em formato de múltiplas células, ainda hoje pouco comum por aqui.

O experiente ufólogo olhou para mim, nós dois com cara de bobos, e disse: Nem mais uma palavra sobre isso! Estou contando agora (rs ) Nome daquele ufólogo? O querido Professor Renato Lourenço Costa. Este caso engraçado ilustra como é fácil se equivocar, sejamos leigos ou não.

Já as aeronaves experimentais de última geração, quase sempre são notícia antecipada nos veículos de publicação especializada, onde se expõem os comportamentos destes novos objetos, tripulados ou não. Os ufólogos normalmente acompanham estes avanços tecnológicos para orientar a população que sempre os procuram (ainda que não sejam remunerados para isso).
O mais importante é considerar a hipótese extra-terrestre como a última e não ter pressa de apresentar uma "conclusão definitiva".
Edson Zanin Barbosa
Leia o mais em:
http://www.eletroleve.com.br/database_images/luzesanv.pdf

LUZES NA AVIAÇÃO

Ariel Leite e E. Paulo Rockel

Os aviões geralmente chamam a atenção das pessoas pelas suas luzes, principalmente à noite. Algumas fixas, outras piscando continuamente. Na verdade, cada luz que vemos nas aeronaves tem uma finalidade específica, o local onde está instalada, sua cor, a intensidade de luz que emite, obedece a padrões preestabelecidos em normas internacionais.

As luzes na aviação se dividem em dois sistemas: sistema de iluminação interna e sistema de iluminação externa. Neste artigo nós falaremos a respeito das luzes externas, dando maior ênfase às luzes anticolisão e navegação. Farol de táxi, faróis de aterragem, luzes de navegação (ou posição) e luzes anticolisão, são os principais conjuntos que compõe o sistema de iluminação externa das aeronaves.

Há outros que podem variar de acordo com o modelo e o emprego a que se destina a aeronave. Dentre estes, podemos citar as luzes de inspeção do trem de pouso, que possibilita ao piloto em vôo confirmar visualmente se o trem está baixado e luzes de formação, utilizadas, por exemplo, nos Tucanos da esquadrilha da fumaça, para facilitar o vôo em ala à noite.

Não é, porém, somente à noite que as luzes das aeronaves são utilizadas. Os faróis de pouso mesmo durante o dia devem ser acesos nos procedimentos de pouso e decolagem e as luzes anticolisão devem estar ligadas sempre que a aeronave estiver em operação, mesmo que seja um giro de manutenção no pátio de estacionamento.

Os primeiros ultraleves, de vinte anos atrás, eram constituídos somente de motor e célula; pouquíssimos possuíam algum instrumento ou sistema de comunicação e segurança. Porém, a quantidade de aeronaves desta categoria tem aumentado muito e há clubes que nos finais de semana têm seu tráfego aéreo congestionado.

Estes pequenos aviões vêm deixando de voar somente sobre o aeródromo, passando a vôos mais distantes. Tornou-se obrigatório em algumas regiões a utilização de rádio VHF, transponder e há ultraleves efetuando pousos e decolagens até mesmo em aeroportos controlados, de tráfego intenso.

As luzes externas para esta categoria de aviação, portanto, tornou-se um fator de vital importância. Com o surgimento de fabricantes nacionais, com produtos de alto padrão e qualidade compatível com os importados, os fabricantes de aeronaves experimentais e ultraleves passaram a incorporar nos seus aviões os sistemas de luzes, como item de série e não como um simples acessório.

LUZES NA AVIAÇÃO- II

Luzes de Navegação e Anticolisão
a) Luzes de navegação: têm o objetivo de indicar a trajetória relativa da aeronave em relação aos observadores. Essas luzes serão vermelhas na ponta da semi-asa esquerda, verde na ponta da semi-asa direita e branca na parte traseira inferior da aeronave.

1. As luzes de navegação deverão ser exibidas à noite ou em qualquer outro período que se julgar necessário. A lente da luz de navegação direita geralmente é de cor azul. Isto ocorre porque a lâmpada incandescente (de filamento), usada nesse sistema, emite luz de cor amarela, que, misturando-se com o azul da lente, torna-se verde.

b) Luzes anticolisão: têm o objetivo de chamar a atenção para a aeronave. Essas luzes são brancas ou vermelhas, de funcionamento intermitente ou em relâmpagos, localizadas normalmente nas pontas da asa e no topo da deriva. Podem, também, ser fixadas na parte superior ou inferior da fuselagem.

As luzes anticolisão devem ser exibidas sempre que a aeronave estiver em operação, independente do período do dia (diurno ou noturno). Entende-se que uma aeronave está em operação, quando em vôo, efetuando táxi, efetuando giro de manutenção no solo ou mesmo sendo rebocada.

LUZES NA AVIAÇÃO- III

Descrição da Luzes de Navegação e Anticolisão
Luzes de navegação:
As lanternas de luzes de navegação são dotadas de lâmpadas de filamento, as quais, quando ligadas, mantêm um fluxo constante de luminosidade.
Lanterna na cor vermelha, asa esquerda.
Lanterna na cor verde, asa direita.
Lanterna na cor branca, cauda.
Luzes anticolisão:
As lanternas de luzes anticolisão brancas ou vermelhas são divididas em duas classes:
a) Lâmpadas de gás xenônio ou krypton. Emitem flashes de alta intensidade, produzidos por
descarga capacitiva.
b)Lâmpadas halógenas (de filamento). Acendem de forma intermitente ou ficam em rotação
(beacon rotating).


Para as pontas da asa são aplicadas as lâmpadas de gás xenônio brancas, também pode-se aplicar uma terceira lâmpada de xenônio na cauda da aeronave, junto à de navegação, com lente transparente (luz branca).No topo da deriva ou na parte superior ou inferior da fuselagem, aplicam-se as vermelhas intermitentes, com lâmpadas halógenas ou de gás xenônio

LUZES NA AVIAÇÃO- IV

Considerações Sobre a Lâmpada de Gás Xenônio
As lâmpadas por descarga de gás xenônio ou krypton são formadas por um tubo de vidro, geralmente na forma helicoidal, contendo em seu interior o gás sob pressão. Possuem dois eletrodos em suas extremidades, os quais trabalham com
tensões elevadas, próximas de
500
volts.

Um terceiro eletrodo, em volta do tubo, chamado de ionizador, opera com pulsos de até
6.000
volts, produzido por uma bobina, junto à própria lâmpada. Ao receber estes pulsos, o gás é ionizado, gerando um plasma, o qual emite uma intensa luminosidade, chamada de relâmpago (ou flash), com duração de 1 milisegundo, o qual também gera uma alta temperatura na lâmpada e partes próximas à mesma.

As especificações de intensidade das lâmpadas são dadas em joules ou W/s (wats por segundo). Para termos uma referência, uma energia de
14 joules pode ser visualizada até cerca de 8
km de distância. Para o seu funcionamento, estas lâmpadas necessitam de um módulo de potência (ou fonte), que gera a alta tensão e fornece os pulsos para o disparo das lâmpadas.

Os cabos elétricos das lâmpadas devem ser blindados e suas especificações são fornecidas pelos fabricantes. Em razão destas características, as lâmpadas de xenônio requerem um cuidado especial em seu manuseio.
Para mexer no sistema, deve-se aguardar pelo menos 10 minutos, após o seu desligamento, pois há tensões acumuladas no circuito. Deve-se evitar, também, tocar com as mãos no tubo da lâmpada pois o próprio suor das mãos pode ser prejudicial.

LUZES NA AVIAÇÃO- V

Como Definir Um Sistema De Luzes Para a Aeronave
Abaixo, enunciamos alguns tópicos que convém ser levados em consideração antes de se efetuar uma compra no exterior ou de alguns dos nossos fabricantes nacionais:
1.
O que é necessário e o que se pode instalar na aeronave?
2.
O sistema a ser adquirido tem suporte técnico no Brasil (peças para reposição, manutenção, orientação técnica-caso precise)?
3. Qual a tensão e o potencial elétrico disponível na aeronave?
4. Como proceder à instalação?

Respostas:
O que é necessário e o que se pode instalar na aeronave?
É necessário que se instale o sistema de luz anticolisão, que tem seu uso previsto tanto para o dia como para a noite. Como os ultraleves não podem voar à noite, não é obrigatório a instalação do sistema de luzes de navegação. Porém, a grande maioria faz a opção por instalar os doissistemas, navegação e anticolisão, deixando a aeronave mais completa no que diz respeito às
luzes externas.

O sistema a ser adquirido tem suporte técnico no Brasil?
Deve-se consultar o fabricante ou representante dos produtos

LUZES NA AVIAÇÃO- VI

Qual a tensão e o potencial elétrico disponível na aeronave?
A bateria é uma fonte secundária de energia elétrica para a aeronave. Em condições normais, quem deve suprir o sistema elétrico é o gerador (ou geradores – no caso de aeronaves multimotores). A tensão do sistema, logicamente, pode-se ver pela bateria, se são
12 ou 24 volts.

Com isto já se tem o primeiro parâmetro necessário para a escolha de um equipamento elétrico ou eletrônico que se deseja instalar na aeronave. Porém, não se pode ir "pendurando" cargas à vontade, sem nenhum critério. Deve-se respeitar a capacidade máxima da fonte principal de energia, que pode ser um gerador, alternador ou um magneto, como ocorre nos motores de dois tempos dos ultraleves.

A capacidade do magneto do motor Rotax
503, por exemplo, é de 140
watts. Portanto, a soma de todos os equipamentos elétricos e eletrônicos alimentados por ele não deve ultrapassar este valor. Há, porém, equipamentos que não ficam em funcionamento o tempo todo, como o farol de pouso e o rádio VHF, que requer uma potência maior somente no momento de transmissão, que ocorre eventualmente e em espaços de tempo curtos. Nestes casos, a bateria supre o excesso requerido, sem que seu nível de carga seja comprometido.

Como proceder à instalação?
Para se efetuar a instalação de um conjunto de luz anticolisão e navegação em uma aeronave, onde se inclui interruptores, fusíveis, cablagens elétricas, módulos de potência, soquetes, lâmpadas e outros componentes, que variam de aeronave para aeronave, bem como das opções de equipamentos feitas, pode parecer, à primeira vista, que é algo difícil de ser feito.

Porém, os equipamentos existentes no mercado nacional, destinados especificamente para a aviação experimental e ultraleves, vêm com manuais contendo instruções detalhadas, que facilitam a instalação. Não é necessário que o técnico instalador seja eletricista, pode ser um mecânico, com um conhecimento básico de eletricidade.

Mas é importante que seja um técnico habilitado para trabalhar em aeronaves, para não comprometer a segurança de vôo. Em razão da grande diversidade de pontas de asa e deriva, os fabricantes nacionais oferecem uma gama de adaptadores para cada tipo de aparelho.

A aviação desportiva, portanto, dispõe hoje de todos os recursos necessários para se equipar com luzes externas, adquirindo com isso maior segurança e valorização para as aeronaves. Outras informações podem-se obter através dos telefones abaixo:

Eletroleve Indústria e Comércio Ltda (067) 331 2089
Arieltek Eletrônica Embarcada (019) 461-6690
Whelen Engineering (860) 526-4078
Aeroflash Signal 1-800-322-2052
http://www.eletroleve.com.br/database_images/luzesanv.pdf

Não se iluda: a Era de Aquário não será só Paz e Amor

nGarziella Marraccini

Para continuar a falar sobre a Era de Aquário que recentemente gerou e-mails e discussões na Internet, por causa do alinhamento planetário no signo de Aquário, gostaria essa semana de acrescentar algumas informações que, para aqueles que se interessam á astrologia, podem ser preciosas.
A Era de Aquário que está sendo tão anunciada não tem um dia certo para iniciar já que a superposição das Eras precessionais (vejam artigos já publicados sobre o assunto) não pode ser precisada com exatidão como o nascer do Sol a cada dia.

É verdade que o alvorecer da Era de Aquário já está dando seus sinais há muito tempo, talvez desde a descoberta de Urano em 1781! No entanto, quando Urano entrou em Aquário, em 1996, ele parece ter acelerado o tempo, ou até mesmo parece que ele eliminou a noção de tempo. Tudo nos parece mais acelerado.

De fato, com a vinda da Internet, da conexão imediata através dos telefones celulares, as conferências on-line podem ser efetuadas com pessoas espalhadas nos cinco continentes e a globalização se tornou evidente em todos os setores. Não existem barreiras que impeçam a chegada da informação em tempo real!

Estes fatores parecem ser claramente indícios dessa influência astrológica provocada pelo astro do 'não tempo'! A meu ver, enquanto estivermos encarnados num corpo físico e a matéria for nosso elemento primário, precisaremos de objetos físicos para nos conectar uns aos outros.

Logo, a verdadeira chegada da Era de Aquário será marcada, a meu ver, pela verdadeira telepatia, ou seja, poder da mente de se conectar com outra pessoa à distância, ou até mesmo pela telecinética, ou ainda pelo dom da bilocação que é a capacidade de estar em dois lugares, fisicamente, (ou provavelmente em projeção astral) ao mesmo tempo.

No entanto, assim como existe uma grande confusão naqueles dias que antecedem uma grande mudança (de residência, de emprego, de cidade, etc.), ou até mesmo nos dias imediatamente posteriores, a mudança de uma Era para outra também provoca uma grande confusão entre os seres humanos.
A Era de Peixes viu o aparecimento das grandes religiões monoteístas e, principalmente, marcou o inicio da Era Cristã. Jesus teve pescadores como discípulos e sempre pregou em seus sermões o amor incondicional ao próximo...

Não se iluda: a Era de Aquário não será só Paz e Amor - II

Ao receberes um tapa, dê a outra face! Os pobres e humildes chegarão ao Reino dos Céus, e a pobreza, espalhada por Cristo teve em São Francisco de Assis seu maior expoente. Este que, nascido de família rica, renunciou à riqueza, dedicou-se aos pobres e conseguia falava aos animais!

O símbolo usado pelos cristãos era um peixe e até hoje, a mitra dos arcebispos nos lembra uma grande boca de peixe aberta na direção do céu. Os sacerdotes da Igreja Católica são 'pescadores de almas' e um dos maiores milagres do Cristo foi a multiplicação dos peixes! Astrologicamente, essa era de Peixes que sucedeu a era de Áries (era de guerras e conquistas) não terminou, mas, a meu ver, a humanidade ainda não assimilou inteiramente os ensinamentos cristãos.

De qualquer maneira, cada Era traz consigo os ensinamentos da Era anterior, do mesmo modo que, ao passarmos de ano na escola, trazemos conosco a bagagem de aprendizado do ano anterior. Se acrescentarmos os ensinamentos de Peixes aos ensinamentos de Aquário já em processo, teremos uma chance para salvar a humanidade de uma grande catástrofe antes que a anarquia se instale e a rebeldia se torne uma constante generalizada.

A liberdade clamada por Aquário não significa anarquia. A fraternidade clamada por Aquário não pode existir com discriminação e preconceito. E a igualdade visa melhorar as condições sociais diminuindo a disparidade entre ricos e pobres. Assim, de verdade, esse lema: Liberdade, Igualdade e Fraternidade marcará definitivamente nossa entrada na Era de Aquário.

A liberdade significa também respeito à do próximo. A fraternidade não consiste em reconhecer somente nossos irmãos conclamados em pactos, e a igualdade não significa discriminação social e nem divisão em castas. Nesses dias passados, (no dia
14
de fevereiro precisamente) quando um alinhamento astrológico nos lembrou a letra do famoso musical Hair, muitas inverdades foram veiculadas pela mídia sobre o inicio da Era de Aquário e alguns videntes e astrólogos afirmaram ser essa uma verdade absoluta! A mídia gosta de grandes títulos! Porém, não se iludam, temos tempos difíceis pela frente.

Primeiramente porque a oposição entre Saturno e Urano não irá terminar tão cedo, apesar de que certo alivio poderá ser sentido entre abril e setembro deste ano, mas a tensão retornará com força e outros abalos virão sacudir o mercado. Mais tarde, já em
2010,
a situação se tornará ainda mais carregada, já que Saturno e Urano formarão também um aspecto tenso com Plutão.

Poderá então ocorrer um movimento mundial onde vários governos irão procurar enrijecer as barreias protecionistas para manter o seu status-quo. É possível até mesmo que surja algum organismo mundial que vise estabelecer uma nova ordem econômica, procurando estabelecer outros modelos de desenvolvimento.

Não se iluda: a Era de Aquário não será só Paz e Amor - III

Também no cenário político não estaremos isentos de ver aparecer mais governos totalitaristas (vide Chaves, Putin, etc.). Nosso país estará a salvo dessa crise? Não é possível afirmar que num mundo globalizado alguém possa se isentar de receber os respingos de uma crise de tamanha importância!
Mas existe esperança no fim do túnel: Júpiter, um grande benéfico, estará atravessando o Ascendente do Mapa do Brasil e ele ajudará nosso país em muitos sentidos, nos oferecendo oportunidades em muitos campos.

Nosso povo, muito espiritualizado e tolerante às diversidades ideológicas, religiosas e raciais, terá uma vantagem: se manterá acesa a fé que unirá nossas mentes e nosso espírito em prol de um futuro mais promissor. Apesar das profecias catastróficas que circulam por aí e que não devem ser subestimadas, creio firmemente que se unirmos nossas mãos e orarmos juntos poderemos fazer a diferença.
Aquário é 'vertente de água' e água é 'vertente de vida'!
Esta semana podemos meditar nas três letras abaixo:
Essa é a energia do Gênio Cabalístico de nº 23 que nos ajuda a compartilharmos a chama da fé nos mantendo conectados uns com os outros. Seu nome é Melahel e seu salmo de oração é de nº 102. Seu nome significa: Deus que livra dos males.
http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/c.asp?id=08395

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

A ERA DE AQUÁRIO


Alexey Dodsworth - Diretor técnico da Central Nacional de Astrologia.

Além do movimento de rotação da Terra em torno de seu eixo, há também um movimento que envolve uma lenta mudança deste próprio eixo, e a este movimento chamamos "precessão dos equinócios".
Por conta desse movimento a posição do Sol na eclíptica se modifica vagarosamente,modificando o fundo aparente das estrelas ditas "fixas". Um observador atento notará que, ano após ano, o Sol cruza o Equador no início de cada equinócio sempre um pouco antes do ponto cruzado anteriormente.
Aproximadamente a cada 72 anos, os equinócios caminham um grau para trás, o que incorre na duração de cerca de 2156 anos para cada Era astrológica, e um ano sideral de 25868 anos terrestres (quando todo o zodíaco é percorrido).

Cálculos variados localizam a Era de Aquário como tendo início por volta do ano de 2600. Há algumas divergências quanto a isso. Max Heindel, por exemplo, aponta o ano de 2654 como início da Nova Era, enquanto que Shepherd Simpson aponta o ano de 2680.
Divergências acerca da exatidão à parte, o importante aqui é compreender o que caracteriza a mudança de uma Era para a outra: a precessão dos equinócios.

A ERA DE AQUÁRIO -II

Nos anos 60, pouco antes da estréia do famoso musical "Hair", no qual foi lançada a conhecida canção "Let the sunshine in" (mais conhecida como "Aquarius", por conta de seu refrão), ocorreu um acúmulo planetário (stellium) no décimo-primeiro signo zodiacal.

Nos dias
4 e 5 de fevereiro de 1962, praticamente todos os planetas do céu visível (os planetas tradicionais da Astrologia) se encontravam alinhados no signo de Aquário. Na ocasião, diversas reportagens e astrólogos anunciavam que este seria "o sinal" para o início da Era de Aquário.

Investigações em bibliotecas públicas poderão comprovar o que digo: muitos astrólogos de todas as partes do mundo anunciavam o dia 4 de fevereiro de 1962 como sendo o início da tão esperada Nova Era, considerada a promessa de um período de paz, harmonia e fraternidade entre os povos.
Há dois pontos importantes a serem considerados, aqui: primeiramente, não obstante o fato de que o aglomerado planetário de 1962 tenha sido realmente impressionante, o que marca o início de uma Era não é um aglomerado num signo, e sim a precessão equinocial.

É tecnicamente incorreto atribuir o início da Nova Era ao dia 4 de fevereiro de 1962; em segundo lugar, o acúmulo astrológico em Aquário foi seguido pelos mesmos tradicionais conflitos, guerras, manifestações de intolerância e todas as coisas que ainda fazem parte da natureza humana.

A ERA DE AQUÁRIO -III

Em 17 de outubro de 1967, anos após o impressionante aglomerado aquariano, foi lançado o musical "Hair", cuja música-tema canta (traduzindo para o português):
"Quando a Lua estiver na sétima casa e Júpiter se alinhar com Marte então a paz guiará os planetas e o amor dirigirá as estrelas este é o começo da Era de Aquário (...)"A música em questão NÃO está tecnicamente correta, já que, conforme explicado, o início da Era de Aquário não tem absolutamente nada a ver com Marte alinhado com Júpiter ou com a Lua na Casa 7. Entretanto, a música não tem nenhuma obrigação de estar tecnicamente correta.

Vale aqui recordar a controvérsia envolvendo o filme "O Signo da Cidade", no ano passado: a arte não tem que corresponder a uma verdade técnica. Se a música expressasse que a Era de Aquário começaria com Plutão na Casa
13 ou com a Lua retrógrada, isso seria licença poética, a prioridade é a rima, a estética, e não a verdade técnica.
O problema começa quando queremos de qualquer jeito encaixar a arte na verdade técnica ou a verdade técnica na arte. Vale também salientar que a música em momento algum diz que o alinhamento de Marte com Júpiter deve ser no signo de Aquário.
Ela fala de alinhamento de Marte com Júpiter puro e simples, coisa que acontece com grande regularidade. A Lua na Casa 7, por sua vez, é um evento diário. A propósito, a Lua sempre estará na Casa 7 em algum ponto do planeta Terra.
Nos próximos dias 14, 15 e 16 de fevereiro, viveremos um alinhamento envolvendo os planetas Marte e Júpiter no signo de Aquário, numa conjunção muito próxima.
O Nodo Lunar Norte e Quíron também estarão envolvidos nessa configuração. Mercúrio se aproxima de Marte e Júpiter por conjunção aplicativa; e Netuno, apesar de estar em Aquário, estará muito distante do que seria aceitável para uma conjunção.

A ERA DE AQUÁRIO -IV

Alguns astrólogos salientam a importância deste dia como sendo um dia favorável para meditações concernentes à paz mundial, à fraternidade entre os povos e outras coisas que fazem parte do ideal aquariano.
Outros (poucos) apontam para esta data como sendo a data de início da Era de Aquário, usando como argumento o fato de a configuração astrológica desse dia ser a cantada pela música "Let the sunshine in".

No tocante à possibilidade de meditarmos e fazermos mentalizações pela paz mundial, não há nenhuma incorreção técnica neste clamor. Particularmente, creio que todos os dias são dias em que este tipo de bom desejo pode ser emitido, mas esbarramos aí com a crença de cada um, que não tem nada a ver com tecnicidades astrológicas.

Entretanto, se o astrólogo acredita que o dia 14 de fevereiro de 2009 assinala o início da Nova Era, ele está tão errado quanto estiveram aqueles que, em 1962, diante de um aglomerado astral muito mais impressionante do que o que veremos no próximo dia 14, afirmaram a mesma coisa.
O que poderá ser comemorado no dia 14 de fevereiro próximo será tão-somente a conjunção de Marte com Júpiter, e não o início da Era aquariana.

A ERA DE AQUÁRIO -V

Vale destacar que nos encontramos num período de transição, em que a Era de Peixes manifesta seus derradeiros estertores e a Era de Aquário já mostra seus primeiros sinais. Apesar de a Nova Era só se iniciar por volta do ano 2600, é perfeitamente possível vislumbrarmos suas características desde já.
Por fim, como ponto de reflexão possível, vale questionar se a Era de Aquário é o que imaginamos que seja. Muitos idealizam a Nova Era, apostando nela como sendo um período de paz, amor e harmonia universais.
Na prática, entretanto, uma Era astrológica não é melhor do que a outra, é apenas diferente, com novas virtudes e novos problemas. Que problemas possíveis podemos ter de enfrentar na Era de Aquário é assunto para muitas discussões que servirão como novos artigos para este site.
Que o sol nos ilumine!

Alexey Dodsworth é Diretor Técnico da CNA
CNA - Central Nacional de AstrologiaAv. Presidente Vargas, 590 - Sala 902, Centro, Rio de Janeiro - RJ,CEP 20071-000 - e-mail:
contato@cnastrologia.org.br

Acobertamento, questão vital

Paulo R. Poian.

Já nos anos 20 do século passado temos registros de pessoas idôneas que procuravam as autoridades para tentar repassar informações sobre os perigos da energia nuclear para fins bélicos e os efeitos da poluição desenfreada, relatando que foram alertadas por seres extraplanetários.

Interessante salientar que não havia sequer noção do que era esta tal energia entre a população civil antes de Hiroshima e Nagasaki
(1945),
e muito menos no que poderiam resultar os poluentes na atmosfera e superfície terrestre. Começaram a ser taxadas propositalmente de mentirosas, loucas, inconseqüentes.

Hoje em dia sabe-se que por essa época se começava o chamado acobertamento, a desinformação, porque foram alguns governantes, cientistas e militares que começaram a acusar essas pessoas de insanidade, de mentirosas e a população absorveu, sem questionar.
Alguns governos começaram a investigar o que estava acontecendo e perceberam que os UFOs eram reais e que provavelmente não eram terrestres. A partir daí, quem falava em Disco Voador era totalmente ridicularizado. Isso fez com que todos tivessem medo de contar suas experiências, guardando tudo apenas em família, mesmo assim com muito cuidado.

Na própria constituição americana, existe um artigo dos anos
60
determinando o isolamento e a quarentena de qualquer cidadão suspeito de ter tido contato próximo com um UFO, sem haver necessidade de ordem judicial ou mandado de busca e prisão (como se faz atualmente com algum suspeito de terrorismo).

Ora, mas por que isso se Discos Voadores não existem? Obviamente todos nós sabemos da política de acobertamento mundial, não é necessário exemplificar e relembrar tantos casos envolvendo autoridades e o sigilo ufológico perante a humanidade, os governos mundiais estão conscientes e aceitam o fenômeno UFO.

Contudo, algumas questões vêm sempre à tona e é sobre elas que pretendemos explanar:Quais seriam os grandes motivos para o acobertamento? Por que não se fala tudo o que se sabe, afinal? Por que não abrem o jogo?
1) Na modesta opinião deste autor, o principal motivo para a continuidade destas mentiras hoje em dia é a imensa bola de neve que isto se tornou. A questão é: Por onde começar a contar a verdade? Como? Quais seriam os efeitos políticos e militares perante a população revoltada com tantas mentiras assumidas publicamente? Quem pagaria e responderia judicialmente por isso, quem seria culpado?
2) A vulnerabilidade norte-americana. Isso foi exposto ao mundo em 11 de setembro de 2001, todos viram que os EUA não é indestrutível nem invencível. Isso foi uma desmoralização ao controle norte- americano sobre o mundo.