quinta-feira, 7 de junho de 2007

Binóculos e Telescópio para Astronomia e Ufologia.

Binóculos
Depois de uma primeira fase de observação a olho nu, a evolução natural para um astrônomo amador é a aquisição de um binóculos. Em Astronomia mais do que ampliar muito as imagens é preciso vê-las. Assim é muito mais importante o poder de captação de luz de um instrumento do que a capacidade de ampliações elevadas. Como referência podemos considerar como um bom binóculo do tipo 7 x 50 ou 10 x 50, isto é, tem lentes com 50 mm de diâmetro e ampliam 7 ou 10 vezes.

Com este instrumento já é possível ver estrelas onde os olhos não viam nada. Posteriormente, com o aprendizado e conhecendo o céu pode-se partir para outros binóculos, como o 25X100, que é um ótimo binóculo para cometas, variáveis, etc...Os binóculos devem, para astronomia, ter uma relação entre o diâmetro da lente e seu aumento. Quanto maior o numero desta relação, mais luz entrará na retina dos olhos, portanto, um maior número de objeto podem ser observados. Esta relação chama-se pupila de saída, e consegue-se esse número dividindo o diâmetro da objetiva pela magnificação.

Ex: em um binóculo 7x50, se dividimos 50 por 7 obtemos a pupila de saída 7,1mm. Se for um 8x40 a pupila de saída será 5mm. E um 10x50 a pupila também será 5mm. No Homem a pupila tem um diâmetro de 2 a 4mm durante o dia e 5 a 9mm no escuro. Se obtêm imagens mais claras quando a pupila de saída do binóculo é igual ou próxima a dos olhos.

Existe também, o binóculo infra-vermelho que permite a visão em situações de baixíssima luminosidade. Possui um intensificador de imagens que amplifica a luz e a imagem é projetada em uma pequena tela situada na frente da ocular. O resultado é uma imagem esverdeada devido ao tipo de fósforo utilizado nesta tela. Geralmente possui baixa magnificação, entre 3 e 6 vezes.

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Binóculos e Telescópio para Astronomia e Ufologia.

Telescópios
Basicamente, podemos dizer que um telescópio é um instrumento óptico que permite ampliar as imagens observadas. De modo geral, os telescópios são constituídos por dois sistemas ópticos: a objetiva e a ocular.
·A objetiva tem como finalidade receber a luz que vem do objeto observado, formando uma imagem (a imagem primária).
·A ocular, é a lente que amplia a imagem primária que vem da objetiva.

A parte mais importante do telescópio é a objetiva. É da sua qualidade que vai fazer que a imagem observada seja bem definida, nítida e bem contrastada. Uma objetiva de má qualidade vai sempre produzir, independentemente da qualidade da ocular, uma imagem má.

O diâmetro da objetiva de um telescópio (abertura) determina a quantidade de luz que o aparelho vai receber. Como a área de um circulo é medida pela fórmula A=p*R2, um telescópio que tenha o dobro da abertura que outro telescópio, recebe 4 vezes mais luz, enquanto que um com uma abertura três vezes maior recebe 9 vezes mais luz.

A capacidade de captação de luz de um instrumento óptico é avaliada através da sua razão de abertura ( f ). Isto é, o quociente entre a distância focal da sua objetiva (distância a partir da lente à qual os raios luminosos convergem num mesmo ponto: o foco da lente) e o diâmetro da mesma. f = distância focal da objetiva / diâmetro da objetiva

Quanto menor for este quociente mais luminosa é a imagem que se obtêm. É comum relacionar as capacidades de um telescópio com a sua abertura ( isto é, o diâmetro da sua objetiva). Assim: ampliação = distância focal da objetiva / distância focal da ocular. Existem diversos tipos de telescópios. Quanto ao tipo de objetiva, classificam-se em Refratores, Refletores e Catadióptricos.

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Binóculos e Telescópio para Astronomia e Ufologia.


Telescópios refratores - Nos telescópios refratores, a objetiva é constituída por uma lente convergente. A luz atravessa a objetiva e a imagem forma-se por refração na ocular. Os telescópios refratores usam uma lente de vidro como sua objetiva. Os pequenos telescópios vendidos nas lojas são refratores.

Vantagens de um telescópio refrator:
- Os telescópios refratores são robustos.
· Depois do alinhamento inicial, é mais resistente ao desalinhamento do que os telescópios refletores.
· A superfície de vidro dentro do tubo está selada, de modo que ela raramente precisa de limpeza.
· Uma vez que o tubo é isolado, os efeitos de variações de temperatura são eliminados.
· Isto significa que as imagens mais estabilizadas.

Desvantagens de um telescópio refrator:
- Todos os telescópios refratores sofrem de um efeito chamado aberração cromática (distorção ou desvio da cor).
- A luz ultravioleta não passa de modo algum através das lentes.
- Á medida que a espessura da lente aumenta, a luz que passa através das lentes diminui.
- È difícil fazer uma lente de vidro sem imperfeições e com uma curvatura perfeita em ambos os lados da lente.

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Telescópios refletores - Nestes telescópios, a objetiva é um espelho côncavo. Como o espelho fica de frente para a imagem, a imagem primária é refletida por um segundo espelho (espelho secundário) para a ocular.Um telescópio refletor ou Newtoniano usa dois espelhos que aumentam o que é visto.
- Nestes telescópios, a objetiva é um espelho côncavo. Como o espelho fica de frente para a imagem, a imagem primária é refletida por um segundo espelho (espelho secundário) para a ocular.Um telescópio refletor ou Newtoniano usa dois espelhos que aumentam o que é visto.

Vantagens de um telescópio refletor
· Não sofrem aberração cromática porque todos os comprimentos de onda serão refletidos pelo espelho do mesmo modo.
· Os telescópios refletores são mais baratos de fazer do que os refratores do mesmo tamanho.
· Como a luz é refletida pela objetiva, em vez de passar através dela, somente um lado da objetiva precisa ser perfeito.

Desvantagens de um telescópio refletor
- É fácil colocar a óptica fora de alinhamento.
- O tubo do telescópio refletor é aberto para o lado de fora e a óptica precisa de freqüente limpeza.
- Um espelho secundário freqüentemente é usado para redirecionar a luz para um ponto de visão mais conveniente. Este espelho e o seu suporte podem produzir efeitos de difração: objetos brilhantes com "pontas" (efeito "christmas star").

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Telescópios catadióptricos
Neste tipo de telescópios, a objetiva é formada por uma lente associada a um espelho. Para igual abertura, são mais caros que os telescópios de Newton, mas mais baratos que os refratores. São muito compactos, possuindo menos de metade do comprimento de um refrator de Newton. O espelho primário é um espelho côncavo, de curvatura esférica. Como os espelhos de curvatura esférica têm certas deficiências de convergência, sobretudo quando a curvatura é muito pronunciada, essas deficiências têm de ser corrigidas através de lentes corretoras.

O que eu posso ver com um telescópio?

Existem telescópios mais curtos e outros mais compridos. Isto afeta a observação dependendo da distância focal do telescópio (dada pelo fabricante). Assim, por exemplo, a imagem primária da lua cheia, se a distância focal for de 600 mm, terá o diâmetro de 5,2 mm; se for de 1200 mm terá o diâmetro de 10,4 mm.

É comum vermos telescópios de 66 mm de abertura no mercado em que está escrito "AMPLIA 450X". Isto é um erro comum, avaliar o telescópio pela quantidade de vezes que amplia. Os telescópios possuem aquilo que se chama de poder separador (resolução), sendo uma das características mais importantes.

Portanto, quanto maior for a abertura de um telescópio, maior será o seu poder separador (desde que tenha uma boa ótica e esteja bem alinhado). E ainda temos que levar em conta outros fatores, tais como a transparência do céu, a poluição luminosa, etc.

Geralmente, costuma-se calcular a ampliação máxima de um telescópio, dividindo a sua abertura por 25 (em mm) e multiplicando por 50. Ex: um telescópio de 200 mm, nas melhores condições (muito raro), ampliará no máximo 200/25*50 = 400X. Mas como o céu quase nunca está estável o suficiente, geralmente não se consegue a ampliação máxima do telescópio.

É muito mais agradável observar (por exemplo) uma nebulosa com um telescópio de 200 mm a 250X do que a 400X, pois a imagem vai ser muito mais luminosa (a imagem de 400X é maior, mas foi criada com a mesma luz, logo é mais escura), com maior contraste e revela mais detalhes.

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Dependendo da abertura do telescópio, pode-se ver as crateras da Lua, o Sol e as manchas solares (tomando as devidas precauções), Mercúrio (apenas como um globo apresentando as diversas fases), Vênus (que devido à sua atmosfera dificilmente se vê pormenores do solo), Marte (sendo visíveis as calotas polares e manchas, e a partir de um telescópio de 100 mm permite observar detalhes do solo), Júpiter (e as suas faixas, e com instrumentos maiores, suas 4 maiores luas), Saturno e os seus anéis (um anel para instrumentos com baixa abertura (ex.66 mm)), Urano como um pequeno globo esverdeado (sendo necessário aberturas superiores a 150 mm e ampliações de 300X), Netuno e Plutão são visíveis apenas com telescópios com 200 mm de abertura, e a sua localização requer alguma prática, e mesmo assim, apenas se vêem como globos minúsculos, Cometas, Estrelas duplas, muitas nebulosas e galáxias, e muitos outros objetos.

É preciso ter em conta que mesmo o instrumento mais potente só pode fazer aquilo que as condições atmosféricas deixam. Numa noite ruim (que são mais freqüentes do que se pensa) nenhum instrumento consegue fazer milagres

Astrofotografia
É comum para o astrônomo amador querer registrar suas observações através da fotografia. Normalmente, os primeiros resultados não são satisfatórios, porque a imagem vista através da ocular de um telescópio não é a mesma impressionada no filme. Depois de algum tempo e prática, é possível conseguir imagens de objetos que estão distantes a milhões de anos-luz da Terra.

Sem dúvida, as câmeras digitais CCD melhoram bastante campos chaves da Astrofotografia. Mas curiosamente, olhando as "galerias" fotográficas de revistas especializadas temos provas que as surpreendentes imagens a cores todavia se fazem com a tecnologia dos nitratos de prata.

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Fotografando com Câmera Fixa
A astrofotografia com câmera fixa é a forma mais fácil, acessível e simples de iniciar-se no mundo da fotografia celeste. Não é necessário o uso de telescópios, montagens motorizadas nem sistemas guias. Somente com uma câmera reflexa, um tripé e um cabo disparador com trava conseguiremos captar estrelas invisíveis ao olho humano, cometas, meteoros, etc. Ademais, a única coisa que precisamos é um pouco de paciência e um método adequado de trabalho.

Equipamento Necessário:
· Câmera reflexa manual - Com modo de exposição "B" e orifício para acoplar um cabo disparador com trava.
· As câmeras com obturador eletrônico não são aconselháveis, devido a longa exposição necessária para algumas fotos.
· Objetiva normal (padrão) de 50 mm - Com abertura máxima (nº diafragma) de 1.8 ou menor.
· Cabo disparador flexível com trava, se possível com 50 cm de comprimento.
· Tripé fotográfico - Tem de ser robusto e estável, com cabeça articulável para facilitar a orientação da câmera.
· Pára-sol -
Impede a incidência de luzes (faróis de carro, lanterna, etc.) na objetiva, além de proteger a lente do sereno.
· Filme de alta sensibilidade (ISO 800 a 1600).



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Tempo Máximo de Exposição:
Devido ao movimento de rotação da Terra, os astros descrevem um aparente movimento circular de Leste a Oeste com centros nos pólos celeste Norte e Sul. É por isso que se passarmos um certo tempo de exposição em fotografias com uma câmera fixa, os astros não apareceram no negativo como pontos, mas sim como traços luminosos mais ou menos longos. A medida que o campo a fotografar se aproxima dos Pólos, o movimento aparente do céu é muito mais lento o que nos permitirá aumentar o tempo de exposição.




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Magnitude máxima captada: A magnitude é dada pela seguinte fórmula:M = 8,4 + (5 * log D) + (2 * log T) - (Log F) + (2,5 * log (S/800))
Onde:
· M
=
magnitude limite
· D =
abertura da objetiva (em cm), focal/num f.
· T =
tempo de exposição (min)
· F =
focal da objetiva (cm)
· S =
Sensibilidade do filme ISO
Se utilizarmos uma objetiva de 50 mm a f/1.8, um filme de ISO 1000 e uma exposição de 22 segundos, obteremos uma magnitude limite de:
M=8,4+5*log(2,8cm)+2*log(0,36min)-log(5cm)+2,5*log(1000/800) = 9,6. Na tabela abaixo podemos ver as magnitudes limites para diferentes focais, diafragmas, tempos e sensibilidades.


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A fórmula anterior é efetiva somente para fotografias de zonas que cercam o zênite em condições de obscuridade muito boas. Devemos levar em conta a absorção atmosférica da luz emitida pelos astros. Em geral se consideram as seguintes perdas de magnitudes:
altura sobre horizonte - 0-15º 15-30º 30-50º
perdas de magnitude
-
1 a 1,5 0,5 a 1 0,5

Focalização da Imagem:
Devemos enfocar a imagem com a maior precisão possível, sempre até o infinito (a ou ¥ no modo de enfoque). Porém, é bom ter cuidado com alguns objetos não se encontram exatamente no infinito, e sim um pouquinho antes.

Outros dados a serem considerados são:
·
A estabilidade atmosférica;
· A poluição luminosa;
· A diferença entre a magnitude fotográfica e a magnitude visual, já que os filmes normais não são igualmente sensíveis a todo o espectro, aparecendo as estrelas azuis mais luminosas e as vermelhas com menor magnitude.

Dado importante:
O movimento da Terra faz com que as estrelas se desloquem a 15º/ h em nosso campo visual. Há um limite de exposição além do qual o movimento aparente das estrelas fará com que elas apareçam como um risco; como regra prática dividimos 1000 pela distancia focal de nossa objetiva obtendo o tempo em segundos para a exposição. Assim, com uma objetiva de 50 mm teremos: 1000/50 = 20 seg; para uma teleobjetiva de 135 mm: 1000/135 = +/- 8 seg etc.

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Fotografando com Telescópio - Basicamente, existem quatro métodos de fotografar os astros através do telescópio: diretamente no foco, por projeção positiva, por projeção negativa e afocal. Antes de qualquer fotografia, é necessário conhecer alguns dados a respeito do telescópio à ser utilizado:

Poder de resolução:
É a capacidade da objetiva ou espelho, de separar dois ou mais pontos muito próximos um do outro. Um telescópio para fins fotográficos, deve ter um poder de separação melhor do que 1 segundo de arco. Este valor pode ser calculado previamente pela fórmula: P= 120"/D, sendo D o diâmetro do espelho em mm.

Abertura relativa:
É a razão entre o diâmetro do espelho e sua distância focal: A = D / F.

Luminosidade:
É a relação entre a distância focal do espelho e seu diâmetro. Em outros termos vale dizer que a luminosidade é igual ao inverso da abertura relativa: L = D / F. Quanto menor for esta relação, maior será a luminosidade do telescópio. Em termos de elaboração de espelhos, existem certos limites no valor de L devido às dificuldades em sua confecção. Para fins fotográficos o valor de L deve ficar entre 4 e 8.

Utilizando o foco primário
Este método consiste em acoplar a câmara fotográfica, sem a objetiva, diretamente no porta-ocular (sem ocular) de maneira a impressionar no filme a imagem produzida no foco primário. Com este método pode-se obter uma imagem no negativo, com apreciável aumento, dos objetos de grande diâmetro angular como Sol, Lua, Nebulosas, Aglomerados Estelares e, em condições especiais, até de Galáxias

Utilizando a projeção negativa
-Este método consiste em se colocar um elemento ótico negativo, entre a objetiva do telescópio e o seu plano focal.

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Utilizando a projeção positiva - Para usarmos este método, devemos colocar um elemento ótico positivo (ocular) entre o foco primário e o plano do filme, assim podemos obter grandes ampliações diretamente no negativo, dependendo da distância focal da ocular (f) e do afastamento (p) entre o plano do filme e a ocular.

Utilizando o método afocal -
Neste método, a ocular é acoplada diretamente na frente da objetiva da câmara fotográfica e todo o conjunto é colocado no porta ocular do telescópio. O sistema afocal proporciona também grandes aumentos da imagem no plano do filme e tem a vantagem de constituir um conjunto compacto, com alinhamento ótico perfeito. De preferência, deve-se usar uma câmara do tipo reflexa, de objetivas intercambiáveis e de fácil adaptação de acessórios.

Tempo de exposição -
Pode-se usar a fórmula abaixo para calcular o tempo de exposição fotográfica para objetos pontuais (estrelas simples ou múltiplas).

T = 10 (m + 2 - 5 log D) / 2,5 - Onde T é expresso em segundos e D em centímetros, sendo D o diâmetro do espelho. É aconselhável realizar várias exposições de cada astro com o filme escolhido e em seguida elaborar uma tabela de acordo com os seus melhores resultados.

Filmes coloridos - De modo geral, os filmes coloridos servem para fotografar todos os corpos celestes, principalmente se tratando de nebulosas, onde a presença de hidrogênio, hélio e outros gases emprestam uma coloração variada e exuberante.


Os planetas como Marte, Júpiter e Saturno possuem zonas de coloração diferentes na superfície do planeta e também faixas equatoriais que apresentam aspectos interessantes para fotos coloridas. Estrelas ou aglomerados estelares são objetos ricos em variação de cores que vão do azul ao vermelho e são facilmente registrados.

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Filmes preto e branco - É interessante começar usando um filme preto e branco porque com ele é possível usar filtros para a escolha do melhor contraste, além da revelação do filme ser relativamente simples de ser feita em casa, bastando ter o material químico necessário.

A sensibilidade do filme - Para a escolha do filme deve levar em conta a luminosidade do telescópio, o método a ser empregado e o objetivo a ser fotografado. Com estes elementos pode-se calcular o tempo de exposição. Quando o aparelho não possui movimento automático de acompanhamento dos astros, e o tempo de exposição calculado for muito grande, deve-se optar por filmes mais sensíveis de modo a reduzir o tempo a um máximo de ½ segundo.


Telescópios com movimento automático permitem exposições de até dezenas de minutos, dependendo de sua precisão e de como são instalados. Abaixo, algumas sugestões para a escolha de filtros e filmes:



Para fotografar o Sol é recomendável colocar o filtro antes do plano focal do espelho primário do telescópio, devido ao calor concentrado no foco que pode estourar o filtro. A entrada de luz no telescópio deve ser diafragmada para cerca de 118 da abertura total.

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O quê fotografar?
Luas extremamente nítidas - Para conseguir imagens nítidas do disco total mediante um telescópio com motor guia, em geral requer exposições inferiores a ½ segundo.

Aproximações lunares - Fazendo um zoom sobre uma pequena área da Lua, consegue-se espetaculares aproximações das crateras com exposições de mais de um minuto a f/10.

Crepúsculos - Não é necessário telescópios nem sistemas de seguimentos, só uma teleobjetiva de pequeno foco, normal, ou lentes de ângulo amplo e uma câmera montada em um tripé. As exposições não tem que durar mais que uns poucos segundos, incluindo os filmes de velocidade 50 ou 100.

Luzes da aurora (aurora boreal
- Todas as auroras salvo as mais excepcionais necessitam de um filme com velocidade 400 e um jogo de lentes f/2 ou f/2,8. Um filme de velocidade mais rápida 800 ou 1.600 ajudará a manter a exposição bastante curta (6 a 8 segundos).

Constelações - Os filmes rápidos podem fazer imagens da Via-Láctea sem nenhum sistema de seguimento, somente com uma câmera com uma boa lente. Com um filme de velocidade 400, a Via-Láctea será registrada com excepcional beleza com uma exposição mínima de 30 segundos com uma
f/2,8.

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Meteoritos - Capturar um que seja brilhante durante os breves segundos em que é visível requer um filme rápido e sorte. Tem-se que usar filmes de sensibilidade 400 em diante.

Cometas -
Sem dúvida, os Cometas mais brilhantes freqüentemente são melhores vistos e fotografados somente durante um breve intervalo de tempo após o pôr-do-Sol ou antes de sua saída (alvorecer). É fundamental usar um filme rápido, elevar o tempo de exposição.

Maravilhas do Céu
- Fotografar os aglomerados estelares, as nebulosas e as galáxias com telescópio é uma das formas mais exigentes da fotografia astronômica. É importante usar um filme rápido, de velocidade 800 e exposições longas (mais de 30 minutos) com f/4,5. Se você está buscando êxito em suas primeiras fotografias do céu profundo é bom procurar um filme mais rápido (ISO 1000 ou maior). Todos são bons para fotografia com telescópio de f/8 a f/11.

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Como escolher um Telescópio

Mais cedo ou mais tarde todo astrônomo amador iniciante tem que encarar a questão sobre o que fazer para conseguir um bom telescópio. Escolha bem seu telescópio para que você tenha noites agradáveis de exploração do céu, ou então, você terá um "elefante branco" em sua casa. O dinheiro que você pode gastar, o peso que você pode carregar e a quantidade de observações que você já fez a olho nu e com binóculos são pontos importantes a se considerar.

Desconfie de qualquer telescópio anunciado pelo alto poder de aumento, tipo: "Aumenta 450x". Normalmente estes equipamentos são deficientes. O aumento, não é algo a se considerar quando estiver comprando um telescópio. Você pode fazer qualquer telescópio aumentar quantas vezes quiser usando diferentes oculares. Mas é inútil usar um aumento muito grande num telescópio de pouca abertura. Você não verá nada a não ser um borrão aumentado várias vezes. Apenas um telescópio de grande abertura pode mostrar uma imagem decente com
200x ou mais.

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Fornecedores de Telescópios e Acessórios
Como muitas pessoas tem perguntado como adquirir um telescópio, relacionei abaixo alguns locais tanto para compra como para construção artesanal de telescópios

B.Ridel Ciencia e Tecnica LTDARua João Carlos, 250 - Belo Horizonte - MG.Tel.: (31) 3461-9922 ou 3461-4479.

Dario PiresRua Comendador Pedro Morganti, 385 - Araraquara - SP Tel.: (16) 222-1183.

Optovac Mecânica e Optoeletronica Ltda Rua Vitório Tafarello, 925 - Osasco - SPTel.:(11) 7208-6543 ou 7208-4011.

Sebastião Santiago
Tel.: (11) 5531-0615.

Para a importação de telescópios e acessórios astronômicos sugiro as seguintes empresas:
Omnis Lux - Astronomia & Projetos CulturaisTel.: (11) 573-2083 Representantes da Meade Instruments Corporation e da Carls Zeiss Jena na linha de planetários.

Rusver Ltda - Binóculos e Telescópios Fax: (51) 333-9366
Representante a empresa russa Kronos.


O Brasil eo Ets na rota da clonagem

Religião baseada em encontros extraterrestres vê a clonagem de humanos como a chave da eternidade - e afirma que o País tem potencial para abrigar pesquisa.

Rael: visita de ETs
Por Betina Piva
O Brasil pode se transformar na maior vitrine de avanços (ou aberrações) científicos da Terra. Esta, pelo menos, é a idéia da religião Raeliana. Para eles, esse potencial pode ser alcançado caso o País consiga criar normas e regras capazes de aceitar e regularizar as pesquisas que envolvem clonagem humana.

O responsável pela volta deste assunto polêmico à pauta do dia é o não menos polêmico Claude Vorilhon - também conhecido como Rael, líder espiritual do Raelismo, uma "religião atéia" que acredita que os humanos são clones de extraterrestres. Querendo agora fazer com seus semelhantes a mesma coisa que foi feita pelos Ets, ele está apresentando ao mundo a primeira barriga de aluguel para clones - a japonesa Natsuko Yoshikawa, que voluntariou-se para participar do projeto.

A jovem de
23 anos hospedará um embrião humano clonado e dará a luz ao primeiro clone de gente - com o DNA de um menino que morreu aos dez meses de idade e era filho de um dos principais investidores de sua empresa de engenharia genética, a Clonaid. O projeto terá um custo inicial de US$ 500
mil. O preço deverá ser mais acessível nos próximos anos, mas a empresa não aceitará nenhuma encomenda até que se consiga "produzir" uma criança perfeitamente sadia.

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O Brasil eo Ets na rota da clonagem

Yoshikawa: barriga de aluguel






As tentativas podem resultar em centenas de abortos espontâneos e fetos mal formados. Com os experimentos, espera-se chegar à marca de 30% de sucesso nos resultados. Já os outros 70% poderão ser diagnosticados no início da gravidez e, a decisão de ter ou não o bebê ficará por conta da mãe.

"Por enquanto, a clonagem servirá como alternativa para pais que esgotaram as chances de ter um filho, casais homossexuais ou para substituir crianças que morreram prematuramente", afirma David Uzal, responsável pela seita no Brasil. "Mas em breve será um método eficaz de controlar o envelhecimento humano e futuramente, será a chave da eternidade - fazendo a transmissão de memória de um corpo para outro", acredita.

Em entrevista à Planeta na Web, Uzal afirmou que o Brasil tem fortes atributos que interessam aos raelianos. Principalmente a falta de uma legislação que trate deste tipo de pesquisa. "A clonagem humana é uma grande oportunidade para o Brasil, que tem vasta liberdade de expressão e culto-religiosa", diz Uzal.

Localizado nos EUA, o laboratório da Clonaid, empresa criada por Rael para fins de pesquisa genética, tem tido problemas legais para dar continuidade ao projeto do clone humano. Por isso, deve ir à Corte Suprema em breve. Como a precaução é virtude de vitoriosos, estão de olho em outros países capazes de instalar a empresa - entre eles, o Brasil.

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O Brasil e os Ets na rota da clonagem.

Mais que uma religião que não acredita em um Deus, o Raelismo é uma filosofia que fundamenta sua crença na existência de extraterrestres que, através de clonagem de DNA, criaram o ser humano. Seus seguidores acreditam que os grandes profetas como Jesus, Buda e Maomé existiram e vieram à Terra com o firme propósito de auxiliar a humanidade rumo à evolução.

O primeiro contato entre Rael e um visitante de outro planeta se deu no dia
13 de dezembro de 1973. O ET, chamado de Elohim, tinha cerca de 1,2 m, cabelos pretos, olhos amendoados, pele de tez esverdeada e muito bom humor, e pediu-lhe que construísse uma embaixada para recebê-los na Terra. Depois, em 1975, os alienígenas levaram Rael para o planeta onde moram. Hoje, a religião está espalhada por mais de 80 países e tem cerca de 55
mil seguidores.


Frotas de objetos exatamente iguais ...

Frotas de objetos exatamente iguais às "flotillas" mexicanas...
Acesse:

http://youtube.com/watch?v=dkNdXncScmY

Frotas de objetos exatamente iguais ...

Frotas de objetos exatamente iguais às "flotillas" mexicanas...
Acesse:

http://youtube.com/watch?v=dkNdXncScmY

Como ser um Ufólofo?


Por: Ademir Pascale Cardoso

Afinal, o que significa Ufologia Científica? Segundo o mini-dicionário encontrado em diversos sites pela internet, significa: Ufologia Científica - Ramo da pesquisa Ufológica que mais se aproxima da metodologia científica para apuração dos relatos.
Pesquisa a partir do pressuposto de que os UFOs são um fenômeno mensurável e, portanto, com existência física objetiva.Na realidade, não temos uma data específica de quando os OVNIS (objeto voador não identificado) ou UFO, na versão em inglês (Unidentified Flying Object) começaram a aparecer nos céus de nosso planeta.
Existem relatos muito antigos de aparições, como nos anos de 1504 a 1450 a.C., no qual escribas viram no céu círculos de fogo que, em seguida, subiram mais alto e se dirigiram para o sul. O autor do incrível livro "Eram os deuses astronautas? [Editora Melhoramentos, 1969]" Erich Von Daniken, passou metade de sua vida pesquisando antigos manuscritos, as famosas linhas de Nazca e desenhos pré-históricos de figuras humanóides muito parecidas com astronautas.

No ano de 1947, a palavra "OVNI" começou a ser popular, e desde então, surgiram milhares de pesquisadores no assunto, os famosos "Ufólogos". Alguns países, já aceitam a ufologia como parte do cotidiano, assim como a astrologia, astrofísica e etc. No Brasil, existiu um grande crescimento da ufologia, depois que surgiram ilustres ufólogos, que lutam para desvendar os mistérios dos OVNIS. Conheça alguns destes incríveis ufólogos:

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Como ser um Ufólofo?






Ademar Gevaerd- editor da conceituada Revista UFO, conferencista nacional e internacional, é um dos nomes mais conhecidos da ufologia Brasileira. Gevaerd foi um dos criadores da campanha "UFOs, Liberdade de Informação Já", no qual em visita ao Cindacta em Brasília, conseguiu examinar três pastas de documentos secretos de UFOs, no qual se destaca a pasta contendo os relatórios e registros da chamada "Noite Oficial dos UFOs no Brasil", de Maio de 1986. Este foi um grande marco na ufologia Brasileira, no qual milhões de Brasileiros assistiram pelo canal da TV Globo neste ano de 2005, no programa Fantástico (saiba mais no site da Revista UFO: www.ufo.com.br , Gevaerd lançou recentemente o livro "UFOs na Amazônia – A Operação Prato" – Para adquirir o livro, acesse o link: www.ufo.com.br/livroGevaerd








Pepe Chaves - é um dos ufólogos mais ativos do Brasil, relações públicas e consultor para a Revista UFO, jornalista e webmaster de www.viafanzine.yan.com.br . Ultimamente, Pepe está coordenando a Operação Trilha, juntamente com o publicitário e ufologista, Fábio Bettinassi. A Operação Trilha ocorrerá no ano de 2006, e tem como objetivo, intensificar as pesquisas acerca da casuística de fenômenos luminosos e outros, ocorridos na região Norte do Brasil. Considerando a gravidade dos fatos que se sucederam naquela região, no fim dos anos 70, como também anterior e posteriormente a esta época. O que inspirou esses incríveis ufólogos nesta perigosa expedição no Norte do Brasil, foi a "Operação Prato", coordenada pelo 1º COMAR em 1977, no qual registrou as mais inusitadas ocorrências de natureza desconhecida na floresta amazônica. Nesta época, o Coronel Uyrangê Bolívar Soares Nogueira de Hollanda Lima, checou os locais de maiores incidências destas estranhas ocorrências, com mais três homens. O pesquisador norte-americano, Bob Pratt, também pesquisou a região no final da década de 70 (veja entrevista exclusiva elaborada por Pepe Chaves com o pesquisador norte-americano, Bob Pratt em: www.viafanzine.yan.com.br/site_vf/ufovia/entrevistas4.htm .Com certeza a Operação Trilha, será muito importante e entrará para a história da ufologia no Brasil. Pepe Chaves ainda coordena um grupo de discussão na internet, o grupo UFOVIA. Para conhecer e ingressar neste grupo de pesquisas ufológicas, acesse o link: br.groups.yahoo.com/group/UFOVIA

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Como ser um Ufólofo?




Paulo Aníbal G. Mesquita, biólogo, com atuação laboratorial vinculado à um órgão da Secretaria de Estado da Saúde, consultor para a Revista Sexto Sentido e membro do grupo EXO-X, é um dos ufólogos destaques do Brasil. Com idéias incríveis e ativo ufólogo, Aníbal sempre está em viagens e palestras em prol da ufologia Brasileira. (saiba mais sobre Paulo Aníbal, no link: www.cranik.com/entrevista31.html





Paulo R. Poian, estudante de Biologia e novo integrante da equipe UFO. Tem idéias revolucionárias acerca do criacionismo. Seu trabalho de pesquisa procura abordar a interatividade extraterrestre no passado da humanidade, como também sua formação no planeta em que vivemos. Paulo recebeu em 2004, o prêmio de Autor Revelação concedido pelo portal Ufovia. (saiba mais sobre Paulo R. Poian, no link: www.cranik.com/entrevista37.html.




Drª Analígia Santos Francisco, médica psiquiatra, hipnotizadora e uma grande pesquisadora de abduções, também integrante da equipe UFO. Analígia é conferencista e já participou de várias pesquisas importantes para a ufologia Brasileira. (saiba mais sobre a Drª Analígia, nos links: www.taquitrix.net e www.cranik.com/entrevista36.html

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Como ser um ufólogo?

Um livro inteiro poderia ser escrito com a grande quantidade de pesquisadores renomados Brasileiros. Você poderá conhecer muito desses nomes no Grande Cordel da Ufologia Brasileira, elaborado pelo baiano de Recife dos Cardosos-Ibititá (Irecê) - Chapada Diamantina, Gustavo Dourado. Eu também consto nesta lista, na estrofe de nº 74 (veja o Grande Cordel da Ufologia Brasileira, no link: www.viafanzine.yan.com.br/cordel.htm ).

As dicas para os jovens principiantes que não sabem como ingressar na ufologia, são: Ter interesse pela ufologia e ser uma pessoa séria, ler muitos artigos relacionados a ufologia em jornais, livros, revistas e sites. Participar de algum grupo de discussão sobre ufologia, para obter mais conhecimentos e expor as suas idéias. Fazer pesquisas de campo acompanhado de um ufólogo experiente, também é muito eficiente.


Dados revelam que a cada minuto em algum lugar do mundo alguém vê um disco voador. Estima-se que exista, hoje, mais de 8 milhões de ocorrências ufológicas registradas em quase 180 países inclusive no Brasil, onde temos uma rica e diversificada casuística. Os números são impressionantes e indicam que há um fenômeno em ação, sobre o qual temos que aprender o máximo possível.

Segundo Daniel Gevaerd, webmaster do site UFO e integrante da equipe UFO "e-mail: daniel@ufo.com.br ", você ainda poderá filiar-se ao CBPDV, no qual surgiu há mais de 20 anos (Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores), a maior e mais bem estruturada instituição dedicada à Ufologia da América Latina e uma das maiores do mundo. www.cbpdv.com.br – e-mail: cbpdv@ufo.com.br . Para adquirir livros e revistas sobre ufologia, acesse o site www.ufo.com.br – e-mail: shopping@ufo.com.br

Ufologia Brasileira - Entrevista com Pepe Chaves


Pepe Chaves, 41 anos, residente em Itaúna - MG, jornalista, pesquisador em Ufologia e assuntos aeroespaciais há vários anos. Editor do jornal Via Fanzine (www.viafanzine.jor) e webmaster do portal UFOVIA www.viafanzine.jor/ufovia.htm). Coordenador da Operação Trilha, presidente do GEÚNA (Grupo de Estudos Ufológicos de Itaúna - MG) e autor do livro "Os UFOs e seus Periféricos" (2006, Pepe Arte Viva Ltda). Autor de centenas de artigos especializados e matérias para diversas publicações impressas e eletrônicas. É designer gráfico e artista plástico.


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1- Porque você resolveu se dedicar a ufologia?
Pepe:
Porque acredito que é um campo muito vasto e carente, do qual a maioria das pessoas ainda não atentou às suas verdadeiras possibilidades. Como jornalista, sempre dediquei uma fatia da minha profissão a esse instigante assunto e a outros também, inerentes a esse. Então, quando fundamos a versão impressa do jornal Via Fanzine, no ano de 1994, em Itaúna - MG, já trazíamos uma página dedicada à Ufologia, que foi mantida nos anos vindouros.

Penso que, neste mundo corrido e globalizado, as pessoas não se voltam muito a estes assuntos e a tarefa de ressoá-los recai sobre uma pequena parcela, que leva tais propósitos realmente a sério, pois que é estes que mantêm acesas hoje a chama ufológica no mundo. E após anos de trabalho, na divulgação de talentosos autores e investigadores, além de produzir nossos próprios artigos, também pudemos pesquisar, de modo natural (e de diversas formas) este campo tão incógnito.

Enfim, tornou-se inevitável, para eu não fazer parte disso. E no mais, tenho comigo que, o que faço, ou seja, atualmente conduzir um portal especializado na produção de matérias ufológicas inéditas em nosso país, não é mais que uma obrigação da minha parte. E por outro lado, tal ação pode se tratar também de algum tipo de missão, da minha parte nessa vida. Faço o que tem de ser feito, penso. Por vezes, já pensei em abandonar esse meio, já tive atritos com diversas pessoas, no mais, ideologicamente, mas também por outros motivos, nada nobres; atritos estes, suficientes para eu nunca mais querer falar em Ufologia.

Contudo, aqui estou, mesmo após ter perdido uma boa quantidade de reais com Ufologia, tempo gasto (mas não perdido), ter enfrentado ataques pessoais e amolações de natureza variada etc. Entrementes, apesar de tanto desalinho enfrentado, jamais perdi a dignidade e a honestidade e, são estes, os fatores essenciais numa jornada de busca dessa natureza.

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Ufologia Brasileira - Entrevista com Pepe Chaves

2- Como você vê a ufologia brasileira no contexto da ufologia mundial?
Pepe: A brasileira, vejo-a hoje, de uma forma diferente da que a via há alguns anos, quando era apenas um leitor-expectador dos fatos que eram colocados diante de mim. Talvez, por ter me envolvido intimamente agora, vejo a Ufologia nacional como um terreno pantanoso ou um campo minado, onde você pode afundar ou ir para os ares se pisar no lugar errado. Muitos preferem fantasiá-la de loas e benesses, mas este não é o meu caso.

A Ufologia brasileira, atualmente, isso, exclusivamente dentro de minha ótica pessoal anda tão desfigurada, que é difícil você apontar alguém em atividade que esteja fazendo um bom trabalho, propondo algo inovador ou vindo esclarecer o seja o que for (e eu não me excluo nisso). É tanta a falta de recursos, de pessoas acertadas e dispostas para fazer o processo evoluir...

Tudo isso, excetuando as baixarias: desavenças de todos os quilates; um ameaçando a processar o outro por inveja; egos brigantes, desafiando uns aos outros e, assim, a verdadeira Ufologia vai ficando para outros planos... Isso ainda ocorre muito, infelizmente.

Vejo determinados grupos ufológicos, como verdadeiras caixas de marimbondos, ali, um quer aparecer mais que o outro para o chefe do grupo e por isso, quebram o pau entre si, foi assim na velha guarda da nossa Ufologia e ainda é assim para muitos dos seus escudeiros remanescentes.

Todos que atualmente estão em atividade, salvo raras exceções, têm pouca harmonia entre si, pouco companheirismo, pouco corporativismo, pouco afeto e poucos ouvidos, pois, todos querem é falar, mas ninguém quer ouvir e dar atenção às idéias do outro. Isso, porque se forem boas tais idéias, acabam por atacarem diretamente àquelas de quem ouve, pois estas podem cair por terra. Assim, então, melhor é relutar em saber as novidades e nem dar ouvidos ao colega!

Poucos são os grupos onde não há disputas de ego, lutas por sobreposição de nomes e outras ações dignas de atores de Hollywood, mas nada condizente com os verdadeiros desígnios (ou os que deveriam ser) da boa Ufologia. Bom, esta é a Ufologia brasileira que vejo, e querendo eu ou não, é disso que tenho feito parte, já por bons anos. E agora, tudo isso dentro do contexto mundial, pode não parecer assim, tão chulo como coloquei aqui, pois as roupas sujas, lavamos em casa (salvo em casos excepcionais...), lá fora, tudo é mais nobre, polido, amortecido por nossas vitrines ufológicas ? vide casos ocorridos no Brasil que foram sucesso lá fora tudo é mais nobre, polido, amortecido por nossas vitrines ufológicas ?

Vide casos ocorridos no Brasil que foram sucesso lá fora. Porque, em verdade, temos em diversos Estados do Brasil, talentosos autores, pesquisadores, ilustradores, investigadores e pessoas de boníssima fé, envolvidas e altamente aptas a produzirem dos melhores trabalhos de Ufologia no mundo. Conheço muitos que estão nisso, atrás da verdade, de respostas e não da enganação, dinheiro ou sensacionalismo. São estes fiéis buscadores que evoluem a Ufologia, de fato, no Brasil e não a estaciona no ponto de vista em que podem somente faturar financeiramente com ela.

Contudo, o fato de termos um idioma que nos mantém meio que isolados do resto do mundo, faz com que esse mesmo mundo perca diversas maravilhas brasileiras, e isso, não somente quanto à Ufologia. Então, a verdadeira Ufologia brasileira lá fora, é pouquíssimo conhecida. O pouco que se conhece, são trabalhos de ufólogos mais antigos, abordando casos clássicos de décadas passadas.

Mas, eu conheço aqui no Brasil contemporâneo, na pesquisa e na abordagem, determinadas pessoas que considero, genuínos, raros e conceituadíssimos valores ufológicos brasileiros, mas que, infelizmente (e certamente), o mundo não conhecerá. Então a verdadeira Ufologia brasileira lá fora, não é conhecida, nem 10% do que veria ser e, em grande parte, creio, por culpa deste saco de gatos que citei acima, efeito de toda ignorância ecológica de seus co-participes, onde um pisa no outro para chegar a lugar nenhum e onde não há parceria, mas somente defesa de interesses pessoais ou grupais fechados.

Mas, se os gringos querem ver, além de bananas, temos no Brasil, casos ufológicos originalíssimos, investigadores altamente tarimbados, autores precisos, talentos incríveis que, a meu ver, mereciam maior atenção de toda a mídia e até de pesquisadores de outras plagas, mas para isso, precisam de uma imediata organização e de urgentemente, exorcizarem-se, uns dos outros.

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Ufologia Brasileira - Entrevista com Pepe Chaves

3-Recentemente você divulgou que aviões ficaram presos em aeroportos do nordeste por causa de ÓVNIS. Como andam suas pesquisas deste caso?
Pepe:
Na verdade, esta notícia foi colocada imediatamente no ar pelo nosso portal, mas a fonte primária é jornal diário A Tarde, de Salvador. O interessante neste caso foi a grande felicidade da nossa representante no Nordeste, a professora Graça Fittipaldi, residente no Recife. Seu filho viu um objeto voador pela janela ao amanhecer (por volta das 5h) e a acordou para vê-lo. Ela levantou rapidamente, pegou sua câmera digital e registrou o objeto em várias posições.

Tratava-se de um objeto muito brilhante, cujo formato era esférico e parecia voar baixo, da direita para a esquerda, desaparecendo por detrás dos prédios vizinhos ao dela. Soubemos que naquela mesma madrugada objetos voadores não identificados foram detectados em radares dos aeroportos de Recife e Salvador e, provavelmente, informaram à FAB. Foi cancelado pelo menos um vôo, que levaria alguns políticos de Salvador a Brasília.

Segundo soubemos, o cancelamento teria se dado por causa do mau tempo, mas achamos uma coincidência estranha nisso. Infelizmente, até então, não obtivemos maiores esclarecimentos sobre o registro desse autêntico UFO pernambucano. Exceto que, uma outra testemunha que reside no mesmo bairro da Graça, nos garantiu já ter avistado aquele mesmo objeto, na mesma rota, em outra ocasião. Felizmente, as fotografias que Graça fez, são, sem dúvida, a nível global, dos louváveis registros ufológicos produzidos em tempos recentes.

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Ufologia Brasileira Entrevista com Pepe Chaves

4- Você já vivenciou um contato? Caso positivo, como foi? Caso negativo, Gostaria de vivenciar um contato? Por quê?
Pepe:
Aos cinco anos de idade, em Itaúna, vi um UFO, branco e quase triangular, cortar o céu da minha cidade ao anoitecer e no dia seguinte toda a mídia estadual noticiou, pois a altitude do mesmo permitiu que ele fosse avistado pelas populações de várias cidades mineiras.

A partir daí, a Ufologia entrou para minha vida e sempre gostei de admitir a possibilidade de vida inteligente fora da Terra. Depois que vi este UFO, ainda em tenra idade, passei a desenhar temas ligados a isso, a gostar mais ainda de filmes de ficção científica, desenhos animados, J. Quest, Perdidos no Espaço, UFOs, aviões, naves, aliens etc.

Mas, meu envolvimento com a Ufologia em nível de pesquisa e maior aprofundamento se deu a partir de um incidente que me ocorreu em Itaúna, em 1996, quando me encontrava cortando atalho por uma trilha, no meio do mato, para atingir o bairro que residia na época. Eram cerca de umas
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h, quando, num escuro total, vi, a poucos metros à frente uma pequena bola de luz, pairando sobre um lago.

Ela estava no meu caminho e pensei se tratar de alguém pescando com uma lanterna. Segui em frente e ao chegar ao local que ela estava, havia sumido. Mas reapareceu a minha esquerda, a mais de 100m de mim, e a cerca de 1,5m acima do chão. Era uma luz meio dourada, cujo brilho não saia dela como uma lanterna, mas ficava só nela, era uma luz fosca.

Quando seguia, ainda no escuro, um pasto me separava dela, e na hora, cheio de curiosidade, nem pensei ser uma sonda, ou a chamada mãe do ouro, apesar de já saber da existência disso. No meio do caminho eu parei e a encarei, e senti uma vontade de correr pelo pasto, até perto dela, mas ela nesse instante, quase apagou sua luz, foi incrível! Foi como que sentisse minha intenção. Ela foi se pagando, como você apaga um abajur regulável, foi se camuflando no escuro da noite e ficou quase invisível, mas eu ainda a via.

Daí continuei a subir e ela voltou a brilhar e me seguiu paralelamente até que eu adentrasse as luzes urbanas. Na hora, pensei se tratar mais de algo vivo espécie de vida elemental, manifestação de elementos da natureza telúrica, ou mesmo espiritual... Senti que parecia algo vivo, porém de uma natureza não detectada cientificamente, sei lá... Só sei que me senti observado, quiçá, analisado, de alguma forma, mesmo que a metros de distância daquilo. Calculo que tinha uns
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cm de diâmetro e luz me seguiu paralelamente, por mais de 100m (mais ou menos a essa mesma distância de mim).

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Ufologia Brasileira Entrevista com Pepe Chaves

Pepe: Mas a partir daí, comecei a manter contato com gente que pesquisava UFOs e as chamadas sondas em todo território nacional, passei a colher e colecionar dados e me especializei na pesquisa destes objetos menores, que eu prefiro chamar de periféricos (www.viafanzine.jor.br/perifericos.htm). Graças a isso, pude colher centenas de relatos de testemunhas de avistamentos similares ao meu aqui na região Centro-oeste de Minas Gerais e noutras partes do país.

Noutra ocasião, vi claramente algo que também parecia não ser desse mundo e na oportunidade estava com um amigo idôneo ao meu lado que testemunhou o fato. Costumeiramente, estávamos andando de bike numa rodovia ao anoitecer. Ele é professor de artes em Itaúna e isso deve ter ocorrido em 2002, eu já pesquisava periférico. Então, vimos da rodovia, uma luz andando, num pasto, bem abaixo de nós e a uns
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m de distância.

Estávamos no alto quando eu falei pra ele, brincando: Veja a sonda. Ele olhou e viu a luz, idêntica a uma lanterna cortando o pasto, o escuro não nos permitiu ver quem carregava a dita lanterna, mas pela velocidade de locomoção, parecia alguém andando com uma lanterna no meio do pasto, tanto que eu achei que era isso quando falei para ele ver a sonda em tom de brincadeira.

Mas, ao falar isso, logo aquela luz procedeu de maneira incrível: ela desaparecia onde estava, e reaparecia a dezenas de metros dali: instantaneamente! Isso por umas três vezes no mínimo. Nós piramos com aquilo! Era uma luz mais esbranquiçada, de tamanho similar da que narrei antes e seus movimentos pareciam coisa de física quântica: ela praticamente ocupava dois lugares ao mesmo tempo, por frações de segundo!

Ao constatarmos o inusitado, nos perguntamos mutua e simultaneamente: Você viu aquilo?... Imediatamente, largamos as bikes, pulamos a cerca da fazenda e tentamos nos aproximar, descendo rumo ao pasto, mas, infelizmente, tivemos de voltar em desabalada carreira, pois ouvimos uma matilha de cães fila brasileiro latindo ferozmente e se aproximando em nossa direção... (ou o tal periférico, nos fez ouvir isso... risos!).

Voltamos, e, frustrados, perdemos a luz de vista, mas eu tenho relatos de vários casos ocorridos na região em que avistamos essa luz. Mas, fantasmas, ETs, anjos, demônios, entidades ultra-dimensionais: nunca vi, nem em sonho! Se eu gostaria de vivenciar um contato? Acho que não estou preparado! (risos). Mas, quando for à hora (se houver), sei que vou estar preparado e isso pode ocorrer até, daqui a um segundo... Quem sabe? Medo, nessa vida, só de andar de avião.

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Ufologia Brasileira - Entrevista com Pepe Chaves

5- Como surgiu a idéia da montagem do portal UFOVIA?
Pepe: Eu costumo dizer que a UFOVIA foi à costela de Adão de Via Fanzine. Ao colocarmos no ar a versão digital do jornal cultural Via Fanzine (www.viafanzine.jor.br) em abril de 2004 (comemorando 10 anos de sua fundação), trazíamos entre suas páginas, uma que seria dedicada à Ufologia. Três meses depois, esta página de Ufologia se transformou no portal UFOVIA (www.viafanzine.jor/ufovia.htm) que, para se materializar como tal, contou com a participação de diversos pesquisadores e autores brasileiros.

Então, esta página ufológica inicial, foi o embrião do que é hoje o portal UFOVIA e, graças ao trabalho de tantas e distintas pessoas, se constitui atualmente, em um credibilizado acervo ufológico, aberto a todos os cidadãos do mundo que buscam informações não somente com relação à Ufologia em si, mas acerca dos vários fenômenos ligados à psique humana e outros de naturezas distintas. Hoje a UFOVIA não é mais somente um dos poucos portais de produção ufológica da língua portuguesa, mas sim, um núcleo de estudos telúricos e celestiais.

Ou seja, pesquisamos não somente os UFOs e os supostos alienígenas, mas sim, fenômenos naturais ou não, ocorridos em nosso planeta e também no Universo. Este nosso núcleo, conta atualmente com um seleto Conselho Editorial, formado por
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pessoas, de diferentes cidades do mundo, entre eles, autores, artistas gráficos, investigadores ou somente conselheiros, das mais distintas formações e profissões. Mantemos também, uma rede diária de contato interestadual e internacional com pesquisadores de diversas localidades, tais como, Argentina, Chile, EUA, Portugal, México, e outros países da América Central e da Europa.

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Ufologia Brasileira - Entrevista com Pepe Chaves

6- Qual o caso da ufologia mundial que você acredita ser o mais interessante?
Pepe:
Para mim, trata-se dos chamados Fenômenos Amazônicos, que na verdade constituem-se em um conjunto de casos ocorridos no Pará, sobretudo, no final do ano de 1977, causando exagerado alarde às populações ribeirinhas daquela região. Tanto, que criamos uma junta especial para pesquisar estas ocorrências e já pudemos legar em formato de matérias digitais diversos materiais inéditos ao público.

Iniciamos os trabalhos de pesquisa em maio de 2005, essa junta civil se chama Operação Trilha (
www.viafanzine.jor.br/trilha.htm), sob coordenação minha e de Fábio Bettinassi, co-editor de UFOVIA, publicitário e pesquisador que reside em Araxá - MG. Tivemos a graça de poder contar com apoio de alguns conceituados pesquisadores deste assunto, entre os que podemos citar, estão o carioca Vitório Peret e o finado o jornalista e ufologista norte-americano Bob Pratt.

O que ocorreu na Amazônia naquela época, consistia-se em incompreensíveis fenômenos luminosos, os quais se configuravam objetos voadores que disparavam uma espécie de raio de luz contra o plexo solar de algumas pessoas, causando pequenos furos na pele e uma imediata queda de hemoglobina no sangue, podendo levar a anemia e à fraqueza física. Estes objetos desconhecidos foram chamados popularmente de chupa-chupa, pois acreditavam os nativos que os raios azulados vindos dessas máquinas voadoras chupassem o sangue das vitimas.

Alarmados pela população do município de Vigia e da Ilha de Colares (distrito), o prefeito e o padre locais acionaram a FAB, através do I COMAR, em Belém e as autoridades militares foram a campo investigar os fatos. É uma longa história. Em suma, a investigação militar foi batizada de Operação Prato (
www.viafanzine.jor.br/op.htm), em menção aos supostos discos voadores que atuavam na região.

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Ufologia Brasileira - Entrevista com Pepe Chaves

Pepe: O nome foi dado pelo comandante da mesma, o capitão Uyrangê Hollanda, militar da aeronáutica que conhecia sobremaneira aquela região, e que viria cometer suicídio 20 anos depois, em 1997, dois meses após conceder uma entrevista onde narrava detalhadamente seus avistamentos ufológicos durante a dita operação. Então, através dos trabalhos da Operação Trilha, levantamos e colocamos com acesso free na Internet, diversas novidades dessa verdadeira novela ufológica brasileira.

Não sabemos se por termos mexido num vespeiro, mas fato é que, em menos de três meses após iniciarmos a veiculação na Internet das primeiras novidades produzidas pela Operação Trilha, o assunto Operação Prato caiu na graça da mídia convencional e também da especializada.

O tema revigorara-se, após anos de sepultamento e a Rede Globo, imediatamente, produziu um programa da série Linha Direta, especial sobre a Operação Prato (agosto/2005), reconstituindo cenas, baseadas na versão sustentada por alguns pesquisadores.

Também a tevê a cabo norte-americana The Hystory Channel, aportou no Pará e gravou um programa bastante similar ao produzido pela Rede Globo, onde também entrevistou população local e alguns pesquisadores. O assunto voltara a repercutir em outros meios de comunicação, programas de rádio e tevê, foram criados fóruns sobre os casos amazônicos na Internet, comunidades, blogs e sites.

Enfim, penso se tratar deste conjunto de casos os mais relevantes da Ufologia mundial, onde, segundo as testemunhas, configuram-se UFOs - sim, mas que não sabemos (e ninguém prova isso até agora) se de fato eram realmente de natureza extraterrestre.

Então, respondendo sua pergunta: por se tratar de caso ufológico, onde notoriamente (mas, extra-oficialmente) se envolveu uma das três armas, no caso a Força Aérea Brasileira (a FAB - diga-se, coisa inédita no mundo), realizando uma vasta pesquisa de campo que durou mais de três meses e tudo isso sendo apimentado por ingredientes posteriores, a meu ver, este seria o caso ufológico mais interessante do mundo.

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Ufologia Brasileira - Entrevista com Pepe Chaves

7- O que você pessoalmente aprendeu com a ufologia?
Pepe:
Eu costumo dizer que a Ufologia me pegou no ponto onde o Kardecismo me deixou. Mesmo sendo uma pessoa bastante consciente, que jamais viu ET ou espíritos e afins, creio piamente no ponto de vista da espiritualidade, nos mais amplos sentidos. No mais, porque não haveria sentido em todos nós aqui, se não fossemos frutos dela. Minhas bases religiosas são kardecistas e creio, continuarão sendo, mas nunca pertenci a nenhuma igreja, seita, ou centro espírita.

Minha religiosidade (ligação com o Todo) sempre foi bastante particular. Então a Ufologia me deu as mãos, onde o Kardecismo já não poderia mais sustentar a minha busca existencial por determinados objetivos, digamos assim.

E, ao citar este exemplo, deixo claro que, primariamente, não procuro ver a Ufologia como algo de cunho religioso (mesmo crendo, que de alguma forma ela esteja intrinsecamente ligada àquilo que chamam de Deus), mas como algo que possa esclarecer a busca pelas verdades que ainda estão ocultas na atualidade.

A Ufologia não poderá ser encarada como uma ciência, pois ela traz em seu bojo, inúmeras disciplinas científicas aleatórias e não há como, sintetizar tão distintos mecanismos em somente um único ingrediente homogêneo. A Ufologia (e esta palavra, ao meu ver, também está desgastada...)deveria ser o farol das ciências ortodoxas: deveria mostrar, as possibilidades que podem haver ali na frente.

Ela não vai dar respostas por si mesma, mas vai deixar atentos os afiados aparatos científicos, que possam nos esclarecer a partir do ponto de vista cartesiano ou racionalista. Agora, o que chamamos Ufologia, extrapolou-se de si mesma. Ela não é mais somente o estudo dos UFOs (objetos voadores não identificados), como propõe sua nomenclatura, sua classificação.

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Ufologia Brasileira Entrevista com Pepe Chaves

Pepe: Ela não vai dar respostas por si mesma, mas vai deixar atentos os afiados aparatos científicos, que possam nos esclarecer a partir do ponto de vista cartesiano ou racionalista. Agora, o que chamamos Ufologia, extrapolou-se de si mesma. Ela não é mais somente o estudo dos UFOs (objetos voadores não identificados), como propõe sua nomenclatura, sua classificação.

O que chamamos de Ufologia, se ramificou por campos tão distintos entre si, quão distinto é o tamanho do Sol em relação ao ultimo meteorito que se esfarelou no céu do Brasil.

O que chamamos de Ufologia é um intrincado de vertentes, que hoje busca estudar não somente objetos voadores não identificados, mas desde casos de abdução, contatos de vários graus, implantes alienígenas, até sonhos extra-sensoriais, passando por hipnoses regressivas, pesquisas de campo, vigília, observação e comunicação instrumental e desaguando nos oceanos da comprovação científica, através de perícias técnicas em imagens, filmagens, locais e tantas outras.

O bom pesquisador ufológico deve deter também noções astronômicas, históricas, geográficas, quilométricas, direcional e etc. Ele precisa ter em si, instrumentos natos para romper sua jornada. Então, digo que, no meu caso, aprendi muito com a Ufologia, absorvi de muitas disciplinas, acadêmicas ou não, graças a ela. E penso que aprendi o suficiente para entender que ela não resolverá nada pra ninguém, mas que pode ser apenas a referência ou o ninho, de onde alguma destas de suas íntimas vertentes possa um dia gritar para as demais: Eureca!

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