sábado, 19 de janeiro de 2008

Alô! Tem alguém na escuta?

Alô! Tem alguém na escuta?
Marcelo Gleiser.


Emoções hollywoodianas à parte, a busca por inteligências extraterrestres é um assunto levado a sério por muitos cientistas. Tudo começou em 1960, quando o jovem astrônomo Frank Drake convenceu seu chefe, no Observatório de Radioastronomia de Green Bank, em West Virginia, nos EUA, a gastar US$ 2.000 em um novo equipamento para o radiotelescópio.

A idéia de Drake era equipar o telescópio com um receptor dedicado à busca de sinais de rádio gerados por seres inteligentes, que hipoteticamente habitam outras partes do Universo. O projeto foi aprovado na hora.
Passados 38 anos, a Seti (sigla em inglês para Busca por Inteligências Extraterrestres) continua firme, apesar da falta de fundos, dos resultados até agora negativos e da incredulidade de muitos.Na verdade, o número de observatórios e pesquisadores envolvidos na Seti só tem aumentado nos EUA e em diversos países.
Como procurar por transmissões de rádio "inteligentes" provenientes de outra civilização? A busca por sinais de rádio inteligentes está concentrada em uma determinada banda de freqüência, tipicamente de 1.400 megahertz a 1.720 megahertz, como é o caso do projeto Beta, da Universidade Harvard.

A escolha da banda vem da freqüência natural do átomo de hidrogênio, de
1.420 megahertz. Como o hidrogênio é o elemento mais abundante no Universo, essa seria a freqüência "mais natural" a ser escolhida. Será? O receptor do radiotelescópio tem 250 milhões de canais cobrindo essa banda de freqüência, ou seja, uma resolução em torno de 1,3
hertz por canal.

A quantidade de dados acumulados diariamente chega a ocupar
22 milhões de megabytes de memória, posteriormente "filtrados" por um supercomputador, que seleciona possíveis sinais interessantes. Um dos problemas com a Seti é definir quais sinais são resultado de uma transmissão inteligente.

O financiamento para esse projeto (e outros) vem da Sociedade Planetária, uma entidade privada que conta hoje com mais de 100 mil membros, fundada por Carl Sagan, um entusiasta da busca pela vida extraterrestre.
No seu livro "Contato", que recentemente virou filme de enorme (e merecido) sucesso, Sagan conta a história de um contato hipotético com uma civilização muito mais avançada do que a nossa, por meio de ondas de rádio, numa jogada magistral de divulgação e de publicidade para sua organização.

Para Sagan, a busca por civilizações extraterrestres é algo que fala a cada um de nós e não deve depender das flutuações na orientação da política científica do governo norte-americano. Os que acreditam na existência de vida inteligente fora da Terra citam os grandes números: com bilhões de estrelas só na nossa galáxia, certamente muitos milhões terão planetas à sua volta com condições semelhantes às encontradas aqui.

E desses, muitos terão favorecido a evolução de vida inteligente. Já para os descrentes (na maioria biólogos), o processo evolucionário que leva ao desenvolvimento de vida inteligente é tão absurdamente raro que nós somos a exceção e não a regra.
Caso isso seja verdade, nós ocuparíamos um lugar sem dúvida muito privilegiado no Universo, o de única civilização inteligente. Privilegiado e profundamente solitário. Mas vamos supor que recebamos uma mensagem de uma civilização que habite um planeta localizado a 20 anos-luz do Sol.
Essa mensagem nos foi enviada há 20 anos. Como nós acabamos de inventar o rádio, certamente nossos interlocutores serão mais avançados do que nós. Será que devemos responder à sua chamada?
Afinal, em uma floresta cheia de perigos desconhecidos, podemos ficar apenas na escuta. Por outro lado, seria impossível resistir à tentação de nos comunicarmos com outros seres inteligentes. Enquanto nós decidimos, nossos radiotelescópios continuam a vasculhar os céus. Será que tem alguém na escuta?

Cientista crê em vida fora da Terra

Cientista crê em vida fora da Terra

Marcelo Gleiser diz ter "uma certeza quase estatística" de que existe vida fora da Terra. Leia, a seguir, a continuação da entrevista que o físico concedeu à Folha:

Folha - Por que você acha importante levar o conhecimento da ciência para o público em geral?
Marcelo Gleiser -
Do ponto de vista mais filosófico, a ciência faz parte da cultura geral da sociedade. Os cientistas são membros da sociedade. Eles geram idéias, da mesma forma que artistas ou escritores. Acho que deve fazer parte do trabalho do cientista levar para as pessoas essas idéias.

Do ponto de vista mais prático, temos de levar em conta que ciência custa caro. E quem financia a ciência é o contribuinte, por meio de recursos públicos. É importante justificar a importância de seu trabalho para que esses recursos continuem vindo.

O cientista não deve ficar numa posição confortável em seu laboratório, achando que pode ficar quietinho e que esse cheque sempre estará vindo. Ele tem de justificar a aplicação desse dinheiro, que poderia ser empregado para ajudar a abrir uma escola ou sanear uma favela.

Folha -
Isso quer dizer que você critica os cientistas que são contrários à divulgação científica.
Gleiser -
Exatamente.

Folha - Mas como você justifica a necessidade de investir recursos em cosmologia, tendo em vista as necessidades sociais que existem?
Gleiser -
Essa quantidade de dinheiro é irrelevante se for comparada com a que é investida em outras áreas da ciência. A cosmologia é uma fatia muito pequena desse bolo, mas ela tem de estar lá. Ela responde a questionamentos que as pessoas sempre tiveram com relação a questões grandiosas sobre a origem do mundo.

É importante que seja assegurado o trabalho de pesquisadores que lidam com essas questões. Outro aspecto interessante é que o estudo da cosmologia depende de pesquisas experimentais que exigem muita sofisticação tecnológica, usando satélites e outros instrumentos, cujo desenvolvimento sempre traz benefícios diretos e indiretos para a sociedade.

No fundo, essa pergunta é errada. A divisão de recursos públicos deveria ser feita de forma a atender todas as áreas importantes, sem que os investimentos em uma área sejam prejuízos para outra.

Folha - Você acredita que existe vida inteligente fora da Terra?
Gleiser -
Acredito. Mais que isso, tenho uma certeza quase estatística. Existem cerca de 400 bilhões de estrelas só em nossa galáxia, que é a Via Láctea. E se estima que existam cerca de 100 bilhões de galáxias no Universo.

Esses números são tão absurdamente enormes que seria muito improvável que somente nosso planeta tenha reunido condições atmosféricas para desenvolver vida. E isso considerando somente o que nós entendemos como vida, o que pode ser uma visão muito pequena.

Só na Via Láctea, deve haver milhões de planetas com condições de surgimento de vida. E estou certo também que nosso planeta não é o único no Universo que tenha produzido vida inteligente. Considerando esses números astronômicos, seria muito privilégio.

Quanto mais aprendemos sobre o Universo, mais insignificantes nos tornamos. Acho que nossa inteligência, apesar de ser tão importante para nós, não é a única do Universo.

Levitação, um efeito...

Levitação , um efeito quântico de grandes proporções.
Marcelo Gleiser.

Imagine se fôssemos capazes de flutuar no espaço, aqui mesmo na Terra. Idéias sobre a "antigravidade", uma força produzida para cancelar o efeito da força da gravidade, sempre foi um sonho de muitos cientistas, profissionais e amadores. E não só de cientistas.

Recentemente, o líder de uma seita religiosa no Reino Unido ofereceu US$
1,5
milhão para quem inventasse uma máquina capaz de levitá-lo em frente a sua congregação (claro, ele não contou seus planos para seus inocentes seguidores. Quem quiser mais detalhes, pode consultar o endereço http://www.sci.kun.nl/hfml. levitationpubres.html

Várias pessoas juram ter visto algum guru indiano levitar por meio do poder da mente. Será que é possível criar uma força capaz de cancelar a atração gravitacional, de modo a fazer com que objetos macroscópicos possam mesmo levitar? Descartando a possibilidade de usarmos a força do pensamento, a resposta é surpreendente: sim.

A idéia é usarmos a força magnética para contrabalançar a força gravitacional. Nós sabemos que um ímã comum pode levantar facilmente um pedaço de ferro. Mas note que, assim que aproximamos o ímã do metal, o metal voa diretamente até o imã, ou seja, ele não levita. Mais ainda, pouquíssimos materiais são magnéticos como ferro ou níquel.

A maioria é um bilhão de vezes menos magnética do que esses metais. Como, então, levitar um sapo, ou um ovo? A resposta é encontrada na mecânica quântica, a parte da física que estuda o comportamento dos átomos ou de sistemas subatômicos. Numa aproximação bem simples, podemos imaginar o átomo como um minissistema solar, em que os elétrons viajam em órbitas ao redor do núcleo.

Essas órbitas são concêntricas e os elétrons podem "pular" entre órbitas distintas Äo "salto quântico". Na presença de um campo magnético, os elétrons sofrem um reajustamento em suas órbitas e passam a funcionar como um material "diamagnético", que apresenta um pequeno campo magnético. Macroscopicamente, a substância passa a funcionar como um ímã, embora um ímã bastante fraco.

Apesar de o diamagnetismo ter sido descoberto em 1846 pelo grande físico inglês Michael Faraday, ninguém imaginou que o fenômeno fosse ter alguma relevância ou aplicação. Quanto à idéia de levitação, outro grande físico britânico, Lord Kelvin (William Thomson), disse: "Será provavelmente impossível observar esse fenômeno, devido à dificuldade de encontrarmos um magneto forte o suficiente (para induzir o diamagnetismo forte) ou uma substância diamagnética leve o suficiente, já que as forças magnéticas são muito fracas".

É possível mostrar que os campos magnéticos necessários para levitar objetos de dimensões relativamente pequenas, como uma amêndoa ou um sapo, têm uma intensidade apenas cem vezes maior do que um desses ímãs que usamos para pendurar recados na porta da geladeira.

Mesmo que não seja possível fazer esses experimentos em casa (ainda), em um laboratório é possível adquirir o equipamento necessário por aproximadamente US$
100 mil, soma razoável para testes nas ciências naturais. Um grupo da Holanda conseguiu de fato levitar amêndoas, sapos, líquidos, fatias de pizza e outros objetos com alguns centímetros de diâmetro.

Esses experimentos permitem simular um ambiente de "microgravidade" semelhante ao encontrado por astronautas no espaço. (Imagino que o astronauta americano John Glenn,
77
, que voltou ao espaço recentemente, tenha achado a microgravidade um tanto incômoda.).

Portanto, podemos estudar como plantas ou cristais cresceriam no espaço sem sairmos do laboratório, o que pode ser útil para projetos de exploração do sistema solar e mais além. E a levitação de pessoas? Infelizmente, as tecnologias mais avançadas permitem apenas levitar um objeto com no máximo
15
centímetros. Mas, no futuro, quem sabe?

Ufologia - Óvnis: a verdade está chegando-I

Ufologia - Óvnis: a verdade está chegando
Camilo VannuchiColaborou Luciana Sgarbi

Ufólogos pedem a abertura dos arquivos secretos das Forças Armadas sobre objetos voadores não identificados do Brasil e, pela primeira vez, a Aeronáutica se dispõe a negociar Monstrengos de pele viscosa que desembarcam de discos voadores para abduzir (seqüestrar em ufologuês) terráqueos indefesos parecem coisa de cinema.

Mas a ocorrência de fenômenos para lá de estranhos no céu do País é real e está documentada em centenas de páginas arquivadas no Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (Comdabra), órgão subordinado ao Ministério da Defesa.

Após décadas de insistência dos ufólogos para que esses documentos sigilosos fossem abertos ao público (ou pelo menos aos estudiosos do assunto), finalmente a Aeronáutica se dispôs a colaborar e admite a possibilidade de apresentar seu arsenal.

Antes da reunião entre ufólogos e militares marcada para a sexta-feira 20, ISTOÉ teve acesso a documentos que registram a participação da Força Aérea Brasileira (FAB) no caso batizado de Operação Prato, ocorrido no Pará em 1977.

A intenção dos ufólogos é cobrar a divulgação desse material e criar uma comissão com especialistas civis e militares para pesquisar futuras ocorrências, como já ocorre no Chile. Para os membros da Aeronáutica, a ocasião servirá para afastar a imagem negativa que sempre lhes foi impingida por militantes das pesquisas extraterrestres.

“Somos acusados de sonegar informação, mas o que temos são relatórios apresentados em caráter sigiloso por pilotos e outras pessoas que procuraram a Aeronáutica para relatar registros de óvnis. Divulgar esse material exporia essas pessoas a chacotas”, diz o major Antonio Lorenzo, do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica.

Continua


Ufologia - Óvnis: a verdade está chegando-II

Gevaerd, editor da revista UFO -
"A Aeronáutica guarda muito material secreto que tem sido sub aproveitado”.

Campanha Lorenzo nunca viu esses documentos, mas repete as informações que lhe foram transmitidas pelo chefe do Comdabra. Foi Lorenzo, no entanto, quem procurou o ufólogo Ademar José Gevaerd, fundador e editor da revista UFO há 21 anos, e deu início à atual fase de aproximação após a publicação no Correio Braziliense de mais uma reportagem que mostrava a Aeronáutica como uma instituição que escondia o jogo.

Gevaerd, que se interessa pelo assunto desde os 11 anos – quando acompanhava com paixão os artigos ufológicos publicados na revista Planeta, da Editora Três –, lançou no ano passado a campanha “Ufos: liberdade de informação já”.

“Temos certeza de que existe vida fora da Terra e não descansaremos enquanto não tivermos respostas sobre isso”, diz. “A aeronáutica guarda muito material secreto que tem sido sub aproveitado. Eles não têm gente nem verba para se dedicar a esse assunto.”

Gevaerd cita três casos de supostas aparições de óvnis nos quais as Forças Armadas teriam desempenhado papel importante. No primeiro, ocorrido em 1977 e conhecido como Operação Prato, uma equipe comandada pelo capitão Uyrangê Hollanda, do
Comando Aéreo Regional (Belém do Pará), documentou em relatórios, fotos e vídeos a presença de naves durante vários meses na Amazônia.

O segundo caso, a famosa Noite Oficial dos Ufos no Brasil, de
1986, configurou a visão simultânea de 21
naves que se movimentaram durante oito horas sobre o Estado de São Paulo e ficou célebre por envolver o então presidente da Petrobras, Ozires Silva (fundador da Embraer e ministro da Infra-Estrutura do governo Collor).

O caso foi confirmado pelo então ministro da Aeronáutica, Brigadeiro Moreira Lima. Por fim, em
1996
, oficiais do Exército teriam capturado os inesquecíveis ETs de Varginha (MG) e os encaminhado para necropsia na Unicamp, em Campinas (SP). Todas as instituições citadas nesse terceiro episódio negam qualquer envolvimento.

Ao que parece, nem todos os oficiais da Aeronáutica concordam com o arquivamento dessas informações. Graças a um membro da corporação, a revista UFO teve acesso a documentos sigilosos que compõem o dossiê sobre a Operação Prato e trazem apontamentos feitos pelos militares que realizaram a empreitada.

Antes de falecer, em
1997
, o comandante da operação, Uyrangê Hollanda, confirmou a legitimidade do material em entrevista à mesma publicação. Esperou se aposentar para falar abertamente sobre o assunto. Parte desse material pode se tornar público em breve.

Algumas fotos realizadas na ocasião trazem um carimbo com a inscrição “confidencial” no verso. Há desenhos de naves feitos por oficiais a partir dos retratos falados apresentados por moradores que avistaram o fenômeno e o relatório pormenorizado dos contatos que os próprios oficiais teriam estabelecido com discos voadores luminosos.

Continua


Ufologia - Óvnis: a verdade está chegando -III

Claudeir Covo, engenheiro e ufólogo: “O Brasil está entre os países que mais registram casos ufológicos".

Movimento estranho – Investigar a natureza de qualquer objeto que cruze o céu do País sem se identificar é função da Força Aérea Brasileira. Basta um movimento estranho surgir no radar para que torres de comando se comuniquem e aviões caça saiam ao encalço das naves (aparelhos, discos, objetos ou seja lá o que for).

Qualquer sinal anormal que surja nos radares fica gravado em fitas magnéticas que seguem para o Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo (Cindacta), também vinculado à Aeronáutica.

O mesmo ocorre sempre que algum piloto visualiza elementos diferentes durante o vôo e registra por escrito o ocorrido, bem como com as fitas gravadas com as comunicações entre aeronaves e torres de comando. “Isso é mais comum do que se imagina.

O Brasil está entre os países que mais registram casos ufológicos. O arquivo da Aeronáutica vai mostrar o quanto isso é freqüente”, comemora o engenheiro Claudeir Covo, presidente do Instituto Nacional de Investigação de Fenômenos Aeroespaciais.

“O problema é que essas naves se aproximam, fazem o que bem entendem e vão embora sem que a Aeronáutica consiga interceptá-las ou identificá-las. O medo do governo é que a divulgação disso evidencie o quanto nossas Forças Armadas são vulneráveis e cause pânico na população”, afirma.

Fraudes – Embora a presença de óvnis seja confirmada pela própria Aeronáutica, nada garante que as supostas naves sejam mesmo de outro planeta. O próprio Claudeir Covo afirma que
95% dos casos são enganos ou fraudes. Às vezes, acidentes físicos e naturais como precipitações, nuvens e relâmpagos causam confusão.

Outras vezes, são montagens fotográficas feitas por pessoas que agem de má-fé, registrando postes de luz ou balões de festas juninas. “Há pouco tempo, a Tiazinha (Suzana Alves) foi à televisão dizer que tinha visto um óvni. Me interessei pelo assunto e fui investigar.

Descobri que, naquele momento, o dirigível da Goodyear sobrevoava exatamente o mesmo local”, conta Covo. Suzana não é a única celebridade que diz ter visto disco voador. Entre ditos e não-ditos, resta apenas a dúvida: estamos sós?

Continua


Ufologia - Óvnis: a verdade está chegando -IV

Xororó, cantorJá observou óvnis. Deixou de comentar o assunto porque, segundo sua assessoria, seu público não reage bem a esse tema.
Amaury Jr., apresentador.
Ele avistou mais de 40 óvnis de seu sítio na cidade de Vinhedo, a 76 km de São Paulo, e colecionou 200 documentários sobre ufologia



Norton Nascimento, ator Viu uma nave se dividir em três no céu de Santos (SP), mas voltou atrás. “O único ser extraterrestre em que acredito é Jesus Cristo” .



Mauricio de Sousa, desenhista Viu uma luz em movimento na linha do horizonte entre Mogi das Cruzes (SP) e São Paulo. O objeto era alaranjado e ficou do tamanho da lua, achatado na basee no topo. Ele espera repetir a experiência.











Elba Ramalho, cantora Em maio de 2001, declarou que ETs haviam lhe implantado um chip, retirado mais tardepor “seres celestiais”.
Continua




Ufologia - Óvnis: a verdade está chegando-V


Casos famosos ET de Varginha

Quando moradores de Varginha (MG) depararam com uma criatura marrom com três protuberâncias na cabeça em um terreno baldio, não imaginavam que dariam início ao mais impressionante thriller da ufologia brasileira. Foi capa de ISTOÉ.

Ufólogos afirmam que, segundo testemunhas civis e militares, duas criaturas teriam sido capturadas pelo Corpo de Bombeiros e conduzidas em caminhões do Exército até a Escola de Sargentos de Armas, na cidade vizinha de Três Corações, e ao Hospital Humanitas, também na região.

Todas as instituições negam. Ainda de acordo com os ufólogos, o comboio teria se dirigido à Unicamp, em Campinas (SP), onde os ETs teriam sido necropsiados pelo legista Badan Palhares, famoso por seu envolvimento no caso PC Farias.

“Em nenhum momento tivemos ligação com essa história”, afirmou. O Exército nega todas as informações. Quando moradores de Varginha (MG) depararam com uma criatura marrom com três protuberâncias na cabeça em um terreno baldio, não imaginavam que dariam início ao mais impressionante thriller da ufologia brasileira.

Foi capa de ISTOÉ. Ufólogos afirmam que, segundo testemunhas civis e militares, duas criaturas teriam sido capturadas pelo Corpo de Bombeiros e conduzidas em caminhões do Exército até a Escola de Sargentos de Armas, na cidade vizinha de Três Corações, e ao Hospital Humanitas, também na região.

Todas as instituições negam. Ainda de acordo com os ufólogos, o comboio teria se dirigido à Unicamp, em Campinas (SP), onde os ETs teriam sido necropsiados pelo legista Badan Palhares, famoso por seu envolvimento no caso PC Farias. “Em nenhum momento tivemos ligação com essa história”, afirmou. O Exército nega todas as informações.

Continua

Ufologia - Óvnis: a verdade está chegando-VI

Noite oficial dos ufos.

Em 19 de maio de 1986, Ozires Silva viajou a Brasília para assumir a presidência da Petrobras. No vôo de volta para casa, em São José dos Campos (SP), o Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo (Cindacta) entrou em contato perguntando se ele conseguia ver pela janela algum objeto estranho.

Radares captavam movimentos anormais na região. Ozires pediu a localização do incidente e apontou sua aeronave Xingu em direção aos supostos objetos. Logo visualizou uma nave em forma de bola de pingue-pongue com cerca de
80
metros de diâmetro.

Ela não foi a única a sobrevoar o País naquela noite. Ao todo, foram registrados em radares os movimentos de
21
objetos, com tamanhos e cores variados. Pelo menos cinco aviões-caça da FAB decolaram ao encalço do mistério. A velocidade desempenhada pelas naves (dez vezes superior à dos aviões) permitiu que o então ministro da Aeronáutica, Brigadeiro Moreira Lima, descartasse a possibilidade de serem aviões.

Em entrevista coletiva no dia seguinte, o ministro prometeu divulgar os resultados das investigações em
30
dias. Isso nunca aconteceu.

Continua

Ufologia - Óvnis: a verdade está chegando-VII

Operação Prato

No segundo semestre de 1977, moradores de diferentes localidades do Pará começaram a relatar avistamentos freqüentes de óvnis. Segundo os relatos, das naves saíam raios luminosos que, ao tocarem as pessoas, queimavam e causavam desmaios.

Exames médicos mostraram que as vítimas perdiam quantidade considerável de glóbulos vermelhos, o que justificou os apelidos populares de “luz vampira” e “chupa-chupa”. O pânico motivou o prefeito de Vigia a solicitar providências ao
Comando Aéreo Regional, com sede em Belém, que teria criado um projeto confidencial comandado pelo capitão Uyrangê de Hollanda.

Ele e sua equipe acamparam na região de Colares para entrevistar as supostas vítimas e, a partir da sexta semana, passaram a avistar também as tais naves. Antes que a investigação chegasse ao fim, os trabalhos foram suspensos pela Força Aérea Brasileira.

O capitão Hollanda esperou se aposentar e demorou
20 anos para admitir publicamente a autenticidade dos relatórios secretos da operação – que, àquela altura, já haviam chegado ao poder dos ufólogos. Contou ter realizado quatro filmes e centenas de fotos dos objetos voadores. Esse material estaria arquivado no Comando de Defesa Aeroespacial do Brasil. Uyrangê se matou em 1997
, mesmo ano em que divulgou suas experiências.

Continua

Ufologia - Óvnis: a verdade está chegando -VIII

Arquivo X: documentos secretos
No comando: capitão Hollanda esteve à frente da operação

Confidencial: desenhos comprovam relação com ETs
http://www.fab.mil.br/imprensa/enotimp/2005/05-MAI/enotimp136.htm










O Fenômeno UFO

(Desse texto eu postei somente algumas partes,outros assuntos poderão ser lidos no índice acessando a página no final da postagem).

"Há um princípio que serve de barreira contra toda e qualquer informação, de prova contra todo argumento e que jamais pode falhar, a fim de manter o homem em permanente estado de ignorância. Este princípio condena, antes de pesquisar". ( Herbert Spencer).

O Fenômeno UFO
Por: Johannes von Buttlar

À guisa de esclarecimento

Somente após vencer pesados escrúpulos e depois de sérias e profundas reflexões é que resolvi redigir este relato sobre os motivos que se ocultam por trás do mundialmente conhecido fenômeno dos objetos voadores não identificados.

É evidente que estou perfeitamente cônscio de que este assunto proporciona material explosivo para ataques e polêmicas inimagináveis, visto que ele desatrela as mais discrepantes emoções. Aliás, não há outro tema que suscite tantos preconceitos, suposições, dúvidas, afirmações, deturpações e até intrigas como este dos ovnis l.

1
Objetos Voadores Não Identificados. (N. da T.)

No caso em foco, não há nenhum compromisso, mas apenas duas atitudes extremas a serem tomadas — a do pró e a do contra. Existem inúmeros relatos oriundos de todas as partes do globo terrestre que falam de confrontações com objetos voadores desconhecidos.

Segundo uma pesquisa, por exemplo, só na América nada menos que 15 milhões de pessoas — inclusive o próprio Presidente Jimmy Carter — afirmam ter visto os ditos ovnis. Independentemente da maneira como o queiramos encarar, semelhante fenômeno merece atenção.

E, visto que todo escritor deveria se conscientizar de que a sua missão consiste em buscar a verdade, achei por bem aceitar o desafio. Efetivamente, neste domínio a procura da verdade está juncada de riscos e perigos e não deixa de ser uma prova de coragem e denodo, que já fez suas vítimas. Por sua vez, a leitura deste livro exige coragem no sentido de se criarem disposições para um reposicionamento de nossos preconceitos.

Continua

O Fenômeno UFO -Contato mortal -I

Contato mortal

Em resposta ao relatório estritamente confidencial de Twining, o Major-General L. C. Craigie ordenou a organização de um projeto da Força Aérea, com o objetivo de pesquisar o fenômeno dos objetos voadores desconhecidos.

A base aérea de Wright Patterson foi encarregada do Projeto Sinal, de caráter sigiloso, em grau
2-A, e teve o patrocínio da Divisão de Inteligência Técnica do amc. O Projeto Sinal, ou Projeto Pires, como também era chamado pelos seus colaboradores, iniciou suas atividades a 22 de janeiro de 1948
.

Sua primeira tarefa consistia em coletar todos os dados referentes a aparecimentos e fenômenos de ovnis na atmosfera e, dentre o material coletado, selecionar os dados considerados importantes para a segurança nacional dos Estados Unidos.

Em seguida, os dados deviam ser comparados, elaborados e, finalmente, apresentados a determinadas autoridades governamentais. A meta principal do Projeto Sinal consistia, portanto, em verificar se os ovnis representavam ou não uma ameaça à segurança nacional.

Duas semanas antes de o Projeto Sinal começar a funcionar, registrou-se um aparecimento extraordinário, que quase provocou um estado de histeria coletiva. Esse acontecimento foi de tamanha amplitude que durante quase um ano deu muito trabalho ao Projeto Sinal.

A
7 de janeiro de 1948, algumas pessoas avistaram sobre Louisville, Kentucky, um objeto prateado em forma de disco, que emitia uma luminosidade avermelhada. Seu diâmetro media cerca de 80 a 100
metros; seu vôo era dirigido para o sul. Logo após o aparecimento, a polícia estadual avisou a base aérea de Fort Knox e seu respectivo aeroporto, Godman Field; quinze minutos mais tarde, o pessoal da torre avistou o ovni.

Depois de ter certeza de não se tratar de um avião nem de um balão meteorológico, o aparecimento foi comunicado ao oficial de serviço, ao oficial encarregado da Defesa e, por fim, ao comandante da base, Coronel Guy F. Hix. Este comunicou-se com o Capitão Mantell, ao qual ordenou a decolagem imediata do seu
F-51
, em missão de reconhecimento.

O Capitão-Aviador Thomas Mantell, de
25
anos, era um piloto altamente qualificado, veterano da Segunda Guerra Mundial, na qual se distinguiu por bravura e foi condecorado com a ordem da Cruz ao Mérito Aeronáutico. Mantell fez parte do primeiro grupo de pilotos que bombardearam alvos alemães em Cherbourg e na costa francesa do Atlântico, quando operavam em missões preparatórias para a invasão britânico-americana.

Continua

O Fenômeno UFO -Contato mortal -II

Naquela tarde do dia 7 de janeiro, além de Mantell, decolaram os tenentes Hendricks, Clements e Hammond, em perseguição ao objeto voador desconhecido. Os instrumentos de radar acompanharam o rastro dos caças, até que, às 15 horas, Mantell comunicou pelo rádio:

"Nada vejo, por enquanto; estou desviando em direção a Ohio River Falls". Em seguida, Mantell fez os seguintes comunicados pelo rádio:
15:02 h — Visão boa — ainda não vejo nada — altitude de vôo: 9 500
metros — continuo subindo.
15:09 h
— Altitude de vôo: 10 400
metros — ainda nada.
15:11 h — Agora — aqui está o objeto — em forma de disco — enorme, grande — difícil de calcular — talvez 70 metros de tamanho — parte superior com anel e cúpula — parece rotar com incrível velocidade em torno de um eixo vertical, central — altitude de vôo: 10 500
metros. Fim.

Na torre as atividades fervilhavam. Como que hipnotizados, os técnicos em radar olhavam seus instrumentos. E lá estava o objeto — um enorme disco!
15:12 h — Comunicado do piloto no flanco direito: vejo a coisa — estou fotografando-a — Mantell está no seu encalço, O objeto se encontra a uns 150
metros acima do meu aparelho. Procuro me aproximar dele, intercalou o piloto no flanco esquerdo.
15:14 h
— Mantell: mais 900 metros — estou dobrando a minha velocidade — devo alcançar o objeto a todo custo. Tem aparência metálica, brilha — está mergulhado numa luz amarela, clara — muda de cor, torna-se vermelho, laranja...
15:15 h — Cheguei a uma distância de somente 350 metros — o objeto acelera — procura escapar — sobe a um ângulo de quase 45
graus.
15:16 h
— Comunicado do piloto à direita: Mantell quase conseguiu pegá-lo — pode ser questão de uns poucos metros — o disco está acelerando — não posso mais acompanhá-lo — Mantell desapareceu na camada de nuvens.

Depois de perderem Mantell de vista, Hammond e Clements desistiram da caça e pediram autorização para aterrizar; a essa hora, Hendricks já havia voltado à base.
15:18 h
— Mantell: o objeto é enorme — sua velocidade é incrível — agora —

Continua

O Fenômeno UFO -Contato mortal -III

Aproximadamente às 16 horas o grupo de buscas e salvamento, imediatamente mobilizado, localizou os destroços do avião sinistrado dentro de um perímetro de 1,5 quilômetro. O relógio de Mantell havia parado às 15:18 h. Naturalmente, a imprensa noticiou esses acontecimentos com manchetes sensacionalistas, explorando-os ao máximo.

Sem dúvida, uma coisa é o comportamento estranho de uma luz surgida no céu noturno, e outra é a morte de um piloto experimentado, em condições dramáticas, provocadas por um "disco voador", em plena luz do dia! A opinião pública ficou alvoroçada e algumas pessoas, até então incrédulas, começaram a mostrar-se preocupadas.

Afinal de contas, não se tratava apenas de um misterioso fato desconhecido, mas de algo potencialmente perigoso. Será que Mantell teria perseguido uma nave extraterrestre, com tripulação inimiga? Ou seria uma nova arma secreta dos russos? No ar não pairavam senão perguntas e dúvidas.

Por sua vez, a Força Aérea e a equipe de pesquisadores do Projeto Sinal também ficaram desorientadas. Pelo menos, essa seria a única desculpa para a explicação simplória apresentada à imprensa e ao público em geral, no intuito de acalmar os ânimos.

O respectivo comunicado oficial, patético em sua singeleza, dizia apenas: "Mantell teria perseguido o planeta Vênus e pereceu quando dele se aproximou em demasia". Essa teoria foi simplesmente arrasada pelos astrônomos e cientistas, contra-argumentando que, naquele dia (mormente à luz do dia), o céu estava encoberto de nuvens, a ponto de tornar invisível o planeta Vênus.

Então, era necessário encontrar outra desculpa menos esfarrapada; explicaram que Mantell havia perseguido um sky hook, um balão de reconhecimento. Pesquisas posteriores, realizadas pela atic (Air Technical Intelligence Center — Central de Inteligência Técnica Aérea), revelaram a impossibilidade da presença de um balão de reconhecimento na região, à hora do acidente, já que essa central possui a relação completa de todos os balões de reconhecimento soltos no espaço.

Continua

O Fenômeno UFO -Contato mortal -IV

Da mesma forma, naquele dia memorável, um engenheiro chamado Scott esteve no aeroporto de Godman Field; segundo seu depoimento, a última frase pronunciada por Mantell teria sido a seguinte: "Meu Deus, como é enorme! Tem janelas".

Scott afirma ter ouvido novamente a fita magnética, com esse derradeiro pronunciamento de Mantell. No entanto, o relatório oficial suprimiu esse detalhe. Não é de estranhar que o Prof. Jessup tenha se interessado de modo especial pelo caso Mantell. Todavia, a priori, ele excluiu a possibilidade de esse fenômeno se tratar de um novo tipo secreto de avião.

Pois ele sabia muito bem que no mundo não havia potência capaz de produzir um objeto voador com as características observadas nos ovnis. Para tanto, simplesmente inexistiam as condições técnicas que permitissem alcançar a facilidade nas manobras, a incrível aceleração, as guinadas de 90 graus, qualidades essas reveladas pelos ovnis...

Não, aquilo era totalmente impossível, fora de toda e qualquer cogitação! As provas coletadas permitiam uma única conclusão: os ovnis são de procedência extraterrestre e operam segundo uma tecnologia superior à nossa, em alguns anos-luz. Decerto, Mantell perseguiu uma dessas naves espaciais extraterrestres.

Será que se teria aproximado demais dela? Teria invadido o campo magnético do sistema de propulsão daquela nave e, por conseguinte, teve seu avião destroçado? Como revelaram posteriores relatórios confidenciais, é fato interessante que também os peritos do Projeto Sinal cogitaram de tais eventualidades, que investigaram, em sigilo.

Em sua qualidade de astrônomo, Jessup sabia do elevadíssimo grau de probabilidades da existência de vida extraterrestre, já que, na atual fase do progresso científico, equivaleria a praticamente uma loucura considerar a humanidade como sendo a única forma de vida inteligente no universo.

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O Fenômeno UFO -Contato mortal-VI

Afinal de contas, o nosso sistema solar não é o único no seu gênero, mas, sim, apenas um entre uma infinidade de sistemas planetários espalhados nas imensidões do cosmo. A vida — pouco importa sua forma — depende de combinações químicas complicadas e sujeitas a rápidas mudanças.

Porém, isso não é tudo ainda; também as condições de temperatura constituem requisitos prévios essenciais. Isso porque, se, de um lado, o calor excessivo influi nas complexas combinações químicas, de outro, o frio extremo pode chegar a enrijecê-las.

Assim, em ambos os casos, fica excluída a hipótese de transformações químicas. A criação de formas superiores de vida depende de três fatores, que constituem as condições prévias para sua origem e evolução:
1)
Uma estrela que, por um espaço de tempo suficientemente prolongado, forneça a temperatura certa, ou seja, a esfera ecológica;
2) um planeta que, no mínimo, tenha a idade de nossa Terra, isto é, cerca de 5
bilhões de anos, a fim de permitir a origem e a evolução da vida;
3)
um meio ambiente apropriado, a biosfera, para que a vida seja mantida.

Segundo as estimativas atuais, somente no âmbito do nosso sistema planetário, a Via-Láctea, já existem bilhões de estrelas, com planetas, nos quais deve haver vida. Em todo caso, é lícito supor, com segurança, a possível existência de vida e inteligência, pouco importa seu tipo, em toda parte do universo onde houver ambiente apropriado e espaço de tempo suficientemente longo para tal evolução.

Aliás, dentro da Via-Láctea deveria existir vida em todas as fases de desenvolvimento; uma vida que, em comparação com a nossa, se acharia ainda "nos pródromos da criação", bem como outra, adiantada em milhões de anos e proporcionalmente superior àquela do planeta Terra. Em escala cósmica, a diferença entre
5 000 e 50 000
anos de evolução é bem pouco expressiva.

Mas, além de visar o seu próprio mundo imediato, a meta final de inteligências altamente evoluídas não seria porventura a de aceitar o desafio oferecido por mundos desconhecidos e explorar o cosmo, para estabelecer contato com inteligências alienígenas? Para Jessup, tais especulações foram confirmadas pelos aparecimentos dos ovnis.

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O Fenômeno UFO -Contato mortal- VII

Em 6 de abril de 1948, cientistas observaram um objeto voador desconhecido, de forma oval, sobre o campo de provas para armas teleguiadas de White Sands. Com base em medições feitas com teodolito, sua velocidade foi calculada em 27 000 quilômetros por hora.

Quando, de repente, o ovni subiu verticalmente, o teodolito acusou sua velocidade de subida na ordem de
40 quilômetros por 10 segundos. Em 2 de julho de 1948
, oito entre dez pessoas avistaram um ovni que sobrevoava a localidade de Disma e aterrizou numa colina nas proximidades de St. Maries, Idaho.

Na noite daquele mesmo dia, Dannie Kelley, comentarista de rádio, avistou uma formação semelhante de ovnis que sobrevoavam em alta velocidade sua cidade natal, Augusta». Os objetos pareciam cinzentos e voavam a uma velocidade jamais observada por Kelley em qualquer avião convencional.

Mais tarde, soube-se que ovnis foram avistados simultaneamente em mais outros
33
Estados dos Estados Unidos, inclusive em Knoxville, onde o Prof. C. E. Grehm, da Universidade de Knoxville, observou um cilindro comprido, de aparência metálica, que voava em alta velocidade.

Em
24 de julho de 1948, às 2:45 horas da madrugada, um DC-3 da Eastern Air Lines se encontrava entre Mobile e Montgomery, Alabama, quando o Comandante Ch. Chiles e seu co-piloto J. Whitted perceberam ao mesmo tempo uma luz opaca, vermelha, cerca de 250
metros à sua frente.

"Veja lá, aí vem um novo tipo de avião a jato projetado pela Força Aérea", comentou Chiles, despreocupadamente. O objeto voador parecia aproximar-se do
DC-3 em leve vôo rasante; no último instante, desviou com uma repentina guinada para a esquerda, passou à direita do DC-3
, no mesmo nível e sentido paralelo à direção de vôo do aparelho comercial.

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O Fenômeno UFO -Contato mortal-VIII

Naquele instante, os pilotos do DC-3 calcularam a distância do objeto em cerca de 800 metros. Depois de ultrapassar o avião de carreira, o ovni subiu em ângulo reto e desapareceu nas nuvens. As enormes ondas de pressão geradas por esse contato casual desequilibraram o pacato DC-3, fazendo-o balançar de um lado para outro.

Posteriormente, Chiles e Whitted descreveram o objeto como desprovido de asas, com cerca de
35 metros de comprimento, forma semelhante a um charuto e com o dobro do diâmetro de um B-29
. Os pilotos não conseguiram distinguir qualquer tipo de sistema de propulsão ou asas, mas notaram que na parte dianteira havia um objeto sobressalente, semelhante a antenas de radar.

Além disso, Chiles teve a impressão de ter visto uma cabine com janelas. O objeto voador parecia possuir possante iluminação interna e, ao passar pelo
DC-3,
ambos os pilotos perceberam uma luminosidade azul-escura, concentrada no seu "casco" e que se espalhou ao longo de todo o comprimento; na sua esteira deixou um raio laranja.

Como se soube mais tarde, outro piloto também se encontrava com seu avião naquela mesma hora, no mesmo local; ele relatou ter observado um objeto brilhante no céu. As pessoas que se encontravam em terra também afirmaram ter avistado um objeto no céu, na mesma hora em que o
DC-3
havia entrado em contato com o Ovni.

Outro incidente ocorrido dois anos antes, em
1.° de agosto de 1946, era estranhamente semelhante. O Capitão-Aviador Jack E. Puckett, ex-piloto de combate na Segunda Guerra Mundial e, desde então, assistente-chefe da Segurança Aérea do Comando Aéreo Tático, voou precisamente naquele dia, com o co-piloto e um engenheiro de vôo, a bordo de um avião de carga C-47, da sua base de Langley para McDill. A 50
quilômetros de Tampa, avistaram um grande ovni, que a eles se dirigiu em curso de colisão.

"Cerca de
900 metros à nossa frente, desviou bruscamente e cruzou a nossa rota de vôo", relatou Puckett. "Observamos sua forma alongada, cilíndrica, e seu tamanho, que era aproximadamente o dobro de um bombardeiro B-29. Em sua esteira deixou um 'rastro' laranja e desapareceu a uma velocidade estimada em 2 500 a 3 200
quilômetros por hora."

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O Fenômeno UFO -Contato mortal-IX

Contudo, para os peritos da Força Aérea, o detalhe mais interessante desse contato foi a descrição do objeto feita pela tripulação do C-47, que informou ter observado "vigias" no ovni. Seriam janelas? Isso implicaria a conclusão eventual de o estranho objeto ser tripulado por seres dotados de visão!

Três anos mais tarde, em
1.° de novembro de 1948, peritos de radar da base aérea de Goose Bay, no Labrador, captaram um esquisito objeto voador que cortava os ares a cerca de 1 000
quilômetros por hora. Dois dias após, operadores de radar da Força Aérea japonesa acompanharam durante mais de uma hora as evoluções altamente estranhas de dois objetos voadores que pareciam estar travando um combate aéreo.

Nas telas do radar, indicavam ser aviões; porém, naquela hora, não havia nenhum aparelho convencional voando na região. Três semanas depois desses acontecimentos, peritos da vigilância aérea alemã enfrentaram um problema. Com efeito, na noite de
22 para 23 de novembro, um caça F-80, que sobrevoava Fuerstenfeldbruck, na Baviera, a 9 000
metros de altitude, teve contato com um objeto de luzes vermelho-claras, que evoluía em círculos.

Ao mesmo tempo, em terra, o pessoal de radar deparou com aquele estranho objeto voador. Quando o caça dele se aproximou, o objeto vermelho-brilhante perdeu-se no espaço, subindo repentinamente; porém, antes de desaparecer da tela do radar, sua altitude de vôo pôde ser calculada em
13 000
metros.

"Todos esses acontecimentos geraram confusão", comentou mais tarde o Prof. Allen J. Hynek, do Departamento de Astronomia da Universidade Northwestern, astrofísico e conselheiro para assuntos de ovnis, da Força Aérea dos EUA.

Os relatórios sobre ovnis, oriundos de todas as partes do mundo, eram assinados, em sua grande maioria, por pessoas responsáveis, dignas de toda a confiança, como pilotos encarregados da segurança nas montanhas, policiais, capitães de vôo e centrais de segurança aérea militar.

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O Fenômeno UFO -Contato mortal -X

Tudo isso dizia respeito imediato à Força Aérea americana, responsável pela defesa aérea nacional. Obviamente, a conclusão a que chegaram era de que a segurança nacional estava ameaçada, com a invenção sinistra de uma potência alienígena.

O raciocínio militar logo aceitou e assimilou tal explanação, pois, embora tais perspectivas fossem das mais temerárias possíveis, ainda eram suscetíveis de controle. Por outro lado, as características observadas nos ovnis não se enquadravam na conceituação do progresso militar — e apenas uma pequena percentagem dos aparecimentos podia ser atribuída seguramente a objetos ou ocorrências de ordem astronômica.

Por esse motivo, surgiram posteriormente opiniões divergentes no âmbito do Projeto Sinal. Os debates giraram em torno dos seguintes pontos: tratar-se-ia de uma tecnologia extraterrestre, ou terrestre, mesmo desconhecida? Tratar-se-ia de naves espaciais extraterrestres ou apenas de uma psicose coletiva, uma neurose de pós-guerra?

Dentro em breve, as explicações convencionais escassearam. Restaram apenas duas possibilidades: o problema deveria ser apresentado como sendo de fundo psicológico, um subterfúgio freqüentemente empregado na ausência de explicações convincentes, ou, de fato, o fenômeno implicaria algo que ninguém estava disposto a admitir.

Sempre que a mente humana depara com fatos destoantes da sua tradicional visão do mundo, não poupa esforços para vencer tal dilema e, para tanto, prefere recorrer às suas emoções, deixando de lado seu raciocínio, que acusaria uma lacuna no seu saber.

Em
1948
, o Projeto Sinal chegou a um beco sem saída; impossibilitado de oferecer qualquer explicação plausível, recorreu a seus assessores científicos, no âmbito da Força Aérea e do establishment científico dos EUA. Àquela altura, tomou-se a decisão expressa de que "não pode ser, o que não deve ser"!

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O Fenômeno UFO -Contato mortal -XI

Nessa fase, a Força Aérea desempenhou um papel chave, pois o mundo, ou seja, as autoridades governamentais de outras nações orientaram-se segundo as diretrizes por elas promulgadas. Hynek comentou a esse respeito:

"Quando indaguei o que aqueles países estavam fazendo em relação ao fenômeno dos ovnis, freqüentemente recebi a seguinte resposta: 'Como os EUA estão tratando do problema com toda a sua potencialidade e por todos os meios a seu dispor, os outros países, menos privilegiados, poderiam promover o assunto de uma maneira bem menos intensa. Assim, eles aguardam os resultados das pesquisas americanas' ".

Meses a fio, colaboradores do Projeto Sinal analisaram os dados coletados, como pesquisas de opinião realizadas com pilotos de aviões, rastros em telas de radar, observações feitas por cientistas e testemunhas, especificamente treinadas para esse fim.

De acordo com os resultados da pesquisa, a maioria dos ovnis apresenta a forma de um disco, possui uma cúpula e diâmetro dez vezes maior que sua espessura, no centro. Freqüentemente, os objetos voam em formação regular e são avistados por testemunhas oculares, bem como na tela do radar.

Ademais, há objetos elípticos, em forma de charutos, alguns dos quais são "biplanos", com duas carreiras de janelas, uma acima da outra. Ambos os tipos permitem extrema aceleração, voam a uma velocidade literalmente fantástica e durante o vôo evoluem em guinadas de 180 graus.

Por certo, possuem sistemas de propulsão verdadeiramente revolucionários e sem comparação superiores a todos os tipos de propulsão hoje conhecidos na Terra. Por fim, os cientistas e oficiais encarregados da defesa que colaboravam no Projeto Sinal chegaram unanimemente à seguinte conclusão ultra-secreta: os ovnis são naves espaciais extraterrestres, que observam a Terra, de cujos motivos não temos sequer a menor idéia.

Por conseguinte, foi elaborado um relatório pormenorizado, que será submetido ao chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General Hoyt S. Vandenberg. No seu trecho final, esse documento ultra-secreto, registrado sob número F-TR-2274-IA, diz o seguinte:

3)
Naves espaciais extraterrestres: as especulações se referem aos pontos abaixo citados:
a) Caso exista uma civilização extraterrena, capaz de produzir objetos como os mencionados neste relatório, seria altamente provável que a sua evolução supere e em muito a nossa, no seu atual estágio. Esse argumento já foi consubstanciado por cálculos de probabilidade, dispensando hipóteses astronômicas.

b) Tal civilização poderia observar a existência de bombas atômicas na Terra, bem como a nossa atual fase de progresso acelerado, quanto à técnica dos foguetes. Em vista do passado histórico do planeta Terra, tais observações deveriam ser alarmantes para a civilização extraterrena em apreço. Por isso, cumpre-nos aguardar — mormente agora — visitas extraterrestres.

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O Fenômeno UFO -Contato mortal -XII

Pelo fato de as bombas atômicas representarem as ações dos humanos, que podem ser observadas com maior facilidade a grandes distâncias, seria o caso de contarmos com um nexo direto entre: a época da explosão de bombas atômicas, a época do aparecimento dos ovnis e o tempo necessário para tais naves espaciais viajarem de seus planetas ao nosso e retornarem à sua terra natal.

Esse relatório, dirigido ao General Vandenberg, fez até a recomendação segundo a qual a Força Aérea deveria treinar pessoal especializado e competente para equacionar o fenômeno dos ovnis. Ao mesmo tempo, recomendou-se a adoção de novas técnicas de processamento, nos campos da fotografia e do radar, a fim de se obterem exatas medições dos objetos avistados.

Dessa forma, o "gato saiu do saco", considerando-se o caráter ultra-secreto, em grau
1-A,
do assunto. No âmbito do Projeto Sinal não havia mais sequer a menor dúvida de que, com muita probabilidade, os ovnis eram naves espaciais extraterrestres, em missão de reconhecimento do planeta Terra, o qual observaram e estudaram profundamente.

Será que a opinião pública deveria ser informada dessa conclusão ultra-secreta? Os colaboradores do Projeto Sinal eram de opinião que tal informação deveria ser divulgada e tentaram convencer o General Vandenberg das vantagens de uma tal divulgação imediata, ao invés de esperar até acontecer algo de irreparável.

No entanto, o general, chefe do estado-maior da Força Aérea americana, após a leitura do relatório, emitiu uma ordem contundente de "queimá-lo". Assim, evitou-se que a verdade chegasse à luz do dia. Todavia, para essa sua decisão, o general foi motivado pelas seguintes reflexões: não se poderia cogitar de inquietar o público em geral com urna conclusão de tamanha gravidade, pois isso seria totalmente inaceitável.

Além do mais, a afirmação em foco carece de toda e qualquer prova física. Afora isso, de que maneira a opinião pública deveria ser levada a compreender que nada teria a recear dos ovnis, os quais seriam inofensivos e deixariam de empreender ações inamistosas, quando nem os próprios peritos tinham certeza disso?

A divulgação de tal matéria 'provocaria pânico. Portanto, o relatório foi consumido pelas chamas — com exceção de uma cópia "esquecida" por alguém.

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Haveria vida inteligente na Terra? I

Haveria vida inteligente na Terra?

Enquanto os serviços secretos travavam sérias discussões em torno dos "extraterrestres", em que prevaleceram três pontos de vista distintos — negá-los, ridicularizá-los, capturá-los —, na madrugada de 8 de abril de 1960, precisamente às 4 horas, o radioastrônomo Dr. Frank Drake deu início às suas buscas de sinais provenientes do cosmo.

Para tanto, ele e seus colegas usaram o radiotelescópio I do Observatório de Green Bank, instalado num vale na serra dos Apalaches. Eles queriam localizar as estrelas Tau Ceti e Épsilon Eridani, na esperança de, com ondas de
21
centímetros de comprimento, captar sinais de inteligências extrair terrestres.

Esse radiotelescópio, de
28
milímetros, encontra-se nas florestas das montanhas da Virgínia Ocidental, protegido contra todos os ruídos terrestres; oito antenas gigantescas, tidas entre as maiores do mundo, elevam seus copos para o céu, escutando e auscultando o universo como estetoscópios.

Considerando-se que a onda de
21
centímetros é freqüência natural da irradiação dos átomos de hidrogênio, deveria gozar da preferência de uma civilização avançada e usada em suas emissões — assim pensaram os cientistas.

Desse modo, foi criado o Projeto Ozma, cujo nome romântico foi derivado da lendária rainha do distante e inacessível país de Oz. A idéia de estabelecer contato interestelar não é nova. Já na Antigüidade, Tales de Mileto, que viveu entre
636 e 546 a.C
, achava que as estrelas poderiam ser mundos alienígenas.

Seu discípulo, Anaximandro, até defendeu a tese segundo a qual existiam inúmeros mundos, que aparecem e desaparecem num ciclo eterno, e Plutarco (
46-125 d.C
.) estava convicto de que a Lua era uma miniedição da Terra, com suas montanhas e vales habitados por demônios.

Todavia, apenas recentemente começou-se a cogitar da possibilidade de estabelecer contato com outros mundos. Para tanto, o célebre matemático e astrônomo C. F. Gauss (
1777-1855
) contribuiu com uma das propostas mais fantásticas; ele advogou a implantação de um enorme triângulo retângulo, a ser formado por estradas nas matas da Sibéria, a fim de chamar a atenção dos alienígenas.

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O Fenômeno UFO - Haveria vida inteligente na...II

Outro astrônomo, o austríaco J, J. von Littrow (1781-1840), preferiu zonas de clima mais quente e sugeriu a instalação de canais que formassem um sistema geométrico, no deserto do Saara, os quais seriam iluminados de noite, com querosene.

Por sua vez, o francês C. Gros cogitou de um espelho, de proporções superdimensionais, a fim de emitir os chamados sinais "marcianos" com a ajuda da luz solar. Com a descoberta das ondas de rádio, as idéias se tornaram mais realistas.

Um dos primeiros a pretender a captação de sinais de procedência interestelar foi Nikola Tesla
(1856-1943
), um gênio e um dos pioneiros nesse campo. Thomas Edison fez experiências semelhantes; todavia, ambos — Tesla e Edison — se calaram quando sofreram ataques impiedosos dos eternos céticos que procuravam expô-los ao ridículo.

No decorrer de
1 500
anos, os adeptos do cristianismo consideraram a Terra como o ponto central do universo. Finalmente, tiveram de conformar-se com o fato de a Terra girar em torno do Sol; e, com isso, pelo menos, veio a ser fixado outro ponto central no universo.

No entanto, tal estado de coisas prevaleceu somente até a descoberta de que o nosso Sol não passa de uma estrela entre os muitos bilhões existentes em nossa Via-Láctea. Da mesma forma, o progresso científico não parou aí, e hoje em dia sabemos que o sistema planetário da nossa Via-Láctea representa apenas um entre os muitos bilhões de sistemas.

A derradeira ilusão da singularidade de nossa existência no universo foi desfeita há mais de cinqüenta anos, quando Harlow Shapley, astrônomo da Universidade de Harvard, provou que tampouco o nosso Sol é o ponto central de nossa Via-Láctea, como até então se acreditava.

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O Fenômeno UFO - Haveria vida inteligente na...III

Shapley não teve dúvidas em colocar o nosso sistema solar no lugar, que, de direito, ocupa, degradando-o para um obscuro subúrbio da Via-Láctea, bem distante do grande centro, ou seja, a cerca de 30 000 anos-luz. Se imaginarmos, por exemplo, o Sol do tamanho de um pequeno dado, a Terra seria do tamanho de um grão de areia, situado a um metro de distância do dado.

A estrela mais próxima seria outro dado, distante 240 quilômetros. Segundo esse modelo, a civilização tecnologicamente avançada mais próxima da nossa ficaria a uma distância de talvez 30 000 quilômetros. O diâmetro da nossa Via-Láctea é de
80 000 anos-luz; no vácuo, a luz percorre cerca de 300 000 quilômetros por segundo; portanto, em um ano, vence a distância incrível de 9,46
trilhões de quilômetros aproximadamente.

A nossa nébula espiral, chamada Via-Láctea, apresenta os contornos semelhantes aos de um disco voador; porém, seus braços espirais, cuja existência foi suposta há muito tempo, apenas vieram a ser comprovados pela radioastronomia.

O nosso sistema solar situa-se na periferia de um tal braço espiral e leva
223 milhões de anos para completar uma volta pela órbita do centro galáctico. Somente na nossa Via-Láctea existem 150
bilhões de estrelas, com inúmeros planetas e seus satélites naturais.

Certamente, entre esses planetas, alguns se encontram envoltos numa ecosfera, promotora da vida, Há algum tempo, algumas das nossas estrelas mais próximas foram examinadas quanto a irregularidades que indicariam a presença de planetas acompanhantes, obscuros.

Também foi descoberta toda uma série desses acompanhantes obscuros. Ao redor do Sol, dentro de um raio de até
16 anos-luz, entre as 47
estrelas conhecidas, há três anãs-brancas, as chamadas "estrelas falidas", que já gastaram toda a sua energia nuclear, bem como oito estrelas duplas e duas estrelas triplas.

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O Fenômeno UFO - Haveria vida inteligente na...IV

Por conseguinte, na nossa vizinhança mais próxima, ainda há 22 estrelas com planetas potenciais portadores de vida. As estrelas mais próximas da Terra que oferecem as condições mais favoráveis para a evolução da vida são Épsilon Eridani, Épsilon Indi e Tau Ceti, distantes entre 10 e 11 anos-luz.

Convertidas essas distâncias em quilômetros, Épsilon Eridani, situada ali anos-luz, ficaria a uma distância de "somente"
104
trilhões de quilômetros da Terra! Na atual fase do nosso progresso tecnológico, essa distância, além de astronômica, é invencível.

Imagine-se a nave espacial Apollo empreendendo uma viagem a essa estrela. Comparativamente, seria como um pequeno caracol que pretendesse dar várias voltas pelo globo terrestre, arrastando-se pelo chão. Antes da criação do Projeto Ozma, Drake havia calculado que, em princípio, seria possível captar somente os sinais emitidos por essas duas estrelas, a serem refletidos por um espelho de
200 metros, dotado de um transmissor de 1
milhão de watts.

Da mesma forma, é de se estranhar o fato de sempre supormos que civilizações extraterrestres (se é que existem!) devem ser muito mais avançadas do que a nossa. Porém, invertamos a situação: se o grau de uma civilização extraterrestre fosse inferior ao da nossa, então, muito provavelmente, ela não teria estações emissoras e receptoras.

Por outro lado, se, de fato, fossem tão adiantadas em relação à civilização terrestre, teriam pouco interesse em estabelecer contato conosco, já que estariam familiarizadas com o nosso nível atual, através dos nossos programas de rádio e TV.

Pela lógica, o estabelecimento de contato dar-se-ia a nível evolutivo igual e, neste caso, tornaria a ser problemático, pois, por enquanto, ambas as partes carecem de progresso técnico necessário para tanto. Assim, estamos empatados.

Considerando todos esses fatores, eram quase nulas as possibilidades de o Projeto Ozma alcançar pleno êxito, pois o radiotelescópio de Green Bank simplesmente não é suficiente para uma empresa de tal envergadura. Assim, após
150
horas de escuta ininterrupta, esforçada e inútil, o projeto foi suspenso.

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O Fenômeno UFO - Haveria vida inteligente na...V

Na época, Drake lembrou que na Terra a tecnologia evoluiu para o seu nível atual em um espaço de tempo relativamente breve. Uma civilização necessitaria de um século apenas para percorrer todas as etapas, desde a ignorância total no ramo das comunicações eletromagnéticas até a sua perfeição.

Em comparação com a duração de uma vida humana, isso é muito tempo, mas, em escala cósmica, corresponde a apenas
10-8 da expectativa de vida de um sistema planetário. E como, nessa base de comparação, aquilo que conta seria única e exclusivamente o decorrer do tempo cósmico, um planeta seria capaz de passar, em um só pulo, do nível da ignorância total para o do completo e perfeito domínio d?s ciências técnicas.

Tão logo uma civilização tiver alcançado tal grau de cultura técnica, ela reunirá as condições necessárias para estabelecer os primeiros contatos com civilizações análogas, vencendo, para tanto, distâncias interestelares. O planeta Terra já entrou nessa fase.

E, considerando-se a constante formação de estrelas novas, seria lícito supor que, nessa mesma proporção, surgiriam civilizações tecnicamente avançadas. Evidentemente, o número de civilizações que usam ondas de rádio depende do número das civilizações novas, que despontam a cada ano.

Nesse contexto, a média da expectativa de vida das civilizações inteligentes que praticam a comunicação eletromagnética desempenha papel adicional. Se for baixa a sua expectativa de vida, muito raramente um contato pode chegar a ser estabelecido.

Quanto a nós, terrestres, parece que estamos pondo em dúvida a nossa continuidade, com a autodestruição por nós praticada. Segundo Drake, o número de civilizações acessíveis no cosmo não depende apenas do número dos planetas existentes, mas, sim, de um outro problema, bem mais importante: "Haveria vida inteligente na Terra?".

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O Fenômeno UFO - Haveria vida inteligente na...VI

(Esta pergunta estava escrita na parede de um planetário londrino. Um astrônomo, homem dotado de humor e espírito que visitava o local, escreveu a resposta, logo abaixo da pergunta: "Sim. Mas estou aqui somente de passagem, em visita!"). "Sejamos otimistas e suponhamos que, de fato, exista", diz Drake, "pois, neste caso, haverá comunidades inteligentes também no universo."

Entrementes, a nossa tecnologia progrediu a ponto de tornar possível emitir e/ou captar sinais até uma distância de 100 anos-luz. Lançando mão de alternativas suplementares, oferecidas pelas sondas espaciais ou instalações na Lua, provavelmente esse perímetro aumentaria em alguns 1000 anos-luz de distância.

Tudo isso tem sentido, enquanto se tratar da busca — isto é, da captação — de sinais. Uma comunicação recíproca, por ondas de rádio, não seria exeqüível, em vista do problema tempo, pois, sob certas condições, tal processo poderia se prolongar por muitos milhares de anos.

Embora, até o momento, da nossa parte inexista a prova da captação de qualquer mensagem extraterrena, não se exclui a possibilidade de, na nossa Via-Láctea, se multiplicarem as "ligações interestelares". O conhecido exobiólogo Prof. Carl Sagan, da Universidade Cornell, comenta a esse respeito:

"Podemos ser comparados aos habitantes de uma aldeia isolada da Nova Guiné comunicando-se com as aldeias vizinhas por sinais de tambores e mensageiros, enquanto ignoram, por completo, a existência das radiocomunicações de extensão global, que passam ao redor, acima e através da sua aldeia".

Quando o radiotelescópio de aproximadamente 330 metros da Universidade Cornell foi instalado num vale fundo das montanhas, próximo a Arecibo, em Porto Rico, o nosso alcance cósmico aumentou muito. Por sua vez, a União Soviética instalou um radiotelescópio, com o único fim de captar sinais de civilizações extraterrestres em cinqüenta estrelas relativamente próximas da Terra.

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O Fenômeno UFO - Haveria vida inteligente na...VII

Esse projeto foi confiado ao Dr. Vr. Troitski, diretor do Instituto de Radiofísica, em Górki. Porém, a rigor, todo tipo de buscas dessa espécie é ilusório, enquanto não forem definidos um destino certo, uma freqüência certa, os comprimentos de ondas e a energia da transmissão. Se, apesar disso, forem captados sinais, será por mero acaso.

A invenção dos raios laser (amplificação da luz, mediante a emissão induzida de radiação) e maser (amplificação de microondas, mediante a emissão induzida de radiação) ajudou na elaboração dos nossos métodos de comunicação.

Quando alguns milhões de joules fossem irradiados por um refletor de 200 metros em onda de 21 centímetros de comprimento, todos os sinais deveriam vencer distâncias de até 1 000 anos-luz. Todavia, aí está a barreira do tempo que neutraliza todos os métodos atualmente disponíveis para o estabelecimento de contato com os extraterrestres!

Em vista disso, seria o caso de cogitar da telepatia como meio de comunicação interestelar. Já em
1963,
por ocasião do Congresso Internacional de Astronáutica, em Paris, alguém sugeriu a telepatia como o meio de comunicação mais rápido, econômico e vantajoso, tendo a audiência recebido tal sugestão com uma estrondosa gargalhada.

Em
1974, o renomado físico nuclear Prof. John B. Hasted, do Birkbeck College, da Universidade de Londres, iniciou uma série de experiências nos campos da psicocinésia e da teleportação, cujos resultados sensacionais chegaram a ser publicados em abril de
1978.

Entre outros, Hasted empregou um medidor da dilatação da resistência, ligado a objetos metálicos ou introduzido no próprio objeto de teste; pois, para Hasted, uma das regras mais importantes em todas aquelas experiências é a de não se tocar em nenhum dos objetos a serem testados.

Cada tipo de metal possui seu próprio potencial elétrico, condicionado à sua estrutura de grade. Por conseguinte, no instante em que uma influência psicocinética provocar um encurvamento, uma dilatação ou quebra, modifica-se a estrutura de grade do metal e, com isso, seu próprio potencial elétrico.

Continua

O Fenômeno UFO- Haveria vida inteligente na...VIII

E é justamente essa a alteração a ser verificada pelo medidor de resistência. Hasted colocou peças metálicas em recipientes de vidro hermeticamente fechados, onde as expôs às influências da psicocinésia; foram dobradas, dilatadas, retorcidas ou quebradas.

As pessoas que trabalhavam nessas experiências eram preferivelmente crianças, evitando-se assim a intromissão de charlatães profissionais. Em seguida, Hasted examinou as peças metálicas expostas à psicocinésia, colocando-as sob um microscópio eletrônico e deixando-as passar pela análise espectral.

Ele verificou que, pelo processo da psicocinésia, os átomos são postos em movimento, respectivamente deslocados; isso quer dizer que a estrutura nuclear das peças metálicas "tratadas" foi alterada. Da mesma forma, em outras experiências, conseguiu-se o deslocamento de objetos no espaço mediante influências psíquicas, a teleportação.

É lícito considerar simplesmente sensacional o fato de, no decorrer dessas experiências, ter-se conseguido, comprovadamente por nada menos de dez vezes, fazer desaparecer, completa ou temporariamente, peças metálicas do recipiente de vidro, perfeitamente estanque, sem alterar ou forçar o recipiente fechado.

Nesse contexto, o Prof. Hasted fala de "espaços paralelos" a serem compreendidos como subuniversos, dizendo a respeito: "Comprovamos a existência da psicocinésia e, ainda mais, da teleportação, tanto no plano nuclear como no de objetos maiores do que o átomo".

Aliás, experiências análogas estão sendo realizadas também na Inglaterra, no Canadá, nas universidades de Berkeley e Stanford, bem como na França, pela empresa Pecheyne, a cargo do Dr. Crussard. Sob esse aspecto, começam a despontar novos métodos de comunicação, que ultrapassam os limites do contínuo espaço / tempo, atualmente conhecido.

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O Fenômeno UFO - Haveria vida inteligente na...IX

Será que esta poderia ser uma chave para a compreensão das viagens interestelares dos ovnis? Aliás, foi o Prof. J. A. Wheeler, da Universidade de Princeton, um dos legítimos conhecedores da teoria da relatividade de Einstein, quem falou de um espaço paralelo, um superespaço, como o denominou.

No seu modelo, Wheeler sugere um método absolutamente surpreendente para vencer as distâncias no cosmo. Ele compara o cosmo a uma coroa em cuja superfície se distribuem todos os corpos celestes, enquanto a abertura, no meio, representa um outro universo, justamente aquele super espaço.

Esses dois mundos ficam lado a lado; mas, ao contrário do que acontece com o nosso universo, esse superespaço não está sujeito ao fator tempo. Hoje, amanhã, ontem, anteontem, depois — esses conceitos perderam sua validade. Lá não existem tempo nem velocidade.

Se tal modelo for correto, o superespaço poderia perfeitamente servir de via mais curta para outros sistemas solares; poder-se-ia passar de uma para outra parte do universo com velocidade superior à da luz. Naves espaciais mergulhariam nesse superespaço para, no seu destino em um outro sistema solar, retornarem à dimensão normal de espaço /tempo.

Com isso, surgiria a pergunta quanto às entradas nesse superespaço. Atualmente, já dispomos de um indício. Muito provavelmente, os chamados "buracos negros" são as entradas para essa outra dimensão. Buracos negros são as gargantas gravitacionais que restaram após a ocorrência do adensamento total e catastrófico de estrelas super dimensionais.

Toda matéria e energia existentes nas imediações desaparecem dentro de um buraco negro. Desaparecem para onde? Para o superespaço? Será que os ovnis já estariam usando esse superespaço para vencer as distâncias astronômicas, de outra maneira invencíveis? Assim, ficaria eliminado o obstáculo, a distância, sempre citado pelos críticos, a título de argumento contra a viabilidade da chegada de visitantes alienígenas à nossa Terra.

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O Fenômeno UFO - Agradecimentos

Agradecimentos

Agradeço a colaboração de todos os que, direta ou indiretamente, contribuíram para a redação deste livro, destacando-se entre esses as entidades americanas Centro de Estudos dos ovnis, nicap, apro e mufon, a Força Aérea dos EUA, o periódico Flying Saucer Review, Londres; duist, a República Federal da Alemanha, bem como (voluntária ou involuntariamente) a cia e o kgb.

Agradeço, em especial, o trabalho pioneiro e destemido do Prof. Dr. J. Allen Hynek e do major reformado Donald E. Keyhoe, realizado num campo que, lamentavelmente, ainda continua polêmico. Da mesma forma, cumpre-me citar, entre outros, os senhores Charles Bowen, Dr. Walter K. Buehler, Gordon Creighton, W. Raymond Drake, Prof. Dr. David Michael Jacobs, John A. Keel, Coral e Jim Lorenzen, Aimé Michel, Prof. Dr. David Saunders, Dr. Jacques Vallée e Karl L. Veit.

Sobretudo, confesso-me grato pelo apoio que tive, em tempos difíceis, por parte dos meus amigos — a Baronesa Ellida von Stetten, Richard Giese, o nosso "Nippi", e, em particular, o meu amigo certo de muitos anos, Timothy Good — e da minha esposa Elis, que sempre me auxiliaram com a sua palavra e a sua ação. E, não por último, consigno um voto de agradecimento àqueles "audacíssimos discos voadores", sem os quais este livro jamais teria sido escrito.

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