sábado, 19 de maio de 2007

Inspiração Intuição e Telepatia


Inspiração, intuição e telepatia
Escrito por Edvaldo Kulcheski


Como ocorrem estes fenômenos? Sua existência demonstra que a pessoa é médium?
No momento em que exerce sua faculdade, o médium pode permanecer no estado normal ou ficar num estado mais ou menos acentuado de crise (transe mediúnico). Conforme o tipo de faculdade que possui, permanece com as percepções normais ou seu estado de percepção pode se tornar muito mais sensível.

Quando no estado normal, é inspirativo ou intuitivo. Quando no estado de crise adquire a forma de sonambulismo ou de êxtase. Na inspiração e na intuição recebem o pensamento do espírito e posteriormente, com seu modo característico, transmitem a mensagem.

O sonambulismo natural é o estado de independência do espírito em que as suas faculdades adquirem maior amplitude. A alma tem percepções que no estado normal se acham embotadas. O estado de êxtase é um sonambulismo mais apurado. A alma do estático ainda é mais independente. Nos estados de sonambulismo e de êxtase, a própria alma do médium pode comunicar-se, constituindo isto o fenômeno chamado animismo.

Na inspiração, a intervenção espiritual é bem menos perceptível, mais discreta; é um modo de o homem receber ajuda aparente do plano superior. São apenas idéias ou sugestões mentais desprovidas de sentimentos: A intuição é semelhante a inspiração, porém, a intervenção espiritual é bem mais acentuada; o espírito comunicante transmite suas idéias ou sugestões mentais carregadas de sentimentos ao encarnado que, entendendo-as, interpreta-as e as enuncia com suas próprias palavras. Tanto na inspiração como na intuição o que ocorre é a transmissão do pensamento, portanto, se efetuam o processo de comunicação telepática.

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Inspiração,Intuição e Telepatia

Telepatia e mediunidade

Na telepatia processada exclusivamente entre os encarnados, uma vontade ativa transmite os seus pensamentos e outra vontade deliberadamente passiva recebe os pensamentos emitidos, o que constitui num processo de transmissão mental diretamente de encarnado para encarnado. Mas no caso da inspiração e da intuição telepática, além de o médium deixar-se “inspirar” por outro espírito desencarnado, ele também assenhoreia-se dos seus problemas venturosos ou aflitivos, assim como, às vezes, recepciona mensagem espiritual educativa que ultrapassa o seu entendimento ou concepção comum que tem a vida.

Na telepatia entre encarnados, um cérebro ativo envia ondas concêntricas que são captadas por outro cérebro receptor passivo, por que ambos sintonizam-se na mesma faixa vibratória de transmissão mental. Na inspiração e, principalmente, na intuição, efetua-se o “ajuste perispiritual” entre o perispírito do médium e o desencarnado, em que o primeiro recebe diretamente a mensagem que deve transferir para o mundo material.

No caso de pura telepatia entre encarnados, o fenômeno é subordinado exclusivamente aos acontecimentos do mundo físico, enquanto que, no intercâmbio telepático inspirativo e intuitivo com os espíritos desencarnados, os médiuns captam notícias inéditas do Além, fazem previsões acertadas e muitas vezes expõem assuntos que, além de transcender aos seus próprios conhecimentos, ainda ultrapassam a concepção habitual dos freqüentadores das sessões espíritas.

Na inspiração, o médium não se afasta do corpo, precisa apenas sintonizar-se mentalmente com o espírito para receber telepaticamente a influência e transmiti-la, sem se afastar do corpo. É totalmente consciente, ocorrendo a assimilação de correntes mentais que o espírito envia ao encarnado, ou seja, são apenas idéias ou sugestões mentais desprovidas de sentimentos.

É simplesmente uma influência telepática com plena consciência do médium, nada provando a origem mediúnica, mas reconhece-se que é uma influência estranha quando o assunto tratado está fora das cogitações do médium ou mesmo contrária a seus pontos de vista. Na intuição o médium também não se afasta do corpo, mas tem de sintonizar-se mentalmente a harmonizar-se vibratoriamente com o espírito para receber telepaticamente a influência estranha e posteriormente transmiti-la.

Duas pessoas sintonizadas mentalmente estarão, evidentemente, com as mentes perfeitamente entrosadas e havendo entre elas harmonia vibratória, se estabelecerá entre elas uma ponte magnética vinculando-as, imantando-as profundamente. Os pensamentos e as sensações diferentes que o médium sente, deve-se ao jato de força mental e força vibratória que o espírito lança sobre o sistema nervoso do encarnado, ou seja, as idéias ou sugestões mentais vem carregadas de sentimentos, sensações etc.

O médium recebe as idéias, interpreta-as e dá-lhes forma com suas próprias palavras. Não raro o comunicante imprime maior vigor à ação telepática pondo a mão no cérebro material, caracterizando aí a chamada mediunidade intuitiva. As incorporações caracterizam-se pelo fato de o espírito do médium afastar-se do corpo (ao qual fica unido por um cordão fluídico) e entrar num estado de sonolência ou transe.

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Livro Nos domínios da mediunidade
A seguir, alguns trechos do livro de André Luiz, psicografado por Chico Xavier: “Os veículos físicos aparecem quais se fossem correntes eletromagnéticas em elevada tensão. O sistema nervoso, os núcleos glandulares e os plexos emitem luminescência particular. E justapondo-se ao cérebro, a mente surge como esfera de luz característica, oferecendo em cada companheiro determinado potencial de radiação.

Corpo físico – manifestação transitória da alma
Em qualquer estudo mediúnico, não podemos esquecer que a individualidade espiritual, na carne, mora na cidadela atômica do corpo, formado por recursos tomados de empréstimo ao ambiente do mundo. Sangue, encéfalo, nervos, ossos, pele e músculos representam materiais que se aglutinam entre si para a manifestação transitória da alma, na Terra, constituindo-lhe vestimenta temporária, segundo as condições em que a mente se acha.·

Amortecimento vibratório do instrutor espiritual
O instrutor espiritual pousou a destra na fonte do médium que comandava a assembléia, tornando-se mais humanizado, obscuro (com menos luz). Graduou o pensamento e a expressão, de acordo com a capacidade do médium e do ambiente que o cerca, ajustando-se-lhes às possibilidades. O benfeitor espiritual tornou-se mais pesado porque amorteceu o elevado tom vibratório em que se respira habitualmente, descendo à posição do médium, tanto quanto lhe é possível, para benefício do trabalho que se inicia.

Os espíritos cujas vibrações se processam aceleradamente, devido à sua evolução, graduam o pensamento e densificam o perispírito quando desejam transmitir as comunicações, inspirar dirigentes mediúnicos ou expositores:Para reduzir seu padrão vibratório, os espírito superiores impregnam-se de matéria sutil colhida no próprio ambiente; para elevar o tom vibratório do médium, eles encontrarão na concentração ou transe daquele, os meios de ativar-lhes as vibrações.·

O mentor espiritual age no cérebro do médium·
Cabeça venerável do instrutor espiritual passou a emitir raios fulgurantes, ao mesmo tempo que o cérebro do médium, sob os dedos do benfeitor, se sublimava de luminosidade intensa, embora diversa. O mentor desencarnado levantou a voz comovente, suplicando a Bênção Divina. O médium transmitiu igualmente em alta voz, imprimindo diminutas variações. Fios de luz brilhante ligavam os componentes da mesa, dando-lhes a perceber que a prece os reunia mais fortemente entre si.”

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Inspiração,Intuição, e Telepatia

Mecanismo da ação espiritual sobre o médium
Terminada a oração, acerquei-me do médium. Desejava investigar mais a fundo as suas impressões físicas e observei-lhe, então, todo o busto, inclusive os braços e mãos, sob vigorosa onda de força, arrepiar-lhe a pele, num fenômeno de doce excitação, como que “agradável calafrio”. Essa onda de força descansava sobre o plexo solar, onde se transformava em luminoso estímulo, que se estendia pelos nervos até o cérebro, do qual se derramava pela boca, em formas de palavras.

O jato de forças mentais do instrutor espiritual atuou sobre a organização psíquica do médium, apoiando-se no plexo solar, elevou-se ao sistema neuro-cerebrino. Como energia elétrica da usina emissora que, atingindo a lâmpada, se espalha no filamento incandescente, produzindo o fenômeno da luz.

Fenômeno de assimilação mental
Vimos aqui o fenômeno da perfeita assimilação de correntes mentais que preside habitualmente a quase todos os fatos mediúnicos. Essas impressões apóiam-se nos centros dos corpos espiritual, que funcionam à maneira de condensadores, atingem, de imediato, os cabos do sistema nervoso, a desempenharem o papel de preciosas bobinas de indução, acumulando-se aí num átimo e reconstituindo-se, automaticamente, no cérebro.

Semelhante a milagroso teclado de eletroimãs, ligados uns aos outros e em cujos fulcros dinâmicos se processam as ações e as reações mentais, que determinam vibrações criativas, através do pensamento ou da palavra, considerando-se o encéfalo como poderosa estação emissora e receptora e a boca por valioso auto-falante.

Tais estímulos se apressam ainda o mecanismo das mãos e dos pés ou pelas impressões dos sentidos e dos condutores, transformadores e analistas, sob o comando direto da mente. A mediunidade é um dom inerente a todos os seres, (cada um a manifestando em determinado grau), como a faculdade de respirar, e cada criatura assimila as forças superiores ou inferiores com as quais sintoniza.

Por isso mesmo, o Divino Mestre recomendou-nos oração e vigilância para não cairmos nas sugestões do mal, porque a tentação é o fio de forças vivas a irradiar-se de nós, captando os elementos que lhe são semelhantes e tecendo, assim ao redor de nossa alma, espessa rede de impulsos, por vezes irresistíveis.

Sintonia vibratória
Sintonia significa, em definição mais ampla, entendimento, harmonia compreensão, ressonância ou equivalência. Sintonia é, portanto, um fenômeno de harmonia psíquica, funcionando, naturalmente à base de vibrações. Duas pessoas sintonizadas estarão, evidentemente, com as mentes perfeitamente entrosadas, havendo entre elas, uma ponte magnética a vinculá-las, imantando-as profundamente. Estarão respirando na mesma faixa, intimamente associadas”.

http://www.rcespiritismo.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=182&Itemid=25

Biografias - Chico Xavier


BIOGRAFIAS
Chico Xavier
(1910-2002)

Francisco Cândido Xavier nasceu em Pedro Leopoldo (MG), no dia 2 de abril de 1910. Filho de operário inculto e de humilde lavadeira, ficou órfão de mãe aos cinco anos de idade. Seu pai se viu obrigado a entregar alguns dos seus nove filhos aos cuidados de pessoas amigas e Chico Xavier ficou com sua madrinha, mulher nervosa que o maltratava cruelmente.

Nos seus momentos de angústia, um anjo de Deus, que fora sua mãe na Terra, o assistia, quando, desarvorado, orava nos fundos do quintal: "Tenha paciência, meu filho! Você precisa crescer mais forte para o trabalho. E quem não sofre não aprende a lutar". O menino aprendeu a apanhar calado, sem chorar.

Diariamente, à tarde, com vergões na pele e o sangue a correr-lhe em delgados filetes pelo ventre, ele, de olhos enxutos e brilhantes, se dirigia para o quintal, a fim de reencontrar a mãezinha querida, vendo-a e ouvindo-a, depois da oração. Algum tempo depois, terminou seu martírio.

Seu pai casou-se novamente e sua madrasta, alma boa e caridosa, o recolheu carinhosamente, a ele e a todos os irmãos que estavam espalhados. A situação era difícil. A guerra acabara e graçava a gripe espanhola. O salário do chefe da família dava escassamente para o necessário e os meninos precisavam estudar. Foi então que a boa madrasta teve uma idéia: plantar uma horta e vender os legumes.

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Biografias - Chico Xavier

Em algumas semanas, o menino já estava na rua com o cesto de verduras. Desta forma, conseguiram encher o cofre e voltar a freqüentar as aulas. Em janeiro de 1919 Chico Xavier começou o ABC. Com a saída do chefe da casa para o trabalho e das crianças para a escola, a madrasta era obrigada, algumas vezes, a deixar a casa a sós, pois precisava buscar lenha à distância.

Foi então que surgiu um problema: a vizinha, se aproveitando da ausência de todos, passou a colher a verduras e, sem verduras, não haveria dinheiro para as despesas da escola. Preocupada, a madrasta, não querendo ofender a amiga, pediu a Chico Xavier que, pedisse um conselho ao espírito de sua mãe.

À tardinha, o menino foi ao quintal e rezou como fazia sempre que queria conversar com sua mãe e lhe contou o problema. Sua mãe lhe disse que realmente não deviam brigar com os vizinhos e lhe deu uma sugestão: toda vez que sua madrasta se ausentasse, que desse a chave de casa à vizinha, para que ela tomasse conta da casa. Dessa forma, a vizinha, responsável pela casa, não tocou mais nas hortaliças.

Passados todos esses problemas, o menino não viu sua genitora com tanta freqüência. Mas passou a ter sonhos. À noite, levantava-se agitado e conversava com locutores invisíveis. De manhã, contava as peripécias de pessoas mortas, coisas que ninguém podia compreender! O pai resolveu levá-lo ao vigário de Matozinhos, que, após ouvi-lo, recomendou que o garoto não lesse mais jornais, revistas, livros.

Disse-lhe que ninguém volta a conversar depois da morte e que era o demônio que lhe estava perturbando. O menino chorava nos braços de sua madrasta, criatura piedosa e compreensiva. Ao conversar com sua mãe, triste por não ser compreendido por ninguém, escutou dela que precisava modificar seus pensamentos, que não deveria ser uma criança indisciplinada, para não ganhar antipatia dos outros.

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Biografias - Chico Xavier

Deveria aprender a se calar e que, quando se lembrasse de alguma lição ou experiência recebidas em sonho, que ficasse em silêncio. Precisava aprender a obediência para que Deus, um dia, lhe concedesse a confiança dos outros. E durante 7 anos consecutivos, de 1920 a 1927, ele não teve mais qualquer contato com sua mãe.

Integrado na comunidade católica, obedecia às obrigações que lhe eram indicadas pela Igreja. Confessava-se, comungava, comparecia pontualmente à missa e acompanhava as procissões. Em
1923
terminou o curso primário, no Grupo. Levantava-se às seis da manhã para começar, às sete, as tarefas escolares e entrando para o serviço da fábrica às três da tarde, para sair às onze da noite.

Em
1925 deixou a fábrica, empregando-se na venda do Sr. José Felizardo Sobrinho, onde o trabalho ia das seis e meia da manhã às oito da noite. As perturbações noturnas continuaram. Depois de dormir, caía em transe profundo. Em 1927
uma de suas irmãs caiu doente. Um casal de espíritas, reunido com familiares da doente, realizaram a primeira sessão espírita que teve lugar na casa.

Na mesa, dois livros: "O Evangelho Segundo o Espiritismo" e o "O Livro dos Espíritos", de Allan Kardec. Pela mediunidade de D. Carmem, sua mãe manifestou-se: "Meu filho, eis que nos achamos juntos novamente. Os livros à nossa frente são dois tesouros de luz. Estude-os, cumpra com seus deveres e, em breve, a bondade divina nos permitirá mostrar a você seus novos caminhos.

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Biografias - Chico Xavier

" A primeira e única professora de Chico que descobriu sua mediunidade psicográfica foi D. Rosália. Fazia passeios campestres com os alunos que deveriam, no dia seguinte, levar-lhe uma composição, descrevendo o passeio. A de Chico tirava sempre o primeiro lugar. Desconfiada, D. Rosália, um dia, fez o passeio mais cedo e, na volta, pediu que os alunos fizessem a composição em sua presença.

Chico, novamente, tira o primeiro lugar, escrevendo uma verdadeira página literária sobre o amanhecer e daí tirando conclusões evangélicas. Rosália mostrou aos amigos íntimos a composição e todos foram unânimes em reconhecer que aquilo, se não fora copiado, era então dos espíritos. Ao entrar para o funcionalismo público, como datilógrafo, na Fazenda Modelo do Ministério da Agricultura, começa a demonstrar sua admiração pela natureza.

Distante 6 quilômetros da cidade, em contato com a natureza, ama até as pedras e os montes pensativos. Vê em tudo poesia e oração, trata as árvores como irmãs e compreende como poucos a alma do grande todo. Vê em tudo poesia e vida, verdade e luz, beleza e amor e, acima de tudo, a presença de Deus!


Em maio de
1927 foi realizada a primeira sessão espírita no lar dos Xavier, em Pedro Leopoldo. Em junho do mesmo ano foi cogitada a fundação de um núcleo doutrinário. Em fins de 1927
o Centro Espírita Luiz Gonzaga, sediado na residência de José Cândido Xavier, que se fez presidente da instituição, estava bem freqüentado. As reuniões se realizavam às segundas e sextas-feiras.

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Biografias - Chico Xavier

A nova sede do Grupo Espírita Luiz Gonzaga foi construída no local onde se erguia, antigamente, a casa de Maria João de Deus, genitora de Chico Xavier. Em 8 de julho de 1927, Chico Xavier fez a primeira atuação do serviço mediúnico, em público. Seu primeiro livro psicografado foi publicado em 1931.

Em
1931, Chico passou a receber as primeiras poesias de "Parnaso de Além -Túmulo", que foi lançado em julho de 1932. Em 1950
, Chico Xavier havia recebido, pela sua psicografia, mais de 50 ótimos livros. Vivia no apogeu de triunfos mediúnicos.

Estava conhecidíssimo no Brasil e no mundo inteiro. O Parnaso de Além Túmulo, por si só, valia pelo mais legítimo dos documentos, validando-lhe o instrumental mediúnico, o mais completo e seguro que o Espiritismo tem tido para lhe revelar as verdades, inclusive o intercâmbio das idéias entre os dois Mundos.

Além disso, recebera romances , livros e mais livros, versando assuntos filosóficos, científicos e, sobretudo, realçando o espírito da letra dos Evangelhos, escrevendo e traduzindo, de forma clara e precisa, as Lições consoladoras e imortais do Livro da Vida.

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Biografias Chico Xavier

Em 5 de janeiro de 1959 mudou-se para Uberaba, sob a orientação dos Benfeitores Espirituais, iniciando nessa mesma data, as atividades mediúnicas, em reunião pública da Comunhão Espírita Cristã. Deu ele, então, início à famosa perigrinação. Aos sábados, saindo da "Comunhão Espírita-Cristã", o bondoso médium visitava alguns lares carentes, levando-lhes a alegria de sua presença amiga, acompanhado por grande número de pessoas afinizadas.

Sob a luz das estrelas e de um lampião que seguia à frente, iluminando as escuras ruas da periferia, ia contando fatos de grande beleza espiritual. A cidade de Uberaba, desde a sua vinda para cá, transformou-se num pólo de atração de inúmeros visitantes das mais variadas regiões do Brasil, e até mesmo do exterior, que aqui aportam com o objetivo de conhecer o médium.

Aqueles que conhecem a sua vida e a sua obra não medem distâncias para vê-lo. Seu trabalho sempre consistiu na divulgação doutrinária e em tarefas assistenciais, aliadas ao evangélico serviço do esclarecimento e reconforto pessoais aos que o procuram.

Os direitos autorais de seus livros publicados, em torno de
340
, são cedidos, gratuitamente, às editoras espíritas ou a quaisquer outras entidades. Quanto à fortuna material, ele continua tão pobre quanto era. Chico é um homem aposentado e recebe somente os proventos de sua aposentadoria.

Do ponto de vista espiritual, Chico Xavier é, a cada dia que passa, um homem mais rico: multiplicou os talentos que o Senhor lhe confiou, através de seu trabalho, de sua perseverança e da sua humildade em serviço.

Com a saúde debilitada, Chico Xavier vem confirmando, nos últimos tempos, a sua condição de um autêntico missionário do Cristo, pois impossibilitado de comparecer às reuniões do Grupo Espírita da Prece, ele tem reunido as forças que lhe restam para continuar, em casa, a tarefa da psicografia.

E, embora debilitado, continua de ânimo firme e a alma com grande capacidade de trabalho. Chico Xavier ama a tarefa que o Senhor lhe concedeu.

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Biografias - Chico Xavier

Artigo Especial: Chico Xavier morre em Uberaba aos 92 anos (30/06/2002 - 21h03)

Chico Xavier, o médium brasileiro mais famoso, morreu no início da noite deste domingo, na cidade mineira de Uberaba (494 km de Belo Horizonte), aos 92 anos. Ele foi encontrado no quarto pelo filho adotivo, Eurípedes Humberto. Segundo a família, ele sofreu uma parada cardíaca, após reclamar de dores no peito e nas costas durante a manhã. Chico Xavier personifica o espiritismo no Brasil. Popular, era sempre visitado por artistas e políticos. Recebia todos com um sorriso e um beijo na mão.

Francisco Cândido Xavier nasceu no dia 2 de abril de
1910 na cidade mineira de Pedro Leopoldo. Pedro Leopoldo ficou conhecida nacionalmente a partir da década de 30, com as notícias sobre as sessões mediúnicas de Chico Xavier. Segundo a Federação Espírita do Brasil, Chico Xavier participou de sua primeira reunião espírita em 7 de maio de 1927. Seu primeiro livro "Parnaso de Além-Túmulo" foi publicado em 1932
.

Desde cedo, sua saúde foi frágil. Teve problemas nos pulmões, conseqüência de seu trabalho em uma tecelagem. No ano passado, ele sofreu uma grave pneumonia. Em
1981
, cerca de 10 milhões de brasileiros assinaram manifestos para que ele recebesse o prêmio Nobel da Paz.

Fonte:Site Chico Xavier (Biografia)

quinta-feira, 17 de maio de 2007

O pecado original da mídia...



O pecado original da mídia:
O roteiro de A Guerra dos Mundos


Orson Welles (1915-1985), então com 23 anos, foi sem dúvida o personagem principal da história que se passou por trás dos microfones e, no dia seguinte, também diante das câmaras e nas manchetes dos jornais. Mas, como todo produto da mídia eletrônica, A Guerra dos Mundos foi uma produção coletiva e pelo menos outros dois autores de peso contribuíram com ele para o sucesso da obra: o escritor inglês Herbert George Wells (1866-1946), autor do romance em que se baseou o programa, e o roteirista Howard Koch (1901-1995), responsável pelo trabalho mais pesado na hora da adaptação.


Quarenta anos antes de Welles, H.G. Wells já conquistara a fama com o lançamento do romance: A Guerra dos Mundos foi publicada pela primeira vez em folhetim, na revista inglesa Pearson's Magazine, entre abril e novembro de
1897
. No ano seguinte, saiu em livro, ampliada na forma de romance, e começou a ser traduzida por todo o planeta. Cem anos depois de seu lançamento, o livro de H.G.Wells é unanimemente reconhecido como uma das obras primas que serviram de matriz para todo o desenvolvimento posterior da literatura de ficção científica. Contemporâneo do francês Júlio Verne, Wells foi o primeiro a imaginar uma invasão extraterrestre e a descrever um ser alienígena.

No final do Século XIX, quando do lançamento do livro, a possibilidade de existência de vida inteligente em Marte era seriamente considerada pela ciência, mas não havia ainda sido tratada pela literatura. Wells não somente estava a par do conhecimento científico de sua época, como também antecipou no livro algumas tecnologias que ainda povoam o imaginário sobre os ETs. um século depois: raios laser, máquinas voadoras, máquinas de guerra em forma de aranhas, robots e armas químicas. E, o mais fantástico de tudo, criou tudo isso a partir de uma Londres que ainda se movia principalmente a cavalo e era iluminada à noite com lampiões a gás.

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O pecado original da mídia...

Howard Koch, o roteirista novato e ainda desconhecido do Mercury Theatre on the Air da CBS, recebeu a tarefa de adaptar o texto literário para o rádio. Assim como ocorreu com Welles, o sucesso de A Guerra dos Mundos também catapultou Koch para a milionária indústria do cinema, e em 1942 ele ganharia um Oscar pelo roteiro de Casablanca (cuja estatueta leiloou, um ano antes de morrer, para pagar a universidade da neta).


Mais do que uma adaptação, Koch fez uma recriação do livro, aproximando a estória - no tempo e no espaço - do cotidiano dos ouvintes e introduzindo o próprio rádio como protagonista dos acontecimentos narrados, sem desperdiçar a força dramática já presente no texto que consagrara o autor inglês.

Curiosamente, num depoimento de
1968
, o roteirista relata que várias vezes propôs a Welles desistir do texto e escolher outra obra, pois não gostou de fazer aquela adaptação. Mas a obstinação do diretor do Mercury Theatre levou A Guerra dos Mundos, que seria seu projeto favorito, até o final, sem se preocupar muito com as vontades - nem com as noites de sono - de seus subordinados na equipe, obrigados a trabalhar sem horário até satisfazer o chefe.

Como se tratava de um programa semanal, o roteiro foi todo produzido em seis dias, de terça a domingo (o roteirista, como tantos profissionais de rádio, tinha folga nas segundas). Koch conta que escrevia a lápis, e que seus manuscritos eram datilografados por uma estagiária na CBS. O script foi feito e refeito uma dezena de vezes, conforme as críticas e sugestões de Orson Welles e do produtor John Houseman a cada uma das versões apresentadas. Só foi considerado pronto um pouco antes do programa ir ao ar.

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Já está no romance a abertura genial da estória, que no rádio conservou a força e amplificou o efeito de empatia pretendido pelo autor do livro: descreve como as pessoas na terra seguiam vivendo a sua vida normal, ocupadas com seus vários afazeres, esperanças e ilusões cotidianas, "sem se darem conta de que a vida no planeta vinha sendo observada por inteligências superiores às nossas, porém tão mortais quanto somos, que nos examinavam assim como examinamos os microorganismos que povoam uma gota d'água". Nesta introdução, o roteirista apenas atualizou o presente da narrativa, transferindo "o olhar invejoso e sem simpatia dos marcianos", originalmente postado na vida inglesa do fim do século, para o contexto americano em 1938.


No final da década de
30
, o que mais os americanos mais gostavam de fazer era ouvir rádio, e é aí que o veículo entra em cena como protagonista central da estória. Já no segundo minuto da peça, somos levados a esquecer que estamos ouvindo uma obra de ficção, pois aparentemente esta foi interrompida por um boletim metereológico absolutamente verossímil. Em seguida, estamos acompanhando um programa de música ao vivo, entrecortado por boletins de notícias, que a princípio são bastante realistas e tornam-se cada vez mais freqüentes.


O uso de boletins de notícias foi uma idéia de Welles, segundo o depoimento de Koch. Mas se a introdução do rádio na estória é uma criação da equipe nova-iorquina, a notícia já representara um elemento narrativo importante no romance de H.G. Wells. Porém, de forma diferente: na invasão de Londres pelos marcianos, os personagens da estória original eram ávidos consumidores de jornais, em cujas edições extras procuravam informações para entender o caos que tomara conta "da mãe de todas as cidades" do auge do Império Britânico.

Mas em A Guerra dos Mundos de Welles, a mãe de todas as cidades agora era Nova York, umbigo do novo império, e Nova York vivia ligada no rádio. A diferença fundamental, em relação ao romance, é que nesta nova versão os personagens da estória não são apenas ouvintes de rádio - o que representaria a mera atualização dos personagens-leitor de jornal, passivos: agora, os personagens falam pelo rádio. E, mais do que falar entre si, falam diretamente aos ouvintes.

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Pode-se dizer que esta inversão, sutil e raramente notada pelos críticos, foi o que colocou o rádio como o protagonista central da estória, e em conseqüência inscreveu A Guerra dos Mundos na História real deste século. Não é por mero acaso que este se tornou o programa mais falado da História do Rádio. Ao colocar o rádio no enredo, a equipe de Welles reforçou a invasão marciana de Wells com todo o potencial dramático do meio, que na época vivia sua adolescência, com apenas dezoito anos de experiência desde a fundação da primeira emissora regular, a KDKA de Pittsburgh, também nos Estados Unidos.

Não se sabe até onde a equipe premeditou os efeitos do programa sobre o público. No depoimento, Howard Koch conta que foi dormir logo depois de ouvir a irradiação em sua casa, e que só soube do estrago que havia causado no dia seguinte, ao ler as manchetes dos jornais calmamente sentado na cadeira do barbeiro. Provavelmente, previra apenas provocar alguma empatia no público, com sua escassa experiência de seis meses em seu primeiro emprego regular.

De qualquer forma, o programa realizado a partir de seu script revelou ao mundo algumas potencialidades do rádio como meio de expressão que não haviam sido ainda claramente percebidas, enquanto o "sem fio" era pensado apenas como um suporte imperfeito para a transmissão de obras teatrais e literárias produzidas para os olhos.

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A transmissão ao vivo, no tempo real do público, característica dos meios eletrônicos, apareceu como uma das principais possibilidades expressivas utilizadas pela equipe do Mercury Theatre com maestria. Para tirar partido dela, o roteirista comprimiu o tempo dramático da história original. No romance, desde a observação, pelos astrônomos, da ocorrência de estranhas explosões no planeta Marte, lançando raios em direção à Terra, até a chegada das naves marcianas a nosso planeta, passam-se nada menos do que seis anos - o tempo calculado para a viagem.

No rádio, o percurso não demora mais do que seis minutos, tempo ocupado por uma entrevista com "o astrônomo Pearson", que desdenha a possibilidade de existir vida inteligente no planeta vermelho, e pela execução da música La Cumparsita, pela "Orquestra de Ramon Raquello", que estaria tocando "no Salão Meridian do Hotel Park Plaza".

Em conseqüência, a relação causa-efeito entre o fenômeno observado pelos astrônomos e a queda de um objeto não-identificado na terra, que no livro é explicitada pelo autor, no rádio é inferida antes pelo público, o que o leva a questionar as palavras do entrevistado. No tempo real do público, a estória se passou toda em
44
minutos, mas o tempo dramático e o tempo subjetivo em que se desdobram, a partir daí, todos os acontecimentos narrados, certamente foi o que permitiu o efeito de realidade capaz de iludir, até o desespero, uma grande parcela do público.

A ubiqüidade da transmissão e de recepção, e a portatibilidade desta última, são algumas das características da comunicação eletrônica que o rádio inaugurou e de certa forma continua utilizando de forma única. Graças a estas características, continua sendo o meio com maior penetração social - batendo a TV em volume de audiência durante
18
horas por dia - e o que goza de maior credibilidade, apesar do prestígio da imprensa e do sucesso da televisão.

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É esta mobilidade, em ambos os pólos do processo comunicativo, que permite, ocasionalmente, a ocorrência de uma fusão de contextos - o da transmissão com o da recepção - fundindo, como observou BARTHES (1984), o acontecimento com o seu relato. Este fenômeno ocorre em muitas situações corriqueiras - como na reportagem de serviço, com o trânsito, ou no estádio de futebol - e fornece à informação do rádio um argumento de autoridade difícil de igualar.

Em conseqüência, a impressão de realidade, que no audiovisual custa tanto esforço construir e se torna tão fácil de desmascarar, no rádio ocorre quase naturalmente, construída no cérebro do ouvinte com a solidez do mundo real que o envolve e que percebe mesclado com o som do receptor. O escritor William BURROUGHS
(1968)
imaginou utilizar este efeito para provocar uma "revolução eletrônica". Howard Koch e Orson Welles fizeram com ele uma guerra virtual.

Haja criatividade. Richard Pearson, o professor de astronomia que na estória do rádio é o personagem principal, sequer existia no livro. Lá, o astrônomo, chamado Ogilvy, é um personagem secundário, que cai fulminado com os raios de calor disparados pelos extraterrestres no início do romance.


O personagem principal do livro era nada menos do que um filosofo, que narra toda a estória na primeira pessoa. A substituição possivelmente foi decidida num esforço de simplificação, em parte justificável pelas características do veículo, em parte pelas características do público-alvo, na época do rádio generalista movido pelo show-business.

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O pecado original da mídia...

A simplicidade é um imperativo do meio e de sua linguagem. Esta lei é sustentada por todos os teóricos do rádio, desde os seus primórdios, quando já começaram a notar a incompatibilidade entre as formas demasiadamente complexas e o veículo exclusivamente auditivo. Está expressa nos alemães KOLB (1931) e ARNHEIM (1936), nos franceses FUZELIER (1965) e TARDIEU (1969) , no belga Theo FLEISHMAN, que fez as primeiras normas de redação para o rádio jornalismo na Europa, e no escritor italiano Carlo Emilio GADDA, que as estabeleceu para a RAI na década de 40.

Portanto, tecnicamente, a simplificação da estória, com a substituição do filósofo pelo astrônomo, pode ter sido uma boa solução. Porém, do ponto de vista estético, houve uma inegável banalização do tema, o que certamente foi uma das razões da revolta de H.G. Wells com o uso que os americanos fizeram de sua obra. (SARRAUTE,
1976).


O escritor inglês, um humanista convicto, havia pensado A Guerra dos Mundos sobretudo como um questionamento a respeito da civilização, e especialmente do imperialismo de seu país, que na época dominava o mundo. A brutalidade dos marcianos, que se alimentavam de sangue humano, matavam sem necessidade aparente e transformavam tudo a seu alcance em cinzas, é a todo momento comparada, pelo personagem-filósofo do romance, com os genocídios praticados pelos europeus contra os povos por eles colonizados, à crueldade corrente com os animais e à arrogante destruição da natureza por parte de seus compatriotas.

Muito pouco sobrou, desta "moral da estória", na versão do rádio. Talvez a equipe de Orson Welles não fosse tão sensível a estes temas, provavelmente a empresa que pagava os seus salários também não o era, e certamente eram preocupações alheias à cultura de um império emergente, na qual o Mercury Theatre da CBS estava inserido.


À moda americana, no programa de rádio todo o mal é encarnado em uma pessoa, um psicopata com que topa o professor Pearson em sua caminhada, e que pretende aprender com os marcianos para depois dominar seus semelhantes e conquistar o mundo. A semelhança com Hitler e Stálin, na época já temidos e demonizados como virtuais inimigos do mundo livre, é mais do que evidente. No livro, este personagem também existe, mas não pensa em dominar ninguém, sua loucura é só de pensar em ser capaz de derrotar os extraterrestres.

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O pecado original da mídia...

O rádio empobreceu A Guerra dos Mundos pela simplificação, mas também aumentou a sua força dramática. Contribuiu para isso, além do tempo real da narração, o fantástico poder de sugestão da palavra sonora e invisível. MCLUHAN (1964) observou que o rádio toca em profundidades subliminares da mente, e que as palavras desacompanhadas de imagem, como quando conversamos no escuro, ganham uma textura mais rica e mais densa.

RODRIGUES (1988) relaciona a força psicológica do rádio à voz primordial que ouvimos no útero da mãe, e BANG
(1991) atribui ao mesmo fenômeno o poder emocional da música. DE SMEDT (!992) observa que o som nos toca e nos envolve. Como BAKHTIN (1979),
salienta que percebemos o visto como algo externo ao corpo, enquanto o que ouvimos ressoa dentro de nós.

O poder de evocação da palavra já é imenso na literatura, e foi utilizado com destreza por H.G. Wells para conduzir a imaginação de seus leitores a uma ruptura da vida cotidiana pela entrada em cena de seres improváveis, superiores e hostis. No rádio, a mesma descrição do suspense de sua chegada, da perplexidade diante de máquinas incompreensíveis e do asco provocado pela aparência dos monstros sai da forma congelada da palavra escrita para tomar vida na angústia, na surpresa e no horror expressados por gargantas humanas. Neste aspecto, Koch pouco alterou a obra do escritor.

Conservando basicamente as mesmas descrições fantásticas, o programa de rádio apenas se encarregou de dar-lhes voz, acrescentando o subtexto da interpretação dos atores com Welles no papel principal. WEISS
(1992) propõe que uma mente paranóica atribui à voz desencarnada do rádio as mesmas prerrogativas atribuídas ao Deus judaico-cristão: ubiqüidade, panopticismo, onisciência e onipotência. Para BACHELARD (1949),
que equiparou a escuta do rádio ao devaneio, a ausência da imagem é a chave para penetrar no mundo interior do ouvinte.

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O pecado original da mídia...

Em alguns momentos, o roteirista utiliza efeitos sonoros - quase sempre para ilustrar um som já referido no romance, como o tic-tac da maquinaria do observatório astronômico ou o zumbido vindo da nave marciana tombada no campo. Mas os efeitos sonoros são reduzidos, diante da complexidade da situação expressa na estória: o que não soa, no rádio, só pode ser expresso pela palavra.

Assim, na maior parte das vezes, Koch opta pela palavra, desdobrando em diálogos, entrevistas radiofônicas e boletins de notícia o que no livro é contado em monólogo pelo personagem principal. Para dar ritmo - e efeito de realidade - à narrativa, utiliza um grande número de testemunhas verossímeis e habitues do rádio, como agências de notícias, autoridades, cientistas, militares e "homens comuns".

Apenas no último terço da peça, o roteiro começa a desfazer o engano provocado nos ouvintes, pelo abandono do formato de programa musical /jornalístico adotado desde o início. Aos poucos, o rádio vai deixando de ser protagonista da estória, e a solução encontrada para tanto também é genial: a emissora é destruída pelos marcianos. Só a partir daí, com a continuidade da narrativa, o público pode se tranqüilizar com a certeza de estar lidando com ficção. Mas é provável que muitos, já em estado de pânico, não tenham se dado conta tão facilmente disto.

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A última parte do script segue um modelo mais tradicional de radiodrama. O rádio sai de cena como protagonista, e se transforma outra vez em veículo para a expressão dos personagens em seu mundo de ficção. O diálogo, agora, não é mais com o ouvinte, mas dos personagens entre si.

O comandante com o artilheiro no canhão, o aviador com a torre de comando, o professor Pearson com o psicopata e, por fim, ele só, no monólogo que conta o desfecho da estória: a morte de todos os até então invencíveis marcianos, derrotados pelas bactérias terrestres, e a retomada da vida normal no planeta.

A música utilizada, com tema místico, também muda de papel: já não interrompe a estória, mas serve de fundo para enfatizar-lhe o clima. Aqui é onde a estrutura narrativa mais se aproxima do romance, embora haja mais diálogos e outras adaptações determinadas pela diferente natureza do veículo.

A equipe de Welles foi fiel a H.G. Wells em vários aspectos e, onde não pôde ser, muitas vezes procurou soluções que o aproximassem das intenções do autor do livro. Como no caso das interrupções musicais, que criam o ritmo de respiração tão importante para a criação do suspense.

No romance, este efeito é conseguido pela intercalação de cenas da chegada dos marcianos com outras absolutamente cotidianas, como a pausa dos protagonistas para o chá das cinco, ou a descrição dos vendedores ambulantes que aproveitam a presença da multidão em torno da primeira nave para oferecer suas mercadorias.

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Em seu depoimento, Koch conta que escolheu a localidade de Grovers Mills para a descida dos marcianos apontando para o mapa de olhos fechados, e que a confirmou porque o nome soava bem (a comunidade local agradece, construiu um Museu sobre A Guerra dos Mundos e até hoje fatura com turismo graças a esta escolha aleatória).

Mas até a transferência do cenário, da região de Londres para a de Nova York, e também para um presente de quarenta anos após, segue a lógica do romance, que já procura identificação e empatia com o público. Neste ponto, a equipe do Mercury Theatre só pode ser responsabilizada por ter ido um pouco longe demais, ou por não haver se dado conta de que, no rádio, o efeito desta empatia seria totalmente diferente.

Além do tempo real e da fusão psicológica dos contextos, o autor de um script para o rádio tem que ter outro cuidado em relação à maneira como sua mensagem será recebida pelo público: o permanente zoom auditivo (CEBRIAN HERREROS,
1983
) entre o ouvir intencionado e o escutar sem atenção, que caracteriza a audição de qualquer programa, requer a reiteração permanente das principais informações, pois estas podem não ser objeto da atenção do público que se dispersa a cada momento.

A audição de rádio se caracteriza por um zapping perceptivo (FENATI) entre os estímulos sonoros que saem do receptor, e os demais estímulos auditivos, visuais, olfativos e táteis do contexto da recepção que concorrem pela atenção do ouvinte. Desta forma, a confusão provocada nos ouvintes por A Guerra dos Mundos, para ser evitada, requereria a reiteração, diversas vezes, ao longo do programa, da informação de que se tratava da adaptação de um romance.

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De nada adiantou Orson Welles explicar, no final da estória, que tudo não passara de uma brincadeira pelo tradicional Dia das Bruxas: o estrago estava feito. A tênue fronteira entre dois gêneros do discurso radiofônico, o jornalismo e a ficção, já havia sido arrombada.

Comprovou-se, então, o que teóricos da linguagem, como BAKHTIN e BARTHES procuram demonstrar há décadas: os gêneros do discurso não pertencem unicamente aos emissores, são também propriedade do público, forjados por cada cultura num diálogo social ininterrupto que se perde nas raízes do tempo. O desrespeito a esta construção coletiva leva à incomunicação ou à convulsão.

Desde então, os limites entre os diversos gêneros têm sido mais fortemente patrulhados, pelos códigos de ética e pelas legislações de radiodifusão de todos os países. Em conseqüência, A Guerra dos Mundos será sempre lembrada como uma espécie de "pecado original" da mídia.

E o roteiro assinado por Howard Koch, produzido sob a orientação do diretor Orson Welles e do produtor John Houseman, como uma autêntica obra prima, que revelou todo o poder da magia do rádio, inclusive para iludir o público, tanto em causas boas e belas, como a da arte e a do entretenimento, como em outras, mais trágicas, como a da exploração da ignorância das massas para mobilizá-las à guerra e mantê-las sob domínio.

E o roteiro assinado por Howard Koch, produzido sob a orientação do diretor Orson Welles e do produtor John Houseman, como uma autêntica obra prima, que revelou todo o poder da magia do rádio, inclusive para iludir o público, tanto em causas boas e belas, como a da arte e a do entretenimento, como em outras, mais trágicas, como a da exploração da ignorância das massas para mobilizá-las à guerra e mantê-las sob domínio.

http://www.jornalismo.ufsc.br/bancodedados/meditsch-roteiro.html

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Ufologia - Onde a ciência falhou


Ufologia - Onde a ciência falhou
Por Andréia Tschiedel



"A primeira condição para ser um cientista é ser curioso.
Deve ser capaz de ficar admirado e ansioso para a descoberta."
- Erwin Schrödinger, prêmio Nobel De Física
1933.




Uma das mais frustrantes atitudes dentro dos círculos científicos é ter de esperar que um outro grupo /instituição /país estude adequadamente um problema quando não se conta com verba suficiente para se fazer isso por conta própria. Tal coisa aconteceu com a pesquisa sobre OVNIs: quem melhor aparelhado e com mais dinheiro à disposição do que o governo do Estados Unidos para enfrentar esta incógnita?

Infelizmente, esta delegação de responsabilidades veio a ter um dos mais funestos resultados para a ciência nos últimos tempos. Eles (os americanos) não só não fizeram direito o trabalho esperado, como influenciaram de tal maneira a opinião pública que até hoje cientistas não querem se envolver com a ufologia.

A história de avistamentos de OVNIs na América começou ao redor de 1896. Centenas de pessoas através de todo os Estados Unidos relataram ver objetos semelhantes a um "dirigível". Aparelhos aéreos alongados, em formato de charuto, alguns com asas ou hélices, foram vistos pairando tranqüilamente sobre diversos estados. E isto foi antes dos irmãos de Wright reclamarem a primazia do vôo do primeiro vôo de avião, antes dos primeiros "mais-pesado-do que-ar" que efetivamente voaram, quando os zeppelins ainda estavam sendo idealizados na Alemanha.

Cientistas da época, embora competissem para descobrir o segredo de voar, não deram muita atenção a esta onda de avistamentos, e por boa razão: depois de algum tempo, um número enorme deles provou ser brincadeiras, interpretações erradas de fenômenos regulares, ou maneiras de aumentar o turismo de algumas cidades pequenas. Houve até mesmo alguns espertalhões que conseguiram garantir uma boa quantia em seus bolsos prometendo passeios na aeronave a ingênuos entusiastas. Talvez a única ciência que deveria ter sido aplicada no estudo desta onda fosse a sociologia... Tivemos aí um exemplo da histeria coletiva.

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Havia uma crença comum aos americanos daquela época, a de que em algum canto remoto do país algum inventor desconhecido estava construindo um aparelho que permitiria ao homem se deslocar pelo ar, que depois de pronta seria apresentada aos olhos do mundo. De certa forma foi exatamente isso que aconteceu, segundo a versão americana da história da aviação: dois fabricantes de bicicletas de Ohio, os Wright, construíram o primeiro avião americano funcional.

Assim que esta "teoria do inventor solitário" se implantou firmemente nas mentes da população americana, as pessoas começaram "a ver" OVNIs. Ocasionalmente até se encontraram com seu inventor, que ficou conhecido com o nome de Wilson. Wilson nunca existiu mas é um original pedaço da mitologia americana produzida por imaginações super ativas.

A primeira onda de avistamentos "modernos" de OVNIs começou em
1947
e envolveu eventualmente cientistas de várias especialidades. Começou com Kenneth Arnold, um piloto que avistou objetos que voavam em formação de V sobre o Meio-Oeste e relatou seu avistamento publicamente. A Força Aérea ininciou uma investigação e o fato deu início à Era Moderna dos OVNIs.

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Para provar que o caminho para conhecer a verdade pode fazer inúmeras curvas e se perder num desvio, devemos falar do papel peculiar que Força Aérea americana teve nas investigações de OVNIs até o início da década de 70. Os militares estavam realmente convictos de que as pessoas estavam relatando armas secretas soviéticas, de modo que se atiraram às investigações com grande ardor, mas pouca eficiência.

Com aumento do interesse público, num processo de retro-alimentação, as histórias de avistamentos foram aumentando até
1952. A esta altura, o Pentágono estava de tal modo atolado em relatos de OVNIs que as comunicações militares foram interrompidas. Depois da onda de 1952
, a Força Aérea se deu conta de quão perigosos os OVNIs eram.

Embora não tivessem nenhuma prova que eram super-armas soviéticas, apenas a existência do fenômeno poderia ser usada como uma grande ferramenta de propaganda pelos russos. O mundo estava empenhado na Guerra Fria e tudo era pensado em termos de ataque e defesa, segurança nacional, infiltrações e estratégias do inimigo.

A histeria causada pelo desconhecido podia ser usada contra o sagrado "american way of life", algo que precisava ser defendido de qualquer modo. Para tanto, as providências tomada pela Força Aérea foi classificar todas suas investigações sobre OVNIs, tentando, ao mesmo tempo, desacreditar publicamente as testemunhas de tais eventos ou os explicar com algum fenômeno natural, mesmo que pouca relação tivesse com os fatos. Sua esperança era de que o interesse pelos OVNIS morreria e não daria aos soviéticos nenhuma arma psicológica sobre a imaginação do povo americano.

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Aconteceu justamente o oposto. Donald Keyhoe, um ex-major da marinha, começou a se interessar pelo assunto e fundou o Comitê Nacional para Investigação de Fenômenos Aéreos (National Investigation Committee on Aerial Phenomena - NICAP). Ele acreditava que a Força Aérea estava tentando esconder o fato que OVNIs eram naves espaciais de outros planetas, e não que estivesse tentando prevenir a histeria maciça que poderia irromper sob um ataque soviético.

O NICAP, que teve em sua primeira lista de diretores um grupo de pessoas de destaque em diversos setores, incluindo diversos oficiais do exército e um almirante naval, começou uma campanha junto aos congressistas por audiências. A Força Aérea ficou receosa de que as audiências poderiam demonstrar sua incompetência ou aguçar ainda mais o interesse público e, conseqüentemente, criar outras "ondas" de avistamentos, e trabalhou fervorosamente contra isso.

O Projeto Sign, a investigação original sobre OVNIs pela USAF, transformou-se no Projeto Grudge, que se transformou no Projeto Blue Book e, foi pouco mais do que um movimento de relações públicas da Força Aérea para assegurar às pessoas que investigava o assunto e fazer o interesse diminuir.

Na metade dos anos cinqüenta, "contatados" (pessoas que alegavam ter entrado em contato com a tripulação de naves espaciais alienígenas) começaram a aparecer. No geral o esquema dos contatados pode ser explicado assim: Seres geralmente muito bons e evoluídos vem até a Terra e entram em contato com poucas e selecionadas pessoas, quase sempre sem testemunhas, quando então transmitem mensagens de importância cósmica.

Os contatos entre o seres e os eleitos se repetem e as mensagens recebidas são transmitidas à seguidores crédulos e sem muito espírito crítico, o que termina por gerar um movimento de culto aos seres alienígenas e transformando os contatados nos líderes óbvios da seita. Creio que é bem razoável dizer que muitas dessas pessoas apresentavam alguma desordem mental, de um tipo ou de outro.

Outros, eram apenas aproveitadores. E foram estas pessoas que transformaram as investigações sobre OVNIs em um circo de cinco picadeiros. Mas mesmo aqui, cientistas tinham uma possibilidade de aprender: Um psicólogo ou um sociólogo poderia se dedicar anos de estudo ao tipo especial de insanidade ou cupidez destas criaturas.

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Mas a grande tragédia foi que, durante este período, a ciência voltou-se contra si mesma. Antes dos cultos que foram criados em torno dos contatados, a teoria que prevalecia na comunidade científica era que os OVNIs eram algum tipo de fenômeno natural ainda não documentado: padrões estranhos e raros de meteorologia, truques óticos exóticos sendo jogados aos olhos dos desavisados, etc.


A maioria concordava que a idéia de OVNIs como naves espaciais aliens era divertida mas pouco plausível. Quando o culto dos contatados apareceu e os OVNIs começaram a ser associados automaticamente a seres extraterrestres, os cientistas prontamente resolveram manter distância daqueles doidos, abandonando completamente um campo de pesquisa promissor.

Nada pior do que ser alvo de zombarias. O ridículo que cobria qualquer suspeito, mesmo que fosse apenas de se interessar em OVNIs, era tão destrutivo à vida e à reputação quanto ser acusado de ser um comunista durante o tempos da guerra fria.

Quando o Dr. James McDonald atestou ao congresso que o uso do transporte supersônico (SST) diminuiria a camada de ozônio e causaria 10.000 novos casos de câncer da pele nos EUA a cada ano, o senador Ted Kennedy o atacou por ter se tornado uma referência em ufologia. Foi ridicularizado no congresso, apesar do fato que suas alegações sobre o SST tivessem embasamento científico.

Pouco tempo mais tarde, com sua carreira em decadência, ele se suicidou. A luta de McDonald por uma investigação ufológica realmente científica é um capítulo à parte e suas revisões dos procedimentos da USAF são considerados modelares.

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A única pessoa a se salvar dessa fogueira de reputações foi J. Allen Hynek. Astrofísico bem-considerado, começou a ajudar a USAF a investigar alegações os OVNIs já em 1947. Era um homem tão cauteloso e metódico que levou 20 anos para expor suas opiniões e declarar que a força aérea realmente não investigava as coisas corretamente, e que havia motivos e espaço para um estudo científico sério.

No final, Hynek estava certo. OVNIs certamente não são super armas soviéticas, mesmo porque os avistamentos continuaram após a queda do comunismo na Rússia, para não mencionar que os russos, por sua vez, pensaram que o OVNIs que avistavam eram algum tipo de arma secreta americana - atitude simétrica ao inimigo ideológico.

Uma parcela grande dos avistamentos de OVNIs é certamente devida à erros de identificação de balões climáticos, de aviões ou do brilho de planetas, de estrelas ou de outros fenômenos astronômicos ou metereológico. Uma parcela maior cai certamente sob a categoria de alucinações, de produtos de mentes doentes, e de fraudes.

Entretanto, há ainda um grande número casos que permanecem insolúveis e não-investigados (O Projeto Blue Book classificou 20% dos casos que relatou como "Não Identificado" e o Relatório Condon deixou inexplicado mais de um terço dos casos que pesquisou). Infelizmente, estes casos foram deixados nas mãos de investigadores esparsos, sem condições financeiras e /ou teóricas de os pesquisar adequadamente.

Ninguém é melhor preparado para investigar OVNIs do que os cientistas, e, como um todo, nenhum grupo negligenciou tanto a sua vocação natural, a de desvendar os mistérios do mundo físico, como os cientistas o fazem ao se recusar a tratar deste assunto em uma investigação imparcial.

Os cientistas estão perdendo a oportunidade de explorar o inexplicado, possivelmente descobrindo fenômenos meteorológicos novos, novos fenômenos químicos ou biológicos ou, no mínimo, uma compreensão melhor do funcionamento e esquisitices da mente humana.

http://www.burn.org.br/modules.php?name=News&file=article&sid=281&mode=thread&order=0&thold=0

A Terra Não É O Único Mundo Habitado

"Chegou a hora de mudar nossa atitude belicosa e oferecer aos nossos irmãos visitantes do espaço nossa amizade e nosso carinho.
Eles vem para nos ajudar, não para nos destruir".
(Samael Aun Weor) .

A TERRA NÃO É O ÚNICO MUNDO HABITADO

"Nós, pobres e míseros vermes do lodo da Terra, acaso somos tão néscios que ainda precisamos investigar mais a questão dos possíveis visitantes extraterrestres?". Não são mais que suficientes todos os dados que temos? Somos para nossa desgraça assim tão obtusos, lerdos e estúpidos que não compreendemos que desde os tempos antigos temos sido sempre visitados por gente de outros mudos? Eles nos evitam? Fogem de nós? Não saem à luz do dia? Não faríamos, por acaso, o mesmo diante de uma tribo de canibais?

O povo de outros mundos sabe muito bem que não somos mansas ovelhas, e, a cair em nossas garras felinas e fratricidas, preferem desaparecer furtivamente no céu estrelado. Cair na cadeia sem motivo algum, "porque sim"; ou converter-se em uma cobaia num laboratório para que experimentem com ele, lhe extraiam glândulas e lhes injetem diversas substâncias para conhecer as reações, não é por certo nada agradável, não é verdade? É óbvio que os visitantes extraterrestres não querem ter este destino, e por isso preferem evitar-nos.

Isto não significa que os povos de outros mundos não possam se defender; é claro, evidente, que se já conquistaram o espaço, devem também possuir armas formidáveis, mas não são assassinos; é evidentemente melhor evitar problemas"... (Samael Aun Weor: "Meu regresso ao Tibet"). Obviamente, estamos numa época de inquietudes extraordinárias; é necessário, se assim o quisermos, refletir profundamente sobre o momento atual que vivemos.

Temos uma poderosa civilização moderna; fizeram-se muitos avanços no terreno da Física, Química, Medicina, Engenharia, Eletrônica, etc,. etc. Erguemos uma grande civilização; poderosas naves, pilotadas até à Lua, sondaram o espaço, pousaram no solo lunar, etc.; também se enviaram naves aa Vênus, ainda que não tenham sido tripuladas; planejam-se viagens a outros planetas: diz-se que os Estados Unidos vão enviar um foguete tripulados a Marte; aguardaremos resultados concretos sobre este assunto...

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A Terra Não É O Único Mundo Habitado

Antes se pensava que a Lua era um pedaço da Terra projetado no espaço; os testes com o carbono-14 foram definitivos: chegou-se à conclusão lógica de que a Lua é anterior à Terra, é mais antiga, e isto por si só é sensacional. Então todos estes sábios, que sustentaram no passado a teoria de que a Lua era um pedaço da Terra projetado no espaço, se equivocaram lamentavelmente...


Repito, os testes com o carbono-14 e a análise rigorosa dos pedregulhos lunares indicaram que tais sábios, que no passado sustentaram a tese de que a Lua era um pedaço da Terra, estavam especificamente equivocados... Assim, estamos numa época de grandes inquietudes científicas, e devemos ainda que por um momento, refletir profundamente sobre essas coisas... Obviamente, lutamos pela conquista do espaço, e isto estamos fazendo sinceramente. Nossos cientistas voam, nas asas de seus projetos, até um futuro em que o homem há de conquistar definitivamente outros mundos; no entanto, não devemos de maneira alguma deixar-nos fascinar com tanta fenomenologia; convém que, em caráter pessoal, investiguemos a nós mesmos, e evitaremos provavelmente muitos desenganos.

Fala-se muito atualmente, como vocês sabem, sobre essa questão das naves cósmicas provenientes de outros mundos. Há uma espécie de antinomia, de antítese muito interessante, entre foguetes disparados por "tirios" e "troianos" à Lua, ou a Vênus, e naves cósmicas provenientes de outros mundos; existe certo ceticismo que a nada conduz. Há, pois inquietudes de uma e outra parte: conceitos antagônicos, opiniões desencontradas; vale a pena refletir sobre tudo isto...

Quando ouvimos falar de "discos voadores" prestamos atenção ou somos um pouco céticos, mas há algo de real em tudo isso, não me parece, de modo algum, que nosso planeta Terra seja o único planeta habitado. Quando alguém estuda a Panspermia de Arhenius, descobre com assombro místico que os germens da vida provêm de outros mundos; é interessante Arhenius com suas teorias.

Obviamente, desde a poeira luminosa das estrelas, nosso planeta Terra é um mundo habitado, que gira ao redor do Sol, um planeta como qualquer outro do espaço infinito... A Lei das analogias Filosóficas nos convida a pensar que, se no nosso mundo Terra está habitado, deve haver no espaço infinito outros mundos habitados. Eu jamais acreditaria que os germens da Vida Universal fosse patrimônio exclusivo da Terra; me parece que o exclusivismo, neste sentido, é regressivo, reacionário e retardatário...

Os convido a pensar que, se estamos lutando por conquistar o espaço, é possível que em outros mundos existam também essas mesmas lutas. Não descartaria jamais a possibilidade de extraterrestres, habitantes de outras esferas que já tivessem conquistado o espaço tão glorioso, composto por milhares e milhares de mundos. É demasiado reacionário e exclusivista pensar que estamos sós neste vasto Universo. Recordem que, na época de Colombo, muitos se riram daquele sábio, daquele grande navegante, quando se lançou, como diziam naquela época, através do Oceano, além do "Cabo Finisterre". Então na época de Colombo, acreditava-se que a Terra era plana, quadrada; ninguém na Europa aceitava a possibilidade de vida além do "Cabo Finisterre", que significa "fim da Terra...".

Parece que às vezes pensamos com mente medieval; quando negamos a possibilidade de vida consciente e inteligente em outros mundos, indubitavelmente pensamos com critério antiquados, anti-revolucionário, medieval... Admitamos a possibilidade de vida em outros mundos; as naves cósmicas são uma realidade; existem pessoas em outros mundos habitadas, mais cultas que nós, que já conquistaram o espaço, e disso posso lhes dar testemunho fiel!

Se me baseasse em meras elucubrações intelectuais, realmente não teria base para afirmar a tese dos mundos habitados por extraterrestres; se me baseasse unicamente em puras concepções intelectivas da Lógica Formal ou da Dialética argumentativa para enfatizar a idéia da possibilidade da existência dos extraterrestres, não passaria de uma teoria a mais, porém, na realidade tenho evidenciado existências dos extraterrestres, conheço-os pessoalmente, "em carne e osso", e por isso não vejo inconveniente algum em dar testemunho. Se vocês crêem, está bem; se aceitam, maravilhoso; se rejeitam é problema de vocês; em todo o caso, darei testemunho...

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A Terra não é único Mundo habitado

Um dia não importa qual, encontrando-me na cidade do México, visitei o "Deserto dos Leões". Queria estar em paz, ainda que por apenas algumas horas; desejava entregar-me à mais serena das reflexões. De repente me senti atraído para um certo lugar do bosque; via ali um espaço entre o arvoredo, não sei porque me ocorreu dirigir-me pessoalmente ao lugar indicado; o certo foi que encontrei uma enorme nave cósmica, sobre um tripé de aço.


Obviamente, confesso que me senti completamente confundido, comovido; o que descobri me deixou absolutamente surpreso... Mas a questão não terminou aí: uma comporta metálica se abriu, e vi um chefe ou capitão; cumprimentei-o e ele respondeu-me em perfeito espanhol..."Buenos días", lhe disse, respondeu-me o Capitão: "Buenos días..."

Entre a tripulação vi duas senhoras de idade avançada. Que idades teriam? Não sei. Inquestionavelmente, teriam idades correspondentes a outros tempos, não ao nosso tempo terrestre... Falei ao capitão dizendo: "Senhor, gostaria de conhecer o planta Marte; meu próprio gérmen espiritual, Divino, está relacionado com aquele mundo do espaço infinito (minha Mônada, diríamos, falando ao estilo de Leibntiz, que tanto se ocupou das Mônadas)"...

O Capitão encarregado da nave, depois de uns minutos, tomou a palavra e perguntou: "A arte?". "Sim, gostaria de conhecer o planeta Marte, e que vocês me levassem; estou disposto a ir com vocês já, imediatamente; nada pode me reter no planeta Terra". "Marte"? Esse planeta fica logo ali; na verdade está muito próximo. (me disse)".

Mas, ao falar assim, compreendi que meu pedido ou minha pretensão havia sido demasiadamente pobre. Eu acreditava haver pedido algo muito grande, mas para que mentir? Meu pedido havia sido na verdade muito pobre... Por certas significações intuitivas, me deram a entender que aquela nave, que me havia parecido tão esplêndida, provinha de uma nave-mãe que havia ficado oculta em órbita da Terra...

Nosso sistema Solar conhecido como "Sistema Solar de Ors", não era de modo algum desconhecido para aquele capitão, era apenas um dos tantos sistemas solares do inalterável infinito... Indubitavelmente, me encontrava frente a viajantes intergalácticos, seres que viajam de Galáxia em Galáxia, indivíduos sábios e conscientes...

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A Terra Não É O Único Mundo Habitado

"Sou um escritor", lhes disse; "gostaria de ser levado a outros mundos habitados, com o propósito de escrever e dar testemunho fiel à humanidade sobre a existência de outros mundos habitados...", "sou um HOMEM", lhe disse, "não um simples Animal Intelectual; o pedido que faço a vocês não é por mim, mas pela humanidade em geral. Gostaria de cooperar de alguma forma com a cultura geral do mundo em que vivo...".

Enfim, expus muitos conceitos, mas o capitão mantinha silêncio. Até me agarrei ao tripé de aço, com o propósito de não me desprender dali até que ser resolvesse admitir-me dentro da nave e levar-me; mas tudo foi inútil, mantinha silêncio... Examinei aquele homem e toda a tripulação: personagens de uma cor de cobre, testa ampla, corpo esbelto, estatura de um metro e 20, 30 ou 40 centímetros, não mais que isso... A tripulação, por fim, se sentou sobre uns troncos de madeira que havia no bosque. As mulheres eram duas anciãs veneráveis, e não pude fazer menos do que observar tão estranhas criaturas...

Não pude ver neles a perversidade terrestre. Pude notar cuidadosamente o sentido muito elevado da palavra; não usam descuidadamente a palavra como nós; falam pouco e dizem muito; para eles a palavra é ouro, ouro em pó; somente a usam em casos muito indispensáveis... Não vi neles cara de assassinos, como as de nós terráqueos; tampouco certo aspecto maquiavélico com o qual tanto se adornam certas filmagens; nessas estranhas criaturas somente brilhavam a sabedoria, o amor e o poder; são homens, mas homens de verdade, no sentido mais completo da palavra.

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A Terra Não É O Único Mundo Habitado

Nenhum deles quis me raptar, ao contrário, lutei demasiado, pedindo-lhe que me levasse; estou seguro de que, se me tivessem concedido tal pedido, de modo algum teriam feito de mim uma "cobaia de laboratório". Nós terráqueos somos outra coisa: se conseguíssemos capturar um extraterrestre, com certeza iria para um laboratório, e, quanto à nave, a confiscaríamos e, usando-a como modelo, poderíamos construir muitas outras para bombardear cidades indefesas, conquistar outros mundos à força e fazer diabruras; porque nós, os terráqueos, começando por mim, somos na verdade terrivelmente perversos, essa é a crua realidade dos fatos! De modo algum venho "lavar minhas mãos" diante de vocês, dizer-lhes que sou "uma mansa ovelha". Não: somo todos "cortados pela mesma tesoura"; os defeitos que tenho, vocês também os têm, e vice-versa... Assim, lhes asseguro que o testemunho que dou aqueles seres é sincero, realmente sincero; não tento de modo algum deformar o testemunho, deformar a verdade...


Por fim, com os tripulantes sentados sobre os troncos de madeira que havia no lugar, uma das mulheres se colocou de pé e, falando em nome de toda a tripulação disse: "Se colocamos uma planta que não é aromática junto a outra que o é, a que não é aromática se impregna com o aroma da que é aromática"... E prosseguiu: "O mesmo acontece nos mundos habitados: mundos que no passado andavam mal, humanidades perversas, pouco a pouco foram se transformando com o aroma, com a vibração dos mundos vizinhos; mas nós, como você vê, acabamos de chegar aqui, a este planeta Terra, e não vemos acontecer o mesmo. O que é que se passa neste planeta?".

Bem, a pergunta que me haviam feito fora tremenda, e eu devia, portanto dar uma resposta de alta qualidade... Sem refletir muito, mas, isso sim, cuidando muito bem da palavra, disse: "esse planeta é um equívoco dos Deuses..." mas logo completei, enriquecendo o conceito o melhor que pude, para dizer: "Este é o Karma dos Mundos", a palavra Karma significa Causa e Efeito: a tal causa corresponde a tal efeito. A Terra tem causa que a trouxeram à existência e, se essas causas são mais ou menos equivocadas, os efeitos tem que ser equivocados... Ao dizer: "Este é o Karma dos mundos" vi com grande assombro que a anciã que falara assentiu inclinando com a cabeça, com uma reverência respeitosa; não disse nada, mas simplesmente assentiu. A outra senhora também fez uma vênia respeitosa, e todos da tripulação, em genuflexão moderada, concordaram.

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A Terra Não É O Único Mundo Habitado

Pensei que ia me puxar as orelhas, pois era terrível dar uma resposta as pessoas que viajam de galáxia a galáxia, um pobre diabo como eu; mas minha resposta resultou, funcionou e isso me alegrou... Claro, resolvi tirar o melhor partido daquele assentimento. Disse a mim mesmo "Bem este é o momento"; reiterei meu pedido de ser levado a outro planeta do espaço infinito para dar testemunho às pessoas sobre a realidade dos mundos habitados..."Sou escritor", lhes disse, "não é por mim, é pela humanidade; levam-me".

De nada valeram os pedidos, o silêncio era terrível, por fim o capitão pronunciou uma frase nada mais que uma, porque falam pouco e dizem muito, essas pessoas falam pouco e dizem muito, esses personagens pareciam realmente Deuses com corpos de homem (tinha essa impressão ao conversar com eles)... Obtive uma resposta e é claro que fique satisfeito: "No Caminho iremos vendo..." disse o capitão. Nada mais, isso foi o que me disse, mas para mim foi muito definitivo.

Se um terráqueo tivesse me dito o mesmo, teria simplesmente considerado essas palavras como uma escapatória, evasiva; como quando alguém pede, por exemplo, um emprego, e lhe dizem: "consideraremos quando houve ruma vaga" (como que saísse correndo, a quinhentos quilômetros por hora); podemos estar seguros de ter fracassado na tentava...

Mas estava falando com extraterrestres: "No caminho iremos vendo..." A qual caminho se referia aquele capitão? Ao caminho esotérico, iniciático, a uma senda que conduz ao super-homem: à senda "apertada, estreita e difícil", da qual fala o Cristo; a esse caminho misterioso percorrido por um Dante, Um Hermes Trimegisto ou um Jesus de Nazaré... Eu sigo esse caminho; portanto, as palavras daquele capitão me encheram de ânimo...

Deu-me sua mão (direita), subiu à nave por uma escada, e também a tripulação. Compreendi que devia me retirar, e assim fiz; não queria de modo algum que meu corpo se desintegrasse instantaneamente pela força daquela nave. Retirei-me; pude observar a certa distância através das árvores, o momento em que a nave decolou, subiu lentamente, até certa altura, e depois se precipitou no espaço infinito, sem fazer nenhum ruído...

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A Terra não é único Mundo habitado

Asseguro a vocês que estou dando um testemunho sobre seres que já conquistaram o espaço, sobre os extraterrestres. Vim aqui lhes dizer a verdade, e nada mais que a verdade; não vim lhes dar falsos testemunhos, porque com isso nada ganharia, nem tampouco vocês; estaria enganando a mim mesmo e cometeria o crime absurdo de enganar meus semelhantes. Estou lhes dando testemunho da verdade do que me consta sobre extraterrestres; se vocês crêem, maravilhoso; se não crêem, não me importa; se rirem, não faço caso, de qualquer modo," o que ri do que desconhece", disse Vitor Hugo numa de suas obras, "está a caminho de ser idiota". Eu dou meu testemunho, vocês verão.

Há outros seres que conquistaram o espaço, que não são terráqueos; gente que vem de outros mundos densamente povoados. É urgente compreender que estes seres que conquistaram o espaço infinito não têm vícios; não bebem; não fumam, não fornicam, não adulteram, não roubam, não matam; são perfeitos, no sentido mais completo da palavra,...

Pergunto a mim mesmo e a vocês, pensando em voz alta: nós, os terráqueos, terão por acaso tais méritos? Seremos dignos de conquistar o espaço infinito? Se conseguíssemos, qual seria nossa conduta em outros mundos habitados: Estamos seguros de que não iríamos beber lá, cometer adultério, etc.? Somos tão perfeitos que nos cremos capazes de conquistar o espaço infinito?

Bem, entendo que essas naves cósmicas são MULTIDIMENSIONAIS: me parece que as três dimensões, largura, cumprimento e altura, não são tudo; a Geometria tridimensional de Euclides tem sido muito discutida. Esta mesa, por exemplo, tem largura, cumprimento e altura, tem três dimensões, mas tem que haver uma quarta vertical nesta mesma. Qual será? Eu digo que é o tempo; quanto tempo faz que foi fabricada? Aí esta a Quarta Vertical.

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A Terra Não É O Único Mundo Habitado

Indubitavelmente, existe também a Quinta Coordenada; entendo que é a ETERNIDADE. Além da quinta dimensão, tem existir a sexta, ou seja, uma que não é o tempo, nem a Eternidade, nem tampouco o mundo tridimensional; a quinta coordenada é a ETERNIDADE, a quarta o TEMPO, mas, qual será a sexta? E a sétima? A sexta está além da Eternidade e do Tempo e, quanto à sétima, é a dimensão Zero desconhecida (Espírito PURO, diríamos).

Indubitavelmente, tem que haver sete dimensões básicas, fundamentais. Enquanto exista ou enquanto tenhamos o dogma tridimensional de Euclides, permaneceremos em estado regressivo, retardatário... A Física moderna é regressiva, retardatária, antiquada, porque se baseia exclusivamente nas três dimensões básicas fundamentais do dogma tridimensional de Euclides.

As naves extraterrestres se baseiam numa geometria diferente, digo que há que se criar uma geometria tetradimensional, isto seria possível se investigássemos mais a fundo o átomo. Obviamente é no átomo que está traçada a QUARTA VERTICAL. O dia em que possamos traçar a QUARTA VERTICAL no papel, poderemos também então criar a Geometria tetradimensional. Com uma geometria assim, poderíamos fabricar naves de quatro dimensões, naves capazes de viajar no Tempo, até ao passado ou ao futuro remoto; com naves assim, poderíamos conquista o espaço infinito.

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A Terra Não É O Único Mundo Habitado

Mas ainda ao podemos criar esse tipo de nave; para viajar a Marte tardaríamos dois anos em um foguete atômico. Segundo entendi as explicações daqueles extraterrestres que conheci no "Deserto dos Leões", em questão de minutos chegam a Marte (para eles Marte é "logo ali", como quem diz, "na loja da esquina"). É que eles colocam suas naves na QUARTA VERTICAL; tais naves são propulsadas por energia solar, e isto é maravilhoso. Nós necessitamos enviarem foguetes equipados com combustível líquido, e nossos astronautas têm que fazer cinqüenta mil manobras para pousar na Lua; eles não necessitam tais manobras, para eles a Lua está "logo ali...".

Assim, não vejo porque temos que sentir-nos orgulhosos de nossa tão cacarejada civilização moderna. Os convido a compreender que nós, os terráqueos, somos apenas embriões, e que nossa tão cacarejada civilização moderna não vale realmente a pena.

Convido-os a compreender a fundo esta questão da conquista do espaço interplanetário; há necessidade de compreender que, se queremos a conquista do espaço infinito, devemos começar por estudar a nós mesmos, porque as leis do Cosmos estão dentro de nós mesmos, aqui e agora. Se não descobrimos as leis dos Cosmos dentro de nós mesmo, não as descobriremos jamais fora de nós mesmos; o homem está contido na Natureza, e Ela está contida no homem. Se quisermos conquista o espaço infinito, devemos começar por conquistar-nos a nós mesmos; atualmente somos vítimas das circunstâncias, não aprendemos a dirigir as diversas circunstâncias da vida; ainda não sabemos determiná-las, somo brinquedos de todas as forças do Universo...

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